OS ASTROS ESTÃO ALINHADOS

​​EU University & Culture Summit / Day 1, Afternoon

Há cerca de 30 anos, quando não recorríamos ainda à Internet para comunicar e muita gente não tinha telemóvel, precisei de falar com uma Colega de Lisboa. Queria convidá-la a contribuir para um volume que estava a organizar, pois ela havia feito a sua investigação de doutoramento sobre o autor em foco. Ninguém sabia, no entanto, onde se encontrava. O seu Orientador disse-me que ela havia ido para a Noruega com o companheiro, mas sem deixar contactos. Explorei, em vão, ao longo de vários meses, todos os possíveis caminhos – até que desisti. Certo dia, estava eu no aeroporto de Frankfurt, em trânsito para um congresso, quando olhei para a pessoa que estava sentada ao meu lado: era ela. Entusiasmada, contei-lhe como a havia procurado durante meses. E disse-lhe que, como o volume não havia ainda saído, iríamos a tempo de incluir um capítulo seu. Sorriu para mim. Estava cheia de trabalho e com demasiados compromissos. Mas rematou: “Acho que vou ter mesmo de escrever o capítulo. Os astros alinharam-se para que nos encontrássemos”. Dessa vez fui eu a sorrir: a nossa formação shakespeariana leva-nos a, poeticamente, reconhecermos nos astros os coautores do nosso destino. E por isso quando, na semana passada, assisti à apresentação dos trabalhos finais dos estudantes da nova unidade curricular de Prescrição Cultural, foi o que pensei: os astros estão alinhados.


Os estudantes inscritos na nova unidade curricular (contemplada, há duas semanas, com o Selo de Inovação Pedagógica 2025) provêm de diferentes cursos de mestrado e doutoramento da U.Porto. A maior parte tem já um emprego, estando a fazer estudos de pós-graduação para desenvolvimento curricular e profissional. Convidados a apresentar projetos de intervenção, quase todos imaginaram como poderiam adaptar a sua atividade ao formato da Prescrição Cultural, assente no princípio de atividades com um mínimo de dez semanas. As propostas refletiram a diversidade da turma: um podcast para sensibilização, nas escolas, para a relação entre Arte, Inclusão e Bem-Estar; um projeto de mediação de encontros de aproximação cultural para a comunidade migrante; promoção de projetos artísticos por parte de diferentes associações culturais, dedicadas a públicos diversos (desde jovens em risco de exclusão a idosos sofrendo de isolamento), em articulação com unidades de saúde locais e outros parceiros relevantes; implementação de um projeto de prescrição cultural na U.Porto a partir do Corredor Cultural; residências artísticas de canto em itinerância pelos museus do Porto; um projeto na Casa da Música com intencionalidade terapêutica envolvendo ex-combatentes das Forças Armadas; e a criação de um Campus Artístico Musical para pessoas com diversidade funcional. O que mais me impressionou, nas apresentações a que assisti, foi a satisfação e a convicção dos estudantes, que claramente encontraram, nos argumentos científicos em que se baseia a Prescrição Cultural, aquilo que há muito sabem: que a Cultura faz bem à saúde, e que a participação em atividades criativas, sobretudo quando feita em grupo, contribui inevitavelmente para o nosso bem-estar.


