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RECOMENDO LIVROS QUE AINDA NÃO LI
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 Um amigo pediu-me que lhe fizesse recomendações de livros, mas ando tão perturbada com as notícias dos últimos dias que só me conseguia lembrar de livros que ainda não li. Eu explico.
A minha inquietação não é de hoje. Prende-se com a forma como as mulheres têm vindo a perder, progressivamente, direitos adquiridos. Embora o fenómeno seja observável um pouco por todo o mundo, é no Afeganistão que o retrocesso tem sido mais visível. Já em outubro de 2024, Khalid Hanafi, ministro da Propagação da Virtude e Prevenção do Vício (título que parece saído de uma ficção distópica), anunciara que as mulheres não devem ser ouvidas por outras mulheres a rezar em voz alta. O artigo do Público especulava sobre um futuro próximo em que as mulheres seriam definitivamente afastadas do espaço público, sendo proibidas de comunicar umas com as outras. Pois um artigo da RTP, saído há três dias, confirma o sentido da história, revelando que o Ministério do Ensino Superior do Governo Talibã decretou que nenhum livro que tenha sido escrito por uma mulher poderá ser ensinado. O decreto abrangeu livros científicos, como Segurança no Laboratório Químico, segundo análise feita pela BBC.
O que mais impressiona é o facto de os Talibãs estarem no governo apenas desde 15 de agosto de 2021, isto é, há pouco mais de quatro anos. Neste curto período, as mulheres perderam o direito a uma educação secundária e universitária (só podem estudar até ao 6.º ano), o direito ao trabalho (foram excluídas do setor público e de ONGs), o direito à liberdade de movimento (não podem andar sozinhas em espaços públicos, necessitando de ser acompanhadas por um “guardião” masculino), o direito à expressão pública (as manifestações são reprimidas e as mulheres encontram-se proibidas de trabalhar como jornalistas ou apresentadoras de programas televisivos), o direito à justiça (o Ministério da Mulher foi extinto, bem como todos os espaços institucionais onde poderiam reivindicar direitos), o direito à saúde (só podem ser examinadas por médicas e enfermeiras, que escasseiam) e o direito a uma identidade pública (a codificação moral imposta determina que as mulheres cubram totalmente o corpo em público, ficando visíveis apenas os olhos; os homens que não assegurem que as suas mulheres respeitam estas regras são severamente punidos).
Em quatro anos apenas, todo um retrocesso civilizacional... E por isso, quando o meu amigo me perguntou que livros deveria ler, eu só pensava nos livros que as mulheres afegãs escreveram e que eu ainda não li. Pus-me a fazer pesquisa; não há muitos traduzidos para português. De Nadia Hashimi, médica pediatra e romancista de origem afegã, mas atualmente a viver nos Estados Unidos, está disponível A Pérola que Partiu a Concha (Editorial Presença, 2017); em português do Brasil podemos ler ainda Lua no Céu de Cabul (Editora Arqueiro, 2021). Já encomendei na Wook o primeiro título. E lembrei-me depois que tenho em casa Flor de Fumo e Outros Textos (Editora Exclamação, 2022), da poeta e jornalista afegã Nadia Anjuman, com tradução da poeta Regina Guimarães, que trabalhou a partir de versões para inglês de Diana Arterian e Marina Omar. O livro foi apresentado em março de 2023 na Casa Comum, numa sessão a que não pude assistir. Está desde então sobre uma mesa da sala, no “monte de livros a ler em breve”.
Anjuman teve uma educação atípica. Nascida em 1980, frequentou a Escola da Agulha Dourada, onde supostamente as mulheres aprenderiam costura, mas estudavam, na verdade, literatura. Em 2001, quando os Talibãs foram derrotados no Afeganistão, abriram-se as portas do ensino superior também às mulheres, pelo que Anjuman pôde ingressar na universidade. A poeta viria, contudo, a morrer três anos mais tarde, espancada pelo marido. Abro o livro. Nadia Anjuman olha-me fixamente, na aba da capa; por trás dela, livros – uma biblioteca. Percorro o índice lentamente. Hoje o dia será de Anjuman. Em breve será o de Hashimi. Se as escritoras afegãs não podem ser lidas no Afeganistão, que sejam lidas no resto do mundo, para que as suas existências e causas fiquem inscritas na nossa memória coletiva.
