O DIREITO AO TRABALHO

​​EU University & Culture Summit / Day 1, Afternoon

Já lá vão três décadas, encontrei numa pastelaria uma colega de escola. Não a via há muito: foi um daqueles reencontros de abraço apertado, de duas amigas que, na adolescência, haviam trocado segredos e aspirações. Sentei-me à sua mesa. “Então, o que fazes agora?” – perguntei-lhe. Rimo-nos juntas quando ela disse: “Compro tudo feito”. Contou-me que, depois do curso na Faculdade de Ciências, decidira ficar em casa a cuidar dos filhos. Percebi-lhe um ligeiro embaraço enquanto me garantia que fora uma escolha sua. Voltei a vê-la há pouco tempo. O embaraço fora substituído por uma tristeza profunda. Divorciara-se, os filhos haviam saído de casa e agora era tarde para entrar no mercado de trabalho. “Não sei como me deixei convencer”, disse, e naquele momento tornou claro que a decisão nunca fora dela.


A relação entre o trabalho e a saúde mental das mulheres tem sido amplamente estudada. Se, por um lado, alguns estudos evidenciam a necessidade de se oferecer às mulheres – sobretudo às que têm filhos pequenos – condições de conciliação da vida familiar com as exigências da profissão, outros apontam para a influência positiva do trabalho no bem-estar feminino. Com efeito, mesmo em contexto de desigualdade de género no mercado de trabalho, o emprego remunerado continua a desempenhar um papel central no bem-estar das mulheres, não apenas pela dimensão económica, mas também pelo impacto direto na saúde mental e na construção de identidade. O trabalho afirma-se, pois, como um fator estruturante de autonomia, de autoestima e de equilíbrio psicológico. O seu valor ultrapassa a lógica salarial, funcionando como um espaço de reconhecimento social, propósito e pertença, dimensões frequentemente associadas a níveis mais elevados de bem-estar emocional. Mas não preciso de ler estudos sobre o assunto. Sei que assim é porque sou mulher e não conseguiria imaginar a minha vida sem o meu trabalho.


A verdade, contudo, é que o Direito ao Trabalho, consagrado no artigo 23.º da Declaração Universal dos Direitos Humanos como um direito fundamental, é frequentemente negado às mulheres. A nível global, uma em cada cinco mulheres inativas fora do mercado de trabalho aponta responsabilidades familiares como motivo, contra apenas um em vinte homens. E, na União Europeia, uma em cada três mulheres trabalha a tempo parcial, a maioria por responsabilidades familiares; entre homens, é um em dez. Não admira, pois, que a questão do Direito da Mulher ao Trabalho tenha sido abordada na mesa-redonda “Democracia e Direitos Humanos” organizada pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação no passado dia 5 de novembro, na cerimónia comemorativa dos 45 anos da instituição. Foi o escritor Richard Zimler, um dos três oradores convidados do evento, quem trouxe o assunto à discussão.


Numa intervenção simultaneamente comovedora e poderosa, Richard Zimler contou que é feminista desde os oito anos. E é-o por causa da sua mãe. Nascida em 1916, filha de imigrantes judeus, a mãe de Zimler licenciou-se em Bioquímica e trabalhou nessa área em Nova Iorque, sentindo-se realizada e autónoma. Em 1942, casou-se com um homem emocionalmente violento. Após o nascimento do filho mais velho – o irmão de Richard –, o marido pressionou-a a abandonar o emprego e a dedicar-se exclusivamente à casa e à família. Zimler descreveu como, na adolescência, ao sair para a escola, tinha medo de, ao regressar a casa, encontrar a mãe sem vida (temor que ela, mais tarde, viria a confirmar não ter sido infundado). Ter uma mãe frágil, triste e desamparada teve, inevitavelmente, um impacto profundo na infância e adolescência do escritor.


Richard Zimler fez uma pausa antes de chegar à conclusão da sua intervenção: “Sou feminista desde os oito anos porque todas as mulheres têm o direito de ser felizes. Mas também por outra razão: porque todas as crianças têm o direito de ter mães felizes”.


