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PRELÚDIOSAdoro stationery (causa mais impacto dizê-lo em inglês; perderia o encanto se dissesse que gosto de artigos de papelaria). Quando vou a um congresso, a primeira coisa que faço é abrir o tote bag (aqueles sacos de pano) e espreitar o merchandise (os brindes promocionais). Tenho um fraquinho por canetas e lápis, que vou colecionando no fundo das minhas mochilas. Confesso que não sou doida pelos event lanyards (as fitas coloridas personalizadas dos eventos) com os ID tags (os crachás de identificação) pendurados. Agradam-me as eco bottles (garrafas reutilizáveis para enchermos com água), – mas mais ainda os insulated tumblers (copos térmicos), perfeitos para manter o chá dos coffee breaks bem quente ao longo do dia. Mas do que gosto – verdadeiramente – é dos notebooks. Sim, sou perdida por cadernos. Desde pequena que sou assim. Lembro-me da excitação de cada novo ano letivo. Não se devia apenas à ânsia de reencontrar os amigos depois de quase quatro meses de férias – era também por causa dos cadernos que poderia estrear. A minha mãe preparava-os religiosamente para a cerimónia: vestia-lhes uma capa de plástico transparente, escrevia o nome de cada matéria com letra desenhada numa etiqueta bordejada com dois grossos traços bordeaux e, por baixo, o meu nome e número de turma. Como sou Maria de Fátima, andei sempre entre os n.ºs 16 e 22. Em pequena, gostava de números pares. Dava-me serenidade confirmar, a cada início de ano letivo, que continuava no intervalo de segurança desses números. Aprendi a gostar dos ímpares mais tarde – quando percebi que a instabilidade que me suscitam é um convite a arriscar.
Quando era pequena, o que me fascinava não era propriamente a beleza dos cadernos. Os que a minha mãe me comprava na secretaria do colégio, com capa azul-céu ou cor-de-tijolo, com um desenho discreto lavrado, eram mais bonitos do que os que havia à venda nas papelarias, mas em nada se comparavam com o sortido de que hoje dispomos. O que me interessava eram as portas que cada caderno me abria: aritmética, história, português – as minhas disciplinas preferidas. Mais tarde, já adolescente, cobria os cadernos com autocolantes e recortes de revistas ou jornais antes de os vestir com papel transparente autocolante. Era a minha forma de me afirmar cool – e proteger do olhar reprovador dos meus colegas cábulas as palavras que me faziam crescer. Na maioria das vezes, resultava.
Na faculdade, troquei os cadernos cosidos por uma capa de argolas, que ia preenchendo com apontamentos de cada uma das cinco cadeiras. No final de cada semana, distribuía as folhas por cinco pastas de arquivo. Tinha de ser assim – não conseguia prever o que, em cada ano, iria aprender. E quando comecei a dar aulas e a fazer investigação, passei a anotar tudo em fichas de arquivo, que transportava obsessivamente – não fosse deparar-me, inesperadamente, com um livro interessante ou um artigo de revista incontornável. Mas hoje é diferente. O mundo dos cadernos viu-se substancialmente expandido quando passou a ser dito em inglês.
Os notebooks personalizados para os eventos apresentam-se em formatos e cores variados. Alguns são tão bonitos que não me atrevo a utilizá-los para as notas dos congressos. Levo-os para casa, coloco-os em cima da mesa de trabalho e olho-os todos os dias, tentando adivinhar-lhes a vocação. Alguns nasceram, claramente, para acolher notas de participação oral em mesas-redondas – são os de aspecto mais institucional, brancos ou pretos, muitas vezes de capa dura, com um logotipo gravado. Outros esperam que eu leia um livro que se torne uma referência – daqueles que nos desafiam a pensar o mundo de novo. Esses notebooks são sérios, de capa escura, talvez azul-marinho ou cinzenta, e pedem sublinhados rigorosos e notas densas. Por fim, há os notebooks sem linhas, para ideias luminosas. Têm capas moles, em tons escaldantes, mas suaves ao toque – são sóis que nos desafiam a que os toquemos. Vejo esses cadernos como prelúdios.
