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BULA CULTURAL
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 Tivemos, na sexta-feira e no sábado, o II Encontro Nacional da Prescrição Cultural. Demos conta dos avanços do nosso projeto, da unidade curricular que oferecemos aos estudantes no segundo semestre e do projeto-piloto que realizámos com profissionais de saúde, artistas e mediadores culturais em exercício. O Encontro foi preenchido por momentos impactantes, em que foi referida evidência científica de que a cultura ajuda à promoção da saúde e do bem-estar, mas em que também experienciámos bem-estar em workshops artísticos (aquele que fiz com a Abigail Ascenso teve em mim um forte efeito terapêutico, mas ouvi dizer o mesmo a quem fez o workshop com a Josefina Fuentes a Francisca Camelo). Deixo aqui o meu agradecimento a todos os intervenientes no Encontro, bem como a quem deu apoio à sua produção, aos nossos parceiros institucionais, e a todos quantos, nas diferentes faculdades da U.Porto, têm vindo a contribuir para a consolidação do projeto – e faço-o na pessoa de Diana Alves, que tem vindo a assegurar a coordenação científica de todo o programa. Em setembro, teremos um Encontro Internacional da Prescrição Cultural, com convidados estrangeiros, com ampla investigação sobre a matéria e experiência de concretização de projetos neste domínio. Será, nessa altura, formalizado o Consórcio Prescrição Cultural, que unirá a Universidade do Porto a importantes parceiros institucionais, entre eles a CCDR-N, e que permitirá a implementação do projeto em todo o norte do país. A Prescrição Cultural é um ato reservado a profissionais de saúde, mas fiquei a pensar que poderia, também eu, ter liberdade poética para fazer, a todos quantos me leem, uma prescrição relativamente ao programa musical com que fecharemos a programação das NOITES NO PÁTIO DO MUSEU. Acredito que os concertos dos CONFERÊNCIA INFERNO + BAN, dos TRABALHADORES DO COMÉRCIO, e de RÃO KYAO com LU YANAN (respectivamente nos dias 24, 25 e 26 de julho) poderão ajudar-nos – sobretudo aos nostálgicos dos anos 80 – a entrar no verão e recuperar forças para o próximo ano letivo, num triplo movimento: Surrealizar; Desconformar; Respirar. Imaginei que a “bula” do novo “medicamento musical” poderia ser do género da que abaixo vos deixo, com o desejo de umas excelentes férias. Até setembro! MEDICAMENTO SONORO DE LIBERTAÇÃO SEQUENCIAL TRATAMENTO EM TRÊS DOSES – tomas de 24 a 26 de julho DOSE 1: Conferência Inferno + BAN Indicações Excesso de realidade; apatia estética; vontade de caminhar por uma cidade que volte a parecer um filme. Princípio ativo Ação combinada em dois tempos: choque (Conferência Inferno – intensidade sintética, ruído cirúrgico) + reorganização lírica (BAN – luz de néon emocional, memória sonora dos anos 80).
Efeitos esperados Ativação do imaginário; lembrança involuntária de penteados antigos.
Advertências Surrealizar é irreversível; poderá sentir uma vontade irreprimível de dançar.
DOSE 2: TRABALHADORES DO COMÉRCIO
DESCONFORMAR Indicações Excesso de seriedade; rigidez institucional; saudade de uma cidade com sotaque. Princípio ativo Trocadilhos terapêuticos; crítica com humor; cancioneiro portuense com efeito de descompressão social.
Efeitos esperados Riso com valor medicinal; reativação da identidade local
Advertências Não misturar com discursos técnicos; uso prolongado pode provocar afeição crítica à cidade.
DOSE 3: RÃO KYAO & LU YANAN
RESPIRAR Indicações Saturação urbana; falta de silêncio interior; isolamento cultural. Princípio ativo Flauta de bambu e cordas orientais; diálogo intercontinental; musicalidades ancestrais.
Efeitos esperados Vontade de viajar; escutar o mundo com mais cuidado; paz interior.
