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FILOSOFIA DA ESPERANÇASempre tive simpatia por Dino d’Santiago. Era uma simpatia por empatia — alimentada por pessoas próximas de quem gosto e que gostam muito dele. Também pesava, na imagem que tinha do músico, aquilo que fui lendo ao longo dos últimos anos sobre os projetos de inclusão que tem promovido. Por isso, quando Paula Guerra – docente da Faculdade de Letras e curadora dos projetos sobre o rock português da Casa Comum – me disse que gostaria que ele fosse co-coordenador da mesa-redonda plenária que eu a havia convidado a organizar, achei que seria uma excelente ideia. Confesso que não conhecia bem a música de Dino d’Santiago. Já tinha ouvido na rádio alguns dos seus êxitos – como “Nova Lisboa” ou “Kriolu” –, mas percebo agora que não tinha as ferramentas certas para os entender. Sou filha dos Dire Straits, dos Queen e dos Supertramp – cresci com outra gramática musical. Para compreender a música de Dino, é preciso disponibilidade e atenção. A sua participação no Congresso Internacional Lugares de Culturas, organizado pela Unidade de Cultura da Reitoria em parceria com a Rede InterCult, proporcionou-me essa oportunidade.
Pouco antes da intervenção do Dino no Congresso, uma Colega da Universidade de Cabo Verde sentou-se ao meu lado, na fila da frente. “O Dino é um filósofo” – disse-me, comovida. Preparei-me para escutar. Comecei por compreender a batida eclética da sua música. A herança cabo-verdiana é um pilar da sua obra, mas os ritmos, melodias e instrumentos tradicionais cruzam-se com marcas do seu percurso de auto-descoberta como músico – em Portugal e no estrangeiro –, registando marcas de soul, R&B ou hip-hop. A sua identidade híbrida, a vontade de construir pontes entre raízes e contemporaneidade, revelam-se nos arranjos modernos e na produção sofisticada. E depois, há a questão da língua – ou das línguas. Dino canta tanto em português como em crioulo cabo-verdiano. Não se trata apenas de uma opção estética: é um gesto de memória, de pertença, de resistência – mas também de construção. As letras das suas músicas revelam feridas da história, mas também uma vontade de cura – afinal, o título do livro que lançou recentemente é Cicatrizes.
A proposta de novos caminhos é visível na letra de “Nova Lisboa”, a música que eu ouvia na rádio sem escutar: De onde veio toda essa gente, eu não sei / Dizem que tamos na moda, ma n ka krê sabê / … / De vender a sodadi ou a morabeza. Não podemos escutar a música sem reconhecer a afirmação de dignidade que nela se inscreve: não se trata de “vender a saudade ou a morabeza [acolhimento e gentileza]” – estereótipos que reduzem a diáspora a exotismo ou nostalgia –, mas de reivindicar uma presença concreta, atual, viva e criativa. Quanto ao refrão, instala-se-nos no cérebro em tom de pergunta: Qualé ideia? Não ouves a tua cidade a chamar por ti? / … / Vem, sente, sente, sente esta nova Lisboa. Como é possível pensar-se Lisboa sem se perceber que foi transformada pelas diásporas africanas, pelos cabo-verdianos, angolanos, moçambicanos, guineenses? Sem se compreender que é uma cidade de múltiplas heranças? Sem se subscrever a reivindicação simbólica de Dino d’Santiago: a da comunidade afro-lusófona como parte integrante e legítima da cidade?
Mas ao mesmo tempo que questiona exclusões, o tom dominante de “Nova Lisboa” é celebratório: é um hino de re-imaginação da cidade, uma tentativa positiva de renegociação pós-colonial. A Colega da Universidade de Cabo-Verde tem razão. Dino é um filósofo: um pensador-artista que propõe ideias, provoca o pensamento, aponta caminhos de transformação coletiva e nos desafia ao diálogo.