Talvez seja por isso que gosto tanto de stationery. Em cada caderno, uma possibilidade que se insinua - saiba eu emprestar-lhe as palavras certas para se fazer lugar.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
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Do romantismo russo à exuberância tropical em 24 horasSergei Rachmaninov e Carmen Miranda são as personagens em foco nos dois concertos agendados para 28 e 29 de novembro, no auditório da Casa Comum. (Foto: Egidio Santos/U.Porto) São duas propostas musicais completamente distintas mas que, cada uma à sua maneira, prometem conquistar os “moradores” da Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto. De um lado, a intensidade romântica das canções de amor de Rachmaninov; do outro, a energia contagiante dos ritmos brasileiros que eternizaram Carmen Miranda. Dois universos sonoros para (re)descobrir por todos os que aceitarem o convite. Rachmaninov – Canções de amorNa tarde de 28 de novembro, às 18h00, o pianista Nikolay Pestov acompanha as vozes de Dmitrii Grinikh, barítono, e Sara Vujošević Jovanović, soprano, que nos trazem a expressão dramática do amor em língua russa com as canções (románsy) de Sergei Rachmaninov (1873–1943). Entre 1890 e 1916, Rachmaninov escreveu 83 canções de amor baseadas nas palavras de importantes poetas russos, como Alexander Pushkin, Anton Chekhov, Afanasy Fet ou Galina Galina, ou até de alemães traduzidos para russo, como Heinrich Heine. Para este recital, os músicos escolheram uma seleção que abrange desde as obras do período de estudante de Rachmaninov até à finalização dos seus 15 Romances (1906), escolhendo não se aventurar nas composições mais tardias. É de pouca importância: a variedade do acompanhamento pianístico e o interesse melódico das canções escritas nestes 16 anos ilustram plenamente o romantismo russo segundo Rachmaninov.
A segunda parte do concerto será dedicada a uma seleção dos 24 prelúdios que Rachmaninov escreveu para piano, obras que serão eventualmente mais familiares para os ouvintes, nomeadamente o “Prelúdio para piano op. 3, n.º 2”, de Morceaux de Fantasie. Nikolay Pestov movimentar-se-á, e decerto com elegância, entre a escrita decididamente romântica destas primeiras obras até à linguagem mais depurada dos Treze Prelúdios, escritos em 1910, dos quais o n.º 10, em si menor, era o favorito do compositor.
Nikolay Pestov traz à Casa Comum as canções de amor de Rachmaninov. (Foto: DR) Carmen Miranda – 70 AnosNo dia seguinte, 29 de novembro, às 21h30, Rodrigo Alzuguir (voz e piano), Anahi Nogueira (voz), Walter Lopes (violão) e Yuri Reis (cavaquinho e percussão), oferecem uma paisagem sonora radicalmente diferente, constituída por uma seleção das canções que Carmen Miranda (1909–1955), com o seu estilo alegre e exuberante, interpretou. Falamos de sambas, marchinhas e batuques que vários compositores – como Assis Valente, Ary Barroso, Dorival Caymmi ou Sinval Silva – escreveram para a “Pequena Notável”. Contudo, este concerto irá para além do programa musical, uma vez que Rodrigo Alzuguir é o investigador/produtor/músico responsável pelas “Quintas Brasileiras” da Casa Comum, autênticas aulas-concerto que permitem descobrir as variadas músicas do Brasil, os seus criadores e o contexto social e histórico em que surgiram. O discurso bem informado, cativante e apaixonado de Rodrigo Alzuguir é complementado pela execução ao vivo de canções-chave que nunca deixam de suscitar largos aplausos da audiência.
Rodrigo Alzuguir celebra na Casa Comum a música de Carmen Miranda. (Foto: DR) Este concerto não será certamente, do ponto de vista informativo, uma “Quinta Brasileira”, uma vez que a música ocupará um espaço predominante, mas, ao longo da sessão , Rodrigo Alzuguir não deixará de conduzir os ouvintes, através de curtas intervenções e de imagens, pela vida de Carmen Miranda – portuguesa e brasileira que se tornou um fenómeno de impacto mundial. A conceção artística do espetáculo “Carmen Miranda – 70 anos” é partilhada por Rodrigo Alzuguir e Carol Miranda.
Ambos os concertos têm entrada livre.