Nós, na Academia, temos uma responsabilidade particular – porque as universidades são guardiãs do conhecimento, da memória e da liberdade.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
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Casa Comum inaugura Intimismo, de Juan Ricardo Nordlinger
Exposição do artista argentino radicado em Portugal vai estar patente ao público de 24 de setembro a 22 de novembro. A entrada é livre. Intimismo ficará patente ao público até 22 de novembro. (Foto: DR) É um momento de Intimismo aquele que o artista argentino Juan Ricardo Nordlinger propõe na exposição que vai inaugurar no próximo dia 24 de setembro às 18h00, nas Galerias da Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto. Como estamos quando ficamos "em off"? Que caminhos são os mais percorridos se a decisão for a de viajar para "dentro do casulo"? Em que pormenores reparamos? Que olhares nos veem a nós? Onde recolhemos o corpo para espraiar o espírito e a imaginação? Juan Ricardo Nordlinger abre-nos a porta de casa e leva-nos a seguir o trilho dos seus passos mais secretos. Descobrimos cadeiras, sofás e poltronas. Objetos marcados por um uso intenso. Paradoxalmente, sabemos estar perante uma espécie de densidade humana que, no entanto, aqui se revela ausente.
Fazer do quotidiano matéria poética partilhada
Recusando fronteiras rígidas entre o visível e o sugerido, ficamos perante manchas, traços e texturas. Uma prática pictórica que se afirma mais como um meio de expressão emocional. Juan Ricardo Nordlinger constrói uma pintura que é, simultaneamente, íntima e aberta, fazendo do quotidiano matéria poética. Em Intimismo, entramos num universo de memórias e silêncios que testemunham também o peso, o espaço e a amplitude das ausências humanas.
São registos pessoais, onde o pintor expõe a sua vulnerabilidade e, em simultâneo, nos convida a reconhecer a nossa. A reviver as nossas próprias histórias e lugares de refúgio. Os nossos medos e abandonos. E também é esse, afinal, o poder da mancha, linguagem que predomina na produção artística de Nordlinger: na sua abstração, sugere a tela como um espaço de partilha.
Juan Ricardo Nordlinger
Nasceu em Buenos Aires (Argentina) em 1949 e integrou, em 1995–1996, o Programa de Extensão Cultural da Escola Superior de Belas Artes Ernesto de la Cárcova. Cultivou, desde cedo, uma linguagem expressionista marcada pela intensidade da pincelada, explorando a mancha como forma de expressão que transcende a dicotomia entre o abstrato e o figurativo. Ao longo dos últimos 30 anos, tem trabalhado em pintura, gravura, litografia e cerâmica.
Em 2022, deixou a Argentina e transferiu-se para Portugal, nomeadamente para Vila Nova de Gaia, onde montou o seu ateliê. A mais recente exposição antológica — Um olhar, um pincel, uma mancha, um quadro — apresentada no Mosteiro de Ancede (MACC – Baião), reuniu 38 pinturas, 9 litografias (4 delas aguareladas) e 11 peças em cerâmica, em diálogo sensível entre expressão e introspeção. Intimismo, de Juan Ricardo Nordlinger, vai estar patente, na Casa Comum, até ao dia 22 de novembro. As portas abrem, durante a semana, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h30. Aos sábados, as visitas poderão decorrer das 15h00 às 18h00.
Fonte: Notícias U.Porto
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U.Porto apresenta I Encontro Internacional de Prescrição Cultural
Evento marcado para 26 de setembro vai reunir investigadores europeus no Salão Nobre da Reitoria e no Edifício Abel Salazar. Inscrição gratuita. O I Encontro Nacional Prescrição Cultural – Arte, Bem-Estar e Inclusão, decorreu em julho de 2024, no Salão Nobre da Reitoria. (Foto: U.Porto) Profissionais da saúde e da cultura, comunidade académica e sociedade civil: estão todos convidados! Está a chegar o I Encontro Internacional de Prescrição Cultural. Vai realizar-se no próximo dia 26 de setembro, no Salão Nobre da Reitoria da U. Porto e no Edifício Abel Salazar. A entrada é livre, mas carece de inscrição. Vamos apresentar investigações e projetos que nos chegam de países como a Suécia, Reino Unido, Letónia e Finlândia. Na sequência do sucesso das duas primeiras edições nacionais, este encontro irá reunir investigadores europeus que prometem partilhar os seus conhecimentos para ajudar a melhorar os modelos e projetos de Prescrição Cultural portugueses.
Anita Jensen, da Lund University, na Suécia, irá revelar resultados de investigação e boas práticas do projeto Arts on Prescription. Daisy Fancourt, da University College London, no Reino Unido, irá abordar The value of the arts to health and healthcare. Inga Surgunte, que nos chega da Latvian Academy of Culture, na Letónia, irá trazer-nos o projeto Museums on Prescription e Liisa Laitinen irá apresentar resultados de um projeto de investigação desenvolvido na Arts Academy, da Turku University of Applied Sciences, na Finlândia.
