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A BOLHAEstávamos no Salão Nobre para o debate “Mário Soares e o Portugal Contemporâneo”, integrado no Programa Comemorativo do Centenário de Mário Soares, para o qual têm vindo a contribuir, ao longo de 2025, as Universidades do Porto, Aberta, Beira Interior, Coimbra, Lisboa, Minho e ISCTE. Integravam a mesa-redonda Artur Santos Silva, Doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto e membro do Conselho de Curadores da Fundação “la Caixa”, Francisco Assis, Deputado Europeu, e Frederico Oliveira, membro da Sociedade de Debates da Universidade do Porto. Inês Cardoso, diretora-geral editorial do grupo Jornal de Notícias, tendo aceitado o nosso convite para moderar a sessão, conduzira a primeira ronda de intervenções no sentido da revisitação dos valores de liberdade, solidariedade e pluralidade que Mário Soares sempre promoveu. Contudo, a conversa cedo se transpôs para os nossos tempos.
Lamentando a perda de referências históricas, literárias e filosóficas que a nossa sociedade evidencia, Artur Santos Silva defendeu que temos o dever de preservar a nossa memória histórica. “Temos de saber de onde viemos e como chegámos aqui”. Francisco Assis concordou, sublinhando uma perda também muito evidente, na sociedade atual, de um sentido de cidadania elementar e de uma literacia económica básica: “Tudo isto contribui para que as pessoas acreditem nas falsidades mais grosseiras”, comentou. E lembrou como os algoritmos das redes sociais têm vindo a moldar a forma como hoje se faz política: “O algoritmo muda quando alguém faz algo de invulgar ou incorreto. A situação a que chegámos não se deve apenas à degradação profunda da qualidade dos nossos representantes políticos; ao favorecer a polémica, o algoritmo influencia a forma como a política é comunicada”. E continuou: “A consequência é que, por contaminação, vamos perdendo a capacidade de dialogar com quem pensa de forma diferente de nós. Vemos essas pessoas como nossas inimigas. Com isso, perdemos o que o diálogo tem de mais extraordinário: a capacidade de nos abrir ao Outro”.
“Esse é um problema que os partidos democráticos têm o dever de resolver” – observou Artur Santos Silva. Depois, olhando para Inês Cardoso, acrescentou: “Os responsáveis pelos media têm de ter a coragem de não dar palco a quem desrespeita os valores democráticos fundamentais”.
Frederico Oliveira interveio então na conversa, recentrando o debate em torno da ação de Mário Soares: “O problema das redes sociais é que o discurso que nos impõem é tão forte e viral que nos afeta profundamente. Ignorar quem pensa de forma diferente de nós é algo que Mário Soares nunca faria – ele sempre foi um construtor de pontes”. Foi, contudo, quando Inês Cardoso lhe perguntou se os jovens questionam a política atual, que Frederico Oliveira trouxe à conversa o tema da bolha: “Vivo dentro da bolha da Sociedade de Debates, onde se promove uma cultura de discussão que estimula o pensamento político crítico. Haverá mais bolhas do género na Universidade, mas infelizmente não serão muitas. As redes sociais fazem também com que vivamos dentro de bolhas: lemos as publicações de quem o algoritmo determina – de quem pensa como nós. As bolhas impedem-nos de construir pontes”, concluiu. Pensei então: “Uma das missões mais importantes da Universidade é rebentar bolhas. Não aprendemos nada se estivermos apenas com gente igual a nós.”
No regresso a pé para casa, ao refletir sobre tudo isto, lembrei-me das palavras sábias de Matilde Real, inscritas na folha de sala do concerto multicultural RESSOA / ECOS DO MUNDO: “... é por isso que aqui estamos, na mesma canção, tão diferentes quanto possível”. “É isso mesmo”, concluí. E acelerei o passo, satisfeita por termos, na Reitoria, um espaço de encontro, onde furamos bolhas e a que chamamos “Casa Comum”.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
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U.Porto mostra cinco décadas de trabalho artístico de Francisco LaranjoA cinco décadas fizemos corresponder 50 trabalhos. Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki inaugura no dia 11 de dezembro, nas Galerias da Casa Comum. Francisco Laranjo no estúdio. Fotografia de Cláudia Lima
Chama-se Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki e reúne cerca de 50 obras realizadas durante um arco temporal de quase cinco décadas. A exposição dedicada ao artista, professor e antigo diretor da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) , inaugura às 18h00 do dia 11 de dezembro e irá manter-se até 28 de fevereiro de 2026, nas Galerias da Casa Comum, (à Reitoria) da U.Porto. Com alguns inéditos para descobrir, nomeadamente das décadas de 1970 e 2010, é a primeira vez que se faz um percurso de quase cinco décadas de trabalho de Francisco Laranjo (1955-2022). No entanto, não é numa cronologia que esta exposição assenta. São gravuras, folhas de apontamentos gráficos arrancadas a cadernos, imagens a óleo, pastel e tinta da china sobre papel, folha de ouro e tela… Recorrendo a uma “diversidade de técnicas, meios e escalas”, o sentido que poderemos extrair de Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki” são referências civilizacionais e geográficas”. O que iremos ver são “relações de sintonias e contrastes”, esclarece uma das curadoras.