Fonte: Notícias U.Porto
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U.Porto foi aos Açores mostrar o caminho para promover a Cultura no ensino superiorO VI Encontro Nacional Universidade e Cultura decorreu nos dias 13 e 14 de novembro, na Universidade dos Açores, em Ponta Delgada. A U.Porto apresentou três projetos pioneiros neste encontro que juntou instituições de ensino superior de todo o país. Foto: DR
A Prescrição Cultural, o Observatório para a Cultura e o projeto Estratégico para as Artes e a Cultura no Ensino Superior foram os projetos apresentados pela Universidade Porto no VI Encontro Nacional Universidade e Cultura que decorreu dias 13 e 14 de novembro, nas instalações da Universidade dos Açores, em Ponta Delgada. Uma iniciativa conjunta do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e do Plano Nacional das Artes, este encontro – anteriormente realizado nas universidade do Porto (primeira edição), Nova (em Lisboa), da Beira Interior (Covilhã), Coimbra e Évora – proporcionou dois dias dedicados aos projetos estratégicos para as artes e a cultura no ensino superior.
Integrando o painel dedicado à Cultura no Ensino Superior: Projetos e Políticas Transversais, a Prescrição Cultural no Ensino Superior foi o tema apresentado por Fátima Vieira, Vice-Reitora da U.Porto, presidente da Comissão Especializada em Arte e Cultura do CRUP e membro do Conselho Estratégico do Plano Nacional das Artes.
Cruzando cultura, bem-estar e saúde mental, este projeto-piloto, inédito a nível nacional, afirmou-se em três eixos: a criação da unidade curricular de Prescrição Cultural com estudantes de diferentes áreas numa abordagem interdisciplinar e prática; a formação intensiva para profissionais da saúde e da cultura, promovendo o diálogo entre setores; e a dinamização de ações de sensibilização com a comunidade através dos Laboratórios Artísticos, integrados no Programa Arte, Cultura e Bem-Estar da U.Porto. Destas iniciativas resultaram propostas com potencial de implementação em contextos reais, reforçando o impacto transformador da prescrição cultural na vida das pessoas e das instituições.
O Observatório para a Cultura no Ensino Superior foi outro dos projetos em destaque, neste caso apresentado por João Teixeira Lopes, docente na Faculdade de Letras da U. Porto (FLUP) e Inês Barbosa, docente da FLUP e investigadora principal do Observatório de Arte e Cultura no Ensino Superior.
Trata-se de mais um projeto-piloto que nasce na U.Porto e que pretende alargar-se a nível nacional. Para além de mapear e diagnosticar iniciativas, espaços, agentes e projetos, deste Observatório de Arte e Cultura nas Universidades espera-se também a capacidade de “dar visibilidade às práticas artísticas e culturais que acontecem em contexto universitário”, assim como “conectar, criar redes colaborativas e dinamizar iniciativas”.
Já Andréa Rizzotto Falcão falou sobre o Projeto Estratégico para as Artes e a Cultura no Ensino Superior. A coordenadora do GT3 – Políticas Culturais do FORCULT Nacional, é responsável por pesquisas sobre políticas culturais na instituições de ensino superior no Brasil. É, atualmente, estudante de pós-doutoramento na U.Porto, onde desenvolve o projeto de investigação intitulado, precisamente, Políticas de Arte e Cultura nas Instituições Públicas de Ensino Superior em Portugal, no âmbito do grupo de investigação “Mapping Utopianisms” (CETAPS / FLUP / U.Porto), realizado em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Artes da Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, como bolsista do MCTI/CNPQ.
O VI Encontro Nacional Universidade e Cultura decorreu no edifício da Reitoria da Universidade dos Açores, em Ponta Delgada. (Foto: DR)
A cultura universitária: do teatro à salvaguarda do património literário e Universidade dos Açores: Uma ponte entre a comunidade e os agentes culturais da região foram os temas que animaram os restantes painéis deste VI Encontro Nacional Universidade e Cultura. Promovido pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) através da Comissão Especializada de Arte e Cultura, este evento pretendeu reforçar o papel das artes como espaço de experimentação e diálogo entre diferentes linguagens, promovendo a ligação entre universidade, comunidade e agentes culturais, sem esquecer a participação dos estudantes nas práticas artísticas, valorizando o seu papel na formação académica e pessoal.
