AFTER WORK

​​EU University & Culture Summit / Day 1, Afternoon

Fui ver After Work, do realizador de cinema ítalo-sueco Erik Gandini, e vim para casa a pensar. O tema não era para menos. Gandini confronta-nos com um problema existencial: o que havemos fazer com o nosso tempo quando não tivermos trabalho para fazer? Provocada pelo documentário, refleti: de que forma poderá a Universidade preparar os estudantes para enfrentarem esse problema existencial?


A questão – anunciam as estatísticas referidas no documentário – vai colocar-se mais cedo do que pensamos, em grande parte em resultado do desenvolvimento acelerado dos processos de automação e da Inteligência Artificial. Estudos prospetivos têm vindo a vaticinar a extinção de profissões centenárias – e mesmo as que sobrarem não chegarão para todos.


O documentário de Gandini explora diferentes cosmovisões. Na Coreia do Sul, o sentido da vida é dado pelo trabalho: é normal um adulto entrar ao serviço às 7:00 da manhã e sair perto das 23:00, indo a casa apenas para dormir. A ética do trabalho está de tal forma enraizada na cultura coreana que o Governo teve de tomar uma medida drástica, determinando que todos os computadores dos escritórios sejam desligados às 18:00.


Nos Estados Unidos, a ética do trabalho é ainda informada pelo espírito calvinista, dando origem ao workaholism: os americanos, na sua maioria, nunca tiraram mais de duas semanas seguidas de férias, sendo afetados por um sentimento de culpa se não produzirem; abdicam, por isso, de 578 milhões de horas anuais (de férias) pagas.


Em Itália, predomina uma cultura mais hedonista, de aproveitamento da vida. É também aqui que encontramos mais NEETs (Not in Employment, Education or Training), isto é, jovens que não têm qualquer ocupação. É ainda neste país que Gandini entrevista uma herdeira rica, que encontra sempre formas úteis e enriquecedoras de ocupar o seu tempo; o marido desta, que só encontra sentido no trabalho; e o filho de um aristocrata que se dedica o dia inteiro à jardinagem.


Mas é no Kuwait que encontramos os casos mais surpreendentes – e também as maiores desigualdades sociais. Os trabalhos “menores” – como limpar ou servir num restaurante – são feitos exclusivamente por estrangeiros, muitas vezes maltratados e mal pagos. Os kuwaitianos, por oposição, formam uma elite, suportada pela riqueza proveniente do petróleo. A Constituição kuwaitiana determina que todos os cidadãos têm direito a exercer um trabalho – e é aí que os problemas se tornam mais complicados. Como informa o documentário de Gandini, há vinte vezes mais indivíduos disponíveis para trabalhar do que os que são necessários. O resultado é que cada vez mais pessoas recebem um salário generoso para fazerem... absolutamente nada. Têm, contudo, de ir “trabalhar” todos os dias. Gandini confronta-nos com o caso de dois jovens que não fazem mesmo (mesmo) nada. Em vários meses de “trabalho”, diz uma rapariga entrevistada, tinha reencaminhado um e-mail; e o rapaz dá-nos conta da melancolia que o acomete há vários anos por não ter uma ocupação. Durante os seis anos em que se sentou a uma secretária sem que lhe fosse distribuído trabalho, viu filme atrás de filme e jogou videojogos. A vida – declarou – não tem para ele sentido.


Confesso o meu assombro face a estas declarações. Seria de esperar que, numa sociedade altamente escolarizada, se multiplicassem os artistas visuais, de artes performativas, vídeo e cinema, os compositores e os músicos, os escritores – que a criatividade explodisse no Kuwait. Aparentemente, não é assim. Depois das horas de “trabalho” sem significado, os kuwaitianos mergulham no entretenimento gastronómico e noturno, no vício do consumo. O que estão a fazer de errado no Kuwait? E o que poderemos nós fazer, enquanto universidade, sabendo que estamos a formar gerações (e as que virão depois delas) que viverão numa sociedade de pós-trabalho?


A resposta – creio eu – está na cultura, na arte, na ligação à natureza, à família e à comunidade. São esses os laços e as atividades que preenchem a vida da herdeira rica italiana que Gandini entrevistou. A Universidade tem o dever de formar cidadãos para o trabalho qualificado, mas também de os formar para serem simplesmente humanos. Se o futuro que acolherá as próximas gerações for de pós-trabalho, temos de preparar os estudantes para deixarem de ser apenas “produtores” e aprofundarem a sua humanidade.