Este último argumento, de grande simplicidade, caiu na sala como uma evidência desarmante. E ali todos compreendemos que não pode haver infância feliz sem mulheres livres. 



Fátima Vieira

Vice-Reitora para a Cultura e Museus

A Casa Comum convida para uma maratona de edição ao som dos anos 80

A Editatona Cybertrip nos ‘80 acontece a 12 de  novembro e propõe uma viagem pela cena musical do Porto nos anos oitenta. Entrada livre. 

Foto: DR

A Editatona (maratona de edição) Cybertrip nos ‘80 propõe um exercício de partilha. O objetivo é a criação de um roteiro coletivo do que foi o Rock no Porto nos anos oitenta. A iniciativa acontece no próximo dia 12 de novembro, das 10h00 às 21h00, na Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto, precisamente no local onde se encontra a exposição Uma Viagem pelo Asfalto. O Rock no Porto nos anos 80.


Vamos cruzar histórias? Apanhar o fio daquela meada que, entretanto,  ficou esquecida numa qualquer gaveta que o tempo fechou? Ao lado das  fotografias empoeiradas e das cassetes que podemos já nem ter como ouvir? Queremos que seja colaborativa, esta viagem pelo asfalto da memória cultural e musical do Porto. E vamos ter ajuda. Já lá iremos.


Editatonas são, como o próprio nome indica, maratonas de edição presenciais que têm como objetivo melhorar os conteúdos de projetos como o Wikipédia e o OpenStreetMap,  sendo os editores convidados a contribuir para o desenvolvimento de um tema ou conteúdo. Importará referir que muitas das comunidades Wikimedia promovem a representatividade de grupos sub-representados. Trata-se também, no fundo, de capacitar as comunidades para que saibam contar as histórias,  contribuindo, assim, para um conhecimento mais inclusivo. O arquivo digital é, pois, preservado, e as narrativas locais ampliadas.


Durante todo este evento-oficina, uma equipa de apoio estará  disponível para orientar os participantes na criação, tradução, expansão  e melhoria de artigos relacionados com o tema. A trip é  aberta! O que significa espaço para acolher temas, percursos e memórias. Pede-se apenas, e para facilitar a logística da partilha, que cada um  possa também trazer os seus materiais e o computador.


A iniciativa é organizada por Luís Trigo,  investigador do CODA – Centre for Digital Culture and Innovation da  Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP) e do CLUP – Centro de Linguística  da Universidade do Porto; Tiago Assis, professor e investigador na Faculdade de Belas Artes da U.Porto (FBAUP),  onde trabalha na área da Educação Artística; e André Barbosa,  um dos fundadores e atual presidente da Wikimedia Portugal. A iniciativa  envolve também o CODA, a Wikimédia Portugal, o IS UP – Instituto de  Sociologia da U.Porto, o KISMIF, o i2ADS – Instituto de Investigação em  Arte, Design e Sociedade, para além da Casa Comum da Reitoria da  U.Porto, a FLUP e a FBAUP.


Este evento está integrado no programa paralelo da exposição Uma viagem pelo asfalto. O rock no Porto nos anos oitenta, patente na Casa Comum da Reitoria da U.Porto até ao dia 22 de novembro de 2025. 


Fonte: Notícias U.Porto

A Casa Comum apresenta "Salão Piolho - Cineconcertos"

Iniciativa propõe uma tarde/noite de 15 de novembro recheada de clássicos do cinema mudo com música ao vivo. A entrada é livre. 

A obra da francesa Alice Guy-Blanché (1973-1968) será o mote para uma conversa sobre as "Mulheres no Cinema". Foto: DR

É um programa que promete passar clássicos do cinema mudo, acompanhados de música ao vivo e não só, numa mistura que atravessa tempos e estilos sonoros. No próximo dia 15 de novembro, sábado, das 15h00 às 21h30, abrem-se as cortinas da Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto para a apresentação do Salão Piolho – Cineconcertos, promovido pela INATEL em parceria com a U.Porto. A entrada é livre.


O pano sobe às 15h00 e, do palco, vai sair um simpático roedor que todos conhecemos. Hey Mickey, Let’s play! Como o nome indica, o programa arranca com um conjunto de curtas-metragens protagonizadas por Mickey Mouse: Steamboat Willie e Plane Crazy (1928); The Barn Dance e Wild Waves (1929); e The Mad Doctor (1933).


