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FRANCISCO LARANJO“É possível que aquilo que vemos seja aquilo que queremos ver. Nunca é aquilo que lá está. É apenas tudo o que somos capazes de saber” – terá afirmado Francisco Laranjo. A declaração encontra-se incluída no volume Sempre o Invisível (U.Porto Press), que compila entrevistas que o pintor e antigo diretor da Faculdade de Belas Artes deu ao longo de três décadas, muitas vezes a propósito da inauguração de exposições suas. A afirmação de Francisco Laranjo é providencial para quem visite a exposição Porto, Dresden, Nagasaki – patente nas Galerias da Casa Comum e com curadoria de Maria Clara Paulino, Domingos Loureiro e Filipa Tojal –, já que nos lembra que a compreensão das obras do artista passa pela escuta do pensamento que as sustenta. E posso garantir que essa escuta faz toda a diferença.
Passei o domingo a ler o livro da U.Porto Press e, esta manhã, visitei a exposição. Cada obra ressoa aquilo que Laranjo descobre, reflete e aprende. Está lá tudo: os clássicos da literatura que leu (e que lamenta serem hoje esquecidos), as suas referências filosóficas – alargadas, nas últimas décadas, ao Oriente –, e o conhecimento profundo da história da humanidade e da forma como as diferentes artes foram registando as sombras e as luzes de tempos diversos, numa busca inquieta de sentido. Ler o livro antes de visitar a exposição é, diria eu, condição para deixarmos de ser simples visitantes desprevenidos – é entrarmos já com o ouvido atento ao que o olhar poderá não alcançar sozinho. Mas como estamos em época de Festas – que apelam à generosidade do coração –, partilho convosco algumas ideias-chave que retirei da leitura das entrevistas de Francisco Laranjo.
A primeira ideia diz respeito ao papel do artista na sociedade. “Nenhum artista pode estar alheado da realidade”, afirma o pintor – ao que acrescenta, numa outra entrevista: “Estética e ética são a mesma coisa”. Na verdade, “responsabilidade” é a palavra que Laranjo mais usa a este propósito: “Tenho a consciência de que há uma responsabilidade imensa na construção de qualquer imagem, no tornar público um objeto que tem de conviver num espaço exterior a um atelier”, declara. A exigência é clara: “Um artista é, antes de tudo, um profissional com responsabilidades acrescidas”. Numa outra entrevista, completa: “De outra maneira o artista é um diletante”. Por isso, explica Laranjo, “uma pintura tem de responder, por si só, a uma multiplicidade de interrogações que a ela são dirigidas e, ao mesmo tempo, solicitar tantas outras inquietações quantas a inteligência e a sensibilidade do indivíduo para elas tiver disponíveis”.
Nesta perspetiva, toda a obra de arte é um ato reflexivo: “A minha profissão é pensar, o que me obriga a registar. E eu vou fazendo registos, como estes”. Assim se compreende a declaração que faz numa outra ocasião: “Nada surge por acaso, ou com facilidade, e desagrada-me absolutamente que a minha pintura possa ser entendida como uma explosão emocional e de tinta.” Daí que a sua arte seja de “produção lenta”, contida, ao ponto de, frequentemente, prescindir da cor: “a cor tem um apelativo que distrai do essencial e os pigmentos tendem a apelar a uma narratividade que me desagrada. Não pretendo contar nenhuma estória, nem alimentar impulsos descritivos, que remetem para fora do contexto da representação. A tinta-da-china (...) favorece uma disciplina e um rigor que me agradam, fugindo assim a um facilitismo, ou à tal narratividade que acho absolutamente dispensável na imagem”.
A presença dos lugares – incluindo o Douro, que tanto ama – constitui outra chave de leitura da obra de Laranjo. Em quase todas as entrevistas, sublinha a importância da viagem: “Tenho a certeza de que o meu trabalho seria muito diferente se eu não viajasse tanto e não contactasse diretamente com artistas de outras culturas”. A curiosidade pelo Outro – em particular a que o leva à descoberta da cultura nipónica – não implica, contudo, um desenraizamento da sua obra: “Eu sou um pouco fascinado pelas culturas orientais, mas nunca posso pensar fora de um contexto de formação europeu”. E assim conclui, numa outra ocasião: “Por mais que goste do Oriente, serei sempre um Ocidental”. Porque – como explica num outro contexto – “os lugares que habitamos fazem parte da nossa respiração”.