Os astros têm estado alinhados desde o início do projeto de Prescrição Cultural na U.Porto. Os eventos sucederam-se rapidamente desde julho de 2024, quando organizámos, na Reitoria, o I Encontro Nacional de Prescrição Cultural e anunciámos a vontade de formação de um consórcio liderado pela U.Porto e envolvendo a UTAD, a Ordem dos Médicos, a Ordem dos Psicólogos Portugueses, a Direção-Geral de Saúde, a CCDR-N e oito museus e municípios da Região Norte. A partir dessa data, oferecemos vários programas artísticos de dez semanas, de artes plásticas e performance, e a equipa de coordenação científica do projeto, presidida por Diana Alves, da FPCEUP – mas envolvendo outros Colegas dessa faculdade, como Joana Cadima, Catarina Grande e Joana Manarte – criou a unidade curricular de Prescrição Cultural, em que participam cinco faculdades (FPCEUP, FMUP, ICBAS, FBAUP e FLUP), beneficiando do trabalho previamente realizado por alguns docentes nas suas instituições, articulando a saúde com a música, a poesia, a fotografia e as humanidades (sublinho aqui o importante trabalho desenvolvido pelos Colegas Ana Zão, Rui Amaral Mendes e Laura Ribeiro). Na verdade, é graças ao empenho e à vontade de inovação dos docentes e investigadores envolvidos na Prescrição Cultural na U.Porto que o projeto tem avançado tão rapidamente e tão bem.


Embora certamente bafejado pela sorte – ou, como se diria no Renascimento, de alinhamentos planetários auspiciosos –, o sucesso do projeto de Prescrição Cultural deve-se à competência, empenho e persistência de todos quantos nele têm participado. Na verdade, quem aprende com Shakespeare a ler o mundo saberá que, mais importante do que a fala de Próspero “... o meu zénite depende / De uma estrela auspiciosa cuja influência, / Se eu deixar de a cortejar, para sempre / Declinará” (A Tempestade), são as palavras que César dirige a Bruto: “A culpa, caro Bruto, não está nas estrelas / Mas em nós próprios, que somos seus lacaios” (Júlio César). São as escolhas e o trabalho humanos que tecem o destino dos nossos projetos. E por isso deixo aqui, a todos quantos têm contribuído para o sucesso da Prescrição Cultural na U.Porto, o meu mais empenhado agradecimento.


Fátima Vieira
Vice-Reitora para a Cultura e Museus

Duo "2 em Diante" leva jazz e guitarra portuguesa à Casa Comum

O concerto, com entrada livre, vai ter lugar no próximo ´sábado à noite na Casa Comum da Reitoria da U.Porto.

André Soares e Guilherme Morais apresentam o seu duo no dia 7 de junho, às 21h30.

André Soares e Guilherme Morais são dois guitarristas que colaboram para dar vida ao interessante projeto 2 em Diante. Vão levar as sonoridades jazz à Casa Comum, na noite de 7 de junho, às 21h30.


Se a estética jazz está obviamente presente – com inspiradas improvisações – na música deste duo, os 2 em Diante também demonstram conduzir um aturado trabalho de reinterpretação de temas que revelam as suas muitas e diversas influências musicais. Assim, temas de Nick Drake, Beatles, Elliot Smith, Neil Young, Enio Morricone, do musical West Side Story e até de Chopin são alvo de elaborados arranjos que não desvirtuam as composições originais, oferecendo-nos saborosas paisagens musicais alternativas.

O que podemos então esperar de um concerto dos 2 em Diante? Uma conversa musical intimista, em que o som quente das guitarras que tão bem dominam conduzirá o público pela sua leitura de temas – mais ou menos conhecidos – da música popular anglo-saxónica. A esta proposta acrescentar-se-á outra, que nos diz mais respeito: é que Guilherme Morais, professor no Conservatório de Música da Jobra, em Albergaria-a-Velha, é também um cultor da guitarra portuguesa e, por isso, o concerto dos 2 em Diante explorará ainda a música vibrante de Carlos Paredes.

Uma nota para a capacidade expressiva de André Soares, particularmente em destaque nas secções improvisadas, o que chamou a atenção da banda londrina Compound Chemistry, que o convidou para integrar a sua formação, levando-o a comutar frequentemente entre o Porto e Londres, onde André também dá ocasionalmente aulas.

Os 2 em Diante não parecem ser músicos que desenvolvam uma grande presença na Internet, o que de certeza não favorece o seu conhecimento por um público mais alargado. Mas vale a pena vir descobri-los no mundo físico, ao vivo.


A entrada na Casa Comum é livre, sujeita à lotação da sala.

