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O NOME COMO DESTINO
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 Poucas pessoas, na Universidade do Porto, conhecerão a vida e obra de José de Letamendi (1828-1897) – e, contudo, a história de uma das nossas escolas encontra-se intimamente ligada a este médico catalão. Letamendi foi um autêntico polímata. Para além das questões médicas, dedicou-se à epistemologia, à filosofia, à literatura, à filologia, à sociologia, à economia, à pintura e à música – tendo-se distinguido neste campo ao tocar diversos instrumentos e compor mais de uma dezena de peças musicais. É famosa, em Espanha, a frase com que justificou o seu modo de estar plural: “Um médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe”. Foi também nesta frase que Abel Salazar (1889-1946) encontrou um sentido para a sua existência. Pioneiro da histologia no nosso país, tendo produzido, nesta área, investigação de impacto internacional, Abel Salazar afirmou-se igualmente na escrita, publicando sobre estética, ética, medicina e política com uma prosa clara e crítica. Na arte, deixou-nos centenas de desenhos, gravuras e esculturas. Muitas das suas obras são marcadas por uma estética do quotidiano e da resistência – porque este docente e investigador da Universidade do Porto nunca dissociou o cientista e o pintor do cidadão. No seu curriculum vitae, escreveu:
"Além dos trabalhos científicos, fiz na Universidade cursos sobre a Filosofia da Arte, conferências sobre a Filosofia, onde desenvolvi um sistema de Filosofia que acabo de constatar com satisfação ser bastante próximo da Escola de Viena. Foi o desenvolvimento deste sistema filosófico que, tendo desagradado à Ditadura e ao Catolicismo, foram a causa principal da minha revogação [em 1935]. Mas, como a ditadura não se podia basear nesta questão, ela torneou a questão, fazendo através da sua imprensa uma campanha de difamação, etc., após a qual me demitiu sem processo nem julgamento."
“Nunca fui político” – escreveu Abel Salazar mais adiante no seu curriculum. “Toda a vida me ocupei unicamente da actividade intelectual.” Esta sua última afirmação dá-nos uma chave para compreendermos a sua obra científica e artística: ser “intelectual” é ser comprometido com o mundo, a todos os níveis.
Na época em que viveu, a atitude de Abel Salazar foi vista como perigosamente subversiva; em 1975, contudo, os fundadores do ICBAS/Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar considerá-la-iam irreverentemente inspiradora. Terá sido, na verdade, num gesto conscientemente revolucionário que Corino de Andrade e Nuno Grande criaram o ICBAS, com o apoio incondicional do primeiro Reitor pós-25 de Abril, Ruy Luís Gomes. Queriam fundar uma escola multidisciplinar e multiprofissional, com fortes ligações à comunidade e a instituições de saúde, que não só ensinasse medicina, mas também outras profissões relacionadas com as ciências da vida e da saúde, que investisse no desenvolvimento cultural dos seus alunos e inovasse nas formas de ensinar, aprender e intervir no mundo. Deram a essa ideia de escola, alicerçada no entrelaçamento de saberes, o nome de Abel Salazar. E assim lhe traçaram o caminho.
Cedo começaram os novos cursos, os debates e os projetos, marcados por aquilo a que hoje chamamos interdisciplinaridade, mas que, para os fundadores, era a velha ideia de que tudo se encontra interligado. Décadas mais tarde, o conceito “One Health” (a importância de se unir saúde humana, animal e ambiental) afirmou-se como a evolução natural desse modelo inovador – integrar disciplinas, integrar contextos, integrar sociedade – e também, claro está, integrar cultura. O programa comemorativo dos 50 anos do ICBAS que nos tem vindo a ser oferecido, ao longo deste ano de 2025, mostra, na verdade, como a cultura se encontra inscrita na identidade da escola. Tal sucede não apenas pela qualidade e variedade das atividades propostas, alicerçadas em diferentes expressões artísticas – artes visuais, música, literatura e cinema –, mas pela forma como é estabelecido um nexo entre estas atividades e o debate científico aberto à comunidade. Nem podia, aliás, ser de outra maneira.