Para podermos participar na conversa, contudo, precisamos de praticar uma “escuta consciente”. Dino deixa-nos múltiplas mensagens em muitas outras músicas suas – o álbum Badiu merece ser ouvido do início ao fim. Escutemos, repetidamente, “Voei de mim”, e nele reconheceremos inevitavelmente um gesto existencial, quase terapêutico, que, ao dialogar com o que ainda dói, abre caminho à esperança.
É isso mesmo: Dino d’Santiago é um filósofo da esperança. Compreendo agora por que razão o jornal Expresso o considerou uma das 50 personalidades que poderão vir a definir o futuro do nosso país.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
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Universidade do Porto recorda Mário SoaresConversa com a participação de Artur Santos Silva e Francisco Assis terá lugar a 5 de dezembro, no Salão Nobre da Reitoria. Entrada livre O percurso de Mário Soares será recordado no mesmo local onde recebeu, a 19 de junho de 1990, o título de Doutor Honoris Causa da U.Porto. Foto: DR
Quase no encerramento do ciclo de comemorações do centenário do nascimento de Mário Soares (1924-2017), que tem a data do seu nascimento – 7 de dezembro – como limite, a Universidade do Porto organiza, no dia 5 de dezembro, sexta-feira, às 18h00, no Salão Nobre da Reitoria, uma conversa sobre o percurso de um dos mais destacados políticos portugueses do Portugal pós-Abril e Doutor Honoris Causa da U.Porto. Assim, ao jurista e administrador Artur Santos Silva e ao político Francisco Assis – que privaram com o antigo presidente da República – juntar-se-á Domingos de Andrade, atual diretor do Global Media Group e antigo diretor do Jornal de Notícias.
Tentando perceber o que significa Mário Soares para as jovens gerações, estudantes da Sociedade de Debates da Universidade do Porto também foram convidados a contribuir para esta conversa.
Para contextualizar a ação de Mário Soares, a conversa será antecedida pela apresentação do documentário da série Políticos Portugueses – Mário Soares, realizado por Mário Brito para a RTP, abrangendo o período entre a fundação do Partido Socialista e a eleição de Mário Soares para a presidência da República Portuguesa.
Refira-se que esta sessão se integra num campo mais vasto de iniciativas comemorativas a que as universidades portuguesas se associaram, e que terão tido o seu evento mais visível com o Congresso Internacional “Mário Soares: uma vida entre séculos”, realizado no passado mês de outubro na Universidade de Coimbra.
A entrada é livre, ainda que sujeita à lotação da sala.
Fonte: Notícias U.Porto
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A Invenção do Amor, de Daniel Filipe, sobe ao "palco" da Casa ComumA peça Um labirinto, um homem, uma mulher vai estar em cena na Casa Comum na noite de 4 de dezembro. Entrada livre. O espetáculo assinala o centenário do nascimento do poeta e jornalista Daniel Filipe (1925-1964). Foto: DR
É uma peça de teatro que assinala o centenário do nascimento do poeta e jornalista Daniel Filipe. Com encenação de Tó Maia, Um labirinto, um homem, uma mulher vai estar em cena na Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto no próximo dia 4 de dezembro. A Invenção do Amor, de autoria de Daniel Filipe foi o poema que inspirou este trabalho do Clube de Teatro da Macaréu (CTM). Publicado durante a ditadura, este poema de resistência parte de uma história sobre a perseguição movida por toda a cidade a dois amantes. Um levantamento que se insurge contra este amor que, pelo facto de existir, desobedece a ordem e a rotina. “Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e / fome de ternura / e souberam entender-se sem palavras inúteis / Apenas o silêncio A descoberta A estranheza / de um sorriso natural e inesperado”.
Pela capacidade de desencadear a reflexão e a consciência sobre a condição humana, o amor deveria, então, ser “encarcerado”, na tentativa de afastar o perigo de contaminação. O poema avança, então, por esta “urgência do amor”, através da construção de um discurso exortativo que lança mão de recursos retóricos para persuadir os destinatários.