As curtas serão acompanhadas por Tomara, projeto a  solo do músico, produtor e realizador Filipe C. Monteiro. Com mais de 20  anos de carreira, colaborou com artistas como Sérgio Godinho, Márcia e  Rita Redshoes. Nesta tarde de sábado, irá, então, revisitar cinco  clássicos da Disney, criando novas bandas sonoras que aproximam estes  filmes de um público contemporâneo.

Steamboat Willie será uma das cinco curtas protagonizadas pelo Rato Mickey que vão passar pelo "Salão Piolho - Cineconcertos" (Foto: DR)

Duas horas depois, às 17h00, vai valer a pena ouvir falar de “Mulheres no Cinema – Uma história por reEscrever”. Moderada por Anabela Mota Ribeiro, esta conversa contará com a presença de Regina Pessoa (realizadora e produtora) e Ana Catarina Pereira, professora de Cinema na Universidade da Beira Interior.


A obra de Alice Guy-Blaché, que teve início em 1896 e  que se estima em centenas de filmes, a maioria deles desaparecidos, é o  mote para esta conversa que pretende trazer à luz a invisibilidade do  papel da Mulher na história do Cinema.


Após o jantar, é hora de regressar à Casa Comum, pelas 21h30,  para assistir a um conjunto de curtas-metragens de Alice Guy-Blanché.  Embora não ocupe, ainda, um lugar de grande visibilidade na história da 7.ª Arte, foi uma das primeiras realizadoras de cinema e pioneira na narrativa cinematográfica. Une Histoire Roulante, The Detective’s Dog, Falling Leaves, Algie, the Miner e The Ocean Waif serão as propostas para o programa da noite intitulado "Uma Mulher no Cinema".


A música ao vivo será da responsabilidade de Inês Condeço, pianista e compositora portuguesa que mistura piano, voz e eletrónica numa linguagem etérea e experimental. O seu álbum Lacuna (2024) explora delicadeza, intensidade e inovação sonora.

The Ocean Waif é um dos cinco filmes de Alice Guy-Blanché que vão ser exibidos ao som do piano e voz de Inês Condeço. (Foto: Frederico Cordeiro Ferreira)

O grande objetivo desta iniciativa é proporcionar um novo olhar sobre  imagens centenárias e modernas, convidando o público a redescobrir o  cinema através da música e da partilha! A entrada é livre, limitada à  lotação do espaço.


A programação do Salão Piolho – Cineconcertos INATEL vai passar por diferentes espaços da cidade. Para mais informações, consultar o website do evento. 


Fonte: Notícias U.Porto

Revista Pá - Poesia & Outras Artes premeia trabalhos de Literatura e Artes Plásticas

Entre todos os contributos (meia centena) recebidos, foram escolhidos dois primeiros prémios e uma menção honrosa  para cada categoria.

Os trabalhos premiados serão publicados no número dois da Revista PÁ - Poesia & Outras Artes. Foto: DR

Foi o tema do Bem-Estar que nutriu o exercício criativo. Da palavra à imagem, entre “profissionais, aprendizes e amadores” a Revista PÁ – Poesia & Outras Artes recebeu meia centena de contributos. Foram atribuídos dois primeiros prémios ex aequo e duas Menções Honrosas para as categorias da Literatura e das Artes Plásticas e da Imagem.


Foi, sensivelmente, entre os “dois pontos” que separam “o enigma de uma curva” que depositámos o Primeiro Prémio aequo na categoria de Literatura., atribuído a Impaciento-me, de Luís Fleming, e Entre dois pontos, de Afonso Curval. Passamos a explicar. Quantos pensamentos cabem enquanto viajamos de um a outro ponto? Também podemos não pensar em nada. Apenas sentir… Num exercício de meditação ativa de quem caminha enquanto não está “em nenhum”, explica Afonso Curval. Já Luís Fleming sabe que o impacienta ter de ir “direto ao assunto”. Porque é, precisamente, no “enigma de uma curva” que se reconcilia consigo  próprio. Ou na “infalível linha de fuga” que se desenha com “o riso”.


