A IMPORTÂNCIA DO DISCURSO CRÍTICO

​​EU University & Culture Summit / Day 1, Afternoon

Estávamos no Auditório Ruy Luís Gomes, na Reitoria da U.Porto, para o lançamento de mais um livro da U.Porto Press. Tratava-se do último título de Mário Mesquita. Eu já conhecia livro, que analisara quando o autor nos propusera a sua publicação numa parceria com a Editora Húmus, mas agora, vendo-o impresso, satisfez-me ver a forma harmoniosa como o invólucro condizia com o conteúdo. Com encadernação suíça, a capa branca ostentava uma fotografia de uma construção antiga, em madeira roída pelo tempo; acima, lia-se o título discreto – o fim do mundo –, assim mesmo, sem as maiúsculas protocolares, porque esse fim não aconteceu de uma só vez, não mereceu as parangonas dos jornais, afirmou-se como um fenómeno lento; abaixo do título, em letras bem mais pequenas, o nome do autor, com o decoro próprio de quem assiste a uma morte que tarda em se concretizar.   


A seguir à página de rosto, o livro confronta-nos com uma afirmação (“O fim de um mundo será sempre um princípio”) que entra em relação direta com a frase da última página do livro (“Nunca será o fim da História”). Balizados por estas frases, encontramos um belíssimo prefácio de José Guilherme Abreu; um texto curto de Mário Mesquita, simplesmente intitulado “Ensaio”, a que se seguem dezenas de fotografias a preto e branco de construções em pedra, da era pré-industrial, que subsistem maioritariamente sob a forma de ruínas; e um outro texto curto, também do autor, “Pós-Ensaio: Ao ‘Cabo do Mundo’”, seguido de fotografias que nos conduzem até à obra-prima de Siza Vieira, a Casa de Chá da Boa Nova. Esta última secção do livro é importante, pois convida-nos a revisitar as primeiras fotografias com um novo olhar. Lembro-me de ter apreciado a estratégia da primeira vez que vi o livro: “Afinal o que o Mário quer é que vejamos as fotografias não como registos sociológicos de um mundo desertificado, mas como ruínas de uma arquitetura do passado”. E nesse momento, observando as fotografias, notei que as estruturas eram todas iguais, e que era semelhante o seu estado de degradação – e compreendi que, se o Mário Mesquita não tivesse indicado, junto das imagens, o local onde haviam sido captadas – Portugal, Espanha, França –, eu julgaria que diziam respeito a uma mesma área rural. 


Fui para a sessão de apresentação do livro com esta ideia feita: o fim de um mundo é um ensaio fotográfico sobre uma paisagem transnacional de ruínas arquitectónicas, mas naquela tarde, no Auditório Ruy Luís Gomes, outros caminhos de leitura foram abertos pelos três apresentadores da obra: José Guilherme Abreu (CITAR), Sílvia Simões (i2ADS) e Joaquim Magalhães (Fundação “O Lugar do Desenho”). “Conheço bem o Mário”, afirmou Joaquim de Magalhães. “Lembro-me de, nos tempos da escola, andar sempre de lápis e papel. As fotografias do Mário parecem desenhos – no enquadramento, na perspetiva, na textura que apresentam.” Abri o livro. De repente, as fotografias a preto e branco transformaram-se em retratos a carvão.


“Não podemos esquecer que o Mário é, antes de mais, um arquitecto. O que lhe interessa é a construção arquitectónica, a forma como se fazem os lugares e como se criam (e se abandonam) territórios, comentou José Guilherme Abreu. “Ele viaja com a máquina fotográfica para fazer o registo do que encontra hoje, nestes locais. É como se tivesse decidido empreender num novo inquérito à arquitectura”. Abri o livro e concordei: As fotografias são apresentadas ao nível da constatação, da certificação do que subsiste. O Mário Mesquita não é um fotógrafo nostálgico, mas um arquitecto que estuda a paisagem com rigor.


“Este é um livro de metáforas visuais, que nos mostra o que já foi mas que ainda nos habita. Devemos lê-lo como um gesto de memória de lugares que, embora em ruínas, não estão esvaziados de futuro”, argumentou Sílvia Simões. “Mas mais importante do que os elementos que nos apresenta são as perguntas que o livro formula. É a essas que temos de procurar responder”, concluiu. Abri o livro e, relendo as frases de abertura e encerramento do livro, percebi que lhes faltava um ponto de interrogação: “O fim do mundo será sempre um princípio?”; “Nunca será o fim da História?”.


