NÃO A DEIXEM DOUTORAR-SE, SENÃO AS OUTRAS TAMBÉM QUEREM. E QUISERAM.
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Não foi assim há tanto tempo. Passou-se em 1972. Margarida Ferreira, a quarta mulher doutorada pela Universidade do Porto, esta semana homenageada pelos seus Colegas da Faculdade de Farmácia, era docente contratada desde 1965. Como explicou na passada terça-feira, na sua alocução na Faculdade onde tantos anos trabalhou, desde o primeiro momento que aspirou a ser investigadora. E queria fazer o seu doutoramento na área da Farmacognosia. No seu discurso comovido, confidenciou-nos os dissabores que teve de enfrentar e mostrou-nos, num slide, umas escadas para aludir a todos os degraus que teve de subir: a distribuição de serviço pesadíssima (36 horas semanais!) para que não tivesse tempo para fazer o doutoramento; o alarme que a sua persistência causou na Faculdade, correndo nos corredores a mensagem “Não a deixem doutorar-se, senão as outras também querem”; as agruras das provas de doutoramento que, ao tempo, consistiam na defesa de uma tese e ainda da discussão de dois temas dados a conhecer ao doutorando 20 dias antes das provas, e que eram objeto de interrogatório feroz.
Durante o intervalo para almoço, a Professora Margarida Ferreira ofereceu-nos outros pormenores. Falou-nos da forma como, no Conselho Científico da Faculdade, até então exclusivamente masculino, alguns professores mais conservadores persistiam em tratá-la por “Senhora”, recusando-lhe o título que conquistara por direito; e da situação em que se encontrou quando, depois de o Diretor do Laboratório de Bromatologia ter sido saneado, em 1974, passou ela a assumir a Direção do Laboratório sem que lhe tivesse sido concedida redução do trabalho docente (na verdade, ficou com uma das disciplinas que era lecionada pelo anterior Diretor).
Com orgulho, recordou o trabalho experimental que realizou em 1973, logo após o doutoramento, no Departamento de Química da Universidade de Aberdeen, e que resultou em três publicações no prestigiado Journal of the Chemical Society (um verdadeiro feito para qualquer investigador homem, quanto mais para uma mulher!). E explicou-nos que, se para a sua estada em Aberdeen, tinha podido contar com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, a sua ida para a Universidade de Califórnia em Davis havia sido praticamente a expensas próprias.
Quando lhe perguntei se as dificuldades para as mulheres na carreira académica se verificavam na altura apenas em Portugal, foi peremptória: na Universidade de Aberdeen não vira mais nenhuma mulher doutorada no Laboratório; e em Davis a situação não era muito diferente da do nosso país.
No momento em que, num tom mais íntimo, lhe agradeci em nome de todas as mulheres pelos caminhos que para todas nós desbravou, confidenciou que sempre teve consciência de que, para conseguir doutorar-se, teria de sacrificar a sua vida pessoal. E os olhos humedeceram-se-lhe quando o Vice-Reitor para a Investigação, Pedro Rodrigues, anunciou que tinha números de que ela iria gostar: dos atuais 4.000 estudantes de doutoramento da Universidade do Porto, um pouco mais de metade são mulheres. É que (felizmente) numa coisa as vozes conservadoras da Faculdade de Farmácia estavam certas: depois de a terem deixado fazer o doutoramento, outras mulheres quiseram fazê-lo também.