Abel Salazar habita os corredores do ICBAS como uma inquietação constante. Tornou-se bússola para todos quantos aprenderam que “o médico que só sabe de medicina, nem de medicina sabe”. Há nomes que fundam vocações. No caso do ICBAS, a escolha do nome de Abel Salazar foi uma espécie de pacto com o futuro.
Quando uma escola escolhe um nome, escolhe um destino.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
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Arsénio Martins e Paulo Lopes trazem "Notas Portuguesas" à U.PortoConcerto ao piano, com saxofone e flauta está marcado para o final da tarde de 30 de outubro, na Casa Comum. A entrada é livre. Arsénio Martins, no piano, e Paulo Lopes, nos saxofones (tenor e soprano) e na flauta, vão apresentar um programa de originais, mas não só. No auditório da Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto, vão também ouvir-se peças de outros compositores, como será o caso de Astor Piazzolla. O concerto vai acontecer no próximo dia 30 de outubro, às 18h30. Tem já mais de uma década de existência este duo criado por Arsénio Martins e Paulo Lopes. O repertório que está programado para este final de tarde de quinta-feira é constituído, maioritariamente, pelas composições do pianista, mas promete também uma incursão noutras geografias e ambientes musicais. Tais como?
Considerado o compositor de tango mais importante da segunda metade do século XX, o argentino Astor Piazzolla (1921 – 1992), tem “passagem” garantida pela Casa Comum. Será também evocado o compositor e maestro italiano Ennio Morricone (1928 – 2020), autor de cerca de 400 partituras para cinema e televisão, para além de mais de 100 obras clássicas.
Arsénio Martins nasceu na Normandia, em França, em 1970, tendo iniciado atividade como pianista e compositor em 1996. Liderou vários grupos de jazz, durante a década de 1990, e foi a partir de 2005 que começou a compor bandas sonoras para acompanhar dezenas de obras de cinema mudo em cinematecas e festivais de cinema de vários países. Interpreta, atualmente, o seu repertório original em França, onde nasceu, Itália, onde viveu, Espanha, onde mais tempo residiu, e Portugal onde, sediado no Algarve, tem apresentado as suas obras em recitais um pouco por todo o país.
Lidera o Arsénio Martins Ensemble e o Arsénio Martins & Aroma Jazz Trio e editou, recentemente, um audiolivro intitulado A Ilha Fria, um recital de poesia algarvia acompanhado à guitarra.
Paulo Lopes é formado em jazz pela Universidade Lusíada e tem interpretado as composições de Arsénio Martins em duo, em quarteto de jazz (Arsénio Martins & Aroma Jazz trio) e em formato de filme concerto, no acompanhamento musical ao vivo de obras do cinema mudo.
O repertório interpretado por este duo nuclear assume, assim, expressão em diversos contextos instrumentais, como o jazz ou ensembles clássicos, ou até em associação com imagens cinematográficas ou declamações poéticas, como é, ainda, o caso de Sulissonías, o som verde dos campos, um concerto audiovisual (e também audiolivro) com poesia de Salvador Santos.
O concerto de dia 30 de outubro tem entrada livre, ainda que limitada à lotação do espaço.
Fonte: Notícias U.Porto
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Cristo parou em Eboli é a proposta do Clube de Leitura Italiano para outubroA obra de Carlo Levi vai estar em discussão no próximo encontro do Clube de Leitura Italiano, marcado para 29 de outubro, na Casa Comum. A Casa Comum, (à Reitoria) da Universidade do Porto recebe, no próximo dia 29 de outubro, pelas 19h00, mais uma sessão do Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025, organizado em parceria com a ASCIP Dante Alighieri. Desta vez, os participantes serão desafiados a explorar e debater aquela que é considerada a obra prima de Carlo Levi: Cristo parou em Eboli. A entrada é livre, embora sujeita a inscrição. O mote para a reflexão deste mês de outubro é então um clássico da literatura italiana. No ano em que decorrem, precisamente, 50 anos da morte de Carlo Levi, a proposta recai em Cristo parou em Eboli, uma das obras mais importantes do cânone italiano de literatura realista contemporânea.
