MAIS DO QUE PARECE

​​EU University & Culture Summit / Day 1, Afternoon

Tenho uma amiga que ama pedras. Escrutina a areia, varre os rochedos, cheira a textura das pedras e elege normalmente uma por dia. Há dias em que traz mais, aparece com uma braçada; outros dias há em que não traz nenhuma. Descobri-lhe o critério: prefere os seixos lisos, cinzentos, com nervuras brancas, como uma cicatriz que pede para ser afagada. Frequentemente, veste as pedras – com palavras soltas, uma frase luminosa, um poema roubado –, mas também com imagens recortadas de revistas. A sua casa está semeada de epifanias, pedras-poema, pedras-imagens, pedras-de-companhia.


Tenho uma amiga que oferece futuros a objetos enjeitados. Encontra-os geralmente junto a caixotes do lixo e resgata-os como se fossem gatos famintos. Por vezes é um banco manco, outras uma mesa que perdeu o brilho, outras ainda um candeeiro careca. Alisa os objetos com o olhar antes de lhes aplicar a lixa, dar a beber tinta ou vestir de veludo. Ensaia depois os lugares que melhor os possam acolher em casa – como quem avalia onde colocar a cama de um gato acabado de entrar na sua vida. Quando entramos na sua casa sentimos no ar a gratidão destas existências prolongadas.


Tenho um amigo que antevê as sombras de árvores pequenas. Com gestos largos, revela-nos os locais onde poderemos fruir da frescura dos ramos folhentos, antecipa-nos os aromas matinais e convida-nos a imaginar as festas em família, ruidosas e felizes, numa tarde quente de verão. O meu amigo tem o dom de nos fazer desejar o que não é ainda, mas pode vir a ser.


Estive com estes meus amigos no mês de agosto. Com cada um, aprendi variantes da mesma lição: que tudo pode ser mais do que parece. E fiquei a pensar em como este ensinamento poderá ser útil, neste novo ciclo que agora começa.


Regressada ao trabalho, a Unidade de Cultura da Reitoria deseja a toda a comunidade académica um excelente ano letivo!


Fátima Vieira
Vice-Reitora para a Cultura e Museus

Os King Fisher’s Band vão subir ao palco da Casa Comum

É mais um concerto integrado na exposição Uma viagem pelo asfalto. O rock no Porto nos anos oitenta que está patente na Casa Comum. Acontece dia 12 de setembro e a entrada é livre. 

King Fisher's Band tocam ao vivo na Casa Comum (Foto: DR)

É uma banda folk rock, portuense, que surgiu ainda na década de 1970 e que continua a ser uma referência na cidade do Porto. No próximo dia 12 de setembro, às 21h30, os King Fisher’s Band voltam a subir ao palco, desta vez na Casa Comum. O concerto é de entrada  livre, sujeita à lotação da sala.


Com um registo que os situa na área da música folk rock, apareceram em 1976 pelas mãos dos irmãos Orlando e Jorge Mesquita. Do início com covers à transição para composições próprias, a banda gravou o primeiro single Roda como King Fisher’s Band/ Bando do Rei Pescador, em 1981. Ao longo quase 50 anos, passaram pela KFB/BRP cerca de 50 músicos, entre eles Vítor Rua, Pedro Taveira, Álvaro Azevedo, Fernando Nascimento…


Do caminho trilhado, destacam-se momentos como: a participação no 1.º Festival Rock da Madeira (1978); a 1.ª digressão pela Galiza (1979); fazer a primeira parte dos concertos de vários grupos estrangeiros – por exemplo, os Tangerine Dream (1980); a gravação do single Roda e o concerto no Rock Rendez-Vous (1981).


Mais tarde, nos anos 1990, Orlando Mesquita deu continuidade ao grupo com o nome de Rei Pescador e nos anos 2000 como Bando do Rei Pescador.


O que se pode esperar deste concerto? 