Fátima Vieira, Vice-Reitora para a Cultura, Museus e Editora
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U.Porto apresenta cinema documental dedicado ao design e à arquitetura
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DESIGNAgorà – “LI(ea)VING UTOPIA acontece de 2 a 5 de dezembro, na Casa Comum e na Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva. A entrada é livre. Americaville (2020), de Adam James Smith
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A utopia é o grande tema agregador deste ciclo de cinema documental dedicado ao design e à arquitetura. DESIGNAgorà – “LI(ea)VING UTOPIA traz duas estreias nacionais e outro filme sobre um arquiteto do Porto, nunca antes exibido na cidade. Há uma programação internacional de curtas, médias e longas metragens para descobrir de 2 a 5 de dezembro, na Casa Comum (Reitoria) e na Galeria da Biodiversidade - Centro Ciência Viva. O primeiro destaque da programação vai para a estreia nacional de Americaville (2020), de Adam James Smith, no dia 3 dezembro, às 19h00, na Casa Comum. Escondida entre as montanhas a norte de Pequim, vive uma comunidade de milhares de chineses a quem foi prometido o sonho americano. No filme, Annie Liu escapa à cada vez mais inabitável capital chinesa para visitar este lugar de romance e realização espiritual. Não fosse cada vez mais difícil, ou até mesmo inalcançável, o idílico sonho americano. Em estreia nacional, Americaville passa dia 3 de dezembro, às 19h00, na Casa Comum.
Antes disso. Densidades populacionais, gentrificação e habitação fortemente concentrada nas grandes metrópoles, também assim é o "planeta cidade". Uma hiper densa casa para 10 biliões de pessoas que descartam o resto do território e o entregam a uma espécie de existência desértica à escala global. Planet City (2021), de Liam Young, é um poema visual, um trabalho plástico cuja leveza da imagem contrasta com a densidade e peso dos problemas que traz à tela. Pela surpreendente abordagem dos temas, banda sonora e carácter tão inusitado quanto envolvente das personagens, Planet City lança questões que prometem continuar a trabalhar na consciência de quem o viu, bem para lá da projeção. Para descobrir na Casa Comum, e pela primeira vez no Porto, dia 3 de dezembro, às 17h30.
No sábado, dia 4 de dezembro, às 19h00, outra estreia nacional. Rasgos de luz e aberturas que convidam ao passeio e à vida em comunidade que são um milagre ou, no mínimo, insólitos. THE TILTED BLOCK OF FLATS. Bergamo, Sun, Kasbah, Chicken Coops and Flowered Terraces (2020) apresenta-nos edifícios pelo olhar, pela voz e pelas histórias de quem habita o espaço, aqui animado por um projeto de investigação cinematográfica. Neste filme de Alberto Valtellina e Paolo Vitali, os habitantes destacam as características e qualidades arquitetónicas dos espaços e a forma como ele acolhe e se adapta às vivências privadas do quotidiano.
Planet City (2021), de Liam Young Pela primeira vez no PortoO que é que a vivência de uma cidade pode ensinar a um arquiteto que opta por não chegar de receita na mão? Que prefere aprender com ela. Nuno Portas é pela interferência dos habitantes no processo, para que percebam as diferentes fases de um projeto. É o arquiteto que vai à procura do contexto. Que não quer que termine na soleira da porta um projeto que sabe ser também do espaço publico. Dedicado ao trabalho de Nuno Portas, Professor Emérito da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, A Cidade de Portas (2021), de Humberto Kzure e Teresa Prata, será o filme que encerra o ciclo, dia 5 de dezembro, às 18h30, na Galeria da Biodiversidade - Centro Ciência Viva. A Cidade de Portas (2021), de Humberto Kzure e Teresa Prata Durante a sessão de encerramento, com início às 17h00, serão ainda entregues os prémios das curtas apresentadas pelas escolas de Ensino Superior parceiras (ESAP-Porto, ESAD-Matosinhos, FAUP-Porto, IULM-Milão) no âmbito de Estúdio UTOPIA e será inaugurada a instalação sonora In-between this and something else. Criada a partir do livro Macau: Diálogos Sobre