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A FOTOGRAFIA COMO ATO DE CUIDADOQuando Clara Ramalhão me mostrou, pela primeira vez, as fotografias que havia tirado em contexto hospitalar, no período da pandemia de COVID-19, pensei imediatamente em como seria importante tê-las no arquivo do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto. “Estas imagens têm de ficar no Museu”, disse-lhe. “Quem as vir, daqui a cem anos, compreenderá melhor o que foi a pandemia”. Fiquei muito feliz por ela ter acedido ao meu pedido. Mais tarde, quando me mostrou as fotografias que havia selecionado para o livro Memórias Intensivas, explicando-me a forma como o havia estruturado em secções temáticas, compreendi que as imagens tinham mais do que um valor testemunhal: oferecem-nos um mapa emocional da experiência pandémica. O que considero extraordinário neste livro de Clara Ramalhão é a forma como em cada imagem, sentimos o ato de fotografar como um ato de cuidado. A dupla condição da autora – médica e fotógrafa – confere às imagens uma rara espessura ética e afetiva. Mais do que capturas visuais de um tempo pandémico, típicas do registo do fotojornalismo, as imagens capturadas por Clara Ramalhão afirmam-se como prolongamentos do gesto clínico, de quem cuida enquanto vê, e vê enquanto cuida. Clara Ramalhão não tira fotografias na condição de observadora externa; não sentimos nunca o seu olhar como intrusivo ou distanciado. Por essa razão, embora capturando, com a sua câmara, a intimidade de corpos em sofrimento, as suas fotografias assumem-se como uma forma de atenção – em relação aos pacientes, a quem reconhece sempre dignidade, mas também relativamente aos seus colegas médicos, empenhados no esforço de salvar.
De certo modo, também a prática fotográfica de Clara Ramalhão se assume como um projeto salvífico, não apenas do corpo, mas da memória, da dignidade, da relação. Nesse sentido, os núcleos de fotografias que compõem os diferentes capítulos funcionam como pequenos territórios emocionais, onde somos convidados a parar e escutar o que nos dizem os rostos, as mãos, os movimentos. Emociona-me saber que, daqui a cem anos, quando os homens e as mulheres do futuro lerem este livro, compreenderão que, num momento de profunda crise, prevaleceu algo que nos eleva enquanto seres humanos: o ato de cuidar.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
Nota: O livro de Clara Ramalhão Memórias Intensivas será apresentado esta segunda-feira, 26 de janeiro, às 21:00, no Salão Nobre da Reitoria da U.Porto.
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A guitarra andaluza vai fazer-se ouvir na Galeria da BiodiversidadeÉ mais um concerto do ciclo Teoria das Cordas, desta vez com Paco Seco à guitarra. Vai ser no próximo dia 30 de janeiro, às 21h00. Paco Seco compõe música original inspirada nas raízes andaluzas e influenciada por diversos géneros musicais. Foto: DR
Guitarra Andaluza: entre o clássico e o flamenco é o título do espetáculo que Paco Seco vai levar à Galeria da Biodiversidade – Centro Ciência Viva do Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP). Este concerto, com obras originais, está integrado no ciclo Teoria das Cordas e terá lugar no dia 30 de janeiro, às 21h00. Nas palavras do próprio músico, podemos antecipar uma sonoridade que fique “a meio caminho entre a limpidez da música clássica e a visceralidade do flamenco”. De resto, basta resgatar alguns episódios da formação de base de Paco Seco para percebermos os “territórios de fusão” nos quais se move. O seu primeiro professor foi o guitarrista de flamenco Chico de Melchor e os estudos posteriores encaminharam Paco Seco para a área clássica, inclusivamente com David Russell, Leo Brouwer e Roland Dyens.
As composições que tem levado a diferentes latitudes, um pouco por todo o mundo, combinam composições espanholas para guitarra (ou cujas composições foram adaptadas para guitarra), nomeadamente os românticos ou pós-românticos, como Tárrega ou Albéniz, mas ouvimos também ecos de Bach, sincopação de jazz (deslocamento rítmico) e insistentes ostinatos (frase que se repete ao longo de uma música ou seção de uma música) que se misturam com a harmonia do flamenco.
Nesta passagem pela Galeria da Biodiversidade, Paco Seco vai interpretar um conjunto de peças da sua autoria. A saber: Fantasia sobre “Canarios”; Tarataranta; Homenaje a Manolo Sanlúcar: Ritual; Camino; Suite Andaluza: Tres morillas; Los cuatro muleros; Los peregrinitos; De la Luna: Valentina; Nana; Fandangos;
Homenaje a Camarón; La niña de la bamba e Soy gitano.
O concerto tem entrada livre, ainda que limitada à lotação do espaço.