Estes encontros visam promover a vocação cultural das universidades como espaços abertos e transformadores que celebram a diversidade de culturas e fomentam a livre circulação de ideias, bem como uma maior integração e colaboração entre as instituições de ensino superior e as instituições culturais, proporcionando também um acesso mais amplo e diversificado a atividades culturais para os estudantes.
Fonte: Notícias U.Porto
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Novembro e Dezembro na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Rachmaninov — Canções de Amor | Nikolay Pestov, piano, com Dmitrii Grinikh, barítono, e Sara Vujošević Jovanović, soprano
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Ciclo "A Muitas Vozes" | As Vozes de Manhouce
29 NOV'25 | 15h30 e 18h00 Workshop, concerto | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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Carmen Miranda – 70 Anos | Concerto com Rodrigo Alzuguir, Anahi Nogueira, Walter Lopes e Yuri Reis
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Um Labirinto, um Homem, uma Mulher
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025
Literatura | Casa Comum e ASCIPDA Entrada Livre. Mais informações e inscrição aqui
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LOUREIRO 100. ARQUITECTURAS DE REPRESENTAÇÃO
Exposição | Fundação Marques da Silva
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Exposição LOBO2526GLER
Exposição | Galeria da Biodiversidade Entrada Livre. Mais informações aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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Hotel Paradoxo estreia no Planetário do PortoPeça de teatro produzida pela Associação Cultural Má-Criação sobe à Cúpula do Planetário nos dias 27, 28 e 29 de novembro. Bilhetes gratuitos. Uma das sessões de dia 28 de novembro é dedicada às escolas e à comunidade U.Porto. Foto: DR
A ação passa-se em 2009, altura em que o observatório Planck é colocado em órbita. Hotel Paradoxo é teatro, mas integra outras linguagens como o cinema e também a astrofísica. Para ver dias 27, 28 e 29 de novembro na Cúpula do Planetário do Porto – Centro Ciência Viva. Entre tantos exercícios de uma hipotética viagem no tempo e no espaço, o protagonista da peça recorda o verão de 2009, quando estava em Lisboa. O cenário é complexo. Há conflitos na Faixa de Gaza e testes nucleares a decorrerem na Coreia. Temos notícia do misterioso desaparecimento, no Oceano Atlântico, de um avião da Air France. E é também por esta altura que o observatório Planck é colocado em órbita, com a missão de investigar os traços da radiação cósmica emitida pelo nascimento do Universo.
Passa-se, então, em Lisboa esta história que envolve dois desconhecidos que se encontram, por acaso, e passam a noite juntos num hotel. Isto acontece, precisamente, no dia em que se registou um dos maiores eclipses totais do século XXI. Quando o dia amanhece, cada um segue o seu caminho, para nunca mais se voltarem a encontrar. O que se segue?
Dá-se início a uma viagem em escala íntima, com pequenos desvios por praias quânticas com vista para o Big Bang e retiros rochosos num futuro longínquo e desprovido de vida.
Produzido pela Associação Cultural Má-Criação, Hotel Paradoxo permite uma experiência híbrida de teatro, cinema e astrofísica. Foi concebida para acontecer num espaço pouco convencional: num planetário, sob a abóbada da sala de projeção. O ator Marco Mendonça contracena com imagens de estrelas, galáxias e fenómenos cósmicos, levando os espectadores para além da última fronteira – e de volta. Um espetáculo com encenação de Alex Cassal, que se assiste como que a olhar para o céu estrelado acima das nossas cabeças.
A estreia acontece às 21h30 de dia 27 de novembro. No dia 28 há uma sessão às 18h00, destinada a escolas e à comunidade U.Porto e outra, para o público em geral, às 21h30. Sábado, dia 29 de novembro, é o último dia em que poderá ver a sessão, será às 17h30.
A entrada é gratuita, mediante levantamento prévio do bilhete na bilheteira do Planetário do Porto (máximo 2 por pessoa), a partir de 20 de novembro. Ou, no átrio do Planetário, 30 minutos antes de cada espetáculo.