Não fiquei extasiada com o documentário de Gandini. Falta, ao filme, uma perspetiva crítica sobre as origens do problema, sobre o impacto da automação e da Inteligência Artificial nos sistemas de produção e sobre as políticas públicas que terão de ser implementadas para que se evite chegar a uma situação generalizada de apatia, melancolia e falta de entusiasmo pela vida. Reconheço, contudo, a Gandini, o mérito de me ter posto a pensar: o que faria se tivesse um salário, mas não tivesse um trabalho formal? Em que ocuparia o meu tempo? A verdade é que já me vi confrontada com a questão, embora formulada em outros termos, relacionada com o que farei do meu tempo quando atingir a idade de reforma. E a resposta passa – claro está – pelas artes e pela cultura, pela ligação à natureza, à família e à comunidade. Trata-se, acima de tudo, de uma questão “cultural” – se entendermos a cultura como a forma como vemos o mundo, o papel que nele temos a cumprir e o que entendemos por desenvolvimento. E por isso é tão urgente que as Universidades se afirmem, cada vez mais, como lugares marcados por uma cultura simultaneamente artística e científica.


Fátima Vieira
Vice-Reitora para a Cultura e Museus

U.Porto continua a celebrar Abril com desafio à criatividade

Cinema, esgrima de ideias e convicções fundamentadas, poesia e ainda... uma oficina de cartazes preenchem mais  uma semana dedicada aos 50 anos da Revolução.

Bienal Fotografia

O filme Bicicleta (2014), de Luís Vieira Campos, será exibido na tarde de 19 de abril, na Casa Comum. Foto: DR

Escrever e dizer. Mas também ilustrar, ver, ouvir e cantar. Tantas  formas de lembrar e inscrever Abril. A Casa Comum da Universidade do  Porto preparou um programa de atividades, totalmente dedicado aos 50  anos da Revolução, a decorrer no edifício histórico da Reitoria. 


A semana começa com o debate Arte e fraternidade: a herança e o futuro. Pode falar-se de uma resistência cultural contemporânea? Qual o significado artístico e político das novas formas de ativismo anti-racista? A Casa Comum abre-se ao debate no final de tarde do dia 16 de abril, pelas 18h30. O painel inclui Bernardo Albuquerque Mendes, Joana Vasconcelos e José Sérgio. A moderação estará a cargo de Paula Pinto.


17 de abril é dia de frequentar as Oficinas de Escrita Criativa. A partir das 18h00, vamos sentar e ler. Em cima da mesa estarão textos provenientes das obras Novas Cartas Portuguesas, de Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa; As Mulheres do meu País, de Maria Lamas; Apresentação do Rosto, de Herberto Hélder, entre outros. A participação nas oficinas é livre e feita mediante inscrição no formulário.


Dia 18 de abril às 18h30, a Casa Comum dará palco a mais um momento de esgrima do argumento fundamentado como, de resto, convém a  toda e qualquer sociedade democrática. Falamos da… Sociedade de Debates da U.Porto (SdDUP). De cravo ao peito, o convite é para que venha daí,  argumentar connosco.


Já a 19 de abril, é dia de debater uma das formas  mais simbólicas de revisitar o 25 de abril de 1974: o direito à habitação. Como? Através do cinema. A sessão, com início às 18h30, vai trazer-nos Bicicleta. O filme (2014) de Luís Vieira Campos, leva-nos até ao Bairro do Aleixo, no Porto. Abre a porta para a rotina de quem o habita. De quem faz dele  o seu lar. Partindo do conceito de vizinhança, de família e de partilha  de emoções, o filme coloca-nos perante o drama de quem receia e  antecipa a perda da respetiva casa.


Cidade, Habitação e Justiça Social é o título deste ciclo de  cinema que pretende dar a conhecer as comunidades que resistem a viver  em lugares onde a habitação não é digna e salubre, mas que, ainda assim,  é aí que vivem em comunidade. É do interior do bairro que lutam pela  sua reabilitação e pela criação de melhores condições de vida.


Vão comentar este filme João Teixeira Lopes (IS, FLUP), Maria Manuel  (Arquiteta, EAAD_UM) / LAHB) e Teresa Mora (Socióloga, ICS-UM /  CICS.NOVA_UM). A moderação caberá a André Cerejeira Fontes (Arquiteto,  EAAD_UM / LAHB).


O que entende por Liberdade? Quer pensar e criar connosco? Vamos  desenvolver, a várias mãos, um Manifesto de Abril e um Diário de  Significados. Queremos que nos diga que significado atribui à palavra “liberdade”. No dia 20 de abril, a Oficina de Escrita Criativa começa mais cedo (14h30) e a produção literária que daqui sair terá um resultado plástico diferente.