Sobre 2 em Diante

Grupo composto por dois músicos portugueses, André Soares e Guilherme Morais. A sua música define-se como uma fusão única de elementos tradicionais do jazz com a sonoridade singular da guitarra portuguesa, tendo como resultado um som cativante e emocionalmente envolvente. A história da banda começou em 2018, quando os dois músicos se conheceram e descobriram a sua paixão mútua pelos mesmos artistas. André Soares e Guilherme Morais são influenciados por diferentes géneros musicais, incluindo fado, jazz, rock e folk, e desenvolvem uma abordagem única que liga a musicalidade e a técnica da guitarra portuguesa à improvisação e harmonias do jazz. Os 2 em Diante têm-se apresentado em diversos concertos e festivais, fundamentalmente na região norte de Portugal.

Maria João Fonseca vai liderar maior rede europeia de museus e centros de ciência

Diretora de Comunicação do MHNC-UP foi eleita presidente da Ecsite, rede que junta mais de 300 museus e centros  científicos de toda a Europa. 

Maria João Fonseca é a atual  Diretora da Galeria da Biodiversidade - Centro Ciência Viva. Foto: DR

A Diretora de Comunicação do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP), Maria João Fonseca, foi recentemente eleita para o cargo de Presidente da Direção (Board) da Ecsite (The European Network of Science Centres and Museums), a maior rede europeia de museus e centros de ciência.


Fundada em 1989 com o propósito de capacitar organizações e profissionais “no sentido de ampliar o envolvimento científico”, a Ecsite conta atualmente com mais de 300 membros – entre museus, centros de ciência,  empresas, etc. – de diferentes países que, em conjunto, mobilizam anualmente mais de 40 milhões de pessoas através de programas  educativos, exposições e debates, entre outras iniciativas.


Para Maria João Fonseca, que é também Diretora da Galeria da  Biodiversidade – Centro Ciência Viva do MHNC-UP e professora convidada na Faculdade de Ciências da U.Porto (FCUP), esta nomeação representa “um  motivo de grande orgulho e uma enorme responsabilidade”, mas também  “uma evidência incontornável do reconhecimento do investimento que a  U.Porto tem vindo a fazer no seu MHNC-UP”. Na verdade, este é o corolário de um caminho iniciado em 2016, quando o maior museu da U.Porto se juntou à Ecsite, e reforçado um ano depois, com a organização, na Invicta, da conferência anual da rede.


“Desde então, “temos vindo a percorrer um longo e intenso caminho de aproximação aos nossos públicos, e de diversificação dos mesmos, posicionando-nos como uma importante plataforma de promoção da cultura científica”, descreve Maria João Fonseca, sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido na Galeria da Biodiversidade (inaugurada em 2017), no  histórico Jardim Botânico da U.Porto e no Polo Central (Reitoria) do  MHNC-UP (em fase de reconstrução).


Não escondendo a “grande alegria” pela “confiança que em nós é depositada por esta incrível comunidade de peritos em museus e centros  de ciência”, a ainda Vice-Presidente da direção da Ecsite lembra que “é agora tempo de retribuir este reconhecimento”. O rumo,  esse, está traçado: “contribuir para a nossa missão partilhada de promover o envolvimento de todos na produção de conhecimento científico e  tecnológico e na sua aplicação à resposta aos maiores desafios societais que hoje enfrentamos (…), como a emergência climática, a crise  da biodiversidade, a utilização sustentável de recursos e a regeneração  ambiental”.

Maria João Fonseca integra a direção (Board) da Ecsite desde 2020. (Foto: DR)

Reorganização interna e compromisso com a crise climática

No que toca às prioridades para o mandato de dois anos que vai  iniciar a 1 de julho à frente dos destinos da Ecsite, Maria João  Fonseca promete focar-se na “construção de uma rede ainda mais participativa e diversa, incluindo também instituições de menor dimensão”.