Desde a balada folk até ao country mais acelerado, é em palco que o profissionalismo e virtuosismo dos músicos – Orlando Mesquita (voz, guitarras, banjo), Paulo Coelho de Castro (percussões), Rui Cenoura Ferraz (harmónica, slide guitar, bandolim), Hugo Mesquita (baixo e voz), Gino Costa (guitarras e voz) e Manuel Guimarães (piano) fazem de cada concerto uma autêntica festa da música. 


Depois dos Hospital Psiquiátrico, BAN, Conferência Inferno e Trabalhadores do Comércio, este é mais um concerto integrado no programa paralelo à exposição Uma viagem pelo asfalto. O rock no Porto nos anos oitenta, patente na Casa Comum da Reitoria da U.Porto.


Para quem ainda não viu, esta é também uma oportunidade de conhecer um pouco melhor o universo do rock no Porto, durante os anos oitenta. Se quiser saber mais sobre o tema pode, no dia seguinte, 13 de setembro, sábado, pelas 16h00, acompanhar a visita guiada que será realizada por Paula Guerra e David Pontes, os curadores da exposição que estará patente até ao dia 8 de novembro de 2025. E basta aparecer. A entrada é livre.


Fonte: Notícias U.Porto 

Inscrições abertas para as Unidades Curriculares “Cultura, Arte e Património”

Queres ter acesso a algumas das principais instituições culturais da cidade? Está atento às oportunidades que o ano letivo 2025/2026 te oferece!

O Museu Nacional Soares dos Reis é um dos parceiros culturais da U.Porto para estas UC "Cultura, Arte e Património".

É uma oportunidade para introduzir no processo de apreensão do que nos rodeia ferramentas que vão para além dos clássicos manuais de aprendizagem. As Unidades Curriculares "Cultura, Arte e Património" resultam de parcerias com diferentes instituições, valem 3 ECTS e são gratuitas. Queres saber mais?


São unidades curriculares em competências transversais e transferíveis que colocam os estudantes dentro de alguns espaços icónicos da cidade como um museu nacional e outras instituições culturais ligadas à música e ao teatro. Mas não só.


Conforme a unidade curricular (UC), podem inscrever-se ou candidatar-se a estas unidades curriculares os estudantes cujo plano de estudos inclua a realização de uma UC de opção CTT (competências transversais e transferíveis). Caso ainda existam vagas, as UC Cultura, Arte e Património também podem ser frequentadas como formação complementar, sendo referenciadas no Suplemento ao Diploma.

A Casa da Música voltará a acolher, no ano letivo 2025/2026, a UC Música e Sociedade (Foto: DR)

O que está disponível e como lá chegar?

Durante o processo de inscrição (1.º ano) ou renovação de inscrição, o estudante deve aceder ao Catálogo de Competências Transversais e Transferíveis da Universidade do Porto. Em caso de dificuldade, deve contactar os serviços académicos da sua faculdade.


Encontram-se, então, disponíveis, até 9 de setembro – por simples inscrição – as UC Volta ao palco em 80 horas: o teatro como espaço de aprendizagem (a decorrer durante o 1.º semestre), com o Teatro Nacional São João, assim como O museu como lugar de fruição (que irá decorrer durante o 2.º semestre), com o Museu Nacional de Soares dos Reis. Estas UC estão sediadas na Faculdade de Letras da U.Porto.


Até 12 de setembro, também já é possível apresentar uma candidatura à UC Música e sociedade, a funcionar na Casa da Música no 2.º semestre. Esta UC está sediada na Faculdade de Engenharia da U.Porto (FEUP) e o processo de candidatura encontra-se detalhado na página da UC na FEUP.


Que papel podem ter as artes na promoção da saúde? Se tiveres interesse por estas áreas, fica atento ao tema da Prescrição cultural. Trata-se de uma prática inovadora que utiliza as artes e a cultura para fomentar o bem-estar e promover a saúde mental. A Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da U.Porto oferece uma UC com este mesmo nome: Prescrição cultural. O acesso é feito através de candidatura, e a UC decorre durante o 2.º semestre.