Vim para casa a pensar em como é importante o discurso crítico, como expande a nossa compreensão das obras e como as apresentações de livros deveriam ser todas assim: mais do que momentos de nímios elogios, espaços de partilha de perspetivas e conhecimento. Coloquei o livro do Mário na sala de estar, em cima da pilha de livros que releio frequentemente – e mentalmente, agradeci ao Joaquim, ao José Guilherme e à Sílvia por me terem ajudado a descobrir, naquele livro que nos fala sobre o fim de um mundo, a possibilidade de novas leituras.  


Fátima Vieira
Vice-Reitora para a Cultura e Museus

U.Porto expõe obras da coleção "Gabinete de Curiosidades / Museu de Causas"

São cerca de 200 trabalhos de atuais ou antigos  estudantes da U.Porto, que pertencem à coleção homónima de Agostinho  Santos. Inauguração a 12 de julho, na Casa Comum.

Trabalho de Graça Morais, uma das artistas representadas nesta exposição.

Gabinete de Curiosidades / Museu de Causas – Coleções Agostinho Santos é o título da exposição que reúne cerca de 200 obras, algumas delas inéditas, de 70 artistas, que ficará patente nas Galerias da Casa Comum (edifício da Reitoria da U.Porto), a partir das 18h00 do próximo dia 12 de julho.


Graça Morais, Nadir Afonso, Zulmiro de Carvalho, Valter Hugo Mãe, Baltazar Torres e Isabel Lhano são apenas alguns dos artistas que se fazem representar nesta mostra  com obras inéditas. Pelas galerias da Casa Comum vai poder ver ainda trabalhos de Álvaro Siza Vieira, Fernando Lanhas, Ângelo de Sousa, Júlio Pomar, António Carneiro, Fernando Távora, Armanda Passos,  Francisco Laranjo, Júlio Dolbeth, entre tantos outros, numa  mostra “integralmente composta por alunos ou antigos alunos, docentes ou  ex-docentes da Universidade do Porto”, diz-nos o colecionador e curador  da exposição Agostinho Santos.


Fátima Vieira,
Vice-Reitora para a Cultura e Museus da U.Porto,  sublinha a ligação ao “ecossistema criativo” da Academia de todos estes  artistas com um conceituado percurso “a nível nacional e internacional”  (…) “Ao reunir desenhos, pinturas, documentos e livros de artista  (alguns deles verdadeiras raridades) e promovendo a convivência de  diferentes disciplinas, estéticas e gerações, a exposição valoriza o  diálogo entre mestres e discípulos, mostrando como o legado artístico se  transmite e se reinventa dentro e a partir da comunidade da  Universidade do Porto”.

Pormenor retirado de obra de Armanda Passos, uma das artistas  representadas em Gabinete de Curiosidades / Museu de Causas – Coleções  Agostinho Santos

Todas as obras expostas pertencem à Coleção Museu de Causas, de  Agostinho Santos, um espólio que conta já com 2.500 trabalhos de mais de  500 artistas. Para o colecionador, “a arte é inquietação e  questionamento, uma ferramenta de diagnóstico e de ação”, representando,  em simultâneo, “um discurso sobre as nossas escolhas e as consequências  que daí resultam”. É, precisamente, neste sentido que apresenta, o Museu de Causas como “um valioso arquivo de reflexões sobre o mundo e as  suas possibilidades”, permitindo a este Gabinete de Curiosidades a criação de “uma narrativa visual e sensível, construída por uma comunidade artística multifacetada e profundamente comprometida com uma leitura crítica do presente e com a imaginação do devir”.


Gabinete de Curiosidades/Museu de Causas – Coleções Agostinho Santos surge na reta final da 6.ª Bienal Internacional de Arte Gaia 2025, que  decorreu na Quinta da Fiação de Lever, em Vila Nova de Gaia e que contou com 51 exposições e a participação de mais de 250 artistas.


A exposição vai ficar patente nas Galerias da Casa Comum até ao próximo dia 6 de setembro e pode ser visitada, durante a semana, das 10h00 às 13h00 e das 14h30 às 17h30. Aos sábados, as portas abrem das 15h00 às 18h00. Entrada livre. 


Fonte: Notícias U.Porto

Música, dança e desenho na segunda semana das Noites no Pátio do Museu

A segunda semana da programação deste ciclo estival arranca a 10 de julho, com uma provocação de Paul Klee. A entrada é livre.