As exposições sempre foram, para Laranjo, uma partilha da intimidade. “Pinto para mim” – afirma numa das entrevistas –, “mas quando exponho partilho a minha aventura com os outros”. Numa outra ocasião, desenvolve esta ideia: “Exposição é um termo muito verdadeiro porque é mesmo isso: uma pessoa está muito confortável no estúdio, mas quando faz uma exposição expõe-se, fica despida, vulnerável”. Claro que, como reconhece o artista, “uma exposição é sempre uma encenação”.
Depois de ter lido as entrevistas e percorrido a exposição, restou-me a certeza simples de que Francisco Laranjo nunca pediu que se falasse muito da sua pintura – pedia apenas que se estivesse com ela; “A pintura tem que ser vista ao vivo e sentida com uma escala e uma presença real, porque é um objeto físico”, defendeu. E que, depois, dela guardássemos memória: “Gostava que as minhas imagens conseguissem permanecer no espírito de alguém por mais tempo”.
‘Essa será a melhor homenagem que poderemos fazer ao artista na Universidade do Porto’ – pensei. E guardei na retina a mancha azulíssima de um óleo como prova simples de que a pintura pode mesmo continuar a acontecer fora da tela.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
P.S. No edifício da Reitoria, temos 3 exposições à sua espera: Porto, Dresden, Nagasaki, de Francisco Laranjo (Galerias 1 e 2 da Casa Comum); Eu sou o meu mundo, corpo vegetal, de Graça Sarsfield (Auditório da Casa Comum); Dupla Exposição, de Sara Correia (entrada pelo Museu de História Natural e da Ciência, Jardim da Cordoaria). São os desejos de Boas Festas da equipa da Casa Comum!
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U.Porto apresenta exposição de fotografia com gémeos verdadeirosA Dupla Exposição vai ficar patente no Polo Central do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto de 16 de dezembro a 15 de fevereiro de 2026. O que vemos é o resultado de várias sessões fotográficas. São 16 fotografias de oito pares de gémeos da autoria de Sara Correia. Dupla Exposição é o título da exposição que inaugurou a 15 de dezembro, no Polo Central do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto (MHNC-UP). Os gémeos sempre foram considerados, desde a Antiguidade, como algo próximo do divino, constituindo um tema recorrente na mitologia. Ainda hoje continuam a suscitar grande curiosidade, não só para quem faz ciência, mas também para quem trabalha na área artística, especialmente no que diz respeito aos gémeos monozigóticos, também conhecidos como gémeos idênticos. Originados por um único óvulo fertilizado, que se divide em dois embriões, os dois gémeos irão compartilhar 100% do seu material genético.
Partilham deste fascínio a dupla constituída pela médica obstetra e Professora Catedrática da Faculdade de Medicina da U.Porto (FMUP), Alexandra Matias, e a fotógrafa Sara Correia. Ambas abraçaram um projeto que procurou aprofundar o delicado equilíbrio entre diferenças e semelhanças, tantas vezes extremamente subtis, criando uma narrativa visual que esbate as fronteiras entre a realidade e a imaginação.
Dupla Exposição reuniu oito pares de gémeos, representando uma faixa etária diversa, entre os 12 meses e os 80 anos. As sessões começavam com café ou chá, maquilhagem e a partilha de histórias, experiências e percursos. Procuraram-se conexões versus distanciamentos, o idêntico versus o diferente, a harmonia versus a tensão e a intimidade partilhada por personalidades individuais. Ao longo de todo o processo, procurou-se explorar a profundidade desta ligação mística entre gémeos verdadeiros.
A exposição tem entrada livre e vai ficar patente ao público até 15 de fevereiro de 2026.
Dupla Exposição explora o universo dos gémeos idênticos. (Foto: Sara Correia/DR)
Sobre Sara CorreiaLicenciada em Gestão pela Universidade Católica e com mestrado em Marketing pela University of Surrey, sempre alimentou um forte interesse pelas artes. A carreira em gestão, focada principalmente em marketing e publicidade, permitiu-lhe manter-se atenta às tendências, desenvolver novos conceitos e criar produtos inovadores. Ao conectar-se com pessoas de diferentes áreas, foi impulsionada a cultivar o seu lado criativo ao longo de treze anos de experiência profissional. A fotografia foi, aos poucos, tornando-se parte integrante do quotidiano, até que tomou a decisão de transformar essa paixão em profissão. Em 2013, deixou as funções corporativas para estudar Fotografia Profissional no Instituto Português de Fotografia, onde permaneceu durante dois anos (2013–2015). Atualmente, dedica-se à fotografia de retrato. O trabalho que desenvolve distingue-se pelo caráter artístico e conceptual, permitindo que os retratados explorem diversas possibilidades e facetas da personalidade.