O poema A Invenção do Amor foi escrito e publicado durante o governo ditatorial de Salazar e acabou por se tornar não só um símbolo de resistência à ditadura, mas também uma reflexão sobre a solidão e o poder do amor. É também um grito de resistência contra a repressão.
Nascido na Ilha da Boa Vista, em Cabo Verde, em 1925, Daniel Filipe veio para Portugal ainda criança, onde concluiu o Curso Geral dos Liceus. Foi codiretor dos cadernos Notícias do Bloqueio, uma série de nove fascículos de poesia, colaborador assíduo da revista Távola Redonda, para a qual dirigia a Coleção de Poesia, do jornal Diário Ilustrado e da revista luso-brasileira Atlântico, e foi também realizador, na Emissora Nacional, do programa literário Voz do Império. De jornalista a funcionário, desempenhou ainda funções na Agência-Geral do Ultramar. Poeta e jornalista, destacou-se pela oposição à ditadura salazarista. Daniel Filipe morreu em 6 de abril de 1964, em Lisboa, aos 39 anos.
Três anos após a sua primeira apresentação, no espaço da Macaréu – Associação Cultural, Um Labirinto, um Homem, uma Mulher salta agora para o palco da Casa Comum, para assinalar o centenário do nascimento do seu autor.
Com início previsto para as as 21h00, o espetáculo tem entrada livre e contará com audiodescrição ao vivo.
Fonte: Notícias U.Porto
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Dezembro na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Um Labirinto, um Homem, uma Mulher
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Mário Soares e o Portugal Contemporâneo | documentário e conversa com Artur Santos Silva, Francisco Assis e Domingos de Andrade
Filme, conversa | Salão Nobre da Reitoria da U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025
Entrada Livre. Mais informações e inscrição aqui
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LOUREIRO 100. ARQUITECTURAS DE REPRESENTAÇÃO
Exposição | Fundação Marques da Silva
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Exposição LOBO2526GLER
Exposição | Galeria da Biodiversidade Entrada Livre. Mais informações aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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U.Porto dedica ciclo de conferências a Leite de Vasconcelos"Celebrando Leite de Vasconcelos" é o título da iniciativa que vai decorrer no dia 9 de dezembro, na Aula Magna da Faculdade de Medicina. José Leite de Vasconcelos é uma das Figuras Eminentes da U.Porto 2025. Foto: DR
Destacou-se como médico, arqueólogo, numismata, escritor e bibliotecário e, no próximo dia 9 de dezembro, todas essas facetas serão recordadas durante o ciclo de conferências Celebrando Leite de Vasconcelos, inserido no âmbito das comemorações dos 200 anos da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e das Figuras Eminentes da U.Porto 2025. Com início marcado para as 9h30, na Aula Magna da FMUP, o evento – coorganizado pela U.Porto, a FMUP e a Câmara Municipal do Porto – contará com a participação de investigadores de instituições de todo o país, incluindo a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP), a FMUP, a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), a Biblioteca Nacional, o Museu Nacional de Arqueologia, ou a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (NOVA FCSH).
Pela Aula Magna da FMUP, passarão ainda representantes da Direção e dos Museus da FMUP, o Vereador da Cultura da Câmara Municipal do Porto, Jorge Sobrado, o Presidente da Câmara Municipal de Tarouca (onde nasceu Leite de Vasconcelos), José Damião, e a Vice-Reitora para a Cultura e Museus da U.Porto, Fátima Vieira.
A inscrição no evento é gratuita, mas obrigatória, através do preenchimento do respetivo formulário.
O “Pai” da Arqueologia PortuguesaNatural de Ucanha, no concelho de Tarouca, distrito de Viseu, o médico, etnógrafo e arqueólogo José Leite de Vasconcelos (1858-1941) formou-se em Medicina na Escola Médico-Cirúrgica do Porto – antecessora da atual Faculdade de Medicina da U.Porto – onde terminou o curso com a tese “A Evolução da Linguagem: Ensaio Antropológico” (1886). Mais tarde, completou o doutoramento em filologia na Universidade de Paris, com a tese Esquisse d’une Dialectologie Portugaise (1901). De regresso a Portugal, iniciou uma campanha nacional arqueológica e etnográfica em todo o território, que mais tarde culminaria no espólio do atual Museu Nacional de Arqueologia.