José Valente vai atuar no Pátio do Museu no dia 12 de julho (Foto: Joana Magalhães)

Do folclore (Miudinho) ao virtuosismo do violino, passando pelos  desafios do desenho, está prestes a chegar a segunda semana das Noites no Pátio do Museu. As portas abrem sempre pelas 21h30 e a entrada para o Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto faz-se pelo Jardim da Cordoaria. Todas as atividades são, como é hábito, de acesso gratuito.


Começando pelo final, no sábado, 12 de julho, perguntar-se-á Quem é José Valente? É precisamente para todos aqueles que não sabem a resposta (mas sem deixar de fora quem já sabe e quer repetir) que o violinista José Valente anda em digressão. A irreverência, o virtuosismo e a contemporaneidade são características transversais ao trabalho desenvolvido pelo intérprete, também considerado um dos compositores mais inovadores da sua geração. Desde  o regresso de Nova Iorque que o premiado músico tem vindo a explorar os limites do violino e da viola d’arco, promovendo a simbiose de diversos  estilos musicais e criando uma linguagem e uma visão musical únicas.  Contando já com uma extensa discografia, que inclui diversas colaborações, Valente lançou em 2024 o disco a solo Quem é José Valente?, com o qual continua em digressão.


Para a noite do dia anterior, ou seja, sexta-feira, 11 de julho, a programação propõe uma viagem no tempo e, mais concretamente, um regresso ao passado. O prodígio acontece ao ritmo de Folclore Miudinho, o  espetáculo que o NEFUP – Núcleo de Etnografia e Folclore da  Universidade do Porto concebeu no âmbito do projeto “A Cantiga e o Camponês”. Contando com a participação do Aurum et Purpura – um núcleo  de criação artística sediado no Porto, que visa promover e apoiar a divulgação, criação, desenvolvimento e estudo de diversas áreas  artísticas -, a encenação coreográfica recorda e inventa brincadeiras da  infância, lembrando, através da dança, dos jogos ou das canções, que o folclore também pode representar a vida das crianças.

O NEFUP irá subir ao palco das Noites no Pátio do Museu (Foto: DR)

Antes disso, a 10 de julho, e tendo como ponto de partida a frase de Paul Klee segundo a qual “Uma linha é um ponto que foi dar uma volta”, Telmo Castro conduzirá uma oficina de expressão  plástica que propõe explorar as relações sensoriais entre o som e o  gesto, e entre a música e o desenho, criando uma dança de proximidades. A line is a dot that went for a walk procurará  conferir ao desenho um lugar performativo, permitindo-lhe, e permitindo  a cada um dos participantes, a criação de diferentes narrativas a  partir dos nexos que se podem materializar entre o imaginário e um  espaço físico comum.


“Esperamos os gestos geniais e a liberdade profunda da expressão  plástica”, confessa o artista, docente e arquiteto Telmo Castro. Na  mochila basta trazer alguns materiais (secos), sendo disponibilizados  aos participantes os grafites, pastéis, carvões e lápis necessários à  criação.


O programa das Noites no Pátio do Museu de História Natural e da  Ciência da U.Porto vai, recorde-se, prolongar-se durante todo o mês de julho. A programação, na íntegra, está disponível no site da Casa Comum. 


Fonte: Notícias U.Porto

Cinema, ilustração e música lançam pontes entre a Ásia e a Europa

Atividades no edifício da Reitoria e na Galeria  da Biodiversidade celebrarão, até ao final do mês de julho, "um futuro  partilhado" entre a Ásia e a Europa. A entrada é livre.

Yôko, a Delinquente, de Yasuo Furuhata, vai ser exibido a 11 de julho na Casa Comum

Concertos, sessões de cinema comentadas, conferências e uma oficina de ilustração dão corpo a Ásia e Europa – Um futuro partilhado, o programa que, durante o mês de julho, a Universidade do Porto dedicará às relações entre os dois continentes.  As atividades vão ocorrer entre o edifício da Reitoria e a Galeria da Biodiversidade-Centro Ciência Viva (ao Jardim Botânico), sendo a entrada  é livre.


Já na sexta-feira, 11 de julho, a programação arranca às 18 horas, na Casa Comum, com uma sessão de cinema, a primeira do ciclo Gendai, a modernidade no cinema asiático dos anos 1960. Yôko, a Delinquente,  do japonês Yasuo Furuhata, será comentado por Miguel Patrício, seguindo-se todas as sextas-feiras, sempre às 18 horas, uma seleção de longas-metragens que, para além do seu caráter inovador, refletem os intrincados processos de aculturação com o Ocidente que marcaram a nova ordem global construída após a Segunda Guerra Mundial.