Fonte: Notícias U.Porto
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FMUP celebra Natal do Bicentenário com Ópera de Giacomo PucciniEspetáculo protagonizado pela Ópera na Academia e na Cidade (OAC) terá lugar na noite de 6 de dezembro, no Auditório do CIM-FMUP. No âmbito das comemorações do seu bicentenário, a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) vai celebrar o Natal com a apresentação da Ópera Gianni Schicchi, de Giacomo Puccini. O espetáculo irá decorrer no dia 6 de dezembro, às 21h00, no Auditório do Centro de Investigação Médica (CIM-FMUP). Com esta celebração, a FMUP dá continuidade à sua parceria com a Ópera na Academia e na Cidade (OAC). Em palco estarão a Orquestra e solistas da OAC, sob a direção musical do maestro José Ferreira Lobo. A encenação será de Alfonso De Filipis.
Esta será a quinta vez consecutiva que a FMUP brindará a sua comunidade académica com uma ópera ímpar, proporcionando um convívio único entre docentes, estudantes, técnicos e parceiros institucionais.
Em anos anteriores a FMUP foi cenário para a visitação de óperas de compositores de renome, como A Flauta Mágica, O Barbeiro de Sevilha, As Bodas de Fígaro e Don Pasquale.
A parceria entre a FMUP e a OAC, que visa aliar a medicina à cultura e à arte, já permitiu a realização, nos últimos anos, de diversos eventos musicais e a concretização da nova Unidade Curricular Medicina e Música – Para Além da Arte. O espetáculo contará ainda com a participação ativa dos estudantes que frequentam esta UC.
Integrado no programa de comemorações do bicentenário da FMUP, este evento é gratuito e está associado a uma campanha solidária. Todos os inscritos poderão contribuir com um donativo, que reverterá a favor da Responsabilidade Social da FMUP.
As inscrições são limitadas à lotação da sala e obrigatórias, através do preenchimento do respetivo formulário.
Sobre Gianni SchicchiGianni Schicchi é uma ópera cómica em um ato, da autoria do compositor Giacomo Puccini. A história desenrola-se em 1299, em Florença, na Itália. O protagonista é um homem astuto, que, perante a morte do mercador rico Buoso Donati, viúvo e sem descendência direta, elabora um plano para se fazer passar pelo falecido e ditar um novo testamento ao notário. Com o património assim herdado, poderá, com a sua filha Lauretta, oferecer um dote ao namorado, o jovem Rinuccio, e celebrar o amor entre os dois.
Escrita em plena Primeira Guerra Mundial, esta ópera estreou a 14 de dezembro de 1918, no Metropolitan de Nova Iorque, com grande sucesso. A estreia europeia ocorreu menos de um mês depois, a 11 de janeiro de 1919, no Teatro Costanzi, em Roma.
Como explica o musicólogo Bernardo Mariano, “a trama de Gianni Schicchi provém de um episódio contado por Dante na sua Divina Comédia (Inferno, canto XXX) que exemplifica o grau de impostura e fraude a que um ser humano pode incorrer por cobiça”.
Fonte: Notícias U.Porto
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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“virgos”, de Rui Sobral, in noturnos, 2025, p. 98.
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Alumna da Universidade do Porto, Marta Postiga é farmacêutica comunitária, escuteira e voluntária em diversos projetos sociais, representando uma geração comprometida com a saúde, a solidariedade e o impacto positivo nas comunidades. Natural da Póvoa de Varzim, concluiu em 2023 o mestrado integrado em Ciências Farmacêuticas na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP). Durante o seu percurso académico, destacou-se pelo forte envolvimento no associativismo estudantil. Na Associação de Estudantes da FFUP, integrou a Comissão de Curso (2019-2021), foi voluntária do Núcleo de Ação Social (2019-2023) e desempenhou funções na Mesa da Reunião Geral de Alunos, primeiro como secretária (2020) e depois como presidente (2020-2021). A sua dedicação à intervenção comunitária estendeu-se também à Associação Cura +, onde colaborou em projetos como o Porto com + Saúde e exerceu funções de coordenação e vice-presidência (2020-2022). Participou ainda em iniciativas como a Missão País e o projeto APEF Social, reforçando o seu compromisso com o voluntariado e a educação para a cidadania. O escutismo tem igualmente um papel central na sua vida. Escuteira no Agrupamento 994-Caxinas do Corpo Nacional de Escutas desde os 11 anos, tornou-se em 2025 dirigente do CNE, acompanhando crianças e jovens após concluir a formação de três anos. Nos momentos livres, encontra equilíbrio em gestos simples: viajar, caminhar à beira-mar e passar tempo em família. Com um percurso marcado pela dedicação à saúde, à comunidade e à formação de jovens, Marta Postiga demonstra como o conhecimento científico aliado ao voluntariado e aos valores humanos pode inspirar e transformar a sociedade.