Há histórias que libertam aquele cheirinho a café, que se sente, às  vezes, ao passar na rua. Trazem os sons da cidade em hora de ponta e  deixam entrar o sol que aquece os corpos. Como o do artista que, ao  final da tardinha, está na praça a tocar Trombone. E põe os casais a dançar, “enlaçando-se um no outro para mostrar que, soprasse ou não o trombone, a música tocava mesmo era lá dentro dos corpos”. Trombone, de Pâmela Pedra, venceu a Menção Honrosa na categoria de Literatura.


Cada um tem uma forma própria de construir e nutrir o seu espaço de  conforto e bem-estar. Exercício preventivo nomeadamente para aqueles  dias que levamos (ou que nos levam a nós) em catadupa. O entusiasmo e as  emoções sucedem-se quando o que queríamos mesmo era esticar as horas e  saborear cada momento como fazemos com um gelado ou os últimos raios de  um dia de sol. Ao final do dia, o corpo esmorece da cadeira, e os braços  sucumbem a um cansaço que é, sem dúvida, feliz. Outras vezes, é para  uma mesa repleta de familiares e amigos que corremos. Mesas de sorrisos e  beijos em abundância. Onde os olhares se desviam dos ponteiros do  relógio e as mãos e os braços se entrelaçam. Até os anjos vêm assistir a  esta dança que nos lembra que é a rede de afetos que nos salva. Cansaço, de Beatriz Figueiredo, e Tempo de anjos e jantares, de Ricardo Pereira, arrecadaram o Primeiro Prémio aequo na categoria de Artes Plásticas e da Imagem.

Cansaço, de Beatriz Figueiredo. Foto DR

Tempo de anjos e jantares, de Ricardo PereiraFoto: DR

De uma linha do horizonte expande-se o céu e a terra. Ou a imensidão  do céu e do mar. À mesma velocidade que nos soa a sonho, apetece tocar  com os dedos naquele granulado de texturas. Entre tantas outras  possibilidades, é neste limbo sensorial que poderemos ficar quando estamos perante Memória descritiva02 – Espaço e Tempo, o trabalho de Dinis Liberato, que recebeu também uma Menção Honrosa, também na categoria de Artes Plásticas e da Imagem.


Os melhores trabalhos, entre outros, serão publicados no próximo número dois da Revista PÁ – Poesia & Outras Artes. Os primeiros prémios receberão um valor pecuniário de 300 euros cada.


A Revista PÁ é uma iniciativa da Casa Comum / Projeto de Intervenção Cultural, e da U.Porto Press / Editora da Universidade do Porto


Fonte: Notícias U.Porto

Queres vir comigo à Casa Comum?

Formas de fazer um convite há muitas... Mas  nenhuma como a proposta pelo espaço cultural localizado na Reitoria da  Universidade do Porto.

Foto U.Porto

É um convite para quem quer construir novas memórias. Melhor ainda,  para quem quer construir novas memórias partilhadas. Ou a experiência  não fosse melhor quando partilhada com quem mais gostamos. Foi por isso  que a Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto criou uma nova forma de enviar um convite: Queres vir comigo?


Pode ser por carta, bilhete postal, bilhete enrolado em forma de  tubinho que se sopra de dentro de uma esferográfica, ou até, um  aviãozinho de papel… O importante é querer convidar alguém de forma  original para que possa ter, connosco, uma experiência que será sempre única e irrepetível.


É tão simples quanto parece. E talvez ainda mais rápido do que o  próprio pensamento. Para quem pretende convidar alguém para vir à Casa  Comum ver uma exposição, ou ouvir um concerto, talvez seja um evento de  poesia ou de “blá, blá, blá”… Não é preciso procurar mais! Basta entrar  no website da Casa Comum e clicar em Queres vir comigo?


Depois de clicar no envelope, é só selecionar o tipo de evento a que  se destina o convite e escrever a data e a hora. E que tal personalizar  um pouco a mensagem? Também há um espaço para isso. Por fim, só falta  enviar para o e-mail ou número de telefone do ou da feliz contemplado  (a).