A 18 de julho será exibido O Herói, do indiano Satyajit Ray, numa sessão comentada por Clara Rowland, e a 25 de julho assistir-se-á a uma proposta que chega da Turquia: A Lei da Fronteira, de Lütfi Ö. Akad. Elif Toprak Sakiz será a apresentadora convidada.

Cartaz do ciclo de cinema Gendai, a modernidade no cinema asiático dos anos 1960, que irá decorrer durante o mês de julho na Casa Comum

Dia 22 de julho, terça-feira, na Galeria da Biodiversidade,  o programa será dedicado à música tradicional chinesa – da popular à  cortesã -, cruzando a história e a prática instrumental, e estabelecendo  pontos de contacto com a presença portuguesa no leste asiático e com a   música ocidental. Pelas 15h00, o conferencista Énio de Souza, mestre em Estudos Asiáticos pela Universidade Católica Portuguesa,  explicará "As relações Portugal-China através de Macau; a música  tradicional chinesa e o respetivo instrumental". Às 17h00,  será a vez de Lu Yanan, licenciada em Música pelo Conservatório Central  de Música da  Universidade de Pequim, fazer uma abordagem comparativa entre a Música  do Oriente e do Ocidente.


No dia seguinte, 23 de julho, às 18h00, também na Galeria da Biodiversidade, o programa dará a conhecer outras formas de confluência e contágio. Pedro Moura falará de "SINOGRAFIA: a banda desenhada na esfera cultural contemporânea da Ásia de Leste numa perspetiva ocidental". O investigador e docente explicitará a “separação” entre as culturas  chinesa, japonesa e coreana, a noção do que hoje entendemos por banda  desenhada e a forma como se negociaram as influências ocidentais com as  tradições gráficas próprias.


O dia 24 de julho, quinta-feira, será dedicado à prática e, mais concretamente, à oficina de ilustração "A Nona Arte. Uma arte menor?", conduzida por Tomás Guerrero, diretor de arte, ilustrador, animador de personagens e argumentista. A atividade decorrerá entre as 9h30 e as 17h30 e a participação é gratuita, mas de inscrição obrigatória através do preenchimento de um formulário. As inscrições são limitadas às vagas existentes.

Ilustração e Tomás Guerrero

O último dia do programa, 26 de julho, será preenchido com o concerto de encerramento que pretende ser um momento de diálogo musical sino-lusitano. Às 21h30, no Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto, sobe ao palco "Porto Interior",  um espetáculo que junta Rão Kyao, nas flautas, e Lu Yanan, em guzheng e  pipa (instrumentos tradicionais chineses), para proporcionar um encontro  de estéticas de que o território de Macau também é expressão. A entrada é livre e faz-se pelo Jardim da Cordoaria.


Ásia e Europa – Um futuro partilhado é uma organização conjunta da Casa Comum e da Eurasia Foundation. Mais informações aqui. 


Fonte: Notícias U.Porto

U.Porto ensina a escrever Haiku, "a poesia do instante"

David Rodrigues orientará workshop gratuito desta forma sintética de poesia japonesa, celebrizada por Bashō no século XVII.

"Velha lagoa . . ./um sapo salta nela/o som da água". O mais conhecido poema de Matsuo Bashō (1644-1694) pode bem servir de inspiração para os participantes no workshop Haiku: a poesia do instante, que terá lugar no dia 10 de julho, às 18h00, na Sala do Fundo Antigo do edifício histórico da Reitoria da Universidade do Porto. David Rodrigues, docente, autor e editor, orientará os trabalhos da oficina. 


Sendo uma forma tradicional da poesia japonesa, com raízes ancestrais, o Haiku tornou-se popular em todo o mundo sobretudo durante o  século XX, embora haja registo de europeus que se aventuraram neste  estilo desde o século XVII.  Com apenas três versos e um total de 17  sílabas (5-7-5), esta forma poética apela à imaginação e obriga à  concisão. Convoca, por isso, a simplicidade – mas está longe de ser um  exercício simples -, a capacidade de observação, a subtileza e a  criatividade .


O wokshop, com entrada livre, enquadrará o aparecimento do Haiku no contexto da poesia  japonesa, apresentando alguns dos maiores poetas do Japão, mas também de  Portugal e de outros países, e desafiando os participantes a  aventurarem-se na escrita (e partilha) de poemas que exprimam de forma  mínima a máxima intensidade poética. A participação na oficina não  implica qualquer conhecimento prévio sobre Haiku, sendo também fornecido  o material necessário. A entrada é livre e o único limite é o dos lugares disponíveis na Sala do Fundo Antigo.


