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ONDE ESTÁ A CULTURA?
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 Sempre pensei a cultura como a forma como vemos o mundo e aquilo que entendemos por desenvolvimento. Por isso, quando me perguntam onde está a cultura, logo respondo: a cultura somos nós! É evidente que há momentos em que nos expandimos de forma particular, enquanto seres culturais – por exemplo quando lemos um livro, vamos ao cinema ou cantamos num grupo coral. E há lugares que frequentamos e que estão institucionalizados como lugares de cultura: teatros, cinemas, museus e outros equipamentos culturais. Tal não quer dizer, contudo, que a cultura não aconteça em espaços inesperados: as exposições com maior impacto acontecem, por vezes, em corredores de escolas ou arcadas de edifícios – e quantas vezes não vemos a cultura acontecer à volta de uma chávena de café?
Concordaremos todos certamente que a cultura está presente na vida universitária, a nível da formação, da investigação e da disseminação, mas até que ponto está institucionalizada? Quais são os espaços que ocupa, dentro e fora da academia? Que agentes culturais nela atuam (na verdade, o que é um agente cultural)? Que impacto têm as atividades culturais promovidas pela comunidade académica na formação identitária dos seus membros e na comunidade em que se insere? Que investimento fazem as diferentes unidades orgânicas, departamentos, unidades de investigação e associações de estudantes em atividades culturais? Quantos grupos de extensão cultural temos na universidade? Quantos grupos corais, etnográficos, de teatro, de debates e orquestras têm a sua sede na academia? Pois dois dias da semana passada foram ocupados com a discussão destas questões na Casa Comum.
A Casa Comum / Unidade de Cultura e Museus da Reitoria da U.Porto tem já, naturalmente, um plano estratégico. O plano diz, contudo, apenas respeito aos equipamentos e grupos de extensão sob tutela da Reitoria. Precisamos, no entanto, de um plano para a universidade, no seu todo. É esse o passo que estamos agora a dar, num processo participativo pioneiro em Portugal. E por isso são tantas as novidades!
A Reitoria foi a primeira universidade portuguesa a assinar o CISOC - Compromisso de Impacto Social das Organizações Culturais, e vai agora alargá-lo a outras estruturas da U.Porto. O Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras acabou de criar, em parceria, com a Reitoria e no âmbito do programa FCT-Tenure, um Observatório de Arte e Cultura no Ensino Superior. Nele trabalhará Inês Barbosa, sob a coordenação de João Teixeira Lopes e Paula Guerra. E contaremos, ao longo deste ano letivo, com a preciosa ajuda de Andréa Falcão, docente no Instituto Federal de Educação do Rio de Janeiro, para a criação do nosso plano estratégico para a cultura. A Andréa Falcão foi a responsável pela implementação do plano cultural na sua universidade e, enquanto investigadora, tem-se dedicado a avaliar a “institucionalidade cultural” das universidades brasileiras (e agora também, das portuguesas).
O que importa, disse-me a Colega brasileira, é que todos participem; de outra forma, não conseguiremos dados fiáveis nem o envolvimento necessário para que as mudanças realmente aconteçam.
Este é um processo que queremos muito deixar concluído antes de a atual equipa reitoral terminar o seu mandato, em junho. Contamos com toda a comunidade académica!
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
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U.Porto cria Observatório de Arte e Cultura nas Universidades
Projeto agregador e pioneiro em Portugal quer ser semente para a construção de um plano estratégico para a cultura das universidades. O primeiro encontro do novo Observatório decorreu na Casa Comum (à Reitoria) da U.Porto (Foto: DR) Acaba de ser criado no Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da U.Porto, em parceria com a reitoria, um Observatório de Arte e Cultura nas Universidades. O primeiro encontro decorreu dias 10 e 11 de setembro, na Casa Comum, e reuniu responsáveis e agentes das unidades orgânicas da U.Porto. Para além de mapear e diagnosticar iniciativas, espaços, agentes e projetos, deste Observatório de Arte e Cultura nas Universidades espera-se também a capacidade de “dar visibilidade às práticas artísticas e culturais que acontecem em contexto universitário”, assim como “conectar, criar redes colaborativas e dinamizar iniciativas”. Inês Barbosa, investigadora do Instituto de Sociologia da U.Porto, afirma tratar-se de um projeto-piloto que surge "com o intuito de se alargar a nível nacional”, e com capacidade para “fazer da Universidade um espaço de participação”.