Em 1911, o “Mestre Leite de Vasconcelos” ou “Pai da Arqueologia Portuguesa” integrou o corpo docente da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e é nesta cidade que morreu em 1941.
Em 1911, foi convidado a integrar o corpo docente da recém-criada Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa na qualidade de professor extraordinário de Filologia Clássica, onde lecionou disciplinas como “Numismática”, “Epigrafia” e “Arqueologia”.
José Leite de Vasconcelos deixou obra sobre o “Homem Português”, com trabalhos de fundo nas áreas da etnografia, filologia, arqueologia, numismática e epigrafia. Foi ainda autor de poesia e do maior epistolário português (24.289 cartas de 3.727 correspondentes, editadas em 1999). As cartas e os artigos que se encontram nomeiam Leite de Vasconcelos como o “Pai” da Arqueologia Portuguesa.
É todo este percurso que a Universidade do Porto pretende celebrar ao nomear José Leite de Vasconcelos como uma das Figuras Eminentes da U.Porto 2025. ao lado de nomes como Júlio Dinis, António Plácido da Costa, Luís de Pina, Maria de Sousa e Daniel Serrão.
Fonte: Notícias U.Porto
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Hélder de Carvalho inaugura instalação na Faculdade de MedicinaObra inspirada na poesia de José Eduardo Guimarães, ou Martim Afonso de Redondo, inaugura no próximo dia 3 de dezembro. A entrada é livre. A FMUP é a quarta faculdade da U.Porto a acolher o projeto Sombras que não quero ver, de Hélder de Carvalho. (Foto: DR)
É com base num poema de José Eduardo Guimarães, ou Martim Afonso de Redondo, que surge mais uma obra do escultor Hélder de Carvalho. Tendo como lema as Sombras que não quero ver, a peça será inaugurada no próximo dia 3 de dezembro, às 16h30, na Faculdade de Medicina da U.Porto. O evento é aberto a todos. Foi a poesia do médico e escritor Martim Afonso de Redondo (pseudónimo de José Eduardo Guimarães) que inspirou o escultor a desenvolver esta nova obra. Na tentativa de dar corpo “à verdade, loucura e desespero” que sentiu nas palavras do autor, Hélder de Carvalho inspirou-se, particularmente, no poema “Vou / Fustigar-te / A alma”. Tratou-se, diz o artista, “de decifrar pensamentos arrancados do poema, que mais não são que a transcrição dos medos, anseios e memórias que acompanham a existência de todos nós”.
O poema foi, assim, ponto de partida, sem determinar, necessariamente, “um destino final”. Recorrendo ao universo literário como plataforma transformadora e às ferramentas que considerou adequadas, Hélder de Carvalho criou um “universo plástico cheio de inquietudes e medos” numa tentativa de os esconjurar, “para que não mais continuem a povoar a minha existência”.
A nova instalação insere-se na continuidade do projeto Sombras que não quero ver que, vem ocupando os diferentes polos da Universidade do Porto. Depois das obras apresentadas na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação, na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação e no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, a obra a apresentar na Faculdade de Medicina permite identificar, afirma o artista, “uma certa coerência estética e conceptual que se revela de forma recorrente em duas referências: a presença do universo figurativo e a exploração contínua da expressividade e plasticidade dos materiais”.
Há ainda um “foco experiencial e inquisitivo” que Hélder de Carvalho considera fundamental e que o acompanha ao longo de todo o processo criativo. E, assim, conclui, “obtenho valores expressivos para as minhas representações. Trata-se de interrogar a matéria, testar os seus limites, provocar tensões e revelar estados internos que interpretem a cada momento o meu estado de espirito”.