Estas unidades curriculares têm o valor de 3 ECTS, destinam-se a estudantes inscritos na U.Porto e a sua frequência é gratuita.


Mais informações sobre estas unidades curriculares no website da Casa Comum. 


Fonte: Notícias U.Porto

Galeria da Biodiversidade apresenta Obô, encontros na ilha de São Tomé

Exposição que resulta de um diálogo entre as artes e as ciências estará patente ao público até dia 23 de outubro. 

Obô, encontros na ilha de São Tomé é o título da exposição que está patente na Galeria da Biodiversidade - Centro Ciência Viva (Foto: DR)

São fotografias, desenhos, sons, textos de caderno e objetos respigados durante um projeto que se desenvolveu no Parque Natural Ôbo (área protegida de São Tomé e Príncipe) e que envolveu artistas e investigadores. Inaugurada no passado dia 27 de agosto, Obô, encontros na ilha de São Tomé ficará patente na Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP), até ao próximo dia 23 de outubro.


A floresta nativa de São Tomé invadiu as salas da Galeria da Biodiversidade e este é um convite à descoberta de uma área protegida única. O Parque Natural Ôbo cobre mais de um terço do arquipélago de São Tomé e Príncipe e apresenta uma enorme concentração de espécies endémicas, ou seja, que não existem em mais nenhum lado do mundo. Há, por exemplo, 28 espécies de aves que só vivem nestas duas ilhas.


O projeto nasceu do encontro entre uma equipa de investigação, que se dedica, há mais de 20 anos, ao estudo da origem e evolução das espécies nestas ilhas, e um grupo de artistas que quis acompanhar o trabalho no terreno. Desta incursão partilhada resultaram várias inquietações: O que significa encontrar uma espécie, um lugar? O que é a alteridade dos seres vivos? Como construir uma relação sensível com o mundo vivo? Que responsabilidades nascem destes encontros e da noção de ‘bens comuns’ ou mesmo… ‘do comum’?


Obô, encontros na ilha de São Tomé pode ser visitada na Galeria da Biodiversidade até dia 23 de outubro. (Foto: DR)

Tendo partido da escuta e da observação, é através de uma abordagem transversal que Obô, encontros na ilha de São Tomé convida à reflexão. Perante a aceleração das extinções e a degradação dos ecossistemas, que o deambular por este espaço nos faça questionar a percepção do real e a forma de habitar o planeta Terra.


A partir do próximo dia 23 de setembro, irá ser projetado (em diferentes horários ao longo do dia) o filme Or L’Oiseau (25 min), de Joanne Clavel & Emma Tricard, fazendo o mapeamento do “Plantaçãoceno” de que a ilha de São Tomé foi o primeiro laboratório. Que tipo de plantações se perpetuam no tempo? Como afetam as relações entre as espécies? E como pode o saber coreográfico narrar estas questões?


No dia 15 de outubro, com horário a anunciar, irá decorrer uma palestra/performance de Ellie Ga, uma artista e escritora nova-iorquina que, através dos seus vídeos e apresentações, conjuga o conhecimento multidisciplinar e a investigação compulsiva com exercícios poéticos.


Ellie Ga foi incluída na edição de 2019 da Whitney Biennial of American Art e, em 2022, recebeu uma Guggenheim Fellowship in Film-Video. O seu trabalho em vídeo integra muitas colecções de fundações e museus internacionais.


Obô, encontros na ilha de São Tomé ficará patente, na Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva, até ao próximo dia 23 de outubro e a entrada é livre.


Fonte: Notícias U.Porto

Setembro na U.Porto

Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.