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Alunos Ilustres da U.PortoCarlos CarneiroAutorretrato de Carlos Carneiro de 1941 (Centro de Arte Moderna Gulbenkian)
Carlos Carneiro nasceu no Porto a 20 de setembro de 1900 no seio de uma influente família de artistas. Era filho do pintor António Carneiro (1872-1930) e de Rosa Carneiro, irmão de Cláudio (1895-1963), futuro compositor, e de Maria Josefina (1898-1925). Muito cedo mostrou aptidão para o desenho e para a ilustração. Em criança, criava caricaturas, tipos desportistas e copiava obras de outros artistas. Nos primeiros anos da década de 1910 esboçou a revista O Echo, com respetivo arranjo gráfico, concebeu desenhos históricos, inventou um jornal intitulado "O Bexigueiro" e recebeu um prémio de ilustração de O Século.
Por esses anos começou a visitar Paris com regularidade, hábito que manteve ao longo da vida, e do qual ficaram registos nos seus blocos de apontamentos.
Frequentou a Escola de Belas Artes do Porto, onde foi discípulo de seu pai e de Marques de Oliveira e foi colega, entre outros, dos pintores Eduardo Malta (1900-1967) e de Henrique Medina (1901-1988).
Expôs pela primeira vez de forma coletiva em 1919, no Salon dos "Humoristas", com artistas de renome como Almada Negreiros, Jorge Barradas e Eduardo Viana, e estreou-se individualmente em 1924, no Porto.
Ateliê António Carneiro do Museu do Porto
Em 1925 assistiu à inauguração da Casa-oficina António Carneiro, um espaço de habitação e de exposição dotado de dois ateliers, um para o pai e outro para si, que também acolhia uma tertúlia da geração da Renascença Portuguesa. Vinte e quatro anos após a morte do mestre António Carneiro, o edifício foi dividido entre ele e o irmão. Em 1958, a Câmara comprou o seu Salão de Exposição e respetivo recheio e, em 1966, adquiriu as restantes dependências, tendo em vista a instalação de um espaço museológico para exposição das coleções dos pintores António e Carlos Carneiro e de recordações familiares, o qual foi inaugurado em 1973. Em 1991, o Museu foi enriquecido com a doação do espólio dos dois artistas plásticos, oferta de Nuno Carneiro, e remodelado a partir do final dos anos 90. Em 2003, o Museu foi integrado na Rede Portuguesa de Museus, e, atualmente, o renomeado Ateliê António Carneiro faz parte do Museu do Porto. Homem culto e viajado, Carlos Carneiro procurou conhecer a pintura de muitos artistas internacionais e, ao mesmo tempo, criar uma arte independente, que conciliou com outras atividades, como a crónica jornalística e a crítica de arte.
Nunca teve um emprego de horário rígido e não se deixou seduzir pelo ensino. Teve uma vida social intensa, na qual não faltaram amigos, como o escultor Barata Feyo e os poetas Teixeira de Pascoaes, Pedro Homem de Melo e Eugénio de Andrade. Gostava de viajar, de concursos hípicos, de desportos de Inverno e de ler.
Carlos Carneiro faleceu no Porto a 11 de outubro de 1971, vítima de uma síncope cardíaca, e foi sepultado no Cemitério de Agramonte.
A sua obra modernista integra coleções privadas nacionais e estrangeiras (Vigo, Londres, Manchester, Paris, Berlim, Munique, Antuérpia, Chamonix, Genebra, La Lenk, S. Jean de Luz, Dunquerque, Cleveland, etc.) e está representada no Museu do Chiado, em Lisboa, no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no Museu Machado de Castro, em Coimbra, no Museu Malhoa, nas Caldas da Rainha, no Museu Grão Vasco, em Viseu, no Museu Alberto Sampaio, em Guimarães, no Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso, em Amarante, na Câmara Municipal de Matosinhos, e no Museu des Beaux Arts de Mulhouse.
Retrato de José Arroyo, por Carlos Carneiro
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