A nova instalação do antigo estudante da FBAUP será revelada ao público no dia 3 de dezembro. (Foto: DR)
Sobre Martim Afonso de RedondoÉ o pseudónimo de José Eduardo Torres Eckenrarte Guimarães, nascido em 1949, doutorado em medicina, especialista em hematologia clínica, Diretor do Hospital de S. João e Professor Catedrático aposentado da FMUP. Foi 1.º Prémio dos Jogos Florais da Queima das Fitas Poesia (1971) e Menção honrosa do Prémio Almeida Garrett (Poesia), Ateneu Comercial do Porto (1970). Na Modo de Ler, tem publicada a obra Antes e depois do cais de Seixas.
Sobre Hélder de CarvalhoFormou-se em Artes Plásticas na Faculdade de Belas Artes da .Porto (FBAUP), onde foi aluno, entre outros, dos escultores Alberto Carneiro e Zulmiro de Carvalho, dos pintores Álvaro Lapa e Jorge Pinheiro, do crítico de arte Fernando Pernes (1936-2010) e do historiador Flávio Gonçalves (1929-1987). Em 2005, fez o Mestrado em “Art Craft and Design” pela Universidade de Roehampton, em Londres, em parceria com a Universidade do Minho. Foi professor e, hoje, dedica-se, em exclusividade, à prática das artes plásticas, preferencialmente à escultura.
Já expôs na Bienal de Escultura e Desenho das Caldas da Rainha (1987 e 1989), na Cooperativa Árvore (Porto, 1995), na Fundação Engenheiro António de Almeida (Porto,1997), na Galeria Porto Oriental (Porto, 2021 e 2022), no Museu Municipal de Arte Moderna Abel Manta (Gouveia), na Bienal de Arte Contemporânea de Trás os Montes (Macedo de Cavaleiros, 2022) e, mais recentemente, apresentou Espessa Escuridão, na Estação de Metro de São Bento, no Porto, em 2022.
É autor de uma vasta obra pública dispersa pelo país, da qual se destacam bustos como o de António de Almeida (Fundação Eng. António de Almeida, Porto); Corino de Andrade (ICBAS); a Estátua de Abel Salazar (Jardim Carrilho Videira, Porto); o Busto de Edgar Cardoso (Vila Nova de Gaia) e a Estátua de Rocha Peixoto (Póvoa de Varzim).
Fonte: Notícias U.Porto
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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181. A casa, Conceição Lima
“A casa”, de Conceição Lima, in O útero da casa, 2004, p. n/d.
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Alumna da Universidade do Porto, Marta Postiga é farmacêutica comunitária, escuteira e voluntária em diversos projetos sociais, representando uma geração comprometida com a saúde, a solidariedade e o impacto positivo nas comunidades. Natural da Póvoa de Varzim, concluiu em 2023 o mestrado integrado em Ciências Farmacêuticas na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP). Durante o seu percurso académico, destacou-se pelo forte envolvimento no associativismo estudantil. Na Associação de Estudantes da FFUP, integrou a Comissão de Curso (2019-2021), foi voluntária do Núcleo de Ação Social (2019-2023) e desempenhou funções na Mesa da Reunião Geral de Alunos, primeiro como secretária (2020) e depois como presidente (2020-2021). A sua dedicação à intervenção comunitária estendeu-se também à Associação Cura +, onde colaborou em projetos como o Porto com + Saúde e exerceu funções de coordenação e vice-presidência (2020-2022). Participou ainda em iniciativas como a Missão País e o projeto APEF Social, reforçando o seu compromisso com o voluntariado e a educação para a cidadania. O escutismo tem igualmente um papel central na sua vida. Escuteira no Agrupamento 994-Caxinas do Corpo Nacional de Escutas desde os 11 anos, tornou-se em 2025 dirigente do CNE, acompanhando crianças e jovens após concluir a formação de três anos. Nos momentos livres, encontra equilíbrio em gestos simples: viajar, caminhar à beira-mar e passar tempo em família. Com um percurso marcado pela dedicação à saúde, à comunidade e à formação de jovens, Marta Postiga demonstra como o conhecimento científico aliado ao voluntariado e aos valores humanos pode inspirar e transformar a sociedade.