Uma viagem pelo asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | EXPOSIÇÃO

Até 08 NOV'25 
Exposição | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui 

Uma Viagem pelo Asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | PROGRAMA PARALELO DE EVENTOS

Até 08 NOV'25
Programa | Vários locais
Entrada livre. Mais informações aqui 

Uma Viagem pelo Asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | CONCERTO DOS KING FISHER'S BAND

12 SET'25 | 21h30
Música | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui

Uma Viagem pelo Asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | VISITA GUIADA COM PAULA GUERRA E DAVID PONTES, CURADORES DA EXPOSIÇÃO

13 SET '25 | 16h00
Visita guiada | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui 

IndieLisboa | Extensão U.Porto

18 e 19 SET'25 | 18h00
Cinema | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui

Uma Viagem pelo Asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | VISITA GUIADA COM PAULA GUERRA E DAVID PONTES, CURADORES DA EXPOSIÇÃO

20 SET '25 | 16h00
Visita guiada | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui 

Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025

17 SET, 29 OUT e 11 DEZ'25 | 19h00
Literatura | Casa Comum e ASCIPDA
Entrada Livre. Mais informações e inscrição aqui 

Gemas, Cristais e Minerais

Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Corredor Cultural

Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
Mais informações aqui

Está a chegar o Coral Infantil da Universidade do Porto

Projeto lançado em parceria com o Coral de Letras é aberto a crianças entre os 8 e os 17 anos. Audições (com inscrição prévia) começam em setembro.

O projeto é aberto a crianças e jovens entre os 8 e 17 anos interessados no canto coral. (Foto: DR)

Apresenta-se como “um projeto inclusivo e formativo” e, a partir de arranque do novo ano letivo, promete ser um palco aberto a todas as crianças e jovens que gostem de cantar. É esta a proposta do novo Coral Infantil da Universidade do Porto, o projeto que junta a Universidade e o Coral de Letras da U.Porto com o propósito de dar voz a crianças e jovens dos 8 aos 17 anos, independentemente dos seus conhecimentos musicais.


“Queremos criar um espaço criativo e acolhedor, onde a música seja uma ferramenta de aprendizagem integral, onde se estimule a partilha e a construção coletiva”, explica Pedro Guedes Marques, maestro e diretor artístico do Coral de Letras da U.Porto, que assume também a direção artística do novo coro infantil, ao lado do pianista Filipe Cerqueira.


Fátima Vieira, Vice-Reitora da U.Porto responsável pelo pelouro da Cultura, lembra, por sua vez, que “a cultura, e em particular a música, tem um papel fundamental no desenvolvimento humano, na promoção da sensibilidade artística e na construção de laços duradouros entre gerações”.


“O novo Coral Infantil da Universidade do Porto nasce como um projeto inclusivo, formativo e que reforça o compromisso da Reitoria em colocar a cultura no centro da vida académica e social, oferecendo às novas gerações – os nossos futuros estudantes – uma experiência artística que é, ao mesmo tempo, aprendizagem e celebração”, aponta a docente. 

O maestro Pedro Guedes Marques (diretor artístico) e o pianista Filipe Cerqueira serão os responsáveis pelo novo Coral Infantil da U.Porto. (Foto: DR)

Através desta iniciativa pioneira, pretende-se, assim, envolver os jovens coralistas numa “experiência diversificada, inspiradora e divertida que desperte e cultive o gosto e a sensibilidade musical”. Para tal , diz Pedro Guedes Marques, “terão a oportunidade de interagir, colaborar e criar pontes com o Coral de Letras”, o histórico coro fundado por José Luís Borges Coelho (1940-2025) e que celebra, em 2026, 60 anos de atividade.


Também por isso, e à imagem do “irmão” mais velho, o repertório do Coral Infantil será “cuidadosamente selecionado para refletir o que de mais belo e marcante se cria no panorama da música coral, com especial destaque para a riqueza da música portuguesa”. “Cada peça será escolhida com rigor e paixão pela arte, para criar interpretações que toquem, elevem e que fiquem na memória de cada participante,” antecipa o diretor artístico.

Como participar?