Especialista em educação, David Rodrigues é membro da World Haiku Association (Japão), orientador de workshops sobre Haiku e autor de  nove livros de poesia, nos quais privilegia precisamente o Haiku. 


Fonte: Notícias U.Porto

Julho na U.Porto

Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.

Uma viagem pelo asfalto. O rock no Porto nos anos oitenta

Até 08 NOV'25 
Exposição | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui 

Gabinete de Curiosidades / Museu de Causas

De 12 JUL a 06 SET'25
Exposição | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui 

Noites no Pátio do Museu 2025

De 02 a 26 JUL' 25 | 21h30
Festival | Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto
Entrada livre.Mais informações aqui 

Do pátio para o mundo | Oficina de expressão plástica com Telmo Castro

10 JUL' 25 | 21h30
Oficina | Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto
Entrada livre. informações aqui 

Folclore Miudinho | Espetáculo de NEFUP + Aurum et Purpura

11 JUL'25 | 21h30
Dança, Música | Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto
Entrada livre. Mais informações aqui

Quem é José Valente?

12 JUL' 25 | 21h30
Música | Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto
Entrada livre. informações aqui 

Poesia de "Astrolábio", de David Rodrigues, apresentada na Casa Comum 

09 JUL'25 ! 18h00
Apresentação de livro | Casa Comum
Entrada livre. informações aqui 

Haiku: a poesia do instante | Oficina com David Rodrigues

10 JUL' 25 | 18h00
Oficina | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui 

[CON]TEXTUALIDADES | Encontros de Poetas

10 JUL'25 ! 18h30
Poesia| Casa Comum
Entrada livre. Mias informações aqui 

Gendai! A modernidade no cinema asiático dos anos 60

04, 11, 18, 25 JUL'25 | 18h00
Ciclo de Cinema | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui 

Visita Guiada à exposição por Paula Guerra e Rui Sousa

12 JUL'25 ! 16h00
Visita Guiada | Casa Comum
Entrada livre.Mais informações aqui 

Exibição de "O Chico Fininho", de Sério Fernandes + conversa com Carlos Tê

12 JUL' 25 | 18h00
Cinema | Casa Comum
Entrada livre.Mais informações aqui 

Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025

17 SET, 29 OUT e 11 DEZ'25 | 19h00
Literatura | Casa Comum e ASCIPDA
Entrada Livre. Mais informações e inscrição aqui 

Gemas, Cristais e Minerais

Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Corredor Cultural

Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
Mais informações aqui

"O Chico Fininho" embarca numa Viagem pelo Asfalto

Na tarde de dia 12 de julho, após a exibição do filme, Carlos Tê vai estar na Casa Comum à conversa com Minês Castanheira.

O Chico Fininho, de Sério Fernandes, vai ser exibido no dia 12 às 18h00.

São visitas guiadas, filmes, workshops, apresentação de fanzines e, claro, como não poderia deixar de ser, concertos. Até ao próximo mês de novembro, há um programa paralelo à exposição do Uma Viagem pelo Asfalto: o Rock no Porto nos Anos 80, patente na Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto, que promete levar os visitantes numa “viagem pelo asfalto”.


No próximo sábado, dia 12 de julho pelas 16h00, haverá uma visita guiada por Paula Guerra, doutorada em Sociologia pela Universidade do Porto, professora no departamento de Sociologia da FLUP e curadora da exposição. A acompanhá-la estará Rui Sousa, produtor cultural e uma importante testemunha da cena musical no Porto nos anos 1980. Ambos conduzirão uma "viagem pelo asfalto" com paragem obrigatória nos bares, salas de concertos e locais icónicos da cidade nos anos 80.


Após a vista guiada, a tela da Casa Comum descerá para uma sessão de cinema e conversa imperdíveis, Quem não se recorda d’O Chico Fininho?! Muitos estarão familiarizados com “o título”, mas, ao certo, de quem estaremos a falar? Este foi o motivo que levou uma equipa de cinema a procurar saber se  esta figura, efetivamente, existe. Interrogando várias pessoas, foram  parar à zona da Boavista – onde, numa discoteca, acabam por o descobrir. Este filme de Sério Fernandes é exibido dia 12 de julho, sábado, às 18h00. Após o filme, a Casa Comum terá a honra de receber Carlos Tê, escritor e letrista, para uma conversa com Minês Castanheira.


Uma viagem no tempo

Inaugurada no passado dia 8 de abril, a exposição Uma viagem pelo asfalto. O rock no Porto nos anos oitenta propõe-se traçar um itinerário do rock português dos anos oitenta através da exibição de objetos, fotografias, cartazes, recortes de jornais e capas de vinis de bandas como os GNR, os Taxi e os Trabalhadores do Comércio. 