“Neste momento, contamos com 301 membros em mais de 50 países, dentro  e fora da Europa. Para além de 180 museus e centros de ciência e 22 museus de história natural, temos centros de investigação, empresas,  festivais e redes profissionais, entre outras instituições. A rede é, pois, vasta e variada. Mas há sempre espaço para ampliação e  diversificação”, nota.


A “visão” da recém-eleita direção do Ecsite promete ainda privilegiar “a colaboração em detrimento da competição,  num apelo a um ainda mais intenso trabalho de proximidade entre os  membros”. Tudo isto para melhorar a resposta a desafios como o combate  às “crises climática e da biodiversidade, dois temas globais e prementes  em que a rede se tem vindo a focar nos últimos anos e que terão de continuar a estar no centro das nossas preocupações”.


“Para tal, poderemos recorrer a um vasto leque de estratégias e ferramentas, contrariando os efeitos da desinformação, investindo num  regresso ativo à natureza, aproveitando o poder da inteligência artificial, recorrendo à emoção, às narrativas, cocriando experiências  com os nossos públicos, alimentando o diálogo e o debate, e proporcionando um terreno seguro para a intervenção e o ativismo”, projeta Maria João Fonseca.

Sobre Maria João Fonseca

Licenciada em Biologia e doutorada em  Ensino e Divulgação das Ciências pela Faculdade de Ciências da U.Porto  (FCUP), Maria João Fonseca é Diretora de Comunicação do MHNC-UP desde  2017, um cargo que acumula, desde 2020, com o de Diretora da Galeria da  Biodiversidade – Centro de Ciência Viva, onde é responsável pela  administração geral e pela coordenação e promoção de atividades de comunicação e divulgação de ciência.


Anteriormente, foi Coordenadora de Comunicação de Ciência do CIBIO – Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da U.Porto entre 2013 e 2017.


Membro da direção da Ecsite desde 2020, tomou posse, em 2023, como Vice-Presidente daquele organismo. No mesmo ano, voltou a “casa” para assumir o lugar de Professor Auxiliar Convidada do Departamento de Biologia da FCUP.


Fonte: Notícias U.Porto

Uma viagem pelo asfalto. O rock no Porto nos anos oitenta. Entrevista com Rui Sousa e Miguel Nogueira

Rui Sousa e Miguel Nogueira acompanharam de perto a  pulsação do rock portuense nos anos 80: das salas míticas aos  bastidores, dos desafios logísticos às imagens que fixaram uma memória  coletiva.  A encerrar esta série de entrevistas, o organizador de eventos e o fotógrafo partilham olhares distintos — e complementares — sobre o circuito de concertos que marcou uma geração. 


Com entrada gratuita, Uma viagem pelo asfalto. O rock no Porto nos anos oitenta pode ser visitada de segunda a sexta-feira, entre as 10h00 e as 13h00, e das 14h30 às 17h30. Aos sábados, as portas da Casa Comum abrem das 15h00 às  18h00.

Junho na U.Porto

Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.

Uma viagem pelo asfalto. O rock no Porto nos anos oitenta

Até 20 SET'25 
Exposição | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui 

Laços que Unem [Ties that Bind] | Bienal’25 Fotografia do Porto

Até 28 JUN'25
Exposição | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui

Quintas Brasileiras 2

5, 12 JUN'25 | 18h30
Música | Casa Comum 
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Alfred Hitchcock: In the beginning | II Ciclo de cinema britânico

06 JUN'25 | 18h30
Cinema | Casa Comum 
Entrada Livre. Mais informações aqui 

BEAST International Film Festival na U.Porto | Listening Session

06 e 07 JUN'25
Música, Instalação | Casa Comum 
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Tardes de Matemática | Um Prémio Nobel para um Matemático: John Nash e a Teoria de Jogos