Sobre Paco SecoÉ um autêntico embaixador da guitarra espanhola. Entre a precisão clássica e a visceralidade da guitarra flamenca, a sua técnica levou-o a renomear o seu estilo como “Guitarra Andaluza”, desenvolvendo música original inspirada nas raízes andaluzas e influenciada por diversos géneros musicais. As atuações destacam-se não apenas pela força da personalidade e virtuosismo, mas também pelo impacto cénico. Já tocou em alguns dos festivais de mais importantes do mundo, realizando concertos na Europa, Ásia e África, apresentando-se no London Guitar Festival, Antwerpen Gitaarfestival, Sarajevo Sevdah Festival, Petrer Guitar Festival, Guitar Festival of Kaliningrad, Festival de Guitarra de Faro, Aalborg Guitar Festival, Valencia International Guitar Days, no Centro Cultural de Belém em Lisboa, no Real Alcázar em Sevilha, etc.
Paco Seco Já gravou doze álbuns, a maioria de produção própria, com música que vai do barroco ao contemporâneo, incluindo a world music e o jazz. Também compõe música para obras em vídeo, curtas-metragens, dança e teatro, trabalhando para importantes companhias de teatro e dança.
Fonte: Notícias U.Porto
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O IndieJúnior Porto "aterra" no Planetário do PortoO IndieJúnior Porto regressa à cidade com uma novidade cósmica: uma parceria com o Planetário do Porto – Centro Ciência Viva. Na última semana de janeiro de 2026, o Planetário do Porto – CCV acolhe o IndieJúnior Porto, com uma sessão em que o cinema de animação funde astronomia e gastronomia, proporcionando uma sessão muito espacial para o público geral e escolar, num espaço onde o céu é apenas o ponto de partida.
O grande destaque vai para o filme de animação Pudim Cósmico, da realizadora francesa Geneviève Anhoury. Este filme espacial oferece uma viagem visual extraordinária por entre estrelas, planetas e galáxias... no espaço de uma cozinha!
Um Pudim Cósmico e outras viagens Pudim Cósmico é uma viagem fabulosa pelo tempo e pelo espaço interestelar, que nos mergulha num alegre banho de objetos celestes, luz e conhecimento. O mais surpreendente é que todas as imagens são criadas exclusivamente a partir de comida verdadeira, animada e encenada para se assemelhar a fenómenos cósmicos extraordinários.
Produto de anos de investigação em Astrofísica e Biologia, o trabalho de Geneviève Anhoury cruza a arte e a ciência de forma única, despertando a curiosidade e a alegria da infância ao olhar o quotidiano com olhos de explorador.
A experiência imersiva não se limita ao filme Pudim Cósmico (narrado em Português exclusivamente para estas apresentações). A sessão incluirá ainda uma outra curta imersiva de animação e uma viagem espacial ao vivo pelo céu noturno e pelo Universo, como se estivéssemos a bordo de uma nave espacial, conduzida por um astrónomo do Planetário, em interação constante com o público.
As sessões para o público geral vão ter lugar no dia 30 de janeiro às 17h , e no dia 31 de janeiro às 15h e 17h. Os bilhetes poderão ser adquiridos aqui. Para o público escolar, estão previstas sessões todos os dias, de 26 a 30 de janeiro, sempre às 14h. Para participarem nestas sessões, deverão efetuar uma marcação.
Paralelamente, o Festival IndieJúnior, em parceria com o Planetário do Porto e o espaço Todos para a Mesa, irá também promover uma oficina gastronómica, dirigida a crianças, intitulada Galáxia Comestível. Preparar, explorar e saborear – esta é a missão intergaláctica dos nossos mini chefs nesta divertida viagem pelo espaço dos sabores! Numa primeira parte da atividade, cada criança vai decorar o seu "cupcake cósmico", transformando-o no centro da sua galáxia! As crianças terão de dar asas à sua imaginação para criar um astro muito saboroso! Na segunda parte desta nossa atividade, os nossos meninos partem para uma aventura espacial de frutas! Utilizando frutas de várias cores e texturas e palitos vão ter de montar o seu sistema solar comestível que irá orbitar à volta do seu cupcake! No final, cada criança terá criado a sua "Galáxia Comestível" única, misturando ciência, arte e culinária num delicioso universo de cor e imaginação!
Esta oficina tem o custo de 15€, que inclui a participação de uma criança e de um adulto. Os bilhetes poderão ser adquiridos AQUI.
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Duo Sobral leva ciclo Teoria das Cordas à FAUPO concerto de Música Portuguesa - Diálogo entre épocas tem lugar a 31 de janeiro, no Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitetura. O Duo Sobral é formado pelos guitarristas Paula (mãe) e Rúben Sobral (filho). Foto: DR
Constituído por Paula e Rúben Sobral, à guitarra, o Duo Sobral vai levar Música Portuguesa – Diálogo entre épocas ao Auditório Fernando Távora da Faculdade de Arquitetura da U.Porto. O concerto irá realizar-se no dia 31 de janeiro, às 16h00, e encontra-se inserido no ciclo Teoria das Cordas, que tem levado música a diferentes espaços universitários. A entrada é livre. Num percurso que atravessa três séculos de música portuguesa, o recital do Duo Sobral propõe uma viagem desde o barroco de Frei Jacinto do Sacramento e Carlos Seixas ao romantismo lírico de Alfredo Keil, até chegar à escrita contemporânea de José Carlos Sousa
Trata-se de um programa que evidencia assim o carácter da música portuguesa, onde diferentes estilos se entrelaçam nas guitarras, transformando cada peça num diálogo de ecos e ressonâncias que atravessam o tempo.