A narrativa coloca-nos perante um bordado de casinhas amontoadas sobre um precipício de argila branca. Gagliano surge-nos como uma terra às portas da civilização, da História e da humanidade. “Nós não somos cristãos”, dizem os seus habitantes. Cristo parou em Eboli. Foi para esta região empobrecida e isolada da Lucânia, no sul de Itália, que Carlo Levi foi enviado após se ter insurgido contra o regime fascista de Mussolini. Durante os cerca de dez meses que ali viveu, o médico, pintor e escritor refletiu sobre a paisagem, as pessoas e a sua resignação à pobreza, à ruralidade e à perpetuação de crenças dos antepassados.
Misturando ficção com memória, registo sociológico, ensaio e literatura de viagem, o “testemunho desta experiência” foi publicado em 1945. Considerada a obra-prima de Carlo Levi, Cristo Parou em Eboli já foi adaptado para cinema pelo realizador Francesco Rosi, com argumento dos escritores Tonino Guerra e Francesco La Capria.
De destacar ainda que a mais recente edição portuguesa (Livros do Brasil, 2022) tem tradução de Jacinto Lucas Pires, galardoado com o Prémio de Tradução Literária Francisco Magalhães.
Sobre Carlo LeviNasceu em Turim a 29 de novembro de 1902. Formado em Medicina, envolveu-se desde cedo no movimento antifascista, tendo sido um dos membros fundadores do grupo Justiça e Liberdade. Em 1935, foi preso e enviado para a Lucânia, região da Basilicata, no sul de Itália, onde esteve confinado até 1936. Foi o registo desse período de isolamento que serviu de base para a criação de Cristo Parou em Eboli.
Carlo Levi desenvolveu vários projetos artísticos que viria, depois, a mostrar na Bienal de Veneza de 1954. Entre as suas obras literárias, destacam-se ainda L’Orologio (1950), Le Parole Sono Pietre (1955) e Il Futuro ha un Cuore Antico (1956).
Foi também deputado do Senado, como membro independente do Partido Comunista, entre 1963 e 1972. Faleceu em Roma a 4 de janeiro de 1975. O Clube de Leitura Italiano 2025Aumentar a comunidade de leitores e fazer com que a literatura seja o ponto de partida para uma troca de ideias e reflexões é o grande objetivo destas sessões, que adoptam uma “língua híbrida” entre o italiano e o português, indo ao encontro das possibilidades e preferências de cada um dos participantes. O Clube de Leitura da ASCIP Dante Alighieri existe desde 2019 e visa promover a literatura italiana, com particular atenção à produção contemporânea, sem esquecer os clássicos mais recentes.
No total, o programa de 2025 contempla seis títulos editados em português, de escritores e escritoras de renome no panorama contemporâneo italiano.
O encontro do próximo dia 29 de outubro é de entrada livre, mas sujeito a inscrição prévia, através do preenchimento do respetivo formulário.
Fonte: Notícias U.Porto
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Anutis Quartet traz música sacra à Reitoria da U.PortoO espetáculo Il sacro profano, do Anutis Quartet, vai subir ao palco do Salão Nobre na noite de 31 de outubro. A entrada é livre. O Anutis Quartet apresenta Il Sacro Profano, um concerto de música sacra, de tradição popular italiana. Vai ser na noite de 31 de outubro, a partir das 21h30, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto. A entrada é livre. Anutis é um projeto internacional (Itália, Croácia e Portugal) formado no verão de 2022 por quatro cantoras – Alba Nacinovich, Caterina De Biaggio, Juliana Azevedo e Laura Giavon – que decidiram criar um grupo vocal, conciliando estilos e linguagens que vão da música clássica ao jazz, passando pelo fado, pela canção napolitana, a improvisação livre e a música antiga.