Um processo transformador do ensino superior
“Está a nascer aqui, na Casa Comum, aquele que é um projeto pioneiro”, projeta Fátima Vieira, Vice-Reitora para a Cultura e Museus da U.Porto, sobre o que classifica como um “plano estratégico para cultura da Universidade do Porto”. Para ser bem-sucedido, “um plano estratégico necessita de ser participado”, acrescenta. Daí este primeiro encontro ter reunido as direções das faculdades (ou responsáveis pela estratégia cultural nomeados pelos conselhos executivos), os diretores das bibliotecas, os representantes da cultura das associações de estudantes, os representantes dos centros de investigação da Universidade, os representantes dos museus e núcleos museológicos, assim como a equipa da Unidade de Cultura da Reitoria. “Estamos a ouvir a comunidade académica para, todos juntos, percebermos quais são os espaços e os agentes da cultura, o que fazemos, que políticas culturais temos, com que investimento e do que necessitamos”, refere Fátima Vieira.
É esse modelo que se espera ver testado, no futuro, noutras instituições do ensino superior. “Estou convicta de que está a nascer, na U.Porto, um processo transformador do ensino superior em Portugal. Vamos poder mesmo dizer que a Universidade é um lugar de Cultura”, lança a Vice-Reitora. Representantes das diferentes unidades orgânicas da U.Porto debateram as políticas culturais em curso na instituição. (Foto: U.Porto) Um momento histórico
“Para Andréa Falcão, do Instituto Federal do Rio de Janeiro, e que foi também a Coordenadora do Grupo de Trabalho de Políticas Culturais nas Instituições Públicas de Ensino Superior brasileiras, o evento realizado na Casa Comum foi “um momento histórico” que permitiu “pensar as políticas de cultura para as universidades”. “O objetivo deste encontro foi qualificar os instrumentos de pesquisa e diagnóstico para que depois possam ser usados noutras universidades”, reforça.
Os dois dias do encontro permitiram ainda “refletir sobre a importância da cultura na universidade, tanto nas ações internas como na relação com a comunidade externa, com outros grupos sociais e culturais para que haja um fortalecimento dessas ações e compreensão do seu lugar e papel estratégico nas nossas vidas individuais e coletivas”.
A criação deste Observatório de Arte e Cultura nas Universidades tem ainda como parceiros o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e o Plano Nacional das Artes. Fonte: Notícias U.Porto
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Casa Comum exibe o melhor da curta e longa-metragem Indie
Sessões integradas no IndieLisboa Festival Internacional de Cinema 2025 vão decorrer nos dias 18 e 19 de setembro. Entrada gratuita.
No Sleep Till, do coletivo americano Omnes Films, será projetado a 19 de setembro, na Casa Comum. (Foto: DR) São dois dias de sessões gratuitas com filmes "fora do radar" da habitual circulação cinematográfica. O IndieLisboa Festival Internacional de Cinema vai passar pela Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto. Dias 18 e 19 de setembro vamos exibir as curtas metragens que foram premiadas em 2025. A entrada é livre. Todos os anos, o IndieLisboa Festival Internacional de Cinema exibe mais de duas centenas de filmes de todo o mundo, dando a descobrir filmes recentes de talentos emergentes, e recordando autores de renome. As principais secções são programas competitivos compostos por estreias mundiais, internacionais ou nacionais. No caso da U.Porto, serão exibidas as curtas metragens premiadas de 2025.