Caberá, ainda, a Ana Zão, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da U.Porto, divulgar as mais recentes recomendações do grupo Cultura e Saúde da Comissão Europeia. Contributos que serão integrados numa reflexão conjunta sobre aprendizagens e possíveis pontos de contacto com o contexto português.
Neste dia, iremos também oferecer a possibilidade de realizar workshops de performance, teatro e expressão plástica. Antes disso, será ainda assinado o protocolo do Consórcio da “Prescrição Cultural” que reúne as seguintes entidades: U.Porto, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, CCDRN, Direção-Geral da Saúde, Secção Regional do Norte – Ordem dos Médicos, Ordem dos Psicólogos Portugueses, Centro de Arte Oliva, Fundação da Casa de Mateus, Fundação Côa Parque, Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E., Município de Guimarães, Município do Porto, Município de S. João da Madeira e Município de Vila Real. Encontro prevê a realização de wokshops. (Foto: DR) Projeto pioneiro a nível mundial
No arranque de mais um ano letivo, este será um momento de reflexão e consolidação de um projeto que se afirmou em três eixos: a criação da unidade curricular de Prescrição Cultural com estudantes de diferentes áreas numa abordagem interdisciplinar e prática; a formação intensiva para profissionais da saúde e da cultura, promovendo o diálogo entre setores; e a dinamização de ações de sensibilização com a comunidade através dos Laboratórios Artísticos, integrados no Programa Arte, Cultura e Bem-Estar da U.Porto. Coordenado pela Universidade do Porto “este é um projeto pioneiro, a nível mundial, na forma como articula formação, implementação e investigação”, afirma Fátima Vieira, Vice-Reitora para a Cultura e Museus da U.Porto. “Promover a cultura como forma de fazer comunidade sempre foi uma forte aspiração da Unidade de Cultura da reitoria. Com este projeto, acrescentamos o objetivo da saúde e do bem-estar e fazemo-lo inspirados pelas melhores práticas em todo o mundo”, acrescentou.
A participação neste I Encontro Internacional de Prescrição Cultural é gratuita, mas requer inscrição prévia até 23 de setembro. O formulário para inscrição no Encontro e nas oficinas é o mesmo, sendo possível inscrever-se em ambos os eventos, ou apenas em um. As vagas são limitadas à lotação do espaço (120 participantes). Haverá 15 vagas para cada uma das oficinas.
Mais informações no website do evento.
Fonte: Notícias U.Porto
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Casa Comum presta homenagem a Gonzaguinha
O escritor e músico Rodrigo Alzuguir vai liderar uma Quinta Brasileira especial. Vai ser no próximo dia 25 de setembro e a entrada é livre. A liberdade e a justiça social eram bandeiras que erguia através da música. A mesma que se vai ouvir, no dia 25 de setembro, a partir das 18h30, na Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto, em mais uma Quinta Brasileira, desta vez dedicada a Gonzaguinha, cantor e compositor marcante da música popular brasileira.
Luiz Gonzaga Júnior (1945-1991), o Gonzaguinha, foi um dos autores mais censurados durante a ditadura militar e tornou-se conhecido pelas canções sobre justiça e liberdade, tecendo críticas incisivas às desigualdades sociais. Mas não só. A linguagem dos afetos também lhe conduzia a voz. Durante a década de 1980, Gonzaguinha foi um dos compositores mais requisitados do mercado brasileiro, com músicas gravadas por nomes como Elis Regina (Eu Apenas Queria Que Você Soubesse), Simone (Começaria Tudo Outra Vez), entre outros. No ano em que Gonzaguinha completaria 80 anos (a 22 de setembro), a Casa Comum recebe uma Quinta Brasileira especial dedicada a esta efeméride.
Rodrigo Alzuguir, escritor e músico distinguido com o Jabuti e o Prémio da Música Brasileira, regressa a esta sala para apresentar o resultado da sua investigação sobre Gonzaguinha, realizada para o argumento de um documentário com estreia prevista para o final do ano. Como já vem sendo hábito, será uma sessão com recurso a comentários históricos, projeção de imagens de arquivo e música ao vivo, incluindo letras censuradas, vídeos e fotografias raras do compositor. Uma oportunidade para revisitar a obra de um artista cuja voz continua a inspirar reflexões sobre liberdade e cidadania.
O concerto tem entrada livre, ainda que sujeita à lotação da sala.