É um projeto que surge também graças a um encontro muito especial que tiveram com a compositora e etnomusicóloga italiana Giovanna Marini, conhecida como a "Joan Baez italiana”, de quem recordamos, por exemplo, a interpretação da canção de resistência "Bella Ciao". Foi com ela que descobriram o fascínio pelas tradições populares do território italiano.
O concerto tem entrada livre, ainda que limitada à lotação da sala.
As quatro vozes do Anutis QuartetAlba Nacinovich (1986) é formada em jazz pelo Conservatório “G. Tartini” de Trieste, tendo realizado parte dos seus estudos na ESMAE, no Porto. Apresentou-se por toda a Europa e em palcos prestigiados como a Arena de Pula, a sede da Radio France em Paris, o Porgy & Bess em Viena e o Ronnie Scott’s Upstairs em Londres. Com o seu duo de música eletrónica The Hunting Dogs, venceu o prémio Arezzo Wave 2019 como melhor grupo emergente. Figura no álbum Suite per Pier Paolo Pasolini, de Glauco Venier e The Port Of Life, de Žan Tetičkovič, vencedor do prémio “Johnny Mandel 2017” atribuído pela ASCAP norte-americana. Colabora com o ensemble de música contemporânea **Cantus**, de Zagreb, com as Big Bands das Radiotelevisões croata e eslovena, bem como com o Teatro Nacional Croata “Ivan de Zajc” de Rijeka, atuando como solista, atriz e intérprete de bandas sonoras. Caterina De Biaggio (1988) iniciou os estudos musicais frequentando os cursos de educação musical Willems, que completou no Conservatório J. Tomadini de Udine, onde obteve a Licenciatura de 1.º ciclo em Piano. Colaborou com o Conservatório de Udine como pianista acompanhadora. Concluiu o diploma pedagógico em Educação Musical Willems e a licenciatura em Filosofia e Teoria das Formas.
Participou e continua a participar em vários agrupamentos corais e projetos, tais como: Coro del Friuli Venezia Giulia, FVG Gospel Choir, In un mare di voci, Piano Twelve. Exerce atividade docente em várias escolas da região do Friuli Venezia Giulia. Juliana Azevedo (1990) iniciou os seus estudos musicais aos seis anos de idade, em Portugal, e obteve o Diploma em Canto Lírico no Conservatório de Amesterdão. Atuou como solista com várias orquestras em Portugal e foi solista na cantata “De Schipbreuk” de J. Wagenaar, em Leiden, nos Países Baixos.
Colaborou com o Coro Orquestra XXI. Fundou vários projetos dedicados à pesquisa e interpretação da música popular e clássica, como o Trio Memorie Popolari e o Duo Azevedo & Riala, com os quais atuou na Holanda, em Portugal e em Itália. Em 2020, lançou em Roma o seu primeiro álbum com o duo Aura Popularis, intitulado “Entrelace”. Laura Giavon (1993) é uma cantora que se formou em Itália, Áustria, Holanda e Zimbabué. Concluiu os seus estudos no Conservatorium van Amsterdam, onde obteve o diploma de mestrado em junho de 2018. Após um breve e intenso período vivido no Zimbabué, regressou a Itália em junho de 2019, estabelecendo-se em Nápoles. De janeiro a junho de 2020, frequentou o Instituto de Alta Formação Teatral organizado pela Societas em Cesena, onde estudou com Romeo Castellucci, Claudia Castellucci, Alessandro Bedosti e Chiara Guidi (inicialmente de forma presencial e posteriormente online).