Os textos produzidos servirão de mote para a Oficina de Cartazes que, no mesmo dia, será conduzida por Helena Rocio Janeiro. É isto  mesmo. Armados de tesouras, cola e criatividade, nesta oficina de  expressão plástica vamos criar cartazes para celebrar os 50 anos do 25 de Abril.


Os workshops de cartazes têm a duração de 75 minutos e vão decorrer  no horário das 15h30 ou das 18h00. A participação está sujeita a inscrição prévia.


Todos os eventos integrados no programa de comemorações dos os 50 anos da Revolução de Abril na U.Porto têm entrada livre, ainda que alguns possam estar sujeitos a inscrição. 


Fonte: Notícias U.Porto

O meu 25 de Abril com... Elvira Leite

Ao longo do mês de abril continuaremos a partilhar memórias de figuras da U.Porto. 


“E foi assim que fiquei a saber que tudo ia mudar”. Ouça o testemunho completo da pintora Elvira Leite.

Carlos Magno

U.Porto Femme traz "Mulheres e Revoluções" à U.Porto

A 7.ª edição do Porto Femme - Festival  Internacional de Cinema passa pelo auditório da Casa Comum nos dias 16,  17 e 18 de abril. Entrada livre.

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Hear the voices from the house, de Sabina Abubakirova, vai abrir a segunda noite de cinema na Casa Comum (Foto: DR)

São três dias de uma programação intensa que, da tela, vai fazer  “explodir a Revolução”, ou não fosse este o ano em que se celebram os 50  anos do 25 de Abril. O Porto Femme – Festival Internacional de Cinema está de regresso à Universidade do Porto. Os filmes passam dias 16, 17 e 18 de abril, na Casa Comum (à Reitoria), sempre com entrada gratuita.


Mulheres e Revoluções é o grande tema desta 7.ª Edição do Porto Femme. Pela tela, passarão narrativas de fé, desafio, amor e muito empenho na  luta. A edição deste ano reforça a ideia de inclusão e sublinha o  protagonismo de mulheres e pessoas não binárias na sua diversidade étnica, cultural e social. E o cartaz é bem recheado. Vamos a ele?


O programa arranca a 16 abril, terça-feira, pelas 16h15, com uma sessão da Competição Internacional. Bald women (Mulheres Carecas),  da realizadora e jornalista espanhola Sandra Román, propõe um mergulho  na vida de mulheres com alopecia que lutam pela normalização e visibilidade dos seus corpos.


A partir das 18h15, as atenções viram-se para Finding Venus,  uma curta metragem realizada pela neozelandesa Mandi Lynn. A  realizadora e fotógrafa sentiu-se motivada para este projeto quando,  durante uma conversa, a sobrinha de cinco anos lhe perguntou: “Tia  Mandi… Estou gorda?” Receando que a próxima geração venha a enfrentar a  mesma vergonha corporal que a perturbou, Mandi reuniu-se com outras  mulheres corajosas que entraram nesta “viagem de cura”.

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Finding Venus é um dos filmes integrados no Festival Porto Femme. (Foto: DR)

Prosseguimos com The World is Out of Focus, da dinamarquesa Iben Haahr Andersen. O filme recorre ao exemplo de quatro fotógrafas  como modelo, impulso criativo e inspiração: Else Tholstrup, Nanna Bisp  Büchert, Marianne Engberg e Tove Kurtzweil.


Dia 17 abril, quarta-feira, as portas da Casa Comum abrem um pouco mais cedo. A Competição Internacional arranca logo às 14h15 com Hear the voices from the house,  da realizadora e jornalista azeri Sabina Abubakirova. O filme retrata  um corajoso grupo de mulheres determinadas a quebrar a cultura do  silêncio e do medo que rodeia a violência doméstica e o feminicídio,  recorrendo à solidariedade para capacitar as sobreviventes e desencadear  a mudança.


A tarde prossegue com Unite For Bissau (Nô Kumpu Guiné): agroecology and feminism in Guinea Bissau, da brasileira Iara Lee, ativista, cineasta e fundadora/diretora da  Cultures of Resistance Network.  Trata-se de um filme sobre as mulheres  da Guiné-Bissau que afirmam o seu papel através da agroecologia, que  lutam contra a mutilação genital feminina, o casamento forçado e o  patriarcado.


Às 16h15 passa um filme da Sessão Especial: O Aborto Não é um Crime, um filme português sobre o abordo clandestino, de Monique Rutler e Fernando Matos Silva. Às 18h15, regressamos à Competição Internacional para exibir três curtas-metragens: Daisy, da cineasta e fotógrafa húngaro-venezuelana Catalina Kulczar; Prague’s Girl de Andree Lucini (Itália); e So you wanna vogue huh?!, de Zelda Fitzgerald e Ila Pittaluga (Bélgica).