07 JUN'25 | 16h00
Ciência, conversa | Casa Comum 
Entrada Livre. Mais informações aqui 

2 em Diante | guitarras em diálogo na Casa Comum

07 JUN'25 | 21h30
Música | Casa Comum 
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025

12 JUN, 17 SET, 29 OUT e 11 DEZ'25 | 19h00
Literatura | Casa Comum e ASCIPDA
Entrada Livre. Mais informações e inscrição aqui 

Gemas, Cristais e Minerais

Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Corredor Cultural

Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
Mais informações aqui

Apresentação do primeiro referencial lexical para Português Língua Estrangeira marcada para 11 de junho

RefLex PLE — Referencial lexical para o português língua estrangeira: um recurso para professores e investigadores de PLE/L2 será lançado a partir das 18h00, no Auditório da Casa Comum (à Reitoria da U.Porto). Entrada livre

Este é o primeiro referencial lexical para o ensino de PLE e dirige-se, em especial, a professores, investigadores e estudantes. / FOTO: U.Porto Press

RefLex PLE — Referencial lexical para o português língua estrangeira: um recurso para professores e investigadores de PLE/L2 veio “colmatar uma lacuna identificada no ensino e investigação relacionada com o PLE”, defendem os autores.


O primeiro referencial lexical para o ensino de português como língua estrangeira (PLE) é uma publicação conjunta da U.Porto Press e do Núcleo de Promoção da Língua Portuguesa da Reitoria da Universidade do Porto (U.Porto) e nasceu por iniciativa de Jorge Pinto, Nélia Alexandre e Ana Espírito Santo, docentes e investigadores na área da Linguística.


O lançamento da mais recente obra da coleção Uma Língua com Vista para o Mar, da Editora da U.Porto, está marcado para 11 de junho, a partir das 18h00, no Auditório da Casa Comum (à Reitoria da U.Porto).


A apresentação ficará a cargo de Isabel Margarida Duarte,  autora do Prefácio, Professora Catedrática na Faculdade de Letras da  U.Porto e investigadora nas áreas de pragmática e análise do discurso, confronto entre línguas românicas e aplicação da Linguística ao ensino  do Português.


A entrada é livre.

Sobre a obra

Jorge Pinto, Nélia Alexandre e Ana Espírito Santo, autores de RefLex PLE — Referencial lexical para o português língua estrangeira: um recurso para professores e investigadores de PLE/L2, definem um referencial lexical como “um instrumento ou um recurso que  visa organizar e padronizar o uso de vocabulário em determinados contextos”.


Os referenciais lexicais revestem-se de particular utilidade porque o  ensino de uma língua não implica apenas conhecimentos gramaticais, “mas  também do vocabulário essencial que permite aos aprendentes (falantes  não nativos) serem capazes de interagir de forma eficaz em diferentes  contextos sociais, académicos e culturais”.

REFLEX  PLE é uma publicação conjunta da U.Porto Press do Núcleo de Promoção da  Língua Portuguesa da Reitoria da U.Porto. / FOTO: U.Porto Press

A obra, agora publicada, surge numa fase em que não existia “um  recurso acessível aos profissionais que ensinam PLE, nem aos autores de  manuais e investigadores”, e que identificasse “quais as palavras e  colocações esperadas nos diferentes níveis de proficiência linguística”.


Partindo do princípio de que a língua está “em constante evolução”,  os autores apresentam-na como “uma ferramenta dinâmica, flexível e  adaptável a diferentes abordagens metodológicas do ensino de PLE,  auxiliando na construção de um repertório lexical que deve favorecer a  compreensão e a expressão oral e escrita em português”.


Segundo Isabel Margarida Duarte, este é um documento “cientificamente  bem pensado, prático e simples”, que inspira confiança, e que será  “útil para professores, estudantes, autores de manuais, de materiais e  de tarefas, organizadores de Programas de ensino, responsáveis por  provas de avaliação, decisores. Ajudará também quem produz plataformas  online, jogos didáticos, MOOC e outras ferramentas disponíveis no âmbito  do PLE”.


RefLex PLE está disponível na loja online da U.Porto Press com um desconto de 10%.