Nascido em Lamego e mantendo-se profundamente enraizado na região duriense, tendo o “seu” Porto como local de atelier e atividade pedagógica, Francisco Laranjo sempre privilegiou, ao longo da vida, o contacto com outras culturas. Tendo sido bolseiro do Instituto Goethe de Dresden, na Alemanha, em 2000, foi ali que estreitou o diálogo com mestres do Romantismo alemão e desenvolveu “um novo léxico”. A afinidade que, entretanto, desenvolveu pela arte e pela caligrafia do Oriente também se veio a refletir nas exposições que apresentou na Ásia, sobretudo em Nagasaki, local que visitou várias vezes.
“Luz em Suspensão”. Aguarela sobre papel. Trabalho de 2015. (Foto: DR)
Do observador, Francisco Laranjo esperava a vulnerabilidade do olhar perante as interrogações que as imagens possam despertar, acrescenta Maria Clara Paulino que partilha a curadoria da exposição com Domingos Loureiro e a investigadora Filipa Tojal, em colaboração com o Arquivo Francisco Laranjo. Para além das obras, a exposição apresenta ainda uma coleção de livros da biblioteca pessoal de Francisco Laranjo, permitindo uma viagem pelos eixos centrais da sua prática artística, pedagógica e do seu pensamento. O filho, Francisco Miguel Laranjo, considera que a possibilidade de aceder “a todo este universo intelectual”, integrado numa “visão global que atravessa cinco décadas de trabalho”, irá trazer uma nova dimensão de estudo e reflexão” sobre o artista.
Para o dia da inauguração está também previsto o lançamento do livro
Sempre o Invisível – seleção de entrevistas de Francisco Laranjo, uma edição da Editora U.Porto Press. A sessão tem início às 17h30, também na Casa Comum.
A exposição Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki pode ser visitada nas Galerias da Casa Comum, durante a semana, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h30. Aos sábados, as portas abrem das 15h00 às 18h00. A entrada é livre.
A exposição de Francisco Laranjo ficará patente na Casa Comum até 28 de fevereiro. (Foto: DR)
Sobre Francisco LaranjoProfessor Catedrático Emérito da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, nasceu em Lamego, em 1955. Concluiu o Curso Superior de Artes Plásticas da Escola Superior de Belas-Artes do Porto, antecessora da Faculdade de Belas Artes da U.Porto, em 1978. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em pós-graduação, da Junta Nacional de Investigação Científica (1981–83) em Portugal, Países Baixos e Egito, e do Instituto Goethe em Dresden, Alemanha, 2000. Expôs individual e coletivamente em galerias e museus em Portugal e em vários continentes desde 1978. Destacam-se as exposições Um dia assim (Peace Museum, Japão, 2019); Luz em suspensão (Nagasaki Museum of History and Culture, Japão, 2015); Infinitum (Cooperativa Árvore, Portugal, 2015); Recent Works (Academia de Belas Artes e Galeria Bastejs, Letônia, 2002); Simultaneities (The Gallery in Cork St., Reino Unido, 1997), Francisco Laranjo (Interart Gallery, Países Baixos, 1994), entre tantas outras.
Foi conferencista em instituições tais como a École Nationale Supérieure des Beaux-Arts (França), Winthrop University (EUA), Alberta College of Art and Design (Canadá), Sheffield Hallam University (Reino Unido), Universidade de São Paulo (Brasil), Dresden Academy of Fine Arts (Alemanha), entre outras.