Fonte: Notícias U.Porto
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Grupo de Jazz da FEUP vai dar concerto na Casa Comum
Espetáculo aberto à comunidade está marcado para dia 26 de setembro, às 21h30. A entrada é livre. O Grupo de Jazz é composto por estudantes, técnicos e docentes da Universidade do Porto. (Foto: DR)
Mais de um ano depois da última apresentação, o Grupo de Jazz da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) volta a visitar a Casa Comum (à Reitoria) no próximo dia 26 de setembro, pelas 21h30, para um espetáculo aberto a toda a comunidade. Sob a direção de Paulo Gomes, os músicos do Grupo de Jazz da FEUP formam um grupo amador que atinge um desempenho profissional.
O programa é formado por standards de jazz e que constituem a base de entendimento para a improvisação. De Paulo Gomes espera-se, como vem sendo hábito nas orquestrações que dirige, contornos musicais inesperados.
O Grupo de Jazz da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto foi criado em 2008 como atividade cultural complementar oferecida pela Faculdade a toda a comunidade FEUP, inicialmente com o nome de Oficina de Música da FEUP. Dividiu-se desde o início em duas secções – vocal e instrumental –, sendo a primeira dirigida por Fátima Serro e a segunda por Paulo Gomes. Funcionando de forma ora autónoma, ora articulada, os grupos já gravaram dois CDs (2013 e 2019), com apresentações no palco do auditório da FEUP, que contaram com solistas convidados. Por volta de 2016, a participação nos grupos passou a estar aberta a toda a comunidade da U.Porto. Em 2017 e 2018, organizaram os concertos Let’s Face the Music and… Dance!, no Ateneu Comercial do Porto, atuando com praticantes de Lindy Hop dançando ao som da sua música, concertos que foram um grande sucesso. O Grupo Vocal da FEUP e o Grupo de Jazz da FEUP são compostos por estudantes, técnicos e docentes da Universidade do Porto.
O concerto de 26 de setembro tem entrada é livre, ainda que limitada à lotação do espaço. Fonte: Notícias U.Porto
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Casa Comum apresenta concerto de inéditos portugueses
No dia 27 de setembro, o violinista Nuno Soares e o pianista Yuri Popov vão interpretar obras para violino e piano do espólio do violinista Júlio Cardona. Nuno Soares e Yuri Popov trabalham juntos desde 2001. (Foto: DR)
São obras completas para piano e violino. Esta apresentação, agendada para o próximo dia 27 de setembro, às 18h00, vai decorrer na Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto, e encontra-se integrada numa série de concertos realizados pelo violinista Nuno Soares e pelo pianista Yuri Popov.
Os dois músicos vão apresentar obras para violino e piano do espólio do violinista Júlio Cardona, coleção preservada no Museu Nacional da Música, e que permanecem inéditas. Na realidade, são composições de Júlio Cardona (1879-1950) e de seu pai, José Augusto Ferreira da Silva (c. 1842-1916).
Se Júlio Cardona foi um músico de grande relevo em Portugal no início do século XX – foi professor do Conservatório de Lisboa, esteve na origem da Orquestra de Lisboa e apresentou em concerto a integral das sonatas para violino e piano de Beethoven, bem como dos trios para violino, violoncelo e piano –, já sobre o seu pai, José Augusto Ferreira da Silva, sabe-se apenas que terá sido fundamentalmente professor de música e regente de bandas em diversas cidades portuguesas.
Os manuscritos de Cardona, que só recentemente foram identificados e estudados, e que fazem parte do programa apresentado neste recital, juntam-se a uma produção musical que foi também marcada pela sua ligação à Maçonaria, tendo composto diversos hinos para a organização. Pelo seu lado, as peças de Ferreira da Silva para violino e piano foram, na grande maioria, dedicadas ao filho, Júlio Cardona. Deixou ainda estudos para violino, hinos e marchas para banda, tendo ainda feito recolhas do cancioneiro tradicional.
Esta apresentação na Casa Comum faz parte de uma série de concertos realizados por Nuno Soares e Yuri Popov para apresentar as obras completas para violino e piano dos dois compositores, a que se seguirá a primeira gravação discográfica, também integral, de temas que não foram reinterpretados desde o falecimento de Júlio Cardona.
Este projeto tem o apoio da Fundação GDA (Gestão dos Direitos dos Artistas) e é realizado em parceria com o Museu Nacional da Música. O concerto tem entrada é livre, sujeita à lotação da sala.