Sobre Alexandra MatiasTrouxe (literalmente) ao mundo gémeos idênticos inúmeras vezes ao longo da carreira enquanto obstetra. É Professora Catedrática com Agregação de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina da U.Porto e Assistente Graduada de Ginecologia e Obstetrícia do Centro Hospitalar Universitário de S. João, com subespecialidade em Medicina Fetal, e médica na Portoclínica. É a criadora da página Aging Back Club e do podcast Aging Back. Iniciou o mestrado de “Medicina Anti-envelhecimento e Longevidade” na Universidade de Barcelona. Em 2023, foi distinguida com a comenda da International Academy of Perinatal Medicine, que reconheceu o seu contributo internacional na área da Medicina Perinatal.
Editou em 2020, juntamente com o médico israelita Isaac Blickstein, o livro Developmental and Fetal Origins of Differences in Monozygotic Twins
Fonte: Notícias U.Porto
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O Dia Mais Curto do Ano passa na U.PortoFestival de curtas-metragens vai passar, ao longo do dia 19 de dezembro, pela Casa Comum, Galeria da Biodiversidade e Planetário do Porto. Rui Carlos, de Margarida Praias, é uma das quatro curtas-metragens portuguesas que vão passar pela Casa Comum. Foto: DR
É sempre entre 21 e 22 de dezembro que o Inverno chega ao hemisfério Norte do globo terrestre. Esta transição, que dá pelo nome de Solstício de Inverno, assinala também o Dia Mais Curto do Ano, que inspirou a criação desta festa. Pelo quinto ano consecutivo, a Universidade Porto associa-se a esta celebração do formato mais curto e original do Cinema em todo o mundo: a curta-metragem. No total são três programas especiais, em três locais diferentes com uma particularidade em comum: são todos gratuitos. O Planetário do Porto – Centro Ciência Viva, a Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva e a Casa Comum (à Reitoria) da U.Porto acolhem, no dia 19 de dezembro, um conjunto de curtas-metragens.
Às 17h00, há Curtinhas para Todos no auditório do Planetário do Porto. Trata-se de um conjunto de curtas-metragens de animação que explora de forma imaginativa temas como a amizade, a coragem e as descobertas da infância, recorrendo a personagens e momentos peculiares. As sessões são indicadas para toda a família, tendo também sido pensadas para despertar o gosto pelo cinema desde bem cedo.
No mesmo dia, mas um pouco mais tarde, às 18h30, a Galeria da Biodiversidade abre portas às Curtas do Mundo. Em exibição estará uma seleção de quatro curtas-metragens que nos trazem o melhor do cinema internacional recente: são obras premiadas, assinadas por realizadores emergentes e abrangem uma variedade de géneros. O acesso a esta sessão é gratuito, mas requer marcação prévia através do email: galeria@mhnc.up.pt.
Sulaimani, de Vinnie Ann Bose, vai estar em exibição na Galeria da Biodiversidade. (Foto: DR)
À noite, as propostas de cinema continuam, mas noutro ponto da cidade. Quando forem 21h30, a Casa Comum apresenta as Novas Curtas Portuguesas, uma seleção de quatro curtas-metragens portuguesas que estrearam recentemente nas salas. Entre animação e ficção, o programa traz-nos diferentes olhares de realizadores emergentes, levantando questões familiares, a morte, o luto e a solidão, dramas de adolescentes e até uma viagem ao passado, até aos tempos medievais. É um retrato vibrante da criatividade nacional, revelando novas vozes e olhares do cinema português.
Esta é a quinta vez que U. Porto adere ao Dia Mais Curto do Ano. A nível nacional, a iniciativa estende-se ao longo de todo o mês de dezembro, com sessões espalhadas pelo país. A estas sessões juntam-se programações paralelas dinamizadas por cineclubes, associações culturais e escolas, além de sessões solidárias e exibições televisivas, que levam o espírito do Dia Mais Curto a diferentes públicos e plataformas.
Para mais informações, consultar o website da iniciativa.