Arquitectura e Sociedade (Margarida Saraiva e Tiago Saldanha Quadros, eds.), a instalação tem curadoria da Babel – Organização Cultural, contando com o contributo fotográfico de Nuno Cera e a instalação de som de Rui Farinha. O espectador é convidado a percorrer a cidade através de um conjunto de fotografias e dois vídeos realizados durante uma residência artística de Nuno Cera, em Macau, entre Setembro e Outubro de 2018. Vão ser também desenvolvidos podcasts - Ecos do Futuro - para refletir sobre o tema da utopia com convidados de diversas áreas, entre os quais Fátima Vieira (Vice-reitora da Universidade do Porto), Paulo Moura (jornalista e escritor), Francesco Tonucci (pedagogo e criador do projeto “La Città dei bambini”);
Toda a programação pode ser conferida aqui. Como nasceu o projeto?O projeto DESIGNAgorà nasceu em 2019 com a vontade de apostar no audiovisual para refletir questões relacionadas com o dia a dia, onde a prática de projeto pode desempenhar um papel fundamental. A programação de DESIGNAgorà – “LI(ea)VING UTOPIA” aborda o conceito de utopia, palavra que, por um lado, remete para algo que não pode existir, algo impossível, mas que por outro, transporta para um “lugar feliz”. Com a edição deste ano pretendeu-se explorar a dupla dimensão do conceito de utopia, em que coexistem projetos fracassados, movimentos “extintos”, edifícios suspensos entre os sonhos e a crueza da realidade, mas também projetos visionários, alguns ainda por alcançar e, por fim, o exemplo de espaços criados para a concretização individual e coletiva.
O DESIGNAgorà acontece de dois em dois anos na cidade do Porto, e é um projeto da ASCIP Dante Alighieri, associação sociocultural, em colaboração com a Reitoria da Universidade do Porto. Todas as sessões são gratuitas, sujeitas à lotação da sala e às restrições de segurança devido à covid-19.
Fonte: Notícias U.Porto
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Reitor e diretores da U.Porto são os curadores da nova exposição do MNSR
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DEPOSITORIUM 2 estabelece uma relação entre arte e medicina a partir de obras escolhidas da reserva do Museu Nacional de Soares dos Reis. Abre portas a 2 de dezembro. Pormenor de Convalescente, quadro a óleo de Artur Loureiro (1853-1932) e uma das escolhas do Reitor da U.Porto para a exposição. Imagem: DR
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O Reitor da Universidade do Porto e os diretores das Faculdades de Medicina (FMUP), Medicina Dentária (FMDUP) e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) são os curadores de DEPOSITORIUM 2, título da exposição que, a partir 2 de dezembro, leva ao público um conjunto de peças das coleções de cerâmica, desenho, escultura, lapidária e pintura, escolhidas da reserva do Museu Nacional de Soares dos Reis (MNSR). Como médico e investigador em Biomedicina, o Reitor da U.Porto selecionou pinturas e desenhos que remetem para a atividade médica e que representam “de forma crua e, muitas vezes, pungente, o sofrimento humano e a própria morte”. António de Sousa Pereira recorda que “a dor, a doença, a agonia e o passamento estão ilustrados em grandes obras de arte de todos os tempos”, dando o exemplo “da extraordinária força iconográfica das Pietà que marcaram a história da arte a partir do final do século XIII.
A imagem da Virgem segurando, resignada, o seu filho morto, é todo um tratado sobre o sofrimento e a finitude humana a que poucos ficam indiferentes”. Um universo imagético, sublinha o Reitor, que “não difere muito do que nós, médicos, observamos diariamente em hospitais e consultórios”.
As obras de arte são também, diz-nos António de Sousa Pereira, “uma forma de estimular a empatia e a compaixão que inapelavelmente a medicina exige, para que esta não se confunda com uma mera aplicação de terapias despida de sentimentos”.
Às peças selecionadas pelo Reitor, juntam-se as que foram escolhidas por Altamiro da Costa-Pereira, Miguel Pinto e Henrique Cyrne Carvalho, diretores da FMUP, da FMDUP e do ICBAS, respetivamente.