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Publicação da U.Porto Press destaca (in)visibilidades femininasO lançamento do segundo volume de MUSAS EM AÇÃO II está marcado para 9 de dezembro, no Auditório da Casa Comum – Reitoria da U.Porto. A entrada é livre. A obra destaca o papel e a persistência da ação das mulheres ao longo da história, muitas vezes desvalorizados, em diferentes domínios e áreas profissionais, como as Artes ou as Letras. / FOTO: U.Porto Press
“Sabe-se da presença de artistas-mulheres, nas diferentes civilizações, referenciadas (fontes ‘quase’ primeiras) em territórios e cronologias, ainda que frequentemente ignoradas/olvidadas na historiografia mais difundida”, afirma Maria de Fátima Lambert – docente na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto (ESE-P.Porto) e investigadora do inED – Centro de Investigação e Inovação em Educação (FCT/ESE-P.Porto) –, em “L’invisibilità delle donne pictrice…”, texto que assina no segundo volume de Musas em Ação. Contudo, “a excelência/relevância de obras produzidas por artistas-mulheres foi tendencialmente apagada, na ausência de quem as disseminasse e/ou preservasse a sua memória”. Foi a partir dos anos 1960, no âmbito de estudos de género e estudos feministas, que se incrementaram pesquisas, “para tal contribuindo diferentes incidências disciplinares, assim favorecendo a análise de casos [quase] ignorados/apagados, esquecidos e/ou diluídos/não destacados”.
O papel e ação das mulheres ao longo da história, muitas vezes desvalorizados, é o tema central de Musas em Ação – Espessuras da [In]Visibilidade: investigação sobre personalidades, obras e ideias II, livro publicado pela U.Porto Press, em parceria com o InED (FCT)/ESE-P.Porto, sob coordenação de Maria de Fátima Lambert e Hugo Monteiro.
O respetivo lançamento decorrerá a 9 de dezembro, a partir das 18h00, no Auditório da Casa Comum – Reitoria da U.Porto (à Praça Gomes Teixeira).
A obra será apresentada por Maria Luísa Malato, Professora Associada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e Presidente da Associação Portuguesa de Literatura Comparada.
A entrada é livre.
A ação (in)visível das musasMusas em Ação – Espessuras da [In]Visibilidade: investigação sobre personalidades, obras e ideias II é o segundo volume de Musas em Ação, alusivo à segunda edição do seminário homónimo – Musas em Ação – Espessura da [In]Visibilidade: investigação sobre personalidades, obras e ideias –, anteriormente realizado na U.Porto e na ESE-P.Porto e também coordenado por Maria de Fátima Lambert e Hugo Monteiro. O primeiro volume – Musas em Ação – Personalidades, ideias e obras I, igualmente publicado pela Editora da U.Porto, em 2022, logo após o seminário, reuniu contribuições de artistas e ensaístas, testemunhando “a capacidade de persistência, de criatividade e de paixão pelo conhecimento demonstrada pelas mulheres ao longo da história”.
Musas em Ação – Espessuras da [In]Visibilidade: investigação sobre personalidades, obras e ideias II, organizado em duas partes – “In/ Visibilidades” e “Memórias, Lugares e Resistências” –, integra textos de diferentes autores, em torno destas temáticas.
Em “Musas, memórias e ações”, Nota de Abertura deste segundo volume, Hugo Monteiro, Maria de Fátima Lambert e Marinela Freitas apresentam-no como uma reincidência. Porque, como afirmam, “insiste em retirar da penumbra o trabalho crepuscular das musas e não abdica de nenhuma das suas implicações ou dados colaterais: desconfia do mito da ‘inspiração’, tal como da iluminação ou da influência, para se assumir na plenitude do centro da sua ação”.