No dia 18 de setembro, às 18h00, basta entrar na Casa Comum, escolher uma cadeira e aguardar que se apaguem as luzes. Servicio necrológico para usted, de María Salafranca, será a primeira curta-metragem. Este filme de 2024 leva-nos até Cuba, onde iremos conhecer Maurilio e Fidela, um casal que encontrou o amor numa funerária. Algumas reflexões sobre a nossa própria morte é o que, na base, poderemos aguardar deste exercício cinematográfico.
Entre o Mar e a Ilha passa dia 18 de setembro, na Casa Comum (Foto: DR)
Entre o Mar e a Ilha é a proposta de José Rodrigo Freitas que se seguirá. Este filme português representa uma busca interior, uma espécie de arqueologia autobiográfica sobre a relação de um filho insular com o seu pai, o mar e a ilha onde nasceu. Já The Building and Burning of a Refugee Camp vai fazer-nos transpor o gradeamento de um campo de refugiados na Irlanda. Esta curta de Dennis Harvey irá colocar-nos perante os entraves e as dificuldades de quem procura asilo.
Their Eyes, a última curta do dia, promete fazer-nos pensar sobre a exploração laboral e a desigualdade na distribuição da riqueza. O universo dos veículos autónomos é o tema deste filme de Nicolas Gourault. O realizador francês acompanha a rotina dos trabalhadores que recortam e catalogam imagens (de pessoas, objetos ou animais) introduzidas numa base de dados que irá moldar o "olhar" destes veículos robóticos, pensados para circular nas ruas do Primeiro Mundo, por onde estas pessoas nunca caminharam. É trabalho essencial, remunerado com um salário significativamente inferior ao praticado nos países do Norte. A invisibilidade e a falta de consciência sobre o valor que geram dificultam as reivindicações laborais destes trabalhadores e acentuam a perversão do sistema. Já o coletivo americano Omnes Films (Christmas Eve in Miller’s Point, Eephus) tem uma proposta bem diferente para dia 19 de setembro. No Sleep Till, com sessão prevista para as 18h00, explora histórias de forma hipnótica. É cinema independente em busca do momento presente como fonte de tudo o que existe. Vamos encontrar um cenário em que vários personagens antecipam um furacão, num estado suspenso em que pode acontecer o pior — ou não.
Todas as sessões são de entrada livre, ainda que limitada à lotação do espaço. Para mais informações, consultar a página do IndieLisboa Festival Internacional de Cinema.
Fonte: Notícias U.Porto
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Vamos conhecer o Porto de Júlio Dinis?
Passeio integrado nas celebrações da Figura Eminente da U.Porto 2025 vai ter lugar na manhã de 20 de setembro. Júlio Dinis é uma das seis Figuras Eminentes da U.Porto 2025 (Foto: DR) Qual era o circuito habitual do médico e escritor Joaquim Guilherme Gomes? Que cidade era, efetivamente, aquela que conhecia e frequentava? O Porto de Júlio Dinis - Entre a Medicina e a Literatura é o tema do percurso pedonal que, no próximo dia 20 de setembro, nos vai levar para fora de portas. É mais uma iniciativa no âmbito do programa da Figura Eminente 2025.
Com partida do Edifício Histórico da U.Porto (Reitoria), esta caminhada convida à redescoberta do Porto Oitocentista. Como? Através do olhar e da sensibilidade de Júlio Dinis, aliás, Joaquim Guilherme Gomes Coelho - médico e escritor. Pelo caminho, haverá tempo para destacar o seu primeiro romance. Publicado em 1868, Uma Família Inglesa desenrola-se no Porto e leva-nos a conhecer as narrativas de uma sociedade influenciada por comerciantes ingleses.
Entre ruas, edifícios e paisagens que moldaram a vivência pessoal e profissional do médico e escritor, o que se pretende é desatar os vínculos entre a sua formação médica e a sua produção literária que foi, efetivamente, marcada por uma constante atenção ao quotidiano, à psicologia das personagens e à realidade social da época. Coração em madrepérola poderá ser visto de perto no hall de entrada do edifício da reitoria da U.Porto (Foto: DR)
O itinerário
O ponto de encontro, como já foi referido, será a Reitoria da U.Porto, mais especificamente às 11h00, no hall de entrada onde se encontra, em exposição, um coração de pendente, que terá sido uma oferta de Júlio Dinis a Ana P. B. D. Simões, juntamente com um desenho de Júlio Dinis feito por Abel Salazar.