Tem um projeto original em duo com o baterista Marco D’Orlando: RIVOCS. Colabora com outras formações musicais e companhias de teatro. Está também ativa como intérprete de música antiga, colaborando com maestros como Gabriel Garrido, Davide De Lucia e Cristiano Dell’Oste.
Fonte: Notícias U.Porto
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Outubro e Novembro na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Uma viagem pelo asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | EXPOSIÇÃO
Entrada livre. Mais informações aqui
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Uma Viagem pelo Asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | PROGRAMA PARALELO DE EVENTOS
Entrada livre. Mais informações aqui
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"Intimismo" | Exposição de Juan Ricardo Nordlinger
Entrada livre. Mais informações aqui
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A TERCEIRA PALMEIRA, Desenhos e outras interrupções
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Ciclo de cinema ICBAS One Health
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025
29 OUT e 11 DEZ'25 | 19h00 Literatura | Casa Comum e ASCIPDA Entrada Livre. Mais informações e inscrição aqui
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Notas Portuguesas | Arsénio Martins, composição e piano; Paulo Lopes, saxofones e flauta
Entrada livre. Mais informações aqui
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3 Lugares, 3 filmes, 3 conversas | VI ciclo de documentário etnográfico
Cinema, conversa | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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ANUTIS QUARTET - “Il sacro profano” | Concerto
Literatura | Reitoria da U.Porto Entrada livre. Mais informações aqui
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Amour en Latin, de Saguenail | Exibição do Filme + conversa entre o realizador e Ana Deus
Entrada livre. Mais informações aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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U.Porto Press lança obra de relevo nos domínios da FísicaO lançamento de Fundamentos de termodinâmica e mecânica estatística, de Orfeu Bertolami, terá lugar a 4 de novembro, a partir das 18h00, na Biblioteca da Faculdade de Ciências. Entrada livre. Este livro, especialmente dirigido a estudantes e investigadores, visa ajudá-los a compreender os elementos essenciais da Termodinâmica e da Mecânica Estatística e motivá-los a levantarem questões relevantes naqueles domínios. / FOTO: U.Porto Press
Se é estudante ou desenvolve investigação na área da Física, esta obra constitui-se como um apoio relevante para compreender os elementos essenciais associados à Termodinâmica e à Mecânica Estatística. Além disso, a partir da leitura desta obra é expectável que os estudantes “se sintam motivados para levantar questões e formular perguntas com um grau crescente de exigência intelectual e imaginação teórica”, afirma o autor da publicação. Fundamentos de Termodinâmica e Mecânica Estatística, da autoria de Orfeu Bertolami, Professor Catedrático do Departamento de Física e Astronomia (DFA) da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), é uma publicação da Editora da Universidade do Porto, na sua coleção Transversal, com o apoio do Centro de Física das Universidades do Minho e do Porto.
O lançamento do livro está marcado para 4 de novembro, a partir das 18h00, na Biblioteca da FCUP (Edifício da Biblioteca, FC1, piso 2).
A apresentação ficará a cargo de Eduardo Lage, ex-diretor do DFA-FCUP e especialista em física estatística, e António Fernando Silva, ex-diretor da FCUP e do Centro de Química da Universidade do Porto (CEQUP), Professor Emérito da U.Porto e especialista em eletroquímica interfacial, líquidos iónicos e polímeros condutores.
A entrada é livre.
Um mergulho na física, com Orfeu BertolamiPorque é que os temas abordados em Fundamentos de Termodinâmica e Mecânica Estatística são relevantes? Orfeu Bertolami explica que a Termodinâmica – a ciência que estuda fenómenos nos quais intervém a grandeza temperatura – “é um dos pilares essenciais da Física”, estando os “seus princípios e fundamentos entre os mais abrangentes de toda a Física”. E exemplifica, mostrando como estes são “tão essenciais e universais”: porque compreendem, entre outros, “a noção de que a caracterização de qualquer corpo exige pelo menos a determinação da sua temperatura (…)”.