MUSAS EM AÇÃO – ESPESSURAS DA [IN]VISIBILIDADE: INVESTIGAÇÃO SOBRE PERSONALIDADES, OBRAS E IDEIAS II integra a coleção Arte e Pensamento da U.Porto Press, que inclui ensaios sobre arte, estética e criação artística. (Foto: U.Porto Press)
Aludindo a Ana Luísa Amaral, e a “talvez, um dos seus mais conhecidos poemas” – “Nem tágides nem musas:/ só uma força que me vem de dentro/ de ponto de loucura, de poço/ que me assusta,/ seduzindo” –, defendem que Musas em Ação II — Espessura da (in)visibilidade acaba por retomar, com gosto e muita convicção, a energia de uma das suas mais gratas memórias”, materializadas na voz daquela poeta.
Prosseguem, afirmando: “Somos musas que recusam a sua condição, pela ação. Nem tágides nem musas, discorremos e conversamos sobre musas em ação (…)”. Persistem em “em desvincular esta ação de musas da ortodoxia dos campos, matrizes e linguagens da disciplina, da ciência e da própria arte”, defendendo que “corresponder à pluralidade das musas é acompanhar as suas linhas de expansão e de extensão, o alcance da sua intensidade e o feixe, de abertura indeterminada, das suas formas de aparecer”.
Na opinião destes autores, o segundo volume de Musas em Ação é “um impulso de diversidade, um signo de emergências e uma forma de debater, na coloquialidade de um colóquio, sentidos e sensações que ultrapassam o momento em que são produzidos e que pedem arquivo”.
Musas em Ação – Espessuras da [In]Visibilidade: investigação sobre personalidades, obras e ideias II está disponível na loja online da U.Porto Press, com 10% de desconto.
Sobre os coordenadoresHugo Monteiro (Porto, 1975) é licenciado e doutorado em Filosofia, na especialidade de Filosofia Contemporânea. Na Escola Superior de Educação, onde exerce a sua docência, mas também em contextos diversificados dentro e fora da Academia, dedica a sua intervenção à Educação, à Desconstrução e ao pensamento crítico contemporâneo no âmbito da política, da estética e da cultura. Para além de outros textos e artigos, publicou os livros Maurice Blanchot (2014) e A Literatura nos Limites da Filosofia (Palimage) e coorganizou Direitos das Crianças interpretados pelos adultos (Afrontamento, 2020).
Maria de Fátima Lambert é licenciada em Filosofia (1982), mestre em Filosofia/Estética (1986) e doutorada em Estética/Filosofia, pela Faculdade de Filosofia (Braga), da Universidade Católica Portuguesa (1998). É Professora Coordenadora de Estética e Educação na Escola Superior de Educação/Politécnico do Porto (ESE-P.Porto), onde coordena a licenciatura em Gestão do Património e o mestrado em Património, Artes e Turismo Cultural. Coordena a linha de investigação em Cultura, Arte e Educação do inED – Centro de Investigação e Inovação em Educação (FCT)/ESE-P.Porto, de que foi diretora. É crítica de arte e curadora independente. Publica regularmente em revistas científicas e é autora de livros e monografias.
Fonte: U.Porto Press
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Alunos Ilustres da U.PortoCarlos CarreiroCarlos Carreiro (Pomta Delgada, 1946)
Carlos de Amaral Carreiro nasceu em Ponta Delgada, S. Miguel, Açores, em 1946. Depois de ter frequentado, durante dois anos, o curso de Direito na Faculdade de Direito de Lisboa, inscreveu-se, em 1965, no curso de Pintura da Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP), que concluiu em 1972.
Estreou-se a expor enquanto estudante, em 1967. Em 1976, formou o "Grupo Puzzle", com João Dixo, Albuquerque Mendes, Graça Morais, Pedro Rocha, Jaime Silva, Dário Alves, Fernando Pinto Coelho e Armando de Azevedo, o qual se apresentou publicamente através de um jantar/intervenção intitulado Expectativa de nascimento de um Puzzle fisiológico com pretensões a Grupo, na Galeria Alvarez II. Foi com este grupo que participou no XXVII Salão da Jovem Pintura em Paris, na Exposição de Arte Portuguesa no Brasil e na de Arte Portuguesa, na Suécia.