Abrir o convite vai ter quase o mesmo sabor das cartas que aparecem  cada vez menos na caixa de correio lá de casa. E quanto mais criativo o  convite, mais difícil será dizer que não. Escrever o convite numa folha  de papel, meter dentro de uma garrafa e atirar ao mar seria mais  original? Seria… Mas dificilmente saberia quem vai aceitar o convite.

Sobre a Casa Comum

Inaugurada em abril de 2019, no primeiro piso da Reitoria da U.Porto, em plena baixa do Porto, a Casa Comum apresenta-se como um espaço diferenciador na oferta cultural da cidade.

Seis anos após a sua inauguração, a Casa  Comum é já um espaço de referência na oferta cultural da cidade do  Porto. (Foto: U.Porto)

“Equipada” com um auditório, duas salas de exposições e uma sala de videoarte, a Casa oferece uma programação regular e diversificada de eventos – concertos, performances, exposições, mesas redondas, aulas abertas, workshops, sessões de cinema, entre outros – através da qual se pretende dar especial visibilidade aos trabalhos dos estudantes e docentes da  U.Porto, mas também a outros talentos e figuras consagradas.


A par das atividades programadas, a Casa está aberta de segunda-feira  a sexta-feira, das 10h00 às 17h300, para todos os que pretendam usufruir  do espaço, para ler, trabalhar ou conviver.


Para mais informações, consultar o portal da Casa Comum.


Fonte; Notícias U.Porto

Novembro na U.Porto

Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.

Uma viagem pelo asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | EXPOSIÇÃO

Até 22 NOV'25 
Exposição | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui 

Uma Viagem pelo Asfalto. O Rock no Porto nos anos 80 | PROGRAMA PARALELO DE EVENTOS

Até 22 NOV'25
Programa | Vários locais
Entrada livre. Mais informações aqui 

"Intimismo" | Exposição de Juan Ricardo Nordlinger

Até 22 NOV'25
Exposição | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui

A TERCEIRA PALMEIRA, Desenhos e outras interrupções

Exposição | Casa Comum
Até 22 NOV'25 
Entrada Livre. Mais informações aqui 

O Surpreendente Silêncio dos Homens, de Rita Ferro | Apresentação de livro

11 NOV'25 | 18h30
Apresentação de livro | Casa Comum
Entrada livre. Mais informações aqui

Cybertrip nos ‘80 | EDITATONA, maratona de edição

12 NOV'25 | Das 10h00 às 21h00
Maratona de edição | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Visita Guiada à exposição Intimismo

13 NOV'25 | 17h00
Visita Guiada | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Performance e Identidade Cidadã, de Josefina Fuentes | workshop em diálogo com a exposição A Terceira Palmeira

13, 14, 20 e 21 NOV'25 | 18h00 
Workshop | Casa Comum 
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui

Salão Piolho | Ciclo de cineconcertos

15 NOV'25 | 15h00, 17h30, 21h30
Cineconcertos, conversa | Casa Comum 
Entrada Livre. Mais informações aqui

Colectivo de Poesia - Poetas a várias vozes na Casa Comum | Cecília Meireles

18 NOV'25 | 21h30
Poesia | Casa Comum 
Entrada Livre. Mais informações aqui

Tardes de Matemática | A descoberta de Neptuno

22 NOV'25 | 16h00
Palestra, ciência | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025

11 DEZ'25 | 19h00
Literatura | Casa Comum e ASCIPDA
Entrada Livre. Mais informações e inscrição aqui 

LOUREIRO 100. ARQUITECTURAS DE REPRESENTAÇÃO

De 8 NOV'25 a 21 FEV'26 
Exposição | Fundação Marques da Silva
Mais informações aqui 

Exposição LOBO2526GLER

De 11 NOV'25 a 04 JAN'26
Exposição | Galeria da Biodiversidade
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Gemas, Cristais e Minerais

Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Corredor Cultural

Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
Mais informações aqui

MHNC-UP apresenta o fascinante (e incompreendido) mundo do Lobo

A exposição LOBO2526GLER, da dupla Gémeo Luís –  Eugénio Roda, vai estar patente até 4 de janeiro de 2026, na Galeria da  Biodiversidade – Centro Ciência Viva.