O remédio, de José Malhoa (1855 – 1933), é outra das obras que fará parte da exposição. Uma reflexão sobre arte e medicinaCom esta exposição, o MNSR permite o acesso a obras que têm permanecido nas reservas do Museu propondo, em simultâneo, uma reflexão sobre arte e medicina, conceitos historicamente interligados. “São estreitos os laços que unem este mundo profissional da saúde ao dos museus: ambos se assumem como guardiões, uns do património humano, do seu corpo e da sua mente, e outros do património cultural, material e imaterial”, afirma o Diretor do MNSR, António Ponte. E acrescenta: “Nunca antes se complementaram tanto, sendo hoje, muitas vezes, a arte prescrita como uma terapêutica e forma de prevenção da doença”.
O circuito expositivo inclui desenhos de anatomia de António Soares dos Reis e pinturas a óleo do século XIX alusivas às ciências médicas e assinadas por artistas portugueses como Artur Loureiro, Aurélia de Sousa e José Malhoa. Fazem ainda parte da exposição esculturas de Soares dos Reis e de Teixeira Lopes, Pai. A peça mais antiga é uma estela funerária, datada do século II, recolhida na Serra de Santa Justa, em Valongo.
Resultado de uma parceria com a Casa Comum da U.Porto, a exposição DEPOSITORIUM 2 vai estar patente ao público até ao segundo trimestre de 2022 e pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 10h00 às 18h00 (última entrada às 17h30), no Museu Nacional de Soares dos Reis.
Mais informações aqui.
Fonte: Notícias U.Porto
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Novembro | Dezembro na U.PortoPara conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo. |
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José Rodrigues, o Guardador do SolEntrada livre. Mais informações aqui
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DESIGNAgorà | Ciclo de CinemaCinema | Casa Comum, Galeria da Biodiversidade Entrada livre. Mais informações aqui
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Grandes Autores da Literatura Italiana: As cidades invisíveis - Italo CalvinoLiteratura, Música | Casa Comum Entrada livre. Mais informações e reservas aqui
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Música na Cidade | Concerto com Nuno Soares e Youri PopovEntrada livre. Mais informações aqui
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Porto/Post/DocCinema, Conversas | Casa Comum, Planetário do Porto, outros locais
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Splendid Isolation de Lea VidakovicExposição | Galeria da Biodiversidade Entrada livre. Mais informações aqui
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IMPRESSÕES DA NATURALIA: ENSAIOS ENTRE JARDINSExposição | Galeria da Biodiversidade e FBAUP Entrada livre. Mais informações aqui
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RUÍDO11, 12, 25, 26 NOV'21 | 21h00
13, 24, 27 NOV'21 | 19h00
Espetáculo de divulgação científica | Planetário do Porto Entrada gratuita. Mais informações e reservas aqui
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Coreografias do Riso de Bárbara FonteExposição | Casa-Museu Abel Salazar
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Clube Recreativo: a Caricatura no percurso académico de Abel Salazar Exposição | Casa- Museu Abel Salazar
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Bartolomeu Costa Cabral / um arquivo em construçãoExposição | Fundação Marques da Silva
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Patchwork: A Arquitectura de Jadwiga Grabowska-HawrylakEntrada livre. Mais informações aqui
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CICLO DA VIDAEntrada livre. Mais informações aqui
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Depositorium 2
Exposição | Museu Nacional de Soares do Reis
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CORREDOR CULTURAL DO PORTO Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto. Consulte a lista completa aqui
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Jardim Botânico do Porto novamente entre os melhores do mundo
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O "pulmão" verde da Universidade do Porto é um dos cinco jardins e parques portugueses distinguidos na edição 2021 do Green Flag Award.
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O Jardim Botânico do Porto – Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP) foi distinguido, pelo terceiro ano consecutivo, com o Green Flag Award, um prémio internacional atribuído anualmente pela Organização Não Governamental Keep Britain Tidy, sob a égide do Ministério da Habitação, Comunidades e Governo Local do Reino Unido, e que reconhece e premeia a boa gestão e manutenção de parques e jardins públicos em todo o mundo. No ano em que se assinala o 25.º aniversário do Green Flag Award, o “pulmão” verde da U.Porto repete assim a presença na elite dos espaços verdes a nível mundial, juntamente com os também portuenses Parque da Cidade e Jardim do Passeio Alegre.