Em 1977 iniciou a atividade docente na ESBAP, na qual defendeu provas de agregação, em 1982. No ano seguinte, obteve uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para levar a cabo um levantamento sobre O kitsch e o mau gosto em Portugal.
No início dos anos noventa a sua pintura foi tema de uma exposição itinerante – Vinte e cinco anos de pintura, 1967/92, organizada pela Direção Regional dos Assuntos Culturais do Governo da Região Autónoma dos Açores, a qual percorreu as cidades de Angra do Heroísmo, Ponta Delgada, Horta, Lisboa, Porto, Amarante, Coimbra, Gondomar, São João da Madeira e Aveiro. Em 2000, a Casa Municipal de Cultura de Cantanhede realizou uma nova exposição antológica da sua obra, em 2015 o Centro Cultural de Cascais organizou a mostra Carlos Carreiro na coleção de Carlos Carreiro, e, em 2023, juntamente com João Jacinto foi homenageado na 5.ª Bienal Internacional de Gaia.
Ao longo da sua vida profissional, Carlos Carreiro participou em mais de 300 exposições coletivas, em Portugal e no estrangeiro: Os Biombos dos Portugueses, em Tóquio, Argentina, S. Paulo, Lisboa, Porto, Toronto e Rabat; O Rosto do Infante, em Tomar e Viseu; Imagens da Família na Arte Portuguesa, 1801/1992, nas Caldas da Rainha e em Évora; El Duero que nos une, organizada para comemorar o V Centenário do Tratado de Tordesilhas, com Artistas Portugueses e Espanhóis - em Palência, Zamora e Salamanca. Realizou, também, dezenas de exposições individuais nas Galerias Zen, do Jornal de Notícias, Roma e Pavia, da Praça, Diagonal, Degrau Arte, Espaço Branco, Sala Maior, Artesis, Arco 8, Almadarte, Mário Sequeira, Marconi, Lídia Cruz e Presença, na Soctip, na livraria Bertrand, na Sociedade Nacional de Belas Artes e na Cooperativa Árvore.
Carlos Carreiro tem recebido diversos prémios e distinções. Em 1996 foi selecionado no concurso do Banco Barclays, em Lisboa ("Montras Barclays"), concurso onde obteve uma menção honrosa. Alcançou, também, o Prémio Nacional de Pintura da "II Bienal de Arte AIP'96" organizada pela Cooperativa Árvore, no Porto; em 1997 venceu o Prémio Art-Car da BMW/Baviera e, a 10 de junho de 2006, foi agraciado com a Ordem de Mérito pela Presidência da República.
Capa do álbum A Valsa dos Detectives, dos GNR, da autoria de Carlos Carreiro (FotoDR) Além de pintar, editou serigrafias, concebeu imagens gráficas para o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian – ACARTE 88 e para o disco dos GNR, A valsa dos Detectives (1989). Foi comissário, juntamente com Carlos Barreira, da Exposição ESPAP/FBAUP "215 Anos de Belas Artes no Porto", que esteve patente ao público no Museu dos Transportes e Comunicações da Alfândega do Porto, entre julho e agosto de 1995. A singular obra narrativa de Carlos Carneiro, intitulado por Fernando Pernes o "Jeronimus Bosh na sociedade de consumo", integra o acervo de vários museus, coleções particulares e instituições como a Assembleia Regional dos Açores, na cidade da Horta, para onde produziu um painel de pintura e desenhou o projeto dos tapetes da Sala do Plenário.
U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Carlos Carreiro
Casa dos Açores » Carlos Carreiro Exposição de Carlos Carreiro na Fundação D. Luís
Carlos Carreiro e Rita Carreiro (podcast em up.pt/casacomum)
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