Não esquecer que foi aqui, na antiga Academia Politécnica do Porto, que Júlio Dinis completou a sua formação académica e onde também foi professor. Do edifício da Reitoria, iremos avançar para o Monumento a Júlio Dinis, localizado em frente ao Hospital de Santo António, local de onde se partirá em direção ao Hospital de São Francisco, no centro histórico do Porto, onde trabalhou o pai de Júlio Dinis. Deste ponto do percurso, basta descer em direção à Ribeira e, bem perto, iremos encontrar a Igreja de S. Nicolau. E por que motivo esta igreja faz parte do percurso? A razão é simples: foi nesta igreja que Júlio Dinis foi batizado.
Na rua da Alfândega, mesmo ali perto, fica o Arquivo Histórico Municipal do Porto. Será neste local, mais especificamente na Biblioteca de Assuntos Portuenses, que nos iremos dedicar à bibliografia de Júlio Dinis. Tarefa que permitirá aprofundar, com particular destaque, os "meandros" de Uma Família Inglesa. O percurso seguirá, depois, para outro local muito especial. Este itinerário irá culminar a sua sexta etapa no local onde Júlio Dinis nasceu.
A condução deste percurso cultural caberá a Graça Lacerda, Técnica Superior na Divisão Municipal de Bibliotecas/Gabinete de Apoio às Bibliotecas e à Leitura da Câmara Municipal do Porto.
Embora já se tenha atingido o limite de inscrições para este percurso pedonal, poderá contactar-nos para o caso de haver alguma desistência. Basta enviar um e-mail para: cultura@reit.up.pt As Figuras Eminentes da U.Porto 2025
Júlio Dinis é uma das seis personalidades que, unidas pela ligação à U.Porto e pela formação em Medicina, vão ser celebradas ao longo do ano, através de um vasto e diversificado programa de atividades.
Do grupo das Figuras Eminentes da U.Porto 2025 fazem ainda parte o médico e arqueólogo José Leite de Vasconcelos, o médico e professor António Plácido da Costa, o médico e político Luís de Pina, a cientista e professora Maria de Sousa e o médico e professor Daniel Serrão.
O programa de iniciativas irá prolongar-se até ao final do ano, de forma a celebrar o legado deixado por estas figuras que se destacaram pela obra e impacto que deixaram na sociedade.
Fonte: Notícias U.Porto
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Clube de Leitura Italiano regressa com Vita
O primeiro encontro do novo ano letivo está marcado para dia 17 de setembro, na Casa Comum (à Reitoria). Entrada livre. No próximo dia 17 de setembro, às 19h00, voltamos a ter um encontro marcado com a literatura italiana. O Clube de Leitura Italiano é uma iniciativa da ASCIP Dante Alighieri, em parceria com a Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto. Desta vez, o pretexto é Vita, de Melania G.Mazzucco. A entrada é livre.
Para quem ainda não conhece, Vita poderá ser um “bilhete de entrada” para o universo de Melania G. Mazzucco, uma escritora italiana cujo primeiro romance, em 1996, Il bacio della Medusa, já tinha sido finalista do Prémio Strega. Já lá iremos... Por enquanto, abrimos as páginas do livro que nos irá conduzir até à Casa Comum e entramos numa espécie de cápsula do tempo. Em 1903, Vita e Diamante, com nove e doze anos de idade, desembarcam sozinhos em Nova Iorque. Para trás, deixaram ficar a miséria do campo do Sul de Itália. Aguarda-os uma metrópole moderna, mas, em simultâneo, caótica e hostil. Vita é rebelde, possessiva e indomável. De Diamante podemos dizer que é silencioso e orgulhoso. Temerário, por vezes.