Na avaliação dos jardins premiados foram tidos em conta os mais elevados padrões de qualidade, tendo sido valorizados parâmetros como a proteção e promoção da paisagem, do património e da biodiversidade, a manutenção e limpeza, a segurança e o conforto, ou o envolvimento com a comunidade.
Recorde-se que foi em 2019 que o histórico Jardim Botânico recebeu pela primeira vez a “bandeira verde”, em resultado de uma candidatura liderada pela Faculdade de Ciências da U.Porto (FCUP), com o apoio da Câmara Municipal do Porto. Uma distinção que foi também o culminar de um longo trabalho de valorização de um património incontornável, desenvolvido ao longo de muitos anos por múltiplos intervenientes, dentro da esfera da Universidade e fora dela.
“Este é um espaço muito especial, onde a originalidade e a diversidade se articulam com uma participação e gestão fora do comum. Baixos recursos sustentam-se com dedicação e empenho, paixão e poesia”, apontava então Paulo Farinha Marques, Diretor do Jardim Botânico do Porto. Para o também docente da FCUP, “é muito reconfortante o Jardim ser reconhecido pela sua especial condição que motiva a continuar o trabalho iniciado desde há muito”.
Criado em Inglaterra em 1996, o Green Flag Award reconhece atualmente cerca de 2000 espaços verdes em 16 países. Para além dos três jardins do Porto, a edição deste ano distinguiu ainda os portugueses Jardim do Monte Latito, em Guimarães, e o Parque Aventura & Trilho Ecológico da LIPOR, localizado em Ermesinde (Valongo) e Baguim do Monte (Gondomar).
Sobre o Jardim Botânico do PortoInstalado desde 1951 na antiga Quinta do Campo Alegre, e ocupando uma área de cerca de quatro hectares, o Jardim Botânico do Porto é um espaço de referência na cidade, cujo valor histórico é evidenciado pela conservação das coleções botânicas e do traçado dos diversos jardins que alberga. Juntamente com a Galeria da Biodiversidade – Centro de Ciência Viva, instalada desde 2017 no palacete do séc. XIX para os quais os seus portões principais se abrem, o Jardim Botânico do Porto integra hoje a estrutura do MHNC-UP. Nele convivem harmoniosamente valores paisagísticos, florísticos e literários, sendo este o jardim que inspirou muitas das obras dos escritores Sophia de Mello Breyner Andresen e Rúben A..
Atualmente, o Jardim Botânico do Porto está organizado em três patamares com características muito distintas. No primeiro patamar, envolvendo a Galeria da Biodiversidade, desenvolvem-se os jardins formais, separados pelas altas sebes de camélias centenárias, e influenciados pelo movimento Arts and Crafts. No segundo patamar, existe um jardim de plantas xerófitas com diversos catos e plantas suculentas e onde podemos encontrar a estufa de catos, a estufa tropical e a estufa de orquídeas. Finalmente, no patamar mais baixo, localiza-se o arboreto, no qual se encontram as coleções de coníferas, plantas nativas, o fetário e o maior lago do Jardim.
Assumindo-se como um espaço de fruição pública e de contacto com a natureza em pleno centro da cidade, o Jardim Botânico do Porto oferece aos visitantes uma grande diversidade de intensas experiências sensoriais, de cariz científico e artístico. Devidamente infraestruturado a pensar no bem-estar dos visitantes, oferece um programa educativo e cultural que, sendo transversal a todo o MHNC-UP, se encontra totalmente alinhado com as caraterísticas do espaço.
Fonte: Notícias U.Porto
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum
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Esta é uma história com humor que Agustina escreveu para um amigo que vivia na Dinamarca. Aqui, chama-lhe Claus, mas era Jorge. Uma pequena inconfidência em sua memória.