Aplicando o tema à História, Orfeu Bertolami explicita que “a força motriz da Revolução Industrial no século XVIII na Europa” foi, literalmente, a “descoberta fundamental de que o calor é uma forma de energia que pode ser convertida em trabalho mecânico”. Como também defende, esta descoberta “transformou radicalmente a humanidade”.
FUNDAMENTOS DE TERMODINÂMICA E MECÂNICA ESTATÍSTICA foi publicado pela U.Porto Press, na sua coleção Transversal, com o apoio do Centro de Física das Universidades do Minho e do Porto. (Foto: U.Porto Press)
Por seu turno, o desenvolvimento da Mecânica Estatística – com origem nos trabalhos seminais de Maxwell e Boltzmann, cientistas com contributos essenciais nesta área – “desempenhou um papel central na recuperação da ideia de que a matéria é constituída por corpúsculos elementares cuja subtileza das suas propriedades exige a construção de novas teorias físicas ainda mais sofisticadas”. Nas palavras do autor, “este mergulho na estrutura mais íntima da matéria tem implicações igualmente profundas para o entendimento de quaisquer processos que tenham lugar em todas as escalas conhecidas e em todo o Universo”.
Acerca do texto publicado, Orfeu Bertolami afiança que foi seu propósito “apresentar esta extraordinária aventura intelectual de forma acessível e matematicamente rigorosa”.
Organizado em duas partes – uma dedicada à Termodinâmica e outra à Mecânica Estatística – pelas quais foram distribuídos 13 capítulos, este livro aborda princípios como o da conservação da energia ou o da termodinâmica e temas como a temperatura, as propriedades gerais da substância, a distribuição canónica de Maxwell-Boltzmann, a transmissão da energia térmica ou os fundamentos da Mecânica Quântica.
Fundamentos de Termodinâmica e Mecânica Estatística está disponível na loja online da U.Porto Press, com um desconto de 10%.
Sobre o autorOrfeu Bertolami (São Paulo, 1959) licenciou-se em Física pela Universidade de São Paulo (1980), obteve o mestrado no Instituto de Física Teórica, em São Paulo (1983), o Grau Avançado em Matemática (1984) e o doutoramento em Física Teórica (1987) nas Universidades de Cambridge e Oxford, respetivamente. Foi professor no Departamento de Física do Instituto Superior Técnico (1991-2010) e é Professor Catedrático no Departamento de Física e Astronomia da FCUP.
Desenvolveu atividades de investigação no Institut für Theoretische Physik, em Heidelberg (1987-1989), no Instituto de Física e Matemática, em Lisboa (1989-1991), no CERN – Centro Europeu de Investigação Nuclear, em Genebra (1993-1995), na secção de Turim do Istituto Nazionale di Fisica Nucleare (1994) e na Universidade de Nova Iorque (1999). Publicou mais de 430 artigos científicos nas áreas da astrofísica, cosmologia, física e propulsão espacial, gravitação clássica e quântica, teorias de cordas quânticas e sobre a física do Sistema Terrestre.
É coautor de Do Big Bang ao Homem e de Seis Breves Apontamentos de Cosmologia Contemporânea e autor de A Solução Final, também publicados pela U.Porto Press.
Fonte: U.Porto Press
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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176. Poeta e poetisa, Esther Ferreira Leonís
"Poeta e poetisa”, de Esther Ferreira Leonís, in nus na moreira, 2025, p. 43.
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5. Utopias, com Fátima Vieira: o sonho de uma sociedade vegetariana
Fátima Vieira, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto que se dedica a investigar o pensamento utópico, é a convidada deste episódio. As utopias alimentares, particularmente o sonho de uma sociedade vegetariana que nasce(u) no Porto há cem anos, e a relação da literatura e da cultura com a nutrição são os tópicos centrais desta conversa.