Sobre os autores

Jorge Pinto é Professor Associado do Departamento de  Linguística Geral e Românica da Faculdade de Letras da Universidade de  Lisboa (FLUL) e investigador integrado do Centro de Linguística da Universidade de Lisboa (CLUL). É coordenador pedagógico de cursos de  PLE/L2 no Instituto de Cultura e Língua Portuguesa.


Nélia Alexandre
é Professora Associada do Departamento de Linguística Geral e Românica da FLUL, investigadora  integrada do CLUL e diretora do Centro de Avaliação e Certificação do  Português Língua Estrangeira (CAPLE). Integra o grupo de trabalho do  Plano Estratégico para a Aprendizagem da Língua Portuguesa (Agência para  a Integração, Migrações e Asilo).


Ana Espírito Santo é subdiretora do CAPLE e Professora Adjunta Convidada na Escola Superior de Educação do Instituto  Politécnico de Lisboa. Doutorada em Linguística, na área da aquisição  da sintaxe do português como língua não materna (L2), desenvolve  trabalho de investigação no CLUL. 


Fonte: U.Porto Press

Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum

155. O coração da pedra, João Rasteiro

“O coração da pedra”, de João Rasteiro, in As pedras que choram o Douro, 2023.

17. Paula Guerra

Paula Guerra é investigadora integrada do Instituto de  Sociologia da Universidade do Porto e professora do Departamento de  Sociologia da FLUP. Fundadora e coordenadora da rede “Todas as Artes” e  da conferência KISMIF, tem desenvolvido extensa investigação sobre culturas e subculturas, juventudes, criação artística e práticas  culturais alternativas. Nesta conversa, refletimos sobre culturas musicais DIY e underground, o papel da arte e do artivismo na  crítica e transformação social, e sobre práticas culturais que habitam o  espaço entre a existência e a resistência, a utopia e a distopia.


99. “Músicos”, de Kazimierz Karabasz (1960)

Comentário de Cristiano Jesus (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC).

 100. “O Homem da Câmara de Filmar”, de Dziga Vertov (1929)

Comentário de Nuno Ramalho (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)

9. Ariel Milton

No Alumni Mundus desta quinzena estamos com Ariel Milton, psicólogo especialista em psicologia clínica e da saúde, alumnus da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do  Porto (FPCEUP).  Natural de Guimarães, jogou futebol nos iniciados do  Vitória de Guimarães e foi jogador federado de hóquei em patins  (guarda-redes). É pós-graduado em Neuropsicologia de Intervenção e tem  uma especialização em Intervenção Psicoterapêutica para a Perturbação de  Stress Pós-traumático (PTSD). Foi militar das Tropas de Operações  Especiais (vulgo, rangers) durante vários anos e esteve  envolvido em operações militares na Bósnia, Guiné, Kosovo e Timor.  É  autor do curso avançado de Perturbação de Stress Pós-Traumático,  acreditado pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. Em 2021 fundou o PTSD  Center, um centro clínico especializado em trauma psicológico e  emocional para sobreviventes de trauma e profissionais de saúde.


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Alunos Ilustres da U.Porto

Aureliano da Fonseca

Aureliano da Fonseca  (1915-2016)  Foto: Egídio Santos / U.Porto

Aureliano Baptista da Fonseca, filho de Joaquim Baptista da Fonseca, proprietário e natural de S. Martinho das Chãs, Armamar, e de Arminda da Silva Santos, natural de Almacave, Lamego, nasceu no n.º 235 da Rua de Sá da Bandeira, freguesia de Santo Ildefonso, no Porto, a 25 de fevereiro de 1915. É neto paterno de António Bernardo da Fonseca e de Rosa Margarida Baptista e neto materno de Augusto dos Santos Almeida e Amália Loureiro dos Santos.


Fez os primeiros estudos no Colégio João de Deus e no Liceu Alexandre Herculano, no Porto.