Com entrada gratuita, a exposição poderá ser visitada até 8 de novembro de 2025, de segunda a sexta-feira, entre as 10h00 e as 13h00, e das 14h30 às 17h30. Aos sábados, as portas da Casa Comum abrem das 15h00 às 18h00.


Um concerto da banda portuense Hospital Psiquiátrico, visitas guiadas, um workshop de fanzine, e a apresentação da reedição do Confidências do Exílio marcaram o arranque do programa de iniciativas paralelas à exposição.

O workshop Fanzine Instantâneo sobre O Rock no Porto dos anos 80 teve lugar no último sábado, dia 5 de julho, na Casa Comum

No website d’O Rock no Porto nos Anos 80 é também possível encontrar álbuns de bandas como Os Entes Queridos, Repórter Estrábico ou Bramassaji, assim como telediscos, testemunhos, vídeos e mais fotografias. 

Três planetas na Reitoria celebram ciência e futuro da humanidade

Michel Mayor, Nobel da Física 2019, participou  na inauguração do astro-tríptico das arcadas da Reitoria, que coloca a  Terra, a Lua e o exoplaneta 51 Pegasi b à distância de um olhar.

As arcadas exteriores da Reitoria da Universidade do Porto  acolhem, desde 1 de julho, um novo “astro-tríptico” que convida à  contemplação do cosmos e à reflexão sobre o papel da ciência na  construção de um futuro comum. A instalação junta à já icónica Lua gigante — colocada em 2019 — duas novas representações: a Terra e o exoplaneta 51 Pegasi b.


A cerimónia de inauguração contou com a presença do astrónomo suíço Michel Mayor, Prémio Nobel da Física 2019, distinguido pela descoberta do primeiro planeta extrassolar, 51 Pegasi b.


Suspensa na entrada nascente das arcadas, a Terra surge como símbolo  da beleza e fragilidade do nosso planeta, evocando a urgência da sua  preservação. A instalação estabelece um diálogo direto com o conceito da  Casa Comum da Humanidade, desenvolvido na U.Porto, que propõe o reconhecimento do Sistema Terrestre como património partilhado por toda a  humanidade.


Na entrada poente, ergue-se a representação de 51 Pegasi b, o primeiro exoplaneta confirmado a orbitar uma estrela semelhante ao Sol.  Descoberto em 1995 por Michel Mayor e Didier Queloz, este planeta  gasoso simboliza a capacidade humana de expandir as fronteiras do  conhecimento para além do que é fisicamente alcançável.


A inauguração culminou com uma conferência pública do Nobel da Física no Salão Nobre da Reitoria, apresentada por Nuno Santos, investigador do CAUP/IA e docente da FCUP, seu antigo orientando e hoje líder de uma equipa de referência internacional no estudo de exoplanetas.


Mais do que uma instalação artística, o astro-tríptico da Reitoria é  uma narrativa visual que liga o passado (a Lua), o presente (a Terra) e o  futuro (51 Pegasi b), reafirmando o compromisso da Universidade do  Porto com a ciência, a consciência planetária e a exploração do  desconhecido. 


Fonte: Notícias U.Porto

Obra sociológica de Pierre Bourdieu debatida em novo livro da U.Porto Press

Bourdieu e os Seus Livros. Exercícios práticos de leitura, publicação que integra contributos de especialistas das ciências sociais, será lançada a 14 de julho, a partir das 18h30, na Reitoria da U.Porto. A entrada é livre.

O livro homenageia o autor francês e a sua obra, tendo resultado de um ciclo de debates promovido pelo Instituto de Sociologia da U.Porto, por ocasião do vigésimo aniversário da sua morte. / FOTO: U.Porto Press

São 20 contributos de especialistas das ciências sociais – incluindo diferentes especialidades sociológicas – que debatem dez livros da vasta obra de Pierre Bourdieu, sociólogo francês e autor de um grande número de clássicos da sociologia.


Assim se define Bourdieu e os Seus Livros. Exercícios práticos de leitura, obra organizada por Virgílio Borges Pereira, investigador do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto (IS-UP), e coeditada pelo IS-UP e pela U.Porto Press, na sua coleção Transversal.


A apresentação blica deste livro está marcada para 14 de julho, a partir das 18h30, no Auditório da Casa Comum, na Reitoria da U.Porto (à Praça Gomes Teixeira).