Está representado nas coleções da Fundação de Serralves – Museu de Arte Contemporânea (Portugal), Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (Portugal), Museu de Arte Contemporânea KNU (Coreia do Sul), Museu ASP (Polónia), Coleção Benetton/ Imago Mundi (Espanha), Institute of Contemporary Arts Kunsan (Coreia do Sul), entre outros.
Recebeu as medalhas de Mérito (Grau Ouro) do Município do Porto (2009), do Município de Lamego (2013) e, postumamente, do Município de Matosinhos (2025). Foi agraciado como Comendador da Ordem da Instrução Pública pelo Presidente da República Portuguesa, 2015. Faleceu em 2022, aos 67 anos, vítima de doença prolongada.
Fonte: Notícias U.Porto
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Graça Sarsfield traz obra inédita à Casa ComumA exposição Eu sou o meu mundo, corpo vegetal vai estar patente ao público de 10 de dezembro a 21 de março de 2026. Entrada livre. A autorrepresentação e o motivo da mulher-planta são os temas dominantes de Eu sou o meu mundo, corpo vegetal, título da exposição de inéditos da artista Graça Sarsfield que, ao longo dos próximos meses, vai “pintar” a Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto. A inauguração acontece dia 10 de dezembro, às 18h00. Depois de quase quatro décadas de trabalho, eis que alguns dos temas que vão surgindo na obra de Graça Sarsfield assumem aqui toda uma “nova forma” e, até mesmo, “uma nova experimentação técnica”, afirma o curador da exposição, Bernardo Pinto de Almeida.
O que vamos ver é pintura sobre fotografia e o respetivo registo digital ampliado sobre grandes panos (de dois metros de altura por mais de um metro de largura) que lhes transforma a escala. Uma intervenção que funciona como um “acelerador visual, ao intensificar a marca da pincelada”, mas também “a gestualidade selvagem que convoca a relação entre a Mulher-flor e a planta-Mulher, nesse encontro poético que as obras tornam visível”, sublinha o também Professor Catedrático jubilado da Faculdade de Belas Artes da U.Porto (FBAUP).
“Se faço parte da natureza e se ela faz parte de mim, somos um e o mesmo corpo, a respirar em simultâneo”, afirma Graça Sarsfield.
Deste entrelaçar entre pintura e fotografia, o corpo ergue-se como um elemento de fusão entre o material e o imaterial, em comunhão com “uma natureza que parece ser anterior à humana, ou seja, aquela natureza que foi a primeira a povoar este mundo”, acrescenta Bernardo Pinto de Almeida.
Eu sou o meu mundo, corpo vegetal também nos faz repensar ideias feitas como a de haver uma idade própria ou indicada para… Para abraçar uma árvore, por exemplo. Medir o diâmetro do seu tronco com os braços. Ou uma idade até de lhe subir pelos ramos e calcular a infinitude de possibilidades que o horizonte nos reserva.
Com entrada livre, a exposição vai ficar patente até 21 de março de 2026. As portas abrem, durante a semana, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h30. Aos sábados, as visitas poderão decorrer das 15h00 às 18h00.
A autorrepresentação e o motivo da mulher-planta são temas dominantes nas obras de Graça Sarsfield. (Foto: DR)
Sobre Graça SarsfieldNasceu em 1947 na cidade do Porto, onde vive e trabalha. Frequentou o curso superior de Fotografia na Cooperativa Artística Árvore (atual ESAP). Foi bolseira da Secretaria de Estado da Cultura para a Polytechnic of Central London (PCL) – PCL Londres, em 1986, tendo iniciado, nesse ano, atividade expositiva. Foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian no Centro Americano de Paris, França (Photography Studies in France), tendo tendo obtido também uma bolsa da Fundação Oriente para desenvolvimento de um projeto fotográfico na Índia. Participou em exposições individuais e coletivas ao longo dos anos e está representada em várias coleções institucionais – Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação PLMJ, Novo Banco, Câmara Municipal de Lisboa e coleções particulares. Foi coautora do livro Vozes e Olhares no Feminino (Retratos de Escritoras), das Edições Afrontamento, publicado no âmbito da Porto Capital Europeia da Cultura 2001. Em 2023, o Livro de Artista intitulado ISTO Sou Eu foi mostrado na Galeria Nuno Centeno.
Em 2025, expôs SOPRO no Museu de História Natural e Ciência de Lisboa. Participou igualmente em inúmeras exposições coletivas. Tem obra publicada em vários jornais e revistas portuguesas e estrangeiras.