Fonte: Notícias U.Porto
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Quarteto Metamorfose em concerto solidário na Casa ComumEspetáculo terá lugar na noite de 20 de dezembro e tem entrada livre. Os donativos irão reverter a favor da Associação Já T’Explico. O Quarteto Metamorfose foi formado em 2022, por quatro estudantes da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), no Porto. Foto: DR
O Quarteto Metamorfose vai subir ao palco da Casa Comum, (à Reitoria) da Universidade do Porto, numa iniciativa solidária que tem por objetivo angariar fundos para a organização Já T’Explico. Vai ser no próximo dia 20 de dezembro, às 21h30. A entrada é livre. Sendo um evento musical, não é só de música que se trata. Ao entrar na Casa Comum, cada pessoa será convidada a contribuir, de forma totalmente voluntária, para apoiar o trabalho desenvolvido pela Já T’Explico, uma organização juvenil sem fins lucrativos nascida na U.Porto e que transforma o quotidiano de crianças e jovens através de três vertentes essenciais: desenvolvimento educativo; desenvolvimento humano e social; desenvolvimento cultural e educativo.
Com uma década de existência, a associação parte das diferentes realidades vividas por crianças e jovens em Portugal, refletidas quer no percurso escolar, quer no contexto familiar e social, para combater o insucesso e o abandono escolar. Fá-lo através de um apoio completo e transversal, que inclui não apenas explicações individuais, mas também um acompanhamento afetivo contínuo.
Com uma abordagem humana, profissional e profundamente enraizada na comunidade, a Já T’Explico pretende quebrar ciclos de desigualdade e abrir portas a novas oportunidades. As contribuições destinam-se a garantir que mais crianças e jovens terão acesso às ferramentas de que precisam para construir um futuro mais justo.
Em 2019, a Já T’Explico conquistou um dos Prémios de Voluntariado Universitário (PVU), galardão que reconhece, anualmente, os melhores projetos de voluntariado promovidos em ambiente universitário.
Sobre o Quarteto MetamorfoseConstituído por Pedro Rebelo, João Sá, Djonathan Silva e Carolina Costa, o Quarteto Metamorfose foi formado em setembro de 2022, na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), no Porto. Em 2023, foram premiados com o 2.º prémio do nível superior na VI Edição do Concurso Nacional de Música Gilberta Paiva. Nesse ano, participaram também na edição de 2023 do Showcase@Fundão da Artway Management, onde conquistaram o prémio do público, e foram convidados para a abertura do Festival Convimus.
De então para cá, foram selecionados para integrar a Temporada de Música de Câmara Jovem da APAM no O’culto da Ajuda em parceria com a Miso Music Portugal (2024). Destaque ainda para a conquista do 2.º prémio no Concurso de Música de Câmara (Nível Superior) do Festival Internacional de Música Convimus (2024) e para a colaboração com o Quarteto de Cordas de Matosinhos (QCM) num concerto conjunto, no âmbito de uma iniciativa para promover jovens quartetos de cordas.
Já em 2025, produziram e estrearam o ciclo de concertos “Mendelssohn & Brahms: Dedicatórias do Romântico” juntamente com o clarinetista Tiago Maia, com o apoio da Fundação GDA e da Thomastik-Infeld.
Fonte: Notícias U.Porto
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Dezembro na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Eu sou o meu mundo, corpo vegetal | Exposição de Graça Sarsfield
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Dupla Exposição
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Concerto de Natal pelo Orfeão Universitário do Porto
Música | Igreja dos Clérigos Entrada Livre. Mais informações aqui
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Colectivo de Poesia - Poetas a várias vozes na Casa Comum | Florbela Espanca
Entrada Livre. Mais informações aqui
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KILL’EM WITH MUSIC. A SLOW (BUT LOUD) REVOLUTION! | Seminário IASPM-PORTUGAL
Conferências | Casa Comum + Online Entrada Livre. Mais informações aqui
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O Dia Mais Curto: a Festa da Curta-Metragem 2025
19 DEZ'25 | 17h00, 18h 30 e 21h30 Cinema | Planetário do porto, Galeria da Biodiversidade e Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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Maria Belo - Uma História de Vida, de Maria José Matos
Apresentação de livro | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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Concerto Solidário com o Quarteto Metamorfose
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Sombras que não quero ver
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2025
Entrada Livre. Mais informações e inscrição aqui
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LOUREIRO 100. ARQUITECTURAS DE REPRESENTAÇÃO
Exposição | Fundação Marques da Silva
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Exposição LOBO2526GLER
Exposição | Galeria da Biodiversidade Entrada Livre. Mais informações aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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TUP - Teatro Universitário do Porto forma novos talentos para o palcoAs inscrições para o Curso de Iniciação à Interpretação de 2026 estão abertas até ao próximo dia 28 de dezembro. O "bilhete" para o Curso de Iniciação à Interpretação do TUP é gratuito e aberto a toda a comunidade. Foto: Fernando Pimenta
Já pensou em representar? E nas ferramentas que pode aprender a usar, não só para ultrapassar desafios académicos, mas também pessoais, sociais e profissionais? Se as perguntas despertaram o ator/a atriz que há em si, então a resposta pode estar no Curso de Iniciação à Interpretação de 2026, oferecido pelo Teatro Universitário do Porto (TUP). Trata-se de uma formação bienal, intensiva e gratuita que permite aos participantes – com ou sem experiência, estudantes universitários ou não – desenvolver competências nas áreas de voz, movimento e interpretação e, quem sabe, abrir as portas para uma carreira na representação. Para frequentar o curso não é necessária qualquer experiência ou formação em teatro. As únicas condições de entrada são ser maior de idade e ter inteira disponibilidade para o curso.