Sofia Cruz,
Professora Associada com Agregação da  Faculdade de Economia da U.Porto e investigadora integrada do Instituto  de Sociologia da U.Porto, e Lucas Page Pereira, investigador da École Normale Supérieure Paris-Saclay – Université Paris-Saclay, são os oradores convidados para apresentar a obra.


A sessão contará, ainda, com intervenções de Fátima Vieira, Vice-Reitora da U.Porto para a Cultura, Museus e responsável pela U.Porto Press, e Virgílio Borges Pereira.


A entrada é livre.

Obra de Pierre Bourdieu em análise: 20 exercícios de leitura

Bourdieu e os Seus Livros. Exercícios práticos de leitura, obra que homenageia o sociólogo francês e a sua obra, resultou de um  ciclo de debates promovido pelo IS-UP, por ocasião do vigésimo  aniversário da sua morte.


Durante mais de um ano, o ISUP recebeu especialistas nacionais e  estrangeiros, “de diferentes disciplinas das ciências sociais, incluindo  (…) diferentes especialidades sociológicas”, bem como público, “para  discutir livros de Bourdieu em animadas sessões coletivas”, explica  Virgílio Borges Pereira no texto inaugural desta publicação.


Tratou-se de um ciclo de debates que convidou “à leitura do trabalho  sociológico, privilegiando a referência fundamental da investigação  constituída pelos livros (…) que Pierre Bourdieu foi publicando ao longo  do seu extenso e intenso percurso de pesquisa”, muitos deles com  edições “inéditas, de carácter póstumo”. Neste contexto, e “percorrendo  momentos diferentes da sua obra, privilegiaram-se dez dos seus livros e  os exercícios práticos de debate decorrentes de vinte leituras levadas a  cabo por outros tantos especialistas (…)”.


Como enquadra o docente da Departamento de Sociologia da Faculdade de  Letras da Universidade do Porto (FLUP), foi “o interesse das  intervenções e dos debates gerados no ciclo” que, desde cedo, suscitou  nos seus promotores e audiência vontade de registar as intervenções  “para estudo e memória futuros”.


Este livro, “fruto da dinâmica de reflexão e trabalho coletivos  desenvolvidos na sequência dos exercícios de leitura”, foi de encontro a  esse desígnio.


No que concerne à escolha dos títulos de Bourdieu a serem debatidos,  Virgílio Borges Pereira admite que “poderiam ter sido outras as  escolhas”, considerando “uma vida intelectual plenamente preenchida e  uma obra tão vasta e diversificada”. Não obstante, “presidiu ao  propósito de discutir os livros de Bourdieu a ideia de abrir horizontes  renovados de análise da sua obra a partir de títulos que tivessem  desempenhado um papel relevante no desenvolvimento de investigação  sociológica e científico-social substantiva no percurso de quem os  discutia”.


Quanto à escolha dos especialistas, a opção recaiu sobre “diferentes  pertenças institucionais e disciplinares, no país e no estrangeiro”,  procurando, também, assegurar “a presença de investigadores com  distintas pertenças geracionais”.


Assim, e para além de textos do próprio Pierre Bourdieu, este livro  inclui contributos de Annick Prieur, Carla Aurélia de Almeida, Cláudia  Marisa Oliveira, Diogo Ramada Curto, Ester Gomes da Silva, Fernando Luís  Machado, Franck Poupeau, Frédéric Lebaron, Inês Brasão, João Queirós,  João Teixeira Lopes, José Madureira Pinto, Loïc Wacquant, Nuno Domingos,  Pedro Abrantes, Virgílio Borges Pereira e Yasmine Siblot.

BOURDIEU E OS SEUS LIVROS. EXERCÍCIOS PRÁTICOS DE LEITURA é uma coedição  do Instituto de Sociologia da Universidade do Porto e da U.Porto Press,  sendo a mais recente publicação a integrar a coleção Transversal da  Editora da U.Porto. (Foto: U.Porto Press)

Segundo o organizador do livro, o exercício de leitura constituído em torno de Convite à Sociologia Reflexiva,  de Pierre Bourdieu e Loïc Wacquant – livro originalmente publicado em  1992, atualmente com uma versão portuguesa, publicada em 2022 com a  chancela da U.Porto Press – foi o “momento especial do ciclo”.


O exercício de leitura dedicado a este “livro influente na difusão do  pensamento e da prática sociológica de Bourdieu no plano internacional”,  também “muito relevante na formação sociológica, incluindo em  Portugal”, ficou a cargo de José Madureira Pinto, “figura cimeira do  processo de institucionalização da sociologia portuguesa e profundo  conhecedor da obra de Bourdieu”.