A obra de Graça Sarsfield encontra-se representada nas coleções AFCA, Museu da Imagem de Braga, Coleção Serpa – Auto-Retratos de Artistas Contemporâneos, PLMJ, Câmara Municipal de Lisboa, Câmara Municipal do Porto – e em inúmeras coleções particulares.
Fonte: Notícias U.Porto
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Casa Comum apresenta Henrique Alves Costa. Cinéfilo InconformistaO filme de Manuel Vitorino vai passar no dia 12 de dezembro, na Casa Comum, e contará com a presença do cineasta Jorge Campos. É uma sessão dedicada a uma figura marcante da história do cinema e grande impulsionador do cineclubismo em Portugal. Henrique Alves Costa. Cinéfilo Inconformista é o título do filme que será exibido na Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto no próximo dia 12 de dezembro, às 18h30. A curta-metragem documental de Manuel Vitorino, que teve estreia nacional este ano, pretende retratar a vida e obra de Henrique Alves Costa (1910–1988), apaixonado e empenhado entusiasta do cinema. Teve uma ação marcante na direção do Cineclube do Porto, foi fundador e motor da Federação Portuguesa de Cineclubes e participou nos principais acontecimentos da cultura cinematográfica portuguesa, incluindo a Semana do Novo Cinema Português, realizada em 1967 no Porto, que contribuiu para o desenvolvimento de projetos de uma nova geração de cineastas.
Colaborou em jornais e revistas como a Invicta-Cine, a Cinéfilo ou a Cinema, mas também em jornais diários como O Comércio do Porto e o Jornal de Notícias. Publicou vários livros e o seu nome ficou para sempre associado à crítica de cinema. Foi um defensor incansável do cinema português, em especial da obra de Manoel de Oliveira, de quem era amigo de longa data.
Cinéfilo Inconformista é o primeiro documentário realizado sobre a vida e legado desta personalidade singular, cuja ação marcou várias gerações. O documentário inclui os testemunhos do arquiteto Alexandre Alves Costa (filho de Henrique Alves Costa), de Álvaro Siza Vieira (arquiteto e amigo de Henrique Alves Costa), de André de Oliveira e Sousa (crítico e ex-dirigente da Federação Portuguesa de Cineclubes) e de António Roma Torres, psiquiatra e crítico de cinema.
Após o filme, o realizador irá estar à conversa com o cineasta Jorge Campos.
A entrada é livre, ainda que sujeita à lotação da sala.
Sobre Manuel VitorinoMestre em Fotografia e Cinema, com especialização em Cinema Documental e Experimental, pela ESMAD/IP-PORTO, e Pós-Graduação em Direito da Comunicação, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Manuel Vitorino é jornalista desde 1986, com percurso profissional nos jornais O Primeiro de Janeiro (1986-1989) e Jornal de Notícias (1989-2010). Durante sete anos (1979-1986), escreveu sobre cinema e cineclubismo em O Primeiro de Janeiro. Professor na Escola Secundária de Valbom, Gondomar (1988-1999), e na Escola Artística e Profissional Árvore (2007-2010), é sócio e ativista do Cineclube do Porto (antes e depois de Abril) e cofundador do Cineclube do Norte (1977). Autor do livro Crónicas na Pátria de Cabral (2014), coordenou e editou o livro A Vida é um Filme/Histórias e Memórias do Cineclube do Porto (2022) e realizou os documentários Imigrantes do Mar (2023) e Henrique Alves Costa, Cinéfilo Inconformista (2024).
Sobre Henrique Alves CostaEmpenhado na luta contra o fascismo e todas as formas de censura, teve no cinema uma paixão permanente. A sua vida confunde-se com a História do cinema. Assistiu às primeiras fitas do mudo, Chaplin, Buster Keaton, Griffith, passando pelo advento do sonoro, estúdios da Invicta Filme, tendo assumido um papel decisivo na dinamização do Cineclube do Porto, antes e após o 25 de Abril. Foi a personagem nuclear e central da Semana do Cinema Português, a quem se associa a existência de filmes da nossa cinematografia como Os Verdes Anos, de Paulo Rocha, Belarmino e Mudar de Vida, de Fernando Lopes. Henrique Alves Costa foi o grande impulsionador da Federação Portuguesa de Cineclubes, uma antiga aspiração do movimento cineclubista e do Festival de Cinema de Animação de Espinho/Cinanima, sem esquecer o seu papel na realização de O Auto de Floripes, um documentário de natureza antropológica realizado numa aldeia de Viana do Castelo.