A formação irá decorrer de março a julho de 2026 em modo intensivo, com aulas e ensaios de segunda a sexta-feira, das 21h00 às 24h00, nas instalações do TUP, situadas no recinto da Faculdade de Direito da U.Porto (à Rua dos Bragas).
O curso é composto por aulas de interpretação, movimento e voz, culminando com a criação / preparação de um espetáculo de teatro.
Para se inscrever, basta enviar um e-mail, até 28 de dezembro de 2025, para tupporto@gmail.com, referindo o nome, idade, contacto e motivação para a inscrição no Curso de Iniciação à Interpretação.
Sobre o Teatro Universitário do Porto (TUP)Fundado a 13 de dezembro de 1948, por um grupo de estudantes da U.Porto, sob orientação de Hernâni Monteiro, histórico professor da Faculdade de Medicina (FMUP), o Teatro Universitário do Porto é o grupo de teatro mais antigo da cidade, em funcionamento. Até aos dias de hoje, o TUP tem-se afirmando como um espaço privilegiado de criação e experimentação teatral. Berço de vários espetáculos originais, escritos e encenados pelos membros da companhia, recebeu já vários prémios em festivais nacionais e internacionais de teatro universitário, como o FATAL, em Lisboa, e o MITEU, em Ourense.
Fonte: Notícias U.Porto
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U.Porto Press publica seleção de entrevistas de Francisco LaranjoSEMPRE O INVISÍVEL. SELEÇÃO DE ENTREVISTAS reúne uma ampla seleção de entrevistas do artista Francisco Laranjo, abrangendo três das cinco décadas da sua consistente produção artística. O livro foi lançado a 11 de dezembro, na Reitoria da U.Porto, no âmbito da inauguração da exposição Porto, Dresden, Nagasaki, de Francisco Laranjo. / FOTO: U.Porto Press
Sempre o Invisível. Seleção de Entrevistas evoca a vida e a obra de Francisco Laranjo (1955-2022), reputado artista plástico e antigo aluno, professor e diretor da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP). “Artista de projeção nacional e internacional, agraciado com múltiplos prémios e distinções, inscrito na lista de notáveis da Universidade do Porto, Francisco Laranjo é um pensador culto e generoso, ponderado e afetuoso, cujas palavras nos convidam a refletir, com ele, sobre a arte e sobre a vida”, assim o descreve Maria Clara Paulino no Prefácio desta edição.
“Abrangendo três das cinco décadas durante as quais desenvolveu uma consistente produção artística”, esta obra reúne 21 entrevistas selecionadas do pintor, na sua maioria publicadas originalmente em jornais e revistas aquando de exposições projetadas ou em curso, proporcionando “um olhar raro sobre um artista que valoriza a discrição quando solicitado a falar da sua obra”.