Advertências A memória sonora deste momento de paz poderá reaparecer dias depois, em momentos inesperados. Se assim for, retire-se para a natureza e ouça o canto dos pássaros (também serve molhar os pés no mar).
NOTA DE ALTA PROVISÓRIA Após a administração das três doses, recomenda-se repouso durante o mês de agosto. A participação em outros eventos culturais, bem como a leitura de bons livros e a escuta de excelente música poderá ajudar ao prolongamento dos efeitos do tratamento. Se estiver pelo Porto, teremos, na Reitoria, quatro magníficos concertos do Porto Piano fest nos dias 3, 4, 5 e 9 de agosto. Se sentir um forte assalto de nostalgia, a exposição da Casa Comum O ROCK NO PORTO NOS ANOS 80 estará aberta durante todo o mês. E se tiver mesmo muitas saudades da Universidade do Porto, saiba que poderá visitar, ao longo de agosto, nas Galerias da Casa Comum, a exposição Gabinete de Curiosidades / Museu de Causas, da Coleção Agostinho Santos, onde se encontram representados 70 artistas que foram estudantes e/ou docentes da nossa alma mater. Cuide-se!
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus (Especialista Não Certificada em Prescrição Cultural)
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U.Porto dá música à cidade no fecho das Noites no Pátio do Museu
Rão Kyao e Lu Yanan encerram semana marcada pelos concertos dos BAN e Trabalhadores do Comércio. Sempre às 21h30. Entrada livre. Os Trabalhadores do Comércio vão atuar nas Noites no Pátio do Museu, no próximo dia 25 de julho. Foto: DR
É manifestação artística, social e cultural. Reflete épocas, geografias e até religiões. Exprime ideias, emoções e sentimentos. Do sotaque nortenho, passando por sonoridades macaenses, até onde nos poderá levar a música? Conferência Inferno, BAN, Trabalhadores do Comércio, Rão Kyao e Lu Yanan são as apostas para a última semana das Noites no Pátio do Museu. Sempre às 21h30 e com entrada livre. Fizeram parte do cartaz do Paredes de Coura 2024 e, no próximo dia 24 de julho, quinta-feira, caber-lhes-á abrir a primeira das últimas Noites do Pátio do Museu 2025. Mantendo o caráter experimental e sombrio que os caracteriza, a dimensão dançável dos Conferência Inferno mantém-se presente desde Bazar Esotérico, EP lançado no Verão de 2019.
Com influências darkwave e post punk, os Conferência Inferno prescindem da bateria e da guitarra, mas nunca da energia que só os concertos ao vivo podem transmitir. Vivem no Porto e refletem essa vivência de cidade nas letras e no ambiente da música que produzem, uma marca identitária que se reflete também no nome que o trio escolheu para banda. Durante os anos 1980 e 1990 realizou-se, na cidade do Porto, um conjunto de palestras intituladas Conferências do Inferno, do qual resultaram algumas fanzines. E uma delas foi parar-lhes às mãos…
Os Conferência Inferno vão abrir a Noite no Pátio do Museu de 24 de julho. (Foto: DR)
Das fanzines, de volta à música dos anos 1980. Se lhe perguntarem se conhece os Bananas, saberia o que responder? Foi assim que os BAN se apresentaram como a banda de New Wave e Ska que pretendiam ser. Venceram, em 1983, o concurso Rock em Stock/7Up, e editaram o primeiro single Identidade. Foi só no ano a seguir que se decidiram pela economia de caracteres e por uma sonoridade um pouco mais depressiva, influenciados pela corrente pós-punk que chegava de Manchester. Gravaram o EP Alma Dorida e avançaram para aqueles que seriam alguns dos concertos mais importantes na história da banda: no Rock Rendez-Vous (Lisboa) e nos Ciclos de Novo Rock (Porto). Cerca de 40 anos depois, vamos poder assistir a outro concerto que, por certo, ficará para a história. A fechar a noite de 24 de julho, o palco do Pátio de Museu será todo de João Loureiro (voz), Ana Deus (voz e vídeo) e Rui Fernandes (teclas, saxofone, guitarra, programações e acordeão).