 Foto: DR

“É um convite para usar o espaço como lugar de conversa e  sensibilização, como sala de aula interdisciplinar, como lugar de  encontro e discussão”. É desta forma que o Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto(MHNC-UP) lança o convite à descoberta de LOBO2526GLER, título da exposição da autoria da dupla Gémeo Luís  Eugénio Roda e que vai estar patente, de 11 de novembro de 2025 a 4 de janeiro de 2026, na Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva.


Luís Mendonça (Gémeo Luís, ilustrador) e Emílio Remelhe (Eugénio  Roda, escritor) produzem livros para a infância, para crianças e adultos. A colaboração começou em Macau em meados dos anos 80 na editora Livros do Oriente. Nos últimos 25 anos, o ilustrador e o escritor publicaram em parceria mais de meia centena de livros multilíngues, envolvendo temáticas diversas com ecos sociais, científicos, estéticos,  filosóficos, éticos, ecológicos.


O Lobo tem sido um desses temas: projeto  multifacetado e multidisciplinar – da Ilustração ao Direito, da Biologia  à Literatura – que deu origem durante vários anos a oficinas, edições, palestras, instalações.


Reunindo uma pequena seleção de material ilustrativo e textual, “esta exposição retoma o essencial: convocar os problemas da espécie  humana na relação com a sua e com as outras espécies – perseguição,  exílio, extermínio, desinformação, bullying, equívocos, estigmas, mas também proteção, valorização, harmonização”, apresenta o MHNC-UP.


LOBO2526GLER inaugura no dia 11 de novembro, pelas 18h30.  Após este momento inaugural, a exposição pode ser visitada até 4 de  janeiro de 2026, de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das  14h00 às 18h00 (último acesso: 17h30).


A entrada é livre. 


Fonte: Notícias U.Porto


Exposição sobre José Carlos Loureiro inaugura na Fundação Marques da Silva

Exposição, com curadoria de Luís Urbano e Joaquim Vieira Magalhães, vai estar patente até dia 21 de fevereiro de 2026.

José  Carlos Loureiro e Luís Pádua Ramos, Parque habitacional Luso-Lima.  ©  Fundação Marques da Silva, Arquivo José Carlos Loureiro

Os equipamentos coletivos desenhados por José Carlos Loureiro e pelo Atelier GALP, onde se incluem pavilhões desportivos, centrais  elétricas, espaços religiosos, mercados, escolas ou universidades,  revelam um exemplar cuidado na articulação entre os edifícios e o espaço público, mas igualmente na forte imagem que imprimem aos lugares, figurando como pontos de referência funcional e visual. A par das  encomendas públicas, Loureiro respondeu também a solicitações do sector  privado, desenhando hotéis, centros comerciais, escritórios e vários  edifícios para a mesma "marca" em diferentes locais, de que são exemplo  as estações de serviço, as agências bancárias ou as sedes de  seguradoras. São, por isso, Arquitecturas de representação onde, para além da funcionalidade estrita, interessa explorar a forma como a arquitectura é encenada, isto é, mais do que responderem a um  determinado uso, os edifícios têm como desígnio representar as instituições públicas ou privadas perante a cidade, não se inibindo de  experimentar uma monumentalidade contemporânea.
 
LOUREIRO 100. ARQUITECTURAS DE REPRESENTAÇÃO, exposição com curadoria de Luís Martinho Urbano e Joaquim Vieira Magalhães, integra-se no programa de atividades   destinadas a comemorar os 100 anos do nascimento do Arquitecto José Carlos Loureiro, que inclui exposições, conferências,  visitas e a publicação de um livro com a sua vasta obra. LOUREIRO 100 é uma iniciativa conjunta da Fundação Marques da Silva, do Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende e da Câmara Municipal da Maia, com o apoio da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea, Direcção Geral das Artes, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e Ordem dos Arquitectos.


Paralelamente à exposição estão previstas duas visitas guiadas pelos curadores. A primeira visita, no dia 10 de janeiro às 17h00, será à própria exposição. A segunda visita, no dia 7 de fevereiro, às 15h00, será à Central da Tapada do Outeiro, obra de referência do arquiteto José Carlos Loureiro.