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Figuras Eminentes da U.Porto 2025
António Plácido da CostaAntónio Plácido da Costa (1848-1916) é uma das seis Figuras Eminentes da U.Porto 2025. (Foto: DR) António Plácido da Costa, filho do tecelão Rafael da Costa, nasceu na Covilhã a 1 de setembro de 1848. Em 1863 veio viver para o Porto com o pai que tinha sido contratado pela fábrica de lanifícios de Lordelo do Ouro. Nesta cidade frequentou o Colégio do Padre Six, onde foi encaminhado para uma carreira eclesiástica. Concluiu os exames no Liceu Nacional e ingressou na Academia Politécnica do Porto, onde permaneceu até Julho de 1868. Nesta Academia realizou os exames de Física, Química, Zoologia e Botânica e foi premiado na cadeira de Botânica pela apresentação de um trabalho na área de Histologia Vegetal, em 1867.
Concluídos com sucesso os anos preparatórios, António da Costa ingressou no Seminário de Cambraia, onde adquiriu formação humanista, poder de argumentação e solidez de raciocínio. Frequentou esta instituição até 1870.
Em 1874 inscreveu-se na Escola Médico-Cirúrgica do Porto (antecedente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto), onde foi condiscípulo de Ricardo Jorge (1858-1939), com quem veio a colaborar anos mais tarde no âmbito do estudo da peste bubónica.
Durante os anos seguintes, apresentou na associação estudantil "Aliança Académica" um trabalho sobre O microscópio e as suas revelações (1875) e criou um curso prático e particular de Histologia (1878), área na qual foi pioneiro no Porto. Concluiu o curso de Medicina em 1879, com a apresentação da dissertação Apontamentos de micrologia médica, tendo sido aprovado com louvor.
Entre 1879 e 1791 trabalhou em Lisboa como médico-oculista no consultório do Dr. Pedro Van der Laan (1811-1888), tendo escrito 10 artigos para o Periódico de Oftalmologia Prática durante esse período. Sete desses estudos centram-se na apresentação de quatro invenções da sua autoria: o astigmatoscópio explorador, a mais famosa de todas, instrumento hoje conhecido como querotoscópio de Plácido; o binoscópio ortopédico, instrumento para auxiliar a correção subjetiva do estrabismo; a cápsula higrotérmica, para aplicar ao calor húmido nas doenças oculares; a bateria galvanoterápica.
Disco de Plácido da Costa inventado em 1880. Este exemplar dos anos 20 do século XX era usado para determinar o raio da curvatura da superfície da córnea e diagnosticar astigmatismos irregulares © Museu do Centro Hospitalar do Porto. De volta ao Porto, exibiu as suas invenções numa sala da Escola Médico-Cirúrgica e apresentou o seu último trabalho publicado, intitulado "Fisiologia do punctum caecum da retina humana" como tese de concurso ao lugar de lente substituto da secção médica dessa Escola. Durante a sua carreira de docente e investigador, regeu um curso de Histologia (1884-1894), lecionou as cadeiras de Histologia (1884-1902, 1910-1916) e de Fisiologia (primeiro como lente proprietário, depois como professor ordinário, a partir de 1911). Geriu o Laboratório de Fisiologia (1884-1906), construiu o primeiro telescópio pensado e realizado em Portugal (1883-1885) e o eletromagnete oftalmoterápico (1884), entre muitos outros instrumentos, e traduziu As grandes invenções antigas e modernas nas sciencias, industria e artes: obra para uso da mocidade, do escritor e cientista francês Louis Figuier (1819-1894).
Casou com Belmira Amsinck Oliveira Allen, de quem teve descendência. Durante os momentos de lazer gostava de se dedicar à floricultura e a tocar violino.
Plácido da Costa morreu no Porto em 1916.
Objetos e instrumentos deste ilustre investigador integram a sala Ricardo Jorge do Museu de História da Medicina Maximiano Lemos da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Sobre Plácido da Costa (up.pt)
MUSEU CHPORTO - Centro Hospitalar Universitário do Porto
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