Fonte: Notícias U.Porto
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Dezembro na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Eu sou o meu mundo, corpo vegetal | Exposição de Graça Sarsfield
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Henrique Alves Costa. Cinéfilo Inconformista, de Manuel Vitorino | Filme + Conversa
Cinema, conversa | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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KILL’EM WITH MUSIC. A SLOW (BUT LOUD) REVOLUTION! | Seminário IASPM-PORTUGAL
Conferências | Casa Comum + Online Entrada Livre. Mais informações aqui
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O Dia Mais Curto: a Festa da Curta-Metragem 2025
19 DEZ'25 | 17h00, 18h 30 e 21h30 Cinema | Planetário do porto, Galeria da Biodiversidade e Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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Sombras que não quero ver
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025
Entrada Livre. Mais informações e inscrição aqui
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LOUREIRO 100. ARQUITECTURAS DE REPRESENTAÇÃO
Exposição | Fundação Marques da Silva
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Exposição LOBO2526GLER
Exposição | Galeria da Biodiversidade Entrada Livre. Mais informações aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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É com Alma que o Clube de Leitura Italiano se despede de 2025Alma, de Federica Manzon, será a obra em destaque no encontro marcado para dia 11 de dezembro, na Sede da ASCIPDA. Entrada livre. Eis que se aproxima a última proposta de leitura do ano. A obra Alma, de Federica Manzon é o sexto e último desafio lançado pelo Club di Lettura Italiano | Clube de Leitura Italiano 2025, promovido pela Associação sociocultural ASCIP Dante Alighieri, em parceria com a Casa Comum da Universidade do Porto. O encontro irá decorrer na sede da ASCIPDA, no próximo dia 11 de dezembro, às 19h00. Distinguida com o Prémio Campiello e o Prémio Stresa 2024, Alma, de Federica Manzon, é a obra que se pretende explorar em mais uma sessão que alia o amor pela literatura com o desejo de colocar diversos públicos em diálogo. Fica no nordeste de Itália, a cidade de onde a personagem da nossa história fugiu. A fazer fronteira com a Eslovénia e a Croácia, Trieste corresponde a um território que a Itália perdeu, temporariamente, durante a Primeira Guerra Mundial, situação que conseguiu reverter mais tarde através de acordos internacionais. Ficamos a conhecer Alma, que decidiu fazer a mala e viajar para bem longe, de forma a poder reconstruir o seu percurso de vida. No entanto, uma herança imprevista, deixada pelo pai, vai ditar uma espécie de regresso forçado que tem a exata duração de três dias.
Era, no fundo, um homem sem raízes. Um pai fascinante, mas, em simultâneo, fugidio. Ia e vinha da fronteira sem que se percebesse qual era, afinal, o emprego ao qual se dedicava, à sombra do marechal Tito "olhos de víbora". É um reencontro com a casa da infância que passou com os avós maternos, e que ficava na avenida dos plátanos. A anos-luz da desordem e do caos da sua casa, “onde as pessoas entravam e saíam, e parecia que a roupa nunca tinha sido tirada das malas”. Voltou também à casa que tinham no Carso, ou Planalto Cársico, para onde acabaram por mudar, repentinamente, e onde conheceu Vili, filho de um casal de intelectuais de Belgrado, que eram também amigos do pai. Vili é a última pessoa que gostaria de voltar a ver, mas é pelas mãos dele, “um irmão, um amigo, um antagonista” que vem a receber a herança do pai.
Federica Manzon (Pordenone, 1981) é escritora e jornalista, para além de diretora da editora Guanda. Estreou-se em 2008 com Come si dice addio, ao qual se seguiram Di fama e di sventura (2011, Prémio Rapallo Carige e Prémio Selezione Campiello), La nostalgia degli altri (2017) e Il bosco del confine (2020). Foi também curadora da antologia I mari di Trieste (2015). A publicação de Alma valeu-lhe, em 2024, o Prémio Campiello e o Prémio Stresa. Vive entre Milão e Trieste.
A entrada na sessão é livre, mas sujeita a inscrição obrigatória através do preenchimento do respetivo formulário.