A exposição inaugurou no passado dia 8 de novembro, no Palacete Lopes Martins (Praça do Marquês de Pombal), e vai estar patente até dia 21 de fevereiro de 2026, de segunda-feira a sábado, das 14h às 18h. A exposição terá acesso gratuito para jovens menores de 18 anos e estudantes universitários. As condições de acesso estão disponíveis no website da Fundação Marques da Silva.

Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum

178. cinco mil duzentos e sessenta e três, quinze e vinte e quatro, Rui Sobral

 “cinco mil duzentos e sessenta e três, quinze e vinte e quatro”, de Rui Sobral, in noturnos, 2025, p. 36.

5. História cigana e justiça social – o que falta fazer? 

No quinto episódio do podcast Dos Outros Ninguém Sabe: História dos Portugueses Ciganos,  conversamos com Teresa Vieira, socióloga, mediadora intercultural e uma  voz ativa na defesa dos direitos das comunidades ciganas em Portugal. A  conversa aborda a importância da presença da história e da cultura  cigana nos currículos escolares, a necessidade de se produzir referências e  valorizar a memória cigana e as relações entre história cigana e  justiça social. Este podcast é uma iniciativa de investigadores/as da FLUP e  do ISCTE, desenvolvida no âmbito do Estudo Nacional das Comunidades  Ciganas (2023.10572.CIG), financiado pela FCT, AIMA e CES.


Mais podcasts AQUI


A Música voltou a unir aqueles que a U.Porto juntou

"A Música que nos Une" foi o tema do Encontro Alumni U.Porto 2025, que juntou dezenas de antigos estudantes no Círculo  Universitário do Porto.

Dezenas de antigos estudantes da Universidade do Porto participaram, no passado dia 31 de outubro, no evento “A Música que nos Une”, organizado pelo Núcleo Alumni da U.Porto.


Neste “regresso a casa”, e ” “embalados” pelas vozes de três Coros  de Alumni da U.Porto – o Coro dos Antigos Orfeonistas, o Coral de Letras e o Coro Alumni ICBAS -, antigos estudantes de várias gerações tiveram a oportunidade de (re)encontrar colegas e  amigos, com quem partilharam momentos marcantes da sua experiência na  Universidade.


“Os antigos estudantes são a grande riqueza de uma universidade. E a  U.Porto não é exceção. Daí termos a preocupação de manter os antigos  estudantes próximo da Universidade e envolvidos nas suas atividades. (…)  Este encontro vai nesse sentido”, refere José Manuel Varejão, Pró-Reitor da U.Porto responsável pelos pelouros da Comunicação e Alumni.


Para além das atuações musicais, o Encontro Alumni U.Porto 2025  incluiu também a cerimónia de entrega de prémios da 2.ª edição do  concurso de fotografia “Alumni U.Porto pelo Mundo”.


Fonte: Noticias U.Porto

Alunos Ilustres da U.Porto

Carlos Barreira

 Carlos Barreira. Foto: Fernando D C Ribeiro

Carlos Alberto Pinto Barreira nasceu em Chaves, a 4 de março de 1945; tinha 6 anos quando se fixou com a família em Moçambique.


Ali passou a infância e a juventude. Com o tio Augusto César começou a desenvolver, por brincadeira, mecanismos que foram uma referência na sua carreira futura, e recebeu motivação dos professores de Técnicas Manuais para se ligar às práticas oficinais.


Em 1965 regressou a Portugal para continuar os estudos no Porto; primeiro, na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis, depois na Escola Superior de Belas-Artes do Porto (ESBAP,1968).


Durante a formação na ESBAP beneficiou de uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian (1969-1973). Nesse tempo, conviveu com outros artistas plásticos, como Jorge Pinheiro, Gustavo Bastos, Eduardo Tavares, José Rodrigues, Alberto Carneiro, Ângelo de Sousa, Zulmiro de Carvalho e ainda Manuel Cabral e Guilherme Camarinha, fez parte da Associação de Estudantes e ganhou vários prémios: o Prémio "Fernando de Castro", o prémio "Teixeira Lopes", por duas ocasiões, e o Prémio da Fundação Engenheiro António de Almeida, para a melhor classificação no curso de 1973.