Na quinta-feira, dia 18 abril, o programa arranca às 14h15, com mais uma sessão da Competição Internacional. Uma oportunidade para ver Not Quite That, filme de Ali Grant ( Canadá) que explora a forma como somos vistos,  como nos vemos a nós próprios … E, já agora, porque é que isto importa?  Ali Grant apresenta-se como uma cineasta lésbica que, aos 53 anos,  voltou à escola para aprender a fazer documentários. É apaixonada por  contar histórias de mulheres desafiantes que se esforçam por mudar a si  próprias e o mundo à sua volta.


Às 16h15, há mais um documentário da Competição Internacional: M is for Mothers, da cineasta brasileira Lívia Perez, convida a entrar na vida de um casal de mulheres que decide ter filhos.

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M is for Mothers, de Lívia Perez, passa dia 18 de abril na Casa Comum. (Foto: DR)

A edição 2024 do Porto Femme – Festival Internacional de Cinema conta  com uma seleção de 122 filmes em competição, oriundos de 38 países,  três filmes em estreia mundial, cinco em estreia internacional e 40 em  estreia nacional. Os filmes, as conversas e os workshops vão decorrer em diferentes espaços da cidade.


Para mais informações, consultar o programa completo do Festival. 


Fonte: Notícias U.Porto

Novo "Coletivo de Poesia" da U.Porto celebra a poesia em português

É um projeto que pretende celebrar e divulgar a  poesia escrita em português. O primeiro encontro acontece a 16 de abril  e é aberto a toda a comunidade.

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Ana Luísa Amaral será a primeira poeta a ser homenageada neste projeto (Foto: DR)

Ana Luísa Amaral é a primeira poeta a ser  homenageada neste novo projeto que congrega leitura, criatividade,  elasticidade neuronal e partilha.  Vamos, como coletivo, fixar o transcendente? Aberto a todos, o primeiro encontro do Coletivo de Poesia – Poetas a várias vozes na Casa Comum, acontece dia 16 de abril, às 21h30, na Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto.


É o mês da Revolução e não poderia haver data mais simbólica para o lançamento desta nova jornada literária. Coletivo de Poesia – Poetas a várias vozes na Casa Comum é, acima de tudo, uma forma de celebrar, partilhar e divulgar a  diversidade, a abrangência e a força da poesia de língua portuguesa.


Dos estudantes aos funcionários, passando pelos docentes e membros da  comunidade em geral, este projeto convida toda a comunidade a procurar e  partilhar os seus poemas favoritos dos poetas homenageados em cada  sessão. A ideia é explorar e partilhar o universo poético, transformando as terceiras terças-feiras de cada mês em encontros de descoberta e apreciação poética, num registo que se pretende informal, interativo e participado.


Há, por isso, um novo apontamento a colocar na agenda e que funciona  como lema: “Na terceira terça-feira traz um poema. Vamos imergir nas  palavras e subverter o quotidiano”.


O primeiro encontro, já no dia 16 de abril, servirá para explorar a  obra da poeta que do quotidiano extraía o que de mais subtil e, tantas  vezes fundacional, nos rodeava. Ana Luísa Amaral será a primeira poeta a  ser celebrada. Nos meses seguintes, o Coletivo irá abordar a obra de  Maria Teresa Horta, António Franco Alexandre e Mia Couto.


A iniciativa é coordenada por Rui Amaral Mendes, professor da  Faculdade de Medicina da U.Porto e investigador integrado do CINTESIS,  no grupo de investigação Charter – Desafios e Estratégia em Investigação  em Saúde. Lecionou em instituições de ensino em Portugal e em outros  países, nomeadamente na University of Michigan. O projeto conta ainda  com a colaboração de Ana Rita Rodrigues, Daniel Macedo Pinto, Luís  Beirão e Alexandre Lourenço, uma equipa empenhada em proporcionar  experiências poéticas.


O Coletivo de Poesia – Poetas a várias vozes na Casa Comum  promete ser um espaço de encontro, reflexão e celebração da poesia,  atribuindo um novo fôlego à palavra escrita, tentando, a cada terceira  terça-feira, transmitir uma perspetiva renovada sobre o que nos rodeia.


As sessões do Coletivo de Poesia têm entrada livre. 