O Club di Lettura Italiano | Clube de Leitura Italiano O Clube de Leitura da ASCIP Dante Alighieri existe desde 2019 e visa promover a literatura italiana, com particular atenção à produção contemporânea, sem esquecer os clássicos mais recentes. O desejo de aumentar a comunidade de leitores e de fazer com que a literatura seja o ponto de partida para uma troca de ideias é o grande objetivo destas sessões, que têm vindo a acontecer em “língua híbrida” entre italiano e português, indo ao encontro das possibilidades e preferência de cada um dos participantes, procurando sempre a plena compreensão e usufruto de todos, num espírito de diálogo e partilha.
O programa 2025 apresentou uma seleção de seis títulos editados em português, de escritores e escritoras de renome no panorama contemporâneo italiano, sendo que Francesca Melandri, Melania Mazzucco e Federica Manzon foram, inclusivamente, protagonistas de eventos realizados pela ASCIPDA na Casa Comum durante os anos de 2023 e 2024.
Fonte: Notícias U.Porto
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U.Porto Press promove Mercado U.Porto / POP-U.P MarketA iniciativa decorrerá até 13 de dezembro (exceto dias 7 e 8), nas Arcadas da Reitoria, e promete preços especiais numa oferta variada de títulos, bem como em produtos selecionados da U.Porto. O Mercado U.Porto / POP-U.P. Market chegou às Arcadas da Reitoria da Universidade do Porto (U.Porto)! A iniciativa decorre até 13 de dezembro (exceto dias 7 e 8), entre as 10h00 e as 18h00, e promete grandes descontos e algumas surpresas. Neste Mercado será possível encontrar uma oferta variada de títulos – desde as Artes às Ciências, da Arquitetura à Literatura, da Filosofia à Sociologia, da Química à Física, da Botânica à Saúde, da História à Matemática, Poesia, Teatro,…–, mas também produtos selecionados com a marca U.Porto, a preços convidativos.
São dezenas de títulos – de coleções diversas, no caso da U.Porto Press –, com descontos situados entre os 10% e os 80%, incluindo novidades.
Mais de metade à venda por menos de 10 euros.
Promovida pela U.Porto Press, esta iniciativa conta também com a participação do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto e da Loja da U.Porto, que se juntaram à Editora da U.Porto para dar a conhecer ao público o que de melhor produzem.
Ao adquirirem produtos neste Mercado, os visitantes terão à sua espera uma oferta da Editora da U.Porto.
Mas há outros bons motivos para visitar o Mercado U.Porto / POP-U.P. Market: ali será possível ficar a conhecer melhor o projeto e trabalho das unidades participantes, em contacto direto com representantes da U.Porto Press.
Aguardamos a sua visita!
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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182. Afroinsularidade, Conceição Lima
“Afroinsularidade”, de Conceição Lima, in O útero da casa, 2004, p. n/d.
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“É uma supermulher.” Foi assim que descreveram Susana Bento quando falaram dela pela primeira vez — e bastou uma conversa para perceber porquê. Professora de Educação Física há cerca de trinta anos, licenciada pela FCDEF, atual Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Susana dedica-se de corpo e alma à escola e aos seus alunos. No Agrupamento de Escolas de Abel Salazar, em Matosinhos, criou o projeto “Dança Para Todos”, que leva crianças, jovens e adultos a partilhar o mesmo espaço e a mesma alegria de dançar. Mas o seu papel vai muito além do ensino: é presença, é cuidado, é exemplo. Abre a casa e o coração a quem mais precisa, transformando gestos simples em lições de humanidade. Neste episódio do Alumni Mundus, conhecemos uma professora que ensina com o coração e acredita, acima de tudo, que a verdadeira educação se faz com empatia e amor.
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Alunos Ilustres da U.PortoCarlos MarquesCarlos Marques (1948-2025)
Carlos Alberto Coelho Marques nasceu em Coimbra, a 8 de abril de 1948. Fez a instrução primária e o ensino preparatório em Chaves e seguiu os estudos na cidade do Porto. Na Escola de Artes Decorativas de Soares dos Reis frequentou o Curso de Pintura (1965-1967) e a Secção Preparatória para os cursos de Pintura e Escultura da Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP, 1967). No ano letivo de 1967/1968 ingressou no curso de Escultura da ESBAP, com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Em 1969 suspendeu a sua formação académica para cumprir o serviço militar em Angola, regressando à ESBAP em 1972 para terminar o Curso Geral (1974) e o Curso Complementar de Escultura (1975). Por essa altura, também, fez o Curso de Modelista de Calçado, no Centro de Formação Profissional de Indústria de Calçado, e o curso de Modelista/Estilista no Instituto Técnico Internazionale Arte Calzaturiera "ARS´Utória" de Milão (1973). Em seguida, lecionou no ensino secundário (1974-1977).