Em 1972 iniciou a atividade como designer gráfico no gabinete de Estudos e Projectos João Baptista, com José Grade, Fernando Pinto Coelho e Luís Casal, e como cenógrafo e figurinista, tendo trabalhado com o Teatro Experimental do Porto até 1978; e concluiu o Curso Geral de Escultura com a obra "Um metro cúbico contém uma infinidade de metros quadrados".


No ano seguinte terminou o Curso Complementar de Escultura, e, pela primeira vez, vendeu uma obra da sua autoria, no leilão de final do curso, tendo em vista reunir fundos para a viagem de finalistas.


Em 1974 participou no I Encontro Internacional de Arte, em Valadares e associou-se ao "Manifesto de Vigo", que também teve como signatários Egídio Álvaro, P. A. Hubert, Serge III Oldenburg, M. Moucha e João Dixo.


Nos dois anos subsequentes integrou o Projeto SAAL (Serviço Ambulatório de Apoio Local), assumindo a responsabilidade técnica da brigada do Seixo, em S. Mamede de Infesta.


Em 1977 passou a integrar o quadro de professores da ESBAP (Professor Agregado em 1988, e Professor Associado em 2000), e em 1978 ajudou a fundar a Bienal de Cerveira. Nesta Escola colaborou com os colegas Zulmiro de Carvalho e Carlos Marques na renovação do ensino de Escultura e participou em Assembleias, Conselhos Pedagógicos e Científicos e em júris de provas académicas, como aconteceu com a agregação de Amaral da Cunha, Artur Moreira e Jorge Ulisses. Foi, também, Professor Residente da Academia Kassel, na Alemanha, e participou como docente na Oficina de Canteiros, promovida pela Pedra a Pedra, e realizada no Solar dos Condes de Resende, em Canelas, Vila Nova de Gaia (1986). 


Escultura II (2011) - Metal e madeira grafitada - 75x44x28 cm - Em depósito no Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso - Fotografia de Filipe Barreira

A sua obra escultórica, caracterizada por engenho, sentido de humor e intervenção social, está dividida em 7 séries (Primeiras Máquinas, Máquinas de Bater Palmas, Pedras Bulideiras, Searas Mecânicas, Atrito Nulo, Obras Públicas e Obras de Pequeno Formato), tem vindo a ser exposta em Portugal e no estrangeiro, desde o início dos anos 70, de forma individual e coletiva, e integra coleções privadas e locais públicos dos continentes Europeu e Africano.


Da sua produção nas áreas do Design Gráfico e de Equipamentos podem enumerar-se os catálogos da I e da VII Bienal de Cerveira, e os trabalhos realizados para a RAR, a partir de 1977, e nos domínios da Cenografia e do Figurinismo, a ampla colaboração com grupos de Teatro amadores (Roda-Viva, Banzé, Saltimbancos, Arte e Imagem) e profissionais. Para o Teatro da Comuna fez uma Máquina de Cena (1981), para a Seiva Trupe criou a cenografia e o programa da representação de O Vendedor de Milagres, de Gabriel Garcia Marquez (1993), e a cenografia, o programa e o cartaz da peça Á espera de Godot, de Samuel Beckett (1998). Foi responsável pela cenografia de Mais Mar Houvesse, de Joaquim Castro Caldas com encenação de João Paulo Seara Cardoso, apresentada no Teatro Rivoli, e promovida pela Comissão Municipal Infante 94, e de Dias Felizes, de Samuel Beckett, representada pelo Cendrev, Teatro Garcia de Resende, Évora (2009).


Carlos Barreira recebeu importantes distinções, como o Prémio Fundação Engenheiro António de Almeida, o Prémio de Escultura Sonae (1996), o Grande Prémio da X Bienal de Vila Nova de Cerveira (1999) e o Prémio de Aquisição da Sociedade Nacional de Belas Artes.


U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto - Carlos Barreira: Prémios/Exposições


Carlos Barreira


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