O lançamento desta recente publicação da U.Porto Press decorreu a 11 de dezembro, na Reitoria da U.Porto, no âmbito da inauguração da exposição Porto, Dresden, Nagasaki, de Francisco Laranjo, que ficará patente naquele espaço até 28 de fevereiro de 2026. Francisco Laranjo e a pintura como projeção do olharPara Maria Clara Paulino, os testemunhos reunidos nesta publicação “são do maior interesse para alunos, professores e público em geral”, dado remeterem para “o vasto espectro de referências do artista — da pintura à arquitetura, da filosofia à literatura, do Ocidente ao Oriente, do Contemporâneo à Pré-História — iluminando quer a sua prática, quer o seu compromisso com a arte, a educação e, em particular, a Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (…)”. Defende que “Laranjo reflete, com elegância e coerência, sobre temas complexos, entre os quais a pintura”, sendo que “a sua é, acima de tudo, uma forma de compreender o mundo e de nele intervir”. Também que, apesar de fazer parte da sua arte, “não é o gesto que a define”, mas “as questões profundas que estão na sua génese”. Nem as figuras nela existentes, “geométricas ou orgânicas”, que “nunca são descritivas”.
Porque “não lhe interessa a representação, mas sim o lugar simbólico, o sinal, a evocação, a potência, o discurso pictórico em si mesmo, autónomo, e a qualidade plástica da linguagem”. “Para Laranjo, a pintura é uma mentira bem construída, uma dualidade mentira-verdade. Quem olha para uma imagem nunca vê o que lá está: vê-se a si mesmo”, afirma a docente e investigadora.
Este livro, que passa a integrar o catálogo da U.Porto Press, na coleção Arte e Pensamento, evoca Francisco Laranjo e a sua obra, através da publicação de 21 entrevistas selecionadas. (Foto: U.Porto Press)
Assim, a pintura apresenta-se como “uma projeção do olhar” e, também, “um autorretrato do seu autor”, revelando-se cada vez mais na sociedade contemporânea enquanto “marca singular e irrepetível, sinal de uma personalidade individual”. Maria Clara Paulino destaca, ainda, a relevância quer do papel cultural e civilizacional da arte, quer das viagens para o artista plástico, que lhe possibilitaram “o confronto com outras culturas e civilizações, expandindo horizontes geográficos e temporais”, tendo feito “‘uma ponte’ entre o Ocidente e o Oriente, entre a Europa, a Ásia, a África, a Índia, ou o Egito, e entre a arte do seu tempo e a arte pré-histórica”.
Oriundo de uma família duriense e algarvia, Francisco Laranjo cultivou desde cedo “um forte sentido de importância das origens (…) e do papel destas no desenvolvimento da sensibilidade e prática artísticas”.
Sempre o Invisível. Seleção de Entrevistas está disponível na loja online da U.Porto Press, com 10% de desconto.
Sobre Francisco Laranjo
Francisco Laranjo (Lamego, 1955-2022) foi Professor Catedrático Emérito da FBAUP, que dirigiu entre 2008 e 2014. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em pós-graduação, da Junta Nacional de Investigação Científica em Portugal, Países Baixos e Egito (1981-83) e do Instituto Goethe em Dresden, na Alemanha (2000).
Expôs individual e coletivamente em galerias e museus em Portugal e em vários continentes desde 1978, destacando-se exposições realizadas no Japão, Brasil, Letónia, Reino Unido e Países Baixos. Está representado nas coleções da Fundação de Serralves— Museu de Arte Contemporânea, Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, Coleção do Ministério das Finanças (Portugal), Museu de Tomar, Museu de Arte de Porto Alegre (Brasil), Museu de Arte Contemporânea KNU (Coreia do Sul), Museu ASP (Polónia), Coleção Benetton/Imago Mundi (Espanha), Institute of Contemporary Arts Kunsan (Coreia do Sul), entre outros.
Foi distinguido com a Medalha Municipal de Mérito (Grau Ouro) da Cidade do Porto (2009), com o Prémio de Mérito Cultural do Município de Lamego (2013), agraciado como Comendador da Ordem da Instrução Pública pelo Presidente da República Portuguesa (2015), tendo recebido, a título póstumo, a Medalha de Honra Dourada do Município de Matosinhos (2025).
Fonte: Notícias U.Porto
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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183. Pouco a pouco, Conceição Lima
“Pouco a pouco”, de Conceição Lima, in O país de Akendenguê, 2011, p. 67
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“Era ua beç… …trés cochinicos que bibien no monte cun sue mai. Un die, cumo yá eran moços, resuolbírun ir a bibir cada qual para sue casa.”