Fonte: Notícias U.Porto

A 20 de abril, o Dia Internacional da Língua Chinesa é celebrado na U.Porto com música

Instrumentos tradicionais da China tocados por Lu Yanan trazem-nos os sons de uma civilização milenar

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Por ocasião do Dia Internacional da Língua Chinesa, o Instituto Confúcio da Universidade do Porto, em colaboração com a Casa Comum, promove um concerto de Lu Yanan, instrumentista e vocalista chinesa radicada em Portugal há cerca de 20 anos e uma conhecida divulgadora, entre nós, da tradição musical de uma civilização que tem mais de 5 000 anos de existência. O concerto terá lugar na Casa Comum, Reitoria da Universidade do Porto, dia 20 de abril , às 21h00


Num país com uma população de 1400 milhões de habitantes, integrando 56 grupos étnicos que se espalham por um território com mais de 9 milhões de km2, não surpreende que a música chinesa se divida por diversas tradições, que tanto se podem distinguir por ligeiras variações como por diferenças dramáticas.


Lu Yanan é mestre de dois instrumentos: a pipa (pronuncia-se pipá), da família dos alaúdes, com quatro cordas e uma escala que se prolonga generosamente do braço do instrumento para a caixa de ressonância, com trastes altos que facilitam a execução de efeitos expressivos, e o guzheng, da família das cítaras, de forma oblonga, em que as cordas (entre 21 e 26), presas nas extremidades da caixa de ressonância, repousam em cavaletes móveis que determinam a altura da nota. Tocado de uma forma básica, no guzheng a mão direita tange a corda livre, produzindo uma nota, e a esquerda, por pressão, executa alterações desse tom (através de, por exemplo, efeitos de vibrato ou portamento).


Tal como não poderíamos caraterizar com poucas palavras a música clássica ocidental, assim também a música da China resiste a rápidas definições, mas é frequente que muitas das peças se revistam de um caráter descritivo, seja de eventos históricos, observações da natureza ou estados de espírito, entre outros.


O desenvolvimento de algumas peças de pipa poderá surpreender o ouvinte pela tensão, por vezes agressividade, de que o discurso musical é capaz, sendo possível estabelecer similitudes com a expressão musical contemporânea ocidental; as peças de guzheng são geralmente mais líricas. Contudo, Lu Yanan costuma proporcionar pontes de ligação estética através da incorporação, no seu programa de algumas músicas ocidentais.


A entrada neste concerto é livre, sujeita à lotação do espaço.

Abril na U.Porto

Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.

ESPANTO -  A Coleção Norlinda e José Lima em Diálogo com o Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto

Até 31 AGO'24
Exposição | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

Estamos em Festa, Pá! | Programa Comemorativo dos 50 anos do 25 de Abril

ABRIL 2024
Programa Multidisciplinar | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações e programa completo aqui

Porto Femme na U.Porto

De 16 a 18 ABR'24
Cinema | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

Colectivo de Poesia - Poetas a várias vozes na Casa Comum

16 ABR'24 | 21h30
Poesia | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

Pensar a natureza do tempo (contemporâneo) a partir do ofício de historiador, com Patrick Boucheron

15 ABR'24 | 18h00
Debate | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

Concerto de Lu Yanan, pipa e guzheng | Dia Internacional da Língua Chinesa

20 ABR'24 | 21h00
Música | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

Sombras Que Não quero Ver #3

 09 ABR'24
Instalação | ICBAS
Entrada Livre. Mais informações aqui

Debate com Myriam Revault d'Allonnes em torno do livro"Le crépuscule da la critique"

22 ABR'24 | 17h30
Debate | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

Arte e fraternidade: a herança e o futuro | Debate

16 ABR'24 | 18h30
Debate | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

Vem dizer o 25 de abril, Pá! | Oficina de escrita criativa

03, 10, 17 e 24 ABR'24 | 18h00
Oficinas | Casa Comum
Participação gratuita | Mais informações e inscrições aqui

CIDADE, HABITAÇÃO E JUSTIÇA SOCIAL | Ciclo de Cinema

05, 12, 19 e 26 ABR'24 | 18h30
Cinema | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

U.Porto argumenta | Especial 50 anos do 25 de Abril

18 ABR'24 | 18h30
Debate | Casa Comum
Entrada livre | Mais informações aqui

Escrever e Ilustrar Abril na rua | Workshop

 20 ABR'24 | 14h30
Oficina | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

Do “…dia inicial, inteiro e limpo”: 25 abril, 50 anos depois | Programa multidisciplinar

22 e 24 ABR'24 
Programa multidisciplinar | Casa Comum
Entrada livre | Mais informações aqui

TRAVESSIA – Maio a Nascer | Espetáculo NEFUP

27 ABR'24 | 19h00
Música, Dança | Casa Comum
Entrada livre | Mais informações aqui

DEMOCRACIA E LIBERDADE: QUE CAMINHO PARA A IGUALDADE DE GÉNERO?