Licenciado pelo Royal College of Music (Londres), Nuno Soares obteve em julho de 2000 o Prémio Dove, atribuído ao melhor violinista do curso. Apresenta-se regularmente como concertista em recitais de violino solo ou acompanhado pelos pianistas Yuri Popov, Helena Marinho e Cristina Casale, em palcos de Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Polónia, Cabo Verde e Estados Unidos da América. É o diretor da Camerata Medina. Foi concertino da Orquestra de Câmara do Minho, da Orquestra Clássica de Espinho (2006 – 2018), da Atlantic Coast Orchestra (desde a sua criação em 2015 até junho de 2019) e colaborou durante anos com o Remix Ensemble da Casa da Música – Porto. Em 2013, criou o ARTDuo com o violoncelista Miguel Fernandes. Tem várias obras gravadas em CD e é, atualmente, professor na Universidade de Aveiro, na Escola Profissional de Música de Espinho e na Artave – Escola Profissional Artística do Vale do Ave.
Yuri Popov estudou música no Colégio Académico de Música do Conservatório de Moscovo, tendo posteriormente ingressado no Conservatório Tchaikovsky da mesma cidade. Como solista da Sociedade Filarmónica de Vladimir, na Rússia, realizou vários concertos em diversas cidades da ex-União Soviética.
Nos recitais de piano que realizou, interpretou obras de Bach, Mozart, Beethoven, Chopin, Liszt, Debussy, Tchaikovsky, Scriabin, Rachmaninoff, Stravinsky, Prokofiev. A residir em Portugal desde 1998, trabalha, desde 2001, em duo com o violinista Nuno Soares, tendo juntos apresentado grande parte do repertório para estes dois instrumentos em dezenas de recitais. Com Nuno Soares, integrou também o Trio e Ensemble Medina. Atualmente, é professor na Universidade de Aveiro, onde acompanha a classe de violino do professor Nuno Soares, e na Universidade do Minho. Fonte: Notícias U.Porto
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Setembro na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Uma viagem pelo asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | EXPOSIÇÃO
Entrada livre. Mais informações aqui
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Uma Viagem pelo Asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | PROGRAMA PARALELO DE EVENTOS
Entrada livre. Mais informações aqui
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Ciclo Internacional de debates
Entrada livre. Mais informações aqui
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Gonzaguinha 80 anos, por Rodrigo Alzuguir | Quinta Brasileira especial
Entrada livre. Mais informações aqui
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1º Encontro Internacional de Prescrição Cultural || 1st International Meeting Culture on Prescription
Encontro Internacional | Salão Nobre da reitoria da U.Porto e Edifício Abel Salazar Entrada livre. Mais informações aqui
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Grupo de Jazz da FEUP na Casa Comum | Standards
Entrada livre. Mais informações aqui
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Inéditos portugueses: Júlio Cardona e José Augusto Ferreira da Silva | Nuno Soares, violino; Yuri Popov, piano
Entrada livre. Mais informações aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025
17 SET, 29 OUT e 11 DEZ'25 | 19h00 Literatura | Casa Comum e ASCIPDA Entrada Livre. Mais informações e inscrição aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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Abel Salazar, Teixeira Lopes e Diogo Macedo: uma exposição inédita
Três artistas. Um encontro. Teixeira Lopes. Abel Salazar. Diogo de Macedo é o título da exposição que se irá realizar na Casa-Museu Teixeira Lopes/Galerias Diogo de Macedo.
Casa-Museu Teixeira Lopes/Galerias Diogo de Macedo (Foto: makeup design © Egídio Santos) A Casa-Museu Teixeira Lopes/Galerias Diogo de Macedo, em Vila Nova de Gaia, vai acolher Três artistas. Um encontro. Teixeira Lopes. Abel Salazar. Diogo de Macedo. A exposição abre portas às 18h30 do dia 24 de setembro e estará patente até ao próximo dia 21 de dezembro. Explorar o processo artístico, ou seja, o caminho ou caminhos trilhados para o desempenho da obra é o principal mote desta exposição que, tal como o título indica, promove o encontro entre os percursos e as obras de três artistas que partilham, desde já, uma característica em comum: os três são alumni da U.Porto.
Da Casa-Museu Abel Salazar viajaram para Vila Nova de Gaia quadros a óleo, desenhos, gravuras, cadernos, reproduções de fotografias, mobiliário, peças em cobre martelado, esculturas em barro e em bronze, caixas de ferramentas, objetos pessoais, entre outros. No total, a mostra inclui 100 peças de autoria do médico, professor universitário, escritor e investigador que, mesmo não usufruindo de educação artística, aprendeu a pintar pela experimentação e pela observação dos grandes mestres, nomeadamente do Barroco, do Impressionismo e do Naturalismo. Ao longo da vida, Abel Salazar (1889-1946) foi conjugando com a docência, a intervenção política e cívica e a medicina, também a teoria e a prática artísticas.