À sua espera estão opressões, violência e traições. Mas também ocasiões para se resgatarem. É com estas duas personagens que iremos à descoberta da amizade e, principalmente, do amor, que se revelará mais forte do que a distância, a guerra e o tempo. Ao dar voz a um conjunto de personagens perdidas na memória, Melania Mazzucco entrelaça os fios de uma narrativa familiar e universal ao mesmo tempo. Esta é também a história de todos os que sonharam – e ainda sonham – com uma vida melhor.
O convite feito pelo Clube de Leitura Italiano é aberto a todos, a quem vai ler os livros e quem os quer descobrir antes de os ler. O desejo de aumentar a comunidade de leitores e de fazer com que a literatura seja o ponto de partida para uma troca de ideias e reflexões é o grande objetivo destas sessões que acontecem em “língua híbrida” entre italiano e português, indo ao encontro das possibilidades e preferências de cada um dos participantes. A entrada é livre, mas sujeita a inscrição prévia.
O Clube de Leitura da ASCIP Dante Alighieri existe desde 2019 e visa promover a literatura italiana, com particular atenção à produção contemporânea, sem esquecer os clássicos mais recentes.
Sobre Melania G. Mazzucco
Nascida em Roma, em 1966. Melania Mazzucco estudou História da Literatura Italiana na Universidade La Sapienza de Roma, especializando-se em cinema no Centro Sperimentale da mesma cidade. Explorando temas variados, os seus romances revelam uma elevada técnica narrativa, com precisão e ironia, caracterizando-se pelas constantes variações de ritmo.
Em 2000, o romance documentário sobre Annemarie Schwarzenbach, Lei così amata, recebeu o Prémio Napoli e o Prémio Bari para a categoria de romance. Em 2003, é, precisamente, com o romance Vita que vence o Prémio Strega que lhe trouxe o reconhecimento internacional em Espanha, com o Prémio Santiago de Compostela em 2005, e no Canadá, com o Globe and Mail Book of the Year.
A Arquitetriz, romance de 2019, venceu vários prémios, entre eles o Prémio Stresa e o Prémio Manzoni. O romance Un giorno perfetto foi adaptado ao cinema, em 2009, com realização de Ferzan Özpetek.
Fonte: Notícias U.Porto
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Setembro na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Uma viagem pelo asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | EXPOSIÇÃO
Entrada livre. Mais informações aqui
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Uma Viagem pelo Asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | PROGRAMA PARALELO DE EVENTOS
Entrada livre. Mais informações aqui
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IndieLisboa | Extensão U.Porto
Entrada livre. Mais informações aqui
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Uma Viagem pelo Asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | VISITA GUIADA COM PAULA GUERRA E DAVID PONTES, CURADORES DA EXPOSIÇÃO
Visita guiada | Casa Comum Entrada livre. Mais informações aqui
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Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025
17 SET, 29 OUT e 11 DEZ'25 | 19h00 Literatura | Casa Comum e ASCIPDA Entrada Livre. Mais informações e inscrição aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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170. Da poesia espera-se tudo, Benito Pascual
“Da poesia espera-se tudo”, de Benito Pascual, in Da Água ao Fogo, 2020, p. 39.
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115. “O Porto de Santos”, Aloysio Raulino (1978)
Comentário de Giordano Evangelista (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC).
116. “Réponse de femmes: notre corps, notre sexe”, de Agnès Varda (1975)
Comentário de Carla Madeira (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC).
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Figuras Eminentes da U.Porto 2025
Júlio Dinis
Júlio Dinis é Figura Eminente da U.Porto 2025 Joaquim Guilherme Gomes Coelho, mais conhecido pelo pseudónimo Júlio Dinis, nasceu no Porto a 14 de novembro de 1839 e quatro dias depois foi batizado na igreja de S. Nicolau da mesma cidade. O pai, José Joaquim Gomes Coelho, era natural de Ovar e médico-cirurgião pela Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Casou no Porto com Ana Constança Potter Pereira, natural desta cidade, embora com ascendência britânica. Tiveram nove filhos. Quando tinha cerca de seis anos de idade, a mãe de Júlio Dinis faleceu com a doença que se iria tornar na mais infeliz herança da família – a tuberculose –, a qual também tirou a vida aos seus oito irmãos e, mais tarde, a si próprio.