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Alunos Ilustres da U.PortoCarlos Pinto FerreiraCarlos Pinto Ferreira (1904-2004) Carlos Pinto Ferreira nasceu a 7 de abril de 1904, no lugar de Lamelas, freguesia de S. Simão da Junqueira, Vila do Conde. Filho de Manuel Lopes Ferreira, natural de Medades, Touguinha, um confesso amante do Teatro, e de Maria Pinto de Lima, ambos comerciantes, era irmão das gémeas Deolinda e Ana, de Felismina e Manuel; neto (por via materna) de José Pinto Ferreira, natural de Azurara, e de Ana Francisca de Lima, da Junqueira; sobrinho, entre outros, de Rondolfo, um "brasileiro de torna viagem", que fora ourives no Recife e na terra natal construíra um palacete.
Frequentou a instrução primária na Escola de Tougues (1911-1915) e o Curso Geral dos Liceus no Liceu Nacional da Póvoa de Varzim, atual Escola Secundária Eça de Queirós, que concluiu em 1920.
Nesse ano, partiu para a cidade do Porto com o intuito de prosseguir os estudos. Aí fez o Curso Complementar dos Liceus, no Liceu Central de Alexandre Herculano, e licenciou-se em Medicina e Cirurgia na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (1922-1928). Durante estes anos, dedicou os tempos livres à música e ao desenho.
Findo o curso, Carlos Pinto Ferreira regressou à Junqueira para exercer medicina, sem, no entanto, deixar de manter o contacto com os antigos colegas que revia em encontros de 5 em 5 anos.
A 17 de Maio de 1930 casou com Felismina Campos Costa, sua conterrânea, com quem, depois de gozada a lua-de-mel no Palace Hotel do Buçaco, passou a residir numa propriedade dos sogros. O casal teve quatro filhos: Orlando, Maria Emelina e os gémeos José e Fernando José.
Carlos Pinto Ferreira desenvolveu a sua carreira médica em Vila do Conde. Em 1934, foi promovido ao cargo de médico de partido, com sede na freguesia da Junqueira e, nove anos mais tarde, foi nomeado Subdelegado de Saúde do concelho. A 1 de Abril de 1950, ascendeu ao posto de efetivo da Clínica Médica do Posto n.º 49 (Vila do Conde), local onde já se encontrava a exercer como médico eventual.
A 29 de novembro de 1973 ocupou o lugar de Presidente da Comissão Organizadora da Casa do Povo da Junqueira, do qual se demitiu, por motivos profissionais, em 1974.
Depois de trabalhar de forma graciosa como médico da Casa do Povo, foi formalmente empossado em janeiro de 1975 e, por fim, tornou-se médico efetivo. Porém, motivos de saúde obrigaram-no a abdicar.
Para além do exercício da profissão de médico também deixou a sua marca pessoal no desempenho de funções a nível local. Foi Presidente da Comissão Administrativa da Câmara Municipal de Vila do Conde (nomeado em 1930), presidiu à Junta de Freguesia da Junqueira (entre 13 de janeiro de 1951 e 16 de março de 1954) e foi Presidente da Câmara Municipal de Vila do Conde durante três mandatos (1954/1958, 1958/1962 e 1962/1966). Ainda antes da conclusão do terceiro mandato requereu a aposentação e abandonou a presidência da Câmara.
Durante os 12 anos em que esteve à frente dos destinos da edilidade vila-condense, Carlos Pinto Ferreira apoiou ações de benemerência em favor da Santa Casa da Misericórdia, promoveu a criação de cantinas escolares, investiu na Escola de Rendas de Bilros que ainda hoje existe e colaborou com outras instituições. Foi membro da Comissão dos Amigos dos Bombeiros de Vila do Conde e Presidente da Comissão de Festas de S. João. Homenageou figuras ilustres do concelho, como D. António Bento Martins Júnior, que foi arcebispo de Braga, e fomentou a visita à vila de altas figuras do governo.
Dedicou-se, também, longamente, à imprensa escrita, ao jornal Renovação, em concreto, tendo-lhe dedicado 40 anos da sua vida. Foi diretor e editor deste periódico.
Muitos dos seus tempos de ócio eram passados no Café Nacional, onde convivia com gente de diferentes sensibilidades políticas.
Este médico e político, com um caráter humanista, apesar de ter experimentado algumas contrariedades no período pós-25 de Abril de 1974, foi um homem respeitado e querido de todos, tendo sido alvo de diversas homenagens, tanto em vida, como póstumas.
Faleceu a 6 de fevereiro de 2004, após doença prolongada.
U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Carlos Pinto Ferreira
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