Em 1976 foi requisitado pela ESBAP, mas não obteve autorização do Ministério da Educação para rescindir o contrato como professor do ensino liceal. Conseguiu, porém, assegurar a cadeira de Iniciação à Pintura/Escultura e apoiar a disciplina de Atelier Escultura I, embora sem auferir qualquer tipo de remuneração. Em 1977 foi oficialmente nomeado Assistente Eventual de Escultura e, em 1979, Assistente.
Nos anos oitenta ganhou o Prémio Anual de Investigação – Escultura 83, em Lisboa, atribuído pela Academia Nacional de Belas Artes (1984), prestou provas para Professor Agregado (1986) com a apresentação d’O Modelo Feminino, passando a 1.º Assistente. Integrou o Conselho Diretivo Escolar (1987) e ajudou a fundar a ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos (1988).
Em 1993 e 1994 colaborou com Carlos Barreira e Zulmiro de Carvalho na formação de um atelier-oficina experimental, inserido na estratégia de renovação do ensino de Escultura. Em 1995 ascendeu ao cargo de Professor Auxiliar na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
Enquanto membro da ESBAP/FBAUP participou nas assembleias de representantes da Escola e no Conselho Diretivo, foi júri em provas de agregação de outros escultores, arguente das provas de Amaral da Cunha e coorientador de teses de doutoramento. Assumiu funções como Professor Associado de Escultura na FBAUP a partir de 1999.
Monumento a Fialho de Almeida – Os Gatos, de Carlos Marques, em Cuba, no Alentejo O artista valorizava o desenho e produziu uma escultura conceptual, que refletia um profundo interesse pelos novos materiais e tecnologias, assim como a influência de Brancusi. Na vasta lista de esculturas da sua autoria podem citar-se as obras Engrenagem (1974), Fim de percurso (1975), O Ovo, as obras de grande dimensão Forma e Poesia, nos jardins da Câmara Municipal de Matosinhos (1986) e o Monumento a Fialho de Almeida, em Cuba, no Alentejo (1992-1993). Desde os anos setenta participou em cerca de duzentas exposições coletivas, quer em Portugal, quer no estrangeiro, e estreou-se a título individual em 1982, na Fundação Engenheiro António de Almeida, no Porto.
Carlos Marques foi também autor de medalhas e moedas comemorativas e de arte pública, ilustrador, decorador e cenógrafo. Associou-se à coleção de postais "10 Originais escultores portugueses", editada pela Nova Renascença (1982), projetou o carro alegórico ("Os Portugueses e o Mundo") de abertura do cortejo histórico nas comemorações do dia 10 de Junho de 1985 e produziu ilustrações para uma obra sobre a Declaração Universal dos Direitos do Homem, publicada pela Secção Portuguesa da AEDE e pela Fundação Engenheiro António de Almeida (Porto).
No que respeita à cenografia, Carlos Marques colaborou com a RTP na criação de cenários, entre 1978 e 1984, nomeadamente na adaptação televisiva do romance aquiliniano O Homem que matou o Diabo (1979), nos programas A Árvore das Patacas (1981) e Adágio (1984) e na série Fronteiras da Música (1982). Colaborou, igualmente, com o Casino da Póvoa de Varzim, concebendo o cenário do espetáculo de inauguração do salão de festas (1984).
Carlos Marques participou em simpósios e workshops sobre Escultura e Artes, realizados em Portugal, no Brasil, em Moçambique e em Cabo Verde, e escreveu textos para catálogos e revistas.
Está representado em importantes museus como o Museu de Arte Contemporânea da Fundação de Serralves, Porto (1985), o British Museum, Londres (1986), o Museu Municipal Amadeo de Souza Cardoso, Amarante (1988), o Museu da Fundação Engenheiro António de Almeida, Porto (2008), a Casa-museu Teixeira Lopes, em Vila Nova de Gaia (2008), e o Museu do Douro, sediado no Peso da Régua (2008).
Foi um dos membros fundadores do Lugar do Desenho, Fundação Júlio Resende, em Gondomar.
Morreu em setembro de 2025. U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Carlos Marques Faleceu o escultor Carlos Marques, antigo professor da FBAUP
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