Fotografia de Abel Salazar a trabalhar na escultura "Aldeã de Verdemilho", com a presença da respetiva modelo. (Foto: DR)
Aluno do mestre Soares dos Reis na Academia Portuense de Belas Artes, antecessora das atuais faculdades de Arquitetura e de Belas Artes da U.Porto, Teixeira Lopes (1866-1942) trabalhou, maioritariamente, o barro, o mármore e o bronze. Explorou temas religiosos, como é o caso da representação da Rainha Santa Isabel (na Igreja de Santa Clara-a-Nova), ou da Nossa Senhora de Fátima (no Hospital de Fátima), mas não só. Também se dedicou à escultura monumental, nomeadamente nas homenagens a Soares dos Reis (Vila Nova de Gaia) e a Eça de Queirós (no Largo Barão de Quintela, em Lisboa), assim como à criação de bustos e estátuas que dedicou a nomes como Teófilo Braga (em bronze na Câmara Municipal de Lisboa e em mármore na Casa-Museu Teixeira Lopes, em Gaia), Ramalho Ortigão (no Museu Nacional de Soares dos Reis) e Augusto Rosa (no Museu do Chiado). Com Diogo de Macedo (1889-1959), discípulo de Teixeira Lopes e também ele antigo estudante da Academia Portuense de Belas Artes, encontramo-nos perante o escultor, crítico, historiador de arte e museólogo que trocou a prática pela investigação e pela escrita. Integrou a primeira geração de artistas modernistas, escreveu sobre arte moderna e contemporânea e foi ainda ilustrador de várias publicações. Assumiu, em 1944, a direção do Museu Nacional de Arte Contemporânea (atual Museu do Chiado), cargo que manteve até ao fim da vida. Os três artistas encontram-se, então, nas Galerias Diogo de Macedo. A Casa-Museu Teixeira Lopes foi inaugurada em 1933, resultado da doação da casa ateliê do escultor ao município de Vila Nova de Gaia. Ao edifício foram anexadas, em 1975, as Galerias Diogo de Macedo, de forma a albergar grande parte da coleção deste outro escultor, entretanto doada à autarquia de Gaia. A Casa-Museu Abel Salazar ocupa o edifício onde o médico e artista viveu, tendo como missão pesquisar, conservar, interpretar e expor o respetivo legado, contribuindo para o seu estudo e divulgação.
Para além de serem alumni da U.Porto, outra característica comum no percurso dos três artistas é o facto de terem vivido na capital francesa. De que forma esta experiência terá deixado um cunho artístico? É ir, para ficar a conhecer.
A Casa-Museu Teixeira Lopes/Galerias Diogo de Macedo e a Casa-Museu Abel Salazar assinam a curadoria de Três artistas. Um encontro. Teixeira Lopes. Abel Salazar. Diogo de Macedo, com coordenação de investigação de Susana Pacheco Barros (CMAS) e Hugo Barreira (FLUP/CITCEM). De referir que haverá ainda uma programação paralela à exposição, a ser anunciada na íntegra pela Casa-Museu Teixeira Lopes e consultada nas redes sociais da Casa-Museu Abel Salazar.
A historiadora de arte e mediadora cultural Susana Pacheco Barros irá realizar visitas orientadas à exposição todas as quartas feiras, às 15h00. Para fazer a inscrição, basta enviar um e-mail para casamuseuteixeiralopes@cm-gaia.pt, até ao dia anterior à visita. Mais informações através do telefone 223 742 904, ou do e-mail casamuseuteixeiralopes@cm-gaia.pt.
A Casa-Museu Teixeira Lopes abre portas de terça-feira a domingo, das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30. A entrada é livre.
Fonte: Notícias U.Porto
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U.Porto apresenta "Disco de Plácido" para celebrar "filho da casa"
Invenção de António Plácido da Costa, uma das Figuras Eminentes da U.Porto 2025, vai estar em exibição na Reitoria, a partir de 22 de setembro. Chama-se Disco de Plácido e, como o próprio nome deixa adivinhar, presta homenagem ao seu inventor: António Plácido da Costa. O programa associado às Figuras Eminentes da Universidade Porto 2025 apresenta mais uma exposição no hall de entrada do Edifício Histórico da da U.Porto (Reitoria). Para conhecer a partir do dia 22 de setembro. Vamos poder ver de perto nada mais, nada menos, do que a criação de um “filho da Casa”. Trata-se de um dispositivo pioneiro que terá originado os modernos sistemas computadorizados de topografia da córnea, hoje amplamente utilizados no diagnóstico e planeamento cirúrgico em oftalmologia.