 30 ABR'24 | 15h00
Debate | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui


Gemas, Cristais e Minerais

A partir de 20 SET'23
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui

Ecos de Abel Salazar Além-Mar / Over the Sea: Echoes of Abel Salazar

Até 27 ABR'24
Exposição | Casa-Museu Abel Salazar
Entrada Livre. Mais informações aqui

VERBA VOLANT SCRIPTA MANENT (As Palavras voam, os Textos permanecem). Livros impressos nos séculos XVI, XVII e XVIII

Até 16 ABR'24
Exposição | Casa dos Livros
Entrada Livre. Mais informações aqui

CORREDOR CULTURAL DO PORTO 

Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
Mais informações aqui

Close para ver no "Cinema na Casa" da U.Porto

Filme do realizador belga Lukas Dhont vai ser exibido na noite de 17 de abril, no Complexo do ICBAS/FFUP. Entrada livre.

Bienal Fotografia

 Close venceu o Grande Prémio do Festival de Cannes de 2022 e o Sydney Film Prize no mesmo ano. Foto: DR

Desta vez, o ciclo “Cinema na Casa”, resultado da parceria entre a Casa Comum e as associações de estudantes da Universidade do Porto, leva-nos até ao edifício partilhado entre a Faculdade de Farmácia (FFUP) e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS). O filme Close tem projeção marcada para o próximo dia 17 de abril, às 21h00, na Sala de Estudos (S3P1E3) do Complexo do ICBAS/FFUP.


A obra em exibição é a segunda longa-metragem de Lukas Dhont, um realizador belga que já venceu vários prémios, nomeadamente a Camera d’Or e a Queer Palm pelo seu filme de 2018 Girl. 


Protagonizado por Émilie Dequenne e Léa Drucker, o filme conta a  história de dois jovens amigos, Léo e Rémi, que adoram passar tempo  livre juntos e cuja relação suscita comentários e reações negativas por  parte dos colegas. É um trabalho sobre a adolescência e a amizade, mas  também uma crítica à normalização da agressão e à demonização da ternura  física e emocional.


Close estreou em competição no Festival de Cannes de 2022, tendo partilhado o Grande Prémio com outro filme (Stars At Noon,  de Claire Denis). Venceu ainda o Sydney Film Prize em junho de 2022. Em  2023, o filme foi nomeado para o Óscar de Melhor Longa-Metragem Internacional na 95.ª edição dos Prémios da Academia de Artes e Ciências  Cinematográficas (EUA).


Em junho de 2023, Dhont foi convidado a tornar-se membro da Academy of Motion Picture Arts and Sciences.

Cinema na Casa

Mapear, fixar, consubstanciar o Sentido de Lugar à comunidade académica é  o principal objetivo desta parceria entre a Casa  Comum e as várias  associações de estudantes da U.Porto.


O ciclo Cinema na Casa vai  continuar a passar por várias faculdades  da U.Porto, estimulando o  diálogo entre os espaços da academia e a sua  comunidade.


Sentido de  Lugar é o nome de um projeto mais abrangente que tem vindo a desenvolver   programas para incentivar os estudantes a explorarem diferentes  práticas  artísticas (oficinas de fotografia e de escrita),  desafiando-os,  também, a conhecerem melhor o espaço onde, todos os  dias, aprendem,  estudam e convivem.


As sessões do Cinema na Casa acontecem uma vez por mês. A entrada é gratuita até ao limite da lotação do espaço. 


Fonte: Notícias U.Porto

U.Porto expõe azulejos decorativos de Pedro de Figueiredo

A seleção de painéis, frisos e medalhões ficará  disponível de 17 a 23 de abril, no Laboratório Ferreira da Silva. A  entrada é livre. 

Bienal Fotografia

 Foto: DR

É uma oportunidade única para rever os painéis que foram retirados de um laboratório localizado na Rua da Restauração. Os azulejos decorativos de Pedro de Figueiredo ficarão em exposição de 17 a 23 de abril, no Laboratório Ferreira da Silva, localizado no Polo Central do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP).


Quem entra – gratuitamente – no Laboratório Ferreira da Silva, é  acolhido pelos medalhões que se encontram expostos na parede e que  acompanham o caminho de descoberta daquele espaço de experimentação. Já  se terá demorado a verificar as texturas, os contornos da tinta e o  rigor do traço. O pintor e retratista Pedro de Figueiredo (1880-1972) é o  autor de vários painéis, frisos e medalhões de azulejos decorativos  que, no período de 1914 a 1922, foram colocados no laboratório de  análises clínicas (fundado por Alberto Pinto d’Aguiar em 1897),  localizado na Rua da Restauração.