Indeciso entre a carreira na Marinha e a formatura na U.Porto, optou por cursar Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, após a realização dos Preparatórios Médicos na Faculdade de Ciências da mesma Universidade. Matriculou-se em 1934.


Concluiu o curso em 1940, especializando-se, depois, em Dermatologia, por influência do médico e professor Villas-Boas Neto. A especialização decorreu na Consulta de Dermatologia do Hospital de Santo António, no Porto, e nos Serviços de Dermatologia dos Hospitais do Desterro e no Hospital dos Capuchos, em Lisboa. Aureliano da Fonseca foi o primeiro especialista encartado pela Ordem dos Médicos.


No Porto, Aureliano da Fonseca trabalhou no Hospital Militar Regional n.º 1 (D. Pedro V), onde organizou o Serviço de Dermatologia e Venereologia, a partir do qual desenvolveu forte atividade na luta antivenérea, sobretudo no Dispensário Central de Higiene Social do Porto e também na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.


Em 1956 foi contratado como 2.º assistente além do quadro do 11.º grupo - Curso de Dermatologia e Sifiligrafia da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto -, ficando também responsável pela organização do serviço dessa especialidade no Hospital de S. João. Em 1964 foi nomeado 1.º assistente de Dermatologia e Venereologia da FMUP e, em 1970, professor auxiliar (até 1976).


Entretanto, prestara provas de doutoramento em Medicina a 13 de julho de 1963, com a defesa da tese Dermatoses pelo crómio: contribuição para o estudo etiopatogénico das dermites de causa externa. Obteve a classificação de dezassete valores.


Entre 1977 e 1985, Aureliano da Fonseca integrou o corpo docente da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, Brasil, para organizar o ensino da sua especialidade e lançar as bases de um centro de dermatologia social.


Aureliano da Fonseca trabalhou em reputados hospitais e clínicas, europeus e norte americanos, designadamente no Hospital San Juan de Dios (Madrid, Espanha), no Hospital Saint-Louis (Paris, França), no Johns Hopkins Hospital (Baltimore, E.U.A.) e na Mayo Clinic (Rochester, E.U.A.).


Fez parte de diversas sociedades científicas médicas. Perito em doenças venéreas na Organização Mundial de Saúde entre 1966 e 1980, foi pioneiro de educação sexual em Portugal.


É autor de centenas de títulos científicos, entre os quais se destaca a obra Dermatology in Europe. A Historic Approach (1997).


Obteve o 1.º prémio num concurso internacional, com uma fotografia técnica (Munique, 1967).

Presidiu à Associação de Antigos Alunos da Universidade do Porto e, enquanto estudante, participou na reorganização do Orfeão Académico (renomeado Orfeão Académico da Universidade do Porto) e da Tuna, no seio da qual surgiu a Orquestra Universitária de Tangos.


Para as comemorações do 1.º Centenário da Academia Politécnica do Porto e da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, em 1937, compôs o tango-canção "Amores de Estudante" com um colega tuno e orfeonista - Paulo Pombo (que escreveu a letra) -, que o OUP e a U.Porto adotaram como hino.


Foi em Lisboa que conheceu a sua futura mulher, a Dr.ª Zamira Evelina da Cunha Magalhães de Sousa Adão, casando-se em 1944. Teve 6 filhos: Luís Adão da Fonseca; os gémeos Fernando e António Adão da Fonseca, João Adão da Fonseca e Francisco Adão da Fonseca.


Em 2015, ano do seu 100.º aniversário, foi homenageado no dia 25 de fevereiro pelo jornal cultural Arte Entre as Letras, com o apoio da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos; e no dia 6 de março pela Associação dos Antigos Orfeonistas da Universidade do Porto, pelo Orfeão Universitário do Porto e pela Universidade do Porto.


Morreu a 16 de janeiro de 2016, aos 100 anos de idade.


U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Aureliano da Fonseca


Morreu Aureliano da Fonseca, o homem que deu música aos estudantes

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