De Manhã Eu Bou Ò Pom…
“Eram dez p’ra uma no restaurante, almoçava alarvemente / A meio do café um garçom pedante chegou-se e pois me a conta a frente / Então bebi o brande todo dum trago, berrei p’ro homem: não pago, não pago”. Já todos sabemos como o episódio termina? “Pra não andarem cadeiras p’ro ar, então pus-me a gritar (…) Chamem a polícia (au, au, au), chamem a polícia / Que eu não pago”. Também poderíamos recordar o celebre “Táquetinho ou lebas no focinho”, mas vamos deixar esse refrão para quem vier cantar “em nortense” com os Trabalhadores do Comércio, banda formada em 1979 por Sérgio Castro e Álvaro Azevedo. É esta a proposta para a noite de 25 de julho. E, desta vez, as Noites vão tomar de assalto o Jardim da Cordoaria. Este vai ser um concerto que a Universidade do Porto vai literalmente oferecer à cidade: se passar pelo Jardim, verá o palco montado para que o som dos Trabalhadores do Comércio possa ser usufruído por toda a gente! É nome de uma das zonas histórias mais emblemáticas de Macau e, neste caso, simboliza ponto de encontro e confluência cultural. Porto Interior é o título do projeto que une Rão Kyao e Lu Yanan e ao qual caberá a honra de fechar a cortina do Pátio do Museu, na noite de 26 de julho.
“Pretendemos com este diálogo musical continuar, através do som, a celebração da convivência de vários séculos entre Portugal e a China, que Macau historicamente tão bem exemplificou. Queremos humildemente contribuir, através da música, para um futuro que fortaleça cada vez mais os laços que unem estes dois povos e estes dois territórios”, diz-nos o músico que é também considerado, por muitos, um embaixador da música portuguesa.
Lu Yanan irá interpretasr " Porto Interior" com Rão Kyao na despedidas das Noites no Pátio do Museu 2025 (Fotos DR)
Natural de Pequim, Lu Yanan licenciou-se em Música pelo Conservatório Central de Música da Universidade de Pequim e irá apresentar-se no guzheng e na pipa (respetivamente uma cítara e um alaúde chineses). Com Rão Kyao nas flautas de bambu e deixando espaço para a improvisação, o duo irá apresentar temas do folclore clássico chinês e português. Durante todo o mês de julho, pelas Noites no Pátio do Museu, passou muita música, poesia, história, dança, performance e bem-estar. Ainda petiscámos e bebemos, enquanto pensávamos nas mais diversas formas, sons, cheiros e sabores que são um brinde à diversidade cultural e que unem os povos. Até através das flores.
A entrada para as Noites no Pátio do Museu faz-se pelo Jardim da Cordoaria. Para o concerto dos Trabalhadores do Comércio, vamos nós ter consigo ao Jardim. A entrada em todos os eventos é sempre gratuita.
Fonte: Notícias U.Porto
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Júlio Dinis "inaugura" exposições alusivas às Figuras Eminentes 2025
Coração em madrepérola que terá sido oferecido por Júlio Dinis será um dos objetos exibidos no hall de entrada do Edifício Histórico da Universidade. Trata-se de um coração de pendente e terá sido uma oferta de Júlio Dinis a Ana P. B. D. Simões. Juntamente com um desenho de Abel Salazar, são os objetos que assinalam o arranque de um ciclo de micro-exposições alusivas às Figuras Eminentes da Universidade do Porto 2025. Para ver de perto a partir de 21 de julho, e até final de agosto, no hall de entrada do Edifício Histórico da U.Porto (à Reitoria). Trata-se de um coração de pendente em madrepérola, do século XIX. “Venceste meu coração com subtil arte de amor” é a inscrição que apresenta e terá sido uma prenda oferecida por Júlio Dinis (pseudónimo literário de Joaquim Guilherme Gomes Coelho) a Ana P. B. D.Simões, com quem terá trocado alguma correspondência. Calcula-se que esta habitante de Ovar, cidade onde Júlio Dinis viveu, terá inspirado “Margarida”, uma das protagonistas do romance As Pupilas do Senhor Reitor (1867).