As crianças e jovens interessados em integrar o CIUP serão chamados a realizar uma audição simples. As primeiras audições estão marcadas para os dias 13 e 20 de setembro entre as 15h00 e as 17h00, na sede do Coral de Letras, no recinto da Faculdade de Direito da U.Porto (entrada pela UPTEC Baixa, Praça Coronel Pacheco, 2).


A participação nestas audições está sujeita a uma inscrição prévia, até 11 de setembro, através do formulário disponível no website do CIUP. Resta dizer que o CIUP terá dois ensaios por semana, sempre na sede do Coral de Letras. Os ensaios de grupo terão lugar aos sábados (semanalmente), das 14h30 às 16h30. Já os ensaios de naipe (dirigidos a grupo de específicos de vozes) vão decorrer às terças-feiras (mensalmente), das 18h00 às 19h30.


Mais informações em www.ciup.pt ou através do e-mail coralinfantilup@gmail.com


Fonte: Notícias U.Porto

Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum

163. Os meninos da Ribeira, Rui Marques

“Os meninos da Ribeira”, de Rui Marques, in Porto: um roteiro sentimental, 2022, p. 13.

164. Derradeiro poema, Rui Marques

“Derradeiro poema”, de Rui Marques, in Porto: um roteiro sentimental, 2022, pp. 141-142.

165. Início – Lembrança – Memória, Dora Gago

“Início”, “Lembrança” e “Memória”, de Dora Gago, in Flores de Cinza, 2025, resp. pp. 15, 76 e 70.           

166. Ansiedade – Escrever, Dora Gago

“Ansiedade” e “Escrever”, de Dora Gago, in Flores de Cinza, 2025, resp. pp. 24 e 62.       

167. Quem muito viu, Dora Gago

“Quem muito viu”, de Dora Gago, in Flores de Cinza, 2025, p. 49.

168. Passagem dos dias – Oriente – Retorno, Dora Gago

“Passagem dos dias”, “Oriente” e “Retorno”, de Dora Gago, in Flores de Cinza, 2025, resp. pp. 34, 36 e 7.           

169. Depois da cheia, Benito Pascual

“Depois da cheia”, de Benito Pascual, in Da Água ao Fogo, 2020, p. 19.

101. Ancabronar-se… an mirandés – Maria da Glória Lourenço, nacida an Custantin

“Ye cumo digo, siempre falei mirandés i quando chego a la caseta ampeçaba a pensar an mirandés.
Outra cousa que a mi tamien me passaba i me passa inda hoije: se you stubir mi cuntenta mi cuntenta, you penso an mirandés, quedo cuntenta an mirandés. Será ua tuntada lo que you digo mas ye assi que me passa. Se stubir mi ancabronada tamien (risa…) ye an mirandés que you… (muita risa…) passa-me isto inda hoije…”

102. De la Speciosa a l’Almanha

“Só lhebaba bilhete até Paris, nun tirei más para alhá. Quando cheguei a la Gare de l Norte fui para antrar ne l camboio i  nun me deixórun.”

113. “El encargo del cazador”, de Joaquim Jordà (1990)63.

Comentário de João Nunes (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)

114.“Beauty Knows no Pain”, Elliott Erwitt (1972)

Comentário de Aida Santos (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)

4. Associativismo cigano/roma em Portugal: o que mudou desde a implantação da democracia?01.

No quarto episódio do podcast Dos outros ninguém sabe: história(s) dos portugueses ciganos, conversamos com José Maria Fernandes, fundador da primeira associação cigana criada em Portugal: a Associação Social, Recreativa e Cultural “Os Viquingues”. Fundada em 18 de abril de 1974, uma semana antes do 25 de abril, esta associação tem desempenhado um papel fundamental na criação de coletivos e outras associações ciganas e na inclusão das pessoas ciganas em contexto nacional. Falamos, ainda, sobre o papel do associativismo cigano na atualidade, sem esquecer os desafios que enfrentam no reconhecimento social das pessoas ciganas e perante o crescimento do anticiganismo em Portugal. 