Pouco sabemos acerca do período da sua infância e adolescência. Ao que parece, frequentou a escola primária da freguesia de Miragaia. Em 1853, depois de concluir o curso preparatório do Liceu, matriculou-se na Academia Politécnica do Porto. Depois de aí frequentar as cadeiras de química, matemática, física, botânica e zoologia com boas classificações, matriculou-se na Escola Médico-Cirúrgica do Porto no ano letivo de 1856-57.
Foi nesta Escola que, em 1861, defendeu a sua dissertação, intitulada Da Importância dos Estudos Meteorológicos para a Medicina e Especialmente de Suas Aplicações no Ramo Cirúrgico. O facto de ter escolhido este tema deveu-se à sua relação tão próxima com a doença que já tinha tirado a vida à sua mãe e aos seus irmãos. Depois de ter terminado o curso, logo pensou em seguir a carreira de professor, porque considerava a profissão de médico de grande responsabilidade e de alguma desumanidade. Concorreu ao lugar de demonstrador na escola onde se tinha formado, mas só à terceira tentativa é que conseguiu o lugar, em 1865.
A sua carreira foi interrompida por diversas vezes devido à doença de que sofria, que o obrigava a mudar-se para ambientes rurais, como Ovar e Funchal. Foi em Ovar, na sua primeira cura de ares, em 1863, que se apaixonou por um tipo de romance diferente do que tinha vindo a escrever – o romance rural. Até então, as suas obras tinham um carácter lírico, novelístico e de romance citadino. Utilizou pela primeira vez o pseudónimo Júlio Dinis em 1860, quando enviou textos de poesia para a revista Grinalda. Ninguém sabia quem era Júlio Dinis, mas todos gostaram dos poemas. Também utilizou o pseudónimo "Diana de Aveleda" em textos que entregou ao Jornal do Porto.
As suas principais obras, todas assinadas como Júlio Dinis, são: As Pupilas do Senhor Reitor (1867), A Morgadinha dos Canaviais (1868), Uma Família Inglesa (1868), Serões da Província (1870), Os Fidalgos da Casa Mourisca (1871), Poesias (1873), Inéditos e Esparsos (1910), Teatro Inédito (1946-47). O único romance citadino é Uma Família Inglesa, baseado na literatura inglesa. As Pupilas do Senhor Reitor e A Morgadinha dos Canaviais foram romances praticamente escritos em Ovar; já os Serões da Província e Os Fidalgos da Casa Mourisca foram redigidos no Funchal. Esta última obra não chegou a ser totalmente revista pelo autor devido à sua morte prematura; um primo seu ajudou-o nesta tarefa e concluiu-a.
Atendendo à época em que Júlio Dinis viveu, seria natural situá-lo no ultrarromantismo. Porém, as suas obras literárias não deverão ser inseridas nesta corrente, já que, devido à influência do pai, médico, e à sua educação científica, Júlio Dinis tinha uma visão bem mais real e verdadeira do que a dos autores ultrarromânticos. Mas também não devemos classificar a sua obra na corrente Realismo – Naturalismo que começou com as Conferências do Casino da geração de 70, de Eça de Queirós. Podemos, sim, dizer que ele foi o precursor desta corrente literária no nosso país, o que levou a que fosse apelidado de inaugurador da escola naturalista.
Joaquim Guilherme Gomes Coelho morreu na madrugada de 12 de setembro de 1871, na casa de uns primos, na Rua de Costa Cabral. Na sua companhia estava Custódio de Passos, primo e fiel amigo, com quem trocou inúmeras cartas, às quais ainda hoje temos acesso. Já há algum tempo que se encontrava confinado a uma cama, mal conseguindo andar. Morreu, desta forma, aquele que, segundo Eça: "viveu de leve, escreveu de leve, morreu de leve".
(Texto de Ana Sofia Silva Barroso, 2008)
U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Joaquim Guilherme Gomes Coelho (Júlio Dinis)
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