Será exposto coração de pendente que terá sido oferecido por Júlio Dinis a Ana P. B. D. Simões. (Foto: DR)
Júlio Dinis nasceu no Porto, a 14 de novembro de 1839. Filho de José Joaquim Gomes Coelho, natural de Ovar, e Ana Constança Potter Pereira Lopes, ficou órfão de mãe com apenas cinco anos.
Foi com 17 anos que, à semelhança do seu pai, se matriculou na Escola Médico-Cirúrgica do Porto – antecessora da FMUP. Foi nesta instituição que, em 1861, defendeu a dissertação intitulada Da Importância dos Estudos Meteorológicos para a Medicina e Especialmente de Suas Aplicações no Ramo Cirúrgico, cujo tema da tese terá sido influenciado pela relação próxima com a tuberculose, doença responsável pelo falecimento da sua mãe e irmãos. No Verão de 1863, já diagnosticado com tuberculose, segue para Ovar, na expectativa de que brisa do mar se revertesse em franca melhoria. Fica hospedado na Casa dos Campos, propriedade de sua tia paterna, D. Rosa Zagalo Gomes Coelho, onde se terá inspirado para alguns dos seus principais romances, tais como As Pupilas do Senhor Reitor, A Morgadinha dos Canaviais e para a novela O Canto da Sereia, casa onde hoje funciona o Museu Júlio Dinis. O escritor faleceu, vítima da mesma doença, em 1871, com 31 anos de idade. Encontra-se sepultado no Porto.
Para além do coração de pendente, estará, ainda, exposto, pela primeira vez, um desenho de Abel Salazar que representa o “Dr. João Semana”, outra personagem retirada do livro As Pupilas do Senhor Reitor. Segundo Egas Moniz (Prémio Nobel da Fisiologia e Medicina 1949), “O João Semana das Pupilas é o retrato fiel do cirurgião João José da Silveira que, ao tempo da estadia de Júlio Dinis em Ovar, exercia a profissão médica com grande sucesso, naquela região”.
Desenho de Abel Salazar representa a figura de “Dr. João Semana”, do livro “As pupilas do Sr. Reitor”.
Ambas as peças pertencem ao espólio do Museu de História da Medicina Maximiano Lemos, da Faculdade de Medicina da U.Porto (FMUP). Recorde-se que, para além de Júlio Dinis, são também Figuras Eminentes da U.Porto 2025 o médico e arqueólogo José Leite de Vasconcelos, o médico e professor António Plácido da Costa, o médico e político Luís de Pina, a cientista e professora Maria de Sousa e o médico e professor Daniel Serrão.
O programa da iniciativa vai prolongar-se durante todo o ano, de forma a celebrar o legado deixado por estas figuras que se destacaram pela obra e impacto que tiveram na sociedade.
Fonte: Notícias U.Porto
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Julho na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Uma viagem pelo asfalto. O rock no Porto nos anos oitenta
Entrada livre. Mais informações aqui
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Gabinete de Curiosidades / Museu de Causas
Entrada livre. Mais informações aqui
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Uma Viagem pelo Asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | PROGRAMA DE EVENTOS
Entrada livre.Mais informações aqui
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Noites no Pátio do Museu 2025
De 02 a 26 JUL' 25 | 21h30
Festival | Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto Entrada livre.Mais informações aqui
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BAN + Conferência Inferno ao vivo
Música | Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto Entrada livre.Mais informações aqui
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Trabalhadores do Comércio ao vivo
Música | Jardim da Cordoaria Entrada livre.Mais informações aqui
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Porto Interior | Concerto com Rão Kyao e Lu Yanan
Musica | Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto Entrada livre. Mais informações aqui
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Gendai! A modernidade no cinema asiático dos anos 60
Ciclo de Cinema | Casa Comum Entrada livre. Mais informações aqui
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As relações Portugal-China através de Macau; a música tradicional chinesa e o respetivo instrumental, com Énio de Souza
Conferência | Galeria da Biodiversidade Entrada livre. Mais informações aqui
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Música do Oriente e do Ocidente – uma abordagem comparativa, com Lu Yanan
Conferência | Galeria da Biodiversidade Entrada livre. Mais informações aqui
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Lá e de Volta Outra Vez: um percurso pela banda desenhada da Ásia de Leste e os seus diálogos com a BD contemporânea portuguesa, com Ana Matilde Sousa
Conferência | Galeria da Biodiversidade Entrada livre. Mais informações aqui
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A Nona Arte. Uma arte menor? Uma oficina de ilustração com Tomás Guerrero
Workshop | Galeria da Biodiversidade Entrada livre. Mais informações e inscrições aqui
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Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025
17 SET, 29 OUT e 11 DEZ'25 | 19h00 Literatura | Casa Comum e ASCIPDA Entrada Livre. Mais informações e inscrição aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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162. Balada de Santa Catarina, Rui Marques
“Balada de Santa Catarina”, de Rui Marques, in Porto: um roteiro sentimental, 2022.