Porque que motivo se encontram aqui? Alberto Pinto d’Aguiar  (1868-1948) formou-se na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, e a sua  dissertação resultou de trabalhos desenvolvidos no Laboratorio Municipal de Chimica,  sob a orientação do Professor Ferreira da Silva, de quem se tornou  colaborador próximo e amigo. Quando o Laboratório foi extinto, em 1916,  Ferreira da Silva designou o Laboratório de Alberto d’Aguiar como  sucessor, no sentido em que também nele se fazia escola. Utilizou a  expressão “Le laboratoire est mort, vive le laboratoire” para passar o  testemunho.


Quem passar pelo Laboratório Ferreira da Silva poderá apreciar, por  exemplo, parte de painéis triangulares (que viriam a preencher paredes  opostas da ampla sala de trabalhos gerais): o primeiro representa  Lavoisier, na experimentum crucis que revelou a composição do ar atmosférico. O segundo painel refere-se à Revista de Semiótica Laboratorial (1916).


Por iniciativa dos descendentes de Alberto d’Aguiar, este património de painéis pertence, desde 2018, à Universidade do Porto.


No dia 19 de abril, pelas 18 horas, decorrerá ainda, no Laboratório  Ferreira da Silva, a apresentação do catálogo de uma exposição realizada em 2023 na Câmara Municipal de Tondela, dedicada a Pedro de Figueiredo.

Bienal Fotografia

Painel de autoria de Pedro de Figueiredo. (Foto: DR)

Sobre Pedro de Figueiredo

Nasceu na freguesia de Santa Maria, em Tondela, a 19 de abril de  1880. Em 1895, solicitou inscrição na Academia Portuense de Belas Artes  (APBA), no 1.º ano do curso de Desenho Histórico. Foi discípulo dos  lentes João Marques de Oliveira, José de Brito e João Augusto Ribeiro, e  condiscípulo, entre outros, das irmãs pintoras Aurélia de Souza e Sofia  Martins de Souza e do escultor Romão Júnior.


Artista de influência impressionista, pintou paisagens,  autorretratos, retratos e fez a pintura azulejar. Em 1909, executou a  sua primeira encomenda, para as Caves da empresa Ramos Pinto, em Vila  Nova de Gaia. Nos anos seguintes pintou, nomeadamente, os azulejos para  os Paços do Concelho do Peso da Régua e de Tondela, para o complexo das  Pedras Salgadas, em Vila Pouca de Aguiar e para a Casa dos Viscondes de  S. João da Pesqueira no Porto. 


Fonte: Notícias U.Porto

Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum

100. Saudade, Minês Castanheira 

99. Prescrição, Minês Castanheira 

 “Saudade”, de Minês Castanheira, in No Princípio Era a Dança, Fresca Editores/Poetria, setembro de 2022, p. 14.

76. Cuontas de l contrabando: Catrina Rosa Bicente, de Paradela

“Por bias de l projeto Ourrieta las Palabras, stubimos  an Paradela a la cumbersa cun tie Catrina Rosa Bicente, contrabandista  donde a onde, quando las piernas la deixában saltar peinhas i ribeiras”…


Mais podcasts AQUI


Planetário do porto organiza debate sobre Ciência e Liberdade

Planetário do Porto – CCV promove um  debate com a certeza de uma conversa enriquecedora e profícua, com as intervenções sobre a importância da liberdade e do conhecimento para o  desenvolvimento cultural da sociedade.

Bienal Fotografia

A História de Portugal demonstra de forma exemplar a interdependência entre liberdade e conhecimento.  Os Descobrimentos Portugueses foram impulsionados por um espírito de exploração e inovação científica, mas também pela busca por novos  mercados e oportunidades de expansão imperial. A sombra da Inquisição e  do regime autoritário do Estado Novo representaram um período de  obscurantismo e repressão, que só foi terminado com a Revolução dos Cravos, em 1974.

Desde então, Portugal tem abraçado a democracia e o conhecimento como pilares fundamentais da sociedade.  No entanto, os desafios do século XXI exigem que continuemos a defender o espírito de cepticismo científico e tolerância, no debate público. É  fundamental encontrarmos um equilíbrio entre o progresso científico e as  preocupações da justiça social e da sustentabilidade ambiental. 


Para este debate sobre Ciência e Liberdade, procurámos um sociólogo e político para dissecar as bases da nossa democracia, um jornalista e editor de uma revista de história, um físico e cientista para iluminar como podemos moldar o nosso futuro através do conhecimento e uma agente e promotora da cultura científica e tecnológica para pintar uma visão do  investimento em conhecimento que se quer para Portugal. Para reunir e  explorar a dança intrincada destas ideias sobre ciência e liberdade, uma  reconhecida jornalista. 