Mais podcasts AQUI


Alunos Ilustres da U.Porto

Cândido da Cunha

Cândido da Cunha

António Cândido da Cunha, filho de José Joaquim da Cunha, desenhador de projetos arquitetónicos e músico barcelense, nasceu em Barcelos, em 1866.


Durante a infância evidenciou aptidão para o desenho e para a música, possivelmente por influência paterna. Já no Porto, frequentou a Academia Portuense de Belas Artes, entre 1883 a 1894. Nesta Escola, foi aluno de António Sardinha, a Arquitetura Civil; de João Marques de Oliveira, a Desenho; de João António Correia, a Pintura Histórica. Conquistou o Prémio Soares dos Reis (1892) e terminou o curso de Pintura Histórica após a apresentação da prova Agar e Ismael no deserto, classificada com 18 valores e merecedora de louvor.


No Porto, participou nas Exposições d’Arte, promovidas pelos pintores António José da Costa, João Marques de Oliveira e Júlio Costa (entre 1893 e 1897). Em Lisboa, expôs no Grémio Artístico a partir de 1896, tendo conquistado a medalha de 2.ª classe, em 1898, com o último trabalho escolar.


Entre 1896 e 1898, estudou em Paris na Academia Julien, sob a proteção régia de D. Carlos e a expensas do Estado Português. Nesse período aperfeiçoou a sua arte com Jean-Paul Laurens (1838-1921) e Benjamim Constant (1845-1902) e foi admitido no Salon de 1898 com a obra Viático na aldeia, pintada em Finisterra, na Bretanha, e aclamada pela crítica parisiense. Esta tela, considerada a sua obra-prima e que lhe valeu uma 3.ª medalha na Exposição Universal de Paris de 1900, perdeu-se no naufrágio do vapor Santo André, dela restando apenas um esboceto no Museu Nacional de Soares dos Reis, Porto. Outro dos seus trabalhos mais emblemáticos designa-se Últimos raios de sol (1897). 

Paisagem, óleo sobre tela de Cândido da Cunha de 1897 (Museu Nacional Soares dos Reis)

No final de 1898, já em Portugal, pintou paisagens de Barcelos, Esposende e Águeda. Entre 1902 e 1915 participou nas mostras da Sociedade Nacional de Belas Artes e de 1909 a 1911 expôs no Porto. No final da carreira participou em exposições particulares.

Cândido da Cunha foi casado com Joaquina Machado da Cunha. Morreu no Porto a 16 de outubro de 1926.

Postumamente, em novembro de 1926, um grupo de amigos e admiradores promoveu uma exposição em sua homenagem, no Salão Silva Porto.

Existem pinturas suas na Casa dos Patudos – Museu de Alpiarça, no Paço Ducal de Vila Viçosa, no Museu Grão Vasco, em Viseu, no Museu Nacional Soares dos Reis, na Casa Museu Marta Ortigão Sampaio, no Club Portuense (Porto) e em várias coleções particulares.

Na Biblioteca Pública Municipal do Porto guardam-se desenhos do artista, cartas recebidas de personalidades como António Carneiro, António Teixeira Lopes ou Marques de Oliveira, cartas de terceiros, documentos biográficos e fotografias, e ainda objetos pessoais relacionados com a sua arte.

U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Camilo Cortesão

Copyright © *2020* *Casa Comum*, All rights reserved.
Os dados fornecidos serão utilizados apenas pela Unidade de Cultura da Universidade do Porto para o envio da newsletter da Casa Comum, bem como para divulgação futura de iniciativas culturais. Se pretender cancelar a recepção das nossas comunicações, poderá fazê-lo a qualquer momento para o e-mail cultura@reit.up.pt, ou clicar em Remover, após o que o seu contacto será prontamente eliminado da nossa base de dados.
Quaisquer questões sobre Proteção de Dados poderão ser endereçadas a dpo@reit.up.pt.