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112. “Onde Jaz o Teu Sorriso?”, de Pedro Costa (2001)
Comentário de Gil Gonçalves (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)
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Alunos Ilustres da U.Porto
Camilo Cortesão
Camilo dos Santos Pinto Cortesão nasceu a 2 de abril de 1949, na freguesia portuense de Santo Ildefonso. Frequentou o curso de Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP), que concluiu em 1972. No entanto, já desde 1969 que Camilo Cortesão projetava arquitetura, nomeadamente para o Fundo de Fomento da Habitação.
No período pós-25 de Abril de 1974 integrou o projeto SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local) criado para suprir as necessidades das populações precariamente alojadas e fez a tropa na Direção do Serviço de Fortificações e Obras Militares, em Coimbra, na qualidade de Arquiteto.
Na sua carreira de arquiteto, construída ao longo de cerca de cinco décadas, destacam-se duas obras de grande impacto: a colaboração na discutida recuperação da baixa portuense, durante o "Porto 2001 – Capital Europeia da Cultura", e a do emblemático Parque Verde do Mondego, em Coimbra. Sem qualquer dúvida, são dois marcos no seu percurso profissional. Cortesão integrou o grupo de quatro arquitetos designados pela Sociedade Porto 2001 SA para realizar intervenções de reabilitação urbana na Baixa do Porto, tendo-lhe competido a recuperação da Zona Oeste-A (Cordoaria, Leões e Restauração). No âmbito deste projeto, Camilo Cortesão e Mercês Vieira, Arquitetos Lda. transformaram, de uma forma arrojada e pouco consensual, o romântico Jardim João Chagas (popularmente conhecido como "Jardim da Cordoaria"), traçado em Oitocentos pelo arquiteto alemão Emílio David (sobre um espaço organizado no século XVIII), no sentido de o converter num lugar moderno, seguro e transparente (1999-2000).
O Parque Verde do Mondego, riscado em colaboração com Mercês Vieira e João Nunes, é um projeto mais tranquilo. Resulta de um concurso público decorrido em 1995, posteriormente integrado no Programa Polis (2001) e afirma-se como uma proposta de reabilitação e valorização dos elementos naturais nas margens do Mondego. Este novo parque coimbrão dispõe de espaços ajardinados, bosques e estufas; de um parque de estacionamento arborizado; de esplanadas, com bares e restaurantes voltados para o rio; de uma ponte pedonal da autoria de Cecil Balmond e Adão da Fonseca; do antigo Pavilhão de Portugal da Expo'98, da autoria de Siza Vieira, Souto Moura e Cecil Balmond, entre outros.
Outras obras arquitetónicas da sua autoria são, por exemplo, um projeto de habitação individual em Coimbra (1973), em parceria com Alexandre Alves Costa; o Pólo II da Universidade de Coimbra (1989), com Mercês Vieira e António Babo; e um conjunto habitacional em Castro Verde, em colaboração com Nuno Portas, J. L. Gomes e Mercês Vieira.
U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Camilo Cortesão
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