O Disco de Plácido foi inventado, em 1880, por António Plácido da Costa, um oftalmologista e professor da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, antecessora da atual Faculdade de Medicina da U.Porto (FMUP). Também conhecido como queratoscópio e tendo por base a projeção do padrão de anéis concêntricos pretos e brancos, era usado para determinar o raio da curvatura da superfície da córnea e diagnosticar astigmatismos irregulares.
Um código QR dará acesso a dois olhos com a aplicação do disco – um olho saudável e um olho após traumatismo da córnea.
Em exposição vai estar ainda um Oftalmoscópio inventado por Plácido da Costa. Este instrumento permite a observação do fundo do olho para visualização da retina.
António Plácido da Costa é uma das seis Figuras Eminentes da U.Porto para 2025
Nasceu na Covilhã em setembro de 1848, tendo-se depois mudado para o Porto e inscrito, em 1874, na Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Foi condiscípulo de Ricardo Jorge (1858-1939), com quem veio a colaborar no âmbito do estudo da peste bubónica. Apresentou um trabalho sobre O microscópio e as suas revelações (1875) e criou um curso prático e particular de Histologia (1878), área na qual foi pioneiro no Porto. Concluiu o curso de Medicina em 1879, com a apresentação da dissertação Apontamentos de micrologia médica, tendo sido aprovado com louvor. Durante a carreira de docente e investigador, regeu um curso de Histologia (1884-1894), lecionou as cadeiras de Histologia (1884-1902, 1910-1916) e de Fisiologia (primeiro como lente proprietário, depois como professor ordinário).
Geriu o Laboratório de Fisiologia (1884-1906), construiu o primeiro telescópio pensado e realizado em Portugal (1883-1885) e o eletromagnete oftalmoterápico (1884), entre muitos outros instrumentos, e traduziu a obra As grandes invenções antigas e modernas nas sciencias, industria e artes: obra para uso da mocidade, do escritor e cientista francês Louis Figuier (1819-1894). Os objetos e instrumentos deste investigador integram o Museu de História da Medicina Maximiano Lemos da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.
António Plácido da Costa é uma das seis Figuras Eminentes da U.Porto para este ano de 2025. Fonte: Notícias U.Porto
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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171. Às vezes calculo, Benito Pascual
“Às vezes calculo”, de Benito Pascual, in Da Água ao Fogo, 2020, p. 111.
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1. Alice Vasconcelos – a Alice da Montanha
Herbalista, artista e estudante de naturopatia, Alice Vasconcelos, aliás Alice da Montanha, convida-nos a viver de forma mais ligada à natureza. Natural do Tâmega, Alice frequentou o curso de Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Mais tarde, encontrou nas montanhas da Serra da Estrela o espaço para aprofundar o estudo das plantas selvagens. Com formação em fitoterapia e herbalismo, e a concluir naturopatia, dedica-se hoje a partilhar conhecimentos sobre o poder das plantas e os caminhos para uma vida mais equilibrada e saudável. Carinhosamente apelidada de “Heidi Portuguesa”, Alice inspira milhares de pessoas nas redes sociais e em programas televisivos, onde transmite a importância de um estilo de vida natural e regenerativo. Conheça a sua história e descubra como a arte, a natureza e o conhecimento ancestral podem transformar vidas.omentário de Giordano Evangelista (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC).
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117. “Crystal Voyager”, de David Elfick (1973)
Comentário de André Ruggeri (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)
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Figuras Eminentes da U.Porto 2025
José Leite de Vasconcelos
José Leite de Vasconcelos é Figura Eminente da U.Porto 2025 José Leite de Vasconcelos Pereira de Melo nasceu no seio de uma família aristocrática na aldeia vinhateira de Ucanha do concelho de Tarouca, a 7 de julho de 1858. Era filho de José Leite Cardoso Pereira de Melo (1810-1881) e de Maria Henriqueta Leite de Vasconcelos Pereira de Melo (1815-1894).
A infância e a adolescência foram passadas num meio rural rico em testemunhos históricos, que desde cedo despertaram o seu interesse pela observação das tradições e dos costumes locais. Deixou a Beira para trabalhar no Porto, num liceu e num colégio, assim ajudando ao sustento da família e assegurando os seus estudos no Colégio de S. Carlos e, mais tarde, na Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Durante o curso de Medicina escreveu uma das suas primeiras obras – Tradições Populares Portuguesas – e editou o opúsculo Portugal Pré-Histórico (1885), possivelmente influenciado pelo Congresso de Lisboa, que se realizara em 1880.