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30. Fiesta de ls Dançadores
Ampeça cedo la fiesta, an Samartino i que mui bien Michel Giacometti decumenta al agarrar las palabras de Tiu José João da Igreja, gaiteiro de Infainç. Tiu Domingos Meirinhos cunta-mos cumo era ne l sou tiempo. Hoije, ls dançadores, gaiteiros, caixeiros i bumbeiros, de sigunda ou terceira geraçon, todos nacidos i a bibir por ende afuora, bénen de l Porto, Lisboua, Bordéus… i de tantos outras cidades de l paíç i de l’Ouropa, para que la fiesta de fága i la tradiçon se mantenga.
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Dia do Património Académico celebrou a Cultura nas universidades
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Celebração inédita permitiu à população explorar gratuitamente alguns dos "tesouros" do património da U.Porto.
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Pela primeira vez, as 16 instituições de ensino superior que integram o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) abriram as suas portas para, em conjunto, assinalarem, a 18 de novembro, o Dia Europeu do Património Académico. Na Universidade do Porto, a Reitoria, o Jardim Botânico do Porto e a Casa-Museu Abel Salazar foram alguns dos espaços que aderiram a uma iniciativa que, para Fátima Vieira, Vice-Reitora com o pelouro da Cultura, constitui mais um passo para “colocar a Cultura no centro da vida da Universidade”.
Para outros vídeos, visite o canal oficial da Universidade do Porto no Youtube.
Fonte: Notícias U.Porto
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Doutores Honoris Causa pela Universidade do Porto Azeredo Perdigão, Brebis Bleaney, Henri A. Skinner, Vítor Machado e Boris Alpern
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Em 1987 a Universidade do Porto celebrou os seus 75 anos de História através de um Congresso dedicado à construção europeia. O simpósio foi organizado pelo Vice-Reitor Cândido dos Santos, entre 1 e 4 de abril desse ano, e estava dividido em quatro temas: “A Universidade e a Cultura”, “A Universidade e a Cooperação”, “A Universidade e a Ciência e Tecnologia” e “A Universidade e o Desenvolvimento”. Entre os convidados nacionais contavam-se personalidades como António José Saraiva (1917-1993), Joel Serrão (1919-2008), Borges de Macedo (1921-1996), Eduardo Lourenço (1923-2020), Manuel Villaverde Cabral (1940-) e António Barreto (1942-), e entre os estrangeiros Léopold Senghor (1906-2001), ex-presidente do Senegal, e Corsino Tolentino (1946-), diplomata, académico e ministro da Educação de Cabo Verde.
No dia 4 de abril realizaram-se três outros doutoramentos Honoris Causa: de Azeredo Perdigão (1896-1993), presidente da Fundação Calouste Gulbenkian; de Brebis Bleaney(1915-2006) da Universidade de Oxford, e de Henry Alistair Skinner (1916-1996) da Universidade de Manchester. Com este ato solene a Universidade do Porto pretendeu homenagear publicamente a Fundação Calouste Gulbenkian, na pessoa do seu presidente, pelo contributo desta instituição para o desenvolvimento científico, cultural e artístico; e os dois professores de universidade britânicas pelo apoio prestado à Faculdade de Ciências.
Ainda nesse ano realizaram-se dois novos doutoramentos Honoris Causa de Vítor Machado (1993-2002), por proposta da Faculdade de Medicina, e de Boris Alpern (1921-2014), por proposta da Faculdade de Ciências. Reitoria da Universidade do Porto, Recortes de imprensa [1919-1987]: Universidade e construção europeia
Universidade do porto festeja 75 anos Universidade do Porto – 75 anos com Congresso Sobre Brebis Bleaney (up.pt) SobreHenri A. Skinner (up.pt) Sobre José Henrique de Azeredo Perdigão (up.pt) Sobre Victor Sá Machado (up.pt) Sobre Boris Alpern (up.pt)
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