Contudo, Virgílio Borges Pereira alerta: “O ciclo não esgota,  evidentemente, as leituras possíveis das obras discutidas, mas espera  poder convocar leituras renovadas destas e de outras obras, de Bourdieu e  de analistas que o tenham estudado e dinamizado, e que possam continuar  a exercitar o potencial heurístico inscrito no programa de  conhecimentos sociológicos que lhes subjaz”.


Bourdieu e os Seus Livros. Exercícios práticos de leitura está disponível na loja online da U.Porto Press, com um desconto de 10%.

Sobre o organizador

Virgílio Borges Pereira é sociólogo, Professor Catedrático do Departamento de Sociologia da FLUP, onde leciona desde 1994, e investigador do IS-UP.


É licenciado em Sociologia (1993), Mestre em Sociologia: Poder Local, Desenvolvimento e Mudança Social (1997), Doutor (2002) e Agregado em Sociologia (2009) pela FLUP.


Tem vindo a especializar-se na sociologia das classes sociais e das  práticas simbólico-ideológicas, dedicando uma atenção especial ao legado  sociológico da obra de Pierre Bourdieu. Na qualidade de conferencista  tem apresentado os seus trabalhos em diferentes universidades nacionais e estrangeiras. Foi Professor Visitante no Instituto de Estudos Políticos  da Universidade de Estrasburgo (2010) e no Departamento de Sociologia  da Universidade de Paris 8 (2013, 2018). Colaborou com as Universidades  de Rouen, de São Paulo, de Juiz de Fora e de Belém do Pará, entre  outras. Integra comités editoriais de várias revistas nacionais e estrangeiras. 


Fonte: U.Porto Press

Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum

159. Chuva, Olívia Clara Pena

“Chuva”, de Olívia Clara Pena, in Amor e outros desencontros, 2024.

110. “A History of the World According to Getty Images”, de Richard Misek (2022)

Comentário de Inês Vaz (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)

111. “Di-Glauber”, de Glauber Rocha (1977)

Comentário de Denise Wal (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)


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Alunos Ilustres da U.Porto

Caetano Moreira da Costa Lima

Autorretrato de Caetano Moreira da Costa Lima, do Museu Nacional Soares dos Reis (MNSR)

Caetano Moreira da Costa Lima nasceu no Porto a 29 de julho de 1835.


Terá sido discípulo do pintor de origem suíça Augusto Roquemont (1806-1852) e professor da artista Aurélia de Souza (1866-1922), antes de frequentar, com bom aproveitamento, a Academia Portuense de Belas Artes (1846-1854). Depois de concluir os estudos viajou pela Europa.


Este artista romântico pintou sobretudo cenas trágicas e figuras heroicas da história portuguesa. Expôs em Lisboa na Sociedade Promotora das Belas Artes, em 1880, e no Porto, nas exposições trienais da Academia Portuense de Belas Artes (anos 1854 e 1860) e na 2.ª e 3.ª edições da Exposição d’Arte (1888 e 1889). Participou também em dois concursos de arte promovidos pela Câmara Municipal de Lisboa, em 1888 e 1889, onde apresentou, respetivamente, o esboço a óleo Vasco da Gama na corte de D. Manuel – que lhe granjeou o 2.º prémio (pecuniário) - e o esboceto Martim de Freitas ante o cadáver de D. Sancho II, uma obra de exaltação da lealdade de Martim de Freitas para com o rei falecido em Toledo (com data anterior a 1881).

Prisão da Duquesa de Mântua, de Caetano Moreira da Costa Lima, 1888,  MNSR

Figura de culto no meio artístico do Porto, Caetano da Costa Lima foi autor de outras obras de inspiração histórica como: A prisão da Duquesa de Mântua (1888, MNSR); Alcácer Quibir (c. 1888, MNSR), apresentada na 2.ª Exposição d’Arte e na Grande Exposição do Norte de Portugal, realizada no Palácio de Cristal em 1933; e Martim de Freitas verificando na catedral de Toledo o falecimento do rei D. Sancho II (MNSR), que esteve patente na 5.ª exposição d’ Arte do Porto (1891) e na Grande Exposição do Norte de Portugal de 1933.


Caetano da Costa Lima colaborou no Jornal do Porto, entre 1875 e 1883, redigindo notícias sobre belas artes e publicando as impressões das viagens realizadas a Espanha, a Itália, à Suíça, à França, à Alemanha e a Inglaterra.


Morreu no Porto a 17 de novembro de 1898.


U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Caetano Moreira da Costa Lima


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