Ao concluir o curso e após defesa da tese A Evolução da Linguagem (1886), Leite de Vasconcelos recebeu o "Prémio Macedo Pinto", destinado ao aluno mais brilhante. Assumiu, então, as funções de subdelegado de Saúde do Cadaval, onde tinha família, durante seis meses.
Exonerado desse cargo, tomou posse do lugar de conservador da Biblioteca Nacional em fevereiro de 1888. Durante os 23 anos em que trabalhou nesta instituição teve oportunidade de consolidar as linhas mestras da sua investigação e da sua produção literária. Lecionou cursos de Numismática e de Filosofia e deu início à edição da Revista Lusitana (o 1.º número data de 1887-1889).
Em 1901 doutorou-se em Filologia, na Universidade de Paris, defendendo a tese Esquisse d’une dialectologie portugaise, que foi classificada com a menção de "très honorable". Por essa altura, encetou relações sólidas com figuras de prestígio e desenvolveu pesquisas em obras raras de bibliotecas estrangeiras. Na Biblioteca de Leiden descobriu A canção de Sancta Fides de Agen, manuscrito medieval que publicou em 1902. Na Biblioteca Palatina de Viena de Áustria identificou o Livro de Esopo, que editou em 1906.
Tendo por base o trabalho realizado na Biblioteca Nacional, empenhou-se na criação de um museu dedicado ao conhecimento das origens e tradições do povo português, projeto apoiado por Bernardino Machado, à época Ministro das Obras Públicas e responsável pela criação do Museu Etnográfico Português em 1893. Instalado inicialmente numa sala da Direção dos Trabalhos Geológicos, este museu foi transferido em 1900 para uma ala do Mosteiro dos Jerónimos. Inaugurado a 22 de abril de 1906, designou-se Museu Etnológico (atual Museu Nacional de Arqueologia), denominação que detinha desde 1897.
O acervo do museu foi crescendo em resultado de escavações arqueológicas e de campanhas etnográficas em todo o país, as quais eram noticiadas no Archeologo Português, revista de prestígio publicada desde 1895. Entre os muitos colaboradores locais com quem Leite de Vasconcelos trocou informações, encontram-se figuras de renome da cultura portuguesa, como Manuel Francisco Alves (1865-1947), Abade de Baçal e autor da obra Memórias Arqueológico-históricas do Distrito de Bragança, Augusto Mendes Correia (1888-1960), Ricardo Severo (1869-1940) e Rocha Peixoto (1866-1909).
Até aos 80 anos de idade fez inúmeras viagens em Portugal, visitou vários países europeus e deslocou-se ao Egito para participar no Congresso do Cairo de 1909, no qual presidiu à secção de Arqueologia Pré-Histórica. Estas digressões permitiram-lhe recolher material para o museu e criar laços de amizade com colegas portugueses e estrangeiros. Em 1911 foi convidado a integrar o corpo docente da recém-criada Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa na qualidade de professor extraordinário de Filologia Clássica. Foi, assim, obrigado a abandonar a Biblioteca Nacional, embora mantendo a direção do Museu (anexado à FLUL em 1913). Nesta Faculdade lecionou disciplinas como "Numismática", "Epigrafia" e "Arqueologia". Em 1914 solicitou a Bernardino Machado que lhe fosse atribuída a categoria de professor titular desta última cadeira.
Em 1929 atingiu o limite de idade e aposentou-se. Em sua homenagem, o Museu Etnológico passou a ter o seu nome e Leite de Vasconcelos recebeu o título de diretor honorário. A partir dessa altura dedicou-se à escrita, na qual se salienta o projeto Etnografia Portuguesa publicado em vários volumes pela Imprensa Nacional. Foi agraciado com diversas distinções, como a grã-cruz da Ordem de Instrução Pública e Benemerência, a Comenda da Legião de Honra (1930), de França, e a grã-cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada (1937), a que se juntaram muitas outras, alcançadas ao longo da sua carreira, como a de correspondente do Instituto de França (1920).
José Leite de Vasconcelos morreu em Lisboa a 17 de maio de 1941, na companhia de amigos, deixando atrás de si uma monumental e multifacetada obra sobre o "Homem Português", com trabalhos de fundo nas áreas da etnografia, filologia, arqueologia, numismática e epigrafia. Foi autor, também, de poesia e do maior epistolário português (24.289 cartas de 3.727 correspondentes, editadas em 1999), produto da imensa rede de contactos que estabeleceu ao longo da vida.
Este vulto maior da cultura portuguesa contemporânea foi um grande erudito, professor exigente e eterno celibatário. Viveu de forma simples e austera, sensível e solidário com os mais desfavorecidos. Nutriu grande carinho pelos animais, em especial por gatos.
U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: José Leite de Vasconcelos.
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