Painel:

João Teixeira Lopes
Sociólogo, Prof. Catedrático da Faculdade de Letras da U. Porto

Pedro Olavo Simões
Jornalista, Editor da revista JN História

Orfeu Bertolami
Físico teórico, Prof. Catedrático da Faculdade de Ciências da U. Porto

Rosalia Vargas
Presidente da Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica – Ciência Viva

Sandra Sousa (moderação)
Jornalista, RTP

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    Auditório do Planetário do Porto – CCV
    Quarta-feira, 24 de Abril de 2024, às 18:30
    Entrada livre, apenas sujeita à lotação máxima.

Alunos Ilustres da U.Porto

António Alves de Sousa

U.Porto press

Nasceu em Vilar de Andorinho, Vila Nova de Gaia, a 9 de janeiro de 1884. Era filho de Joaquim de Sousa, pedreiro, e de Felicidade Francisca Alves, costureira.


Desde muito cedo ajudou o pai no desempenho da sua atividade e, desde tenra idade, também, revelou talento para a escultura.


Em 1897 ingressou na Academia Portuense de Belas Artes, tendo concluído o curso de Escultura em 1905 com a classificação de 18 valores. Na Academia, este singular discípulo da escola gaiense de Escultura foi muito elogiado por mestres e colegas, nomeadamente pelo professor António Teixeira Lopes (1866-1942), pelo colega Pinto do Couto (1888-1945) e por João Chagas (1863-1925).


Depois de ter concluído os estudos começou a dar a conhecer a sua obra, apresentando Uma mulher do povo conduzindo duas crianças cai debilitada pela fome em um banco de praça pública, uma obra bem acolhida, quer pela crítica quer pelo público.


Em 1907 concorreu ao lugar de pensionista na classe de Escultura em Paris, juntamente com os condiscípulos Rodolfo Pinto do Couto e José de Oliveira Ferreira (1883-1942), que este último haveria de alcançar. Apesar de Paris ser, ao tempo, o grande referencial para os artistas plásticos europeus, este fracasso não esmoreceu a vontade do escultor. Alves de Sousa e Pinto do Couto voltaram a candidatar-se à bolsa, em 1908, e, desta vez, o primeiro venceu o concurso com a escultura Escravo romano sucumbindo ao veneno, um trabalho que foi novamente aclamado pelos críticos.


Em 1909 partiu para a capital francesa, cidade onde viria a casar e a ter descendência. Nesse ano participou, ainda, com o arquiteto Marques da Silva (1869-1947), no concurso para o Monumento aos mortos da Guerra Peninsular, a construir no Porto. A sua partida para Paris determinou que as figuras para a conceção da obra fossem executadas na capital francesa, o que já não veio a suceder devido ao seu falecimento. Anos depois, o trabalho iria ser continuado pelos artistas José Sousa Caldas (1894-1965) e Henrique Moreira (1890-1979).


Em 1914, numa outra parceria com Marques da Silva, participou no concurso para o Monumento dedicado ao Marquês de Pombal, em Lisboa, que, no entanto, foi vencido por Francisco dos Santos (1878-1930). Esta decisão foi, contudo, polémica e gerou debates de opinião. António Arroio (1856-1934) e Guerra Junqueiro (1850-1923), entre outros, preferiam o projeto apresentado pela dupla nortenha.


No regresso de Paris trouxe consigo dois filhos de tenra idade, órfãos de mãe, e um conjunto de obras que, após a sua morte, vieram a ser compradas à sua família pelo Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, onde se encontram expostas (Garoto dos jornais, Desespero, A Mãe de Jesus Cristo, Vítimas da Miséria, Estudo académico, Orfeu, Cristo preso à coluna, Retrato do escultor Pinto de Couto, Avant l’opération, Procissão de Fome, Sousanne Bouré, Bacante, três obras sobre Orfeu e a prova final Édipo e Antígona que enviara à Escola de Belas-Artes).


Esta figura, que todos descrevem como de compleição e temperamento românticos, faleceu, prematuramente e em grande sofrimento, aos 38 anos de idade, a 5 de março de 1922, vítima de tuberculose que, pouco antes, o havia conduzido à loucura.


Em 1984 foi descerrado um busto de Alves de Sousa, da autoria de Manuel Pereira da Silva (1920-2003), em Vilar de Andorinho, nas comemorações do centenário do nascimento do escultor.


Sobre António Alves de Sousa (up.pt)

Para mais informações consulte o site da Casa Comum - Cultura U.Porto

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