Sobre Duo SobralFormado pelos guitarristas Paula (mãe) e Rúben Sobral (filho), o duo transpira a cumplicidade familiar, representando duas gerações de guitarristas formados na Universidade de Aveiro. Das atuações sobressaem as transcrições, feitas pelos próprios, de repertório português escrito para cravo e piano, mas também composições recentes de música portuguesa, originais para esta formação. Paula Sobral concluiu a licenciatura em Ensino da Música na área de Guitarra Clássica e o mestrado em Música de Câmara. Desde 2015 que é diretora artística do Concurso Internacional de Guitarra de Viseu. Tem feito atuações em música de câmara com o duo de guitarras Concentus Duo, octeto de guitarras Acord’Ensemble, orquestra Guitarrafona, Quarteto de Guitarras de Viseu 4GV, e, mais recentemente, com o Duo Sobral.
Rúben Sobral iniciou os seus estudos no Conservatório de Viseu. Entre 2016 e 2020, fez masterclasses com Jerémy Jouve, Zoltan Katona, Roberto Aussel, Ricardo Gallen, Pedro Rodrigues, Sérgio Assad, Odair Assad, Françoise Emmanuelle Denis, Dejan Ivanovic e Francisco Bernier; um workshop com Yamandú Costa; e um estágio com Leo Brouwer.
Fez parte do ensemble de guitarras Guitarrofonia, dirigida por Rogério Peixinho. Encontra-se a frequentar o segundo ano de mestrado em Ensino de Música em Aveiro.
Fonte: Notícias U.Porto
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Janeiro na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Eu sou o meu mundo, corpo vegetal | Exposição de Graça Sarsfield
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Dupla Exposição
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Visitas Orientadas à exposição Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki
Visitas orientadas | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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Memórias Intensivas / um olhar emocional sobre um serviço de medicina intensiva em tempos de pandemia | Apresentação do livro de Clara Ramalhão
Apresentação de livro | Salão Nobre Entrada Livre. Mais informações aqui
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IndieJúnior Porto 2026: Formação Cinema para a Infância | Educadores e Professores
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui
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IndieJúnior 2026: Filme Debate | E em vez do medo? A alegria!
Filme-debate | Salão Nobre Entrada Livre. Mais informações aqui
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Um Pudim Cósmico e outras viagens
Cinema, atividade de serviço educativo | Planetário do Porto - CCV Mais informações e bilhetes aqui
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Teoria das Cordas | A guitarra andaluza de Paco Seco
Música | Galeria da Biodiversidade - CCV Entrada Livre. Mais informações aqui
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Teoria das Cordas | Duo Sobral, guitarras em viagem pela música portuguesa
Música | Faculdade de Arquitetura da U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Sombras que não quero ver
Entrada Livre. Mais informações aqui
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LOUREIRO 100. ARQUITECTURAS DE REPRESENTAÇÃO
Exposição | Fundação Marques da Silva
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Sob mares frágeis, de Pedro Camanho
Exposição | Galeria da Biodiversidade - CCV Entrada Livre. Mais informações aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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Doenças do comportamento alimentar dão origem a novo livro da U.Porto PressO lançamento de O Essencial das Perturbações do Comportamento Alimentar. Guia Prático Para o Clínico Geral está marcado para 3 de fevereiro, na Reitoria da U.Porto. Entrada livre. Este manual constitui-se como um apoio útil especialmente para médicos de Medicina Geral e Familiar, Psiquiatria e Psiquiatria da Infância e da Adolescência, nos seus contextos de trabalho. / Foto: U.Porto Press
O Essencial das Perturbações do Comportamento Alimentar. Guia Prático para o Clínico Geral é uma obra escrita a várias mãos, reunindo textos de “vários autores que se dedicaram a desenvolver o que consideramos mais importante para o conhecimento e tratamento das doenças do comportamento alimentar”, explica Isabel Brandão, médica psiquiatra aposentada e coordenadora científica desta publicação. Dirigida especialmente a médicos de Medicina Geral e Familiar, Psiquiatria e Psiquiatria da Infância e da Adolescência, enquanto apoio útil nos seus contextos de trabalho, a publicação analisa doenças do foro alimentar e destaca a relevância da intervenção de equipas multidisciplinares, do apoio dos familiares e do médico de família para o sucesso do tratamento, bem como para atenuar o sofrimento dos pacientes.
O lançamento do mais recente título da Editora da Universidade do Porto (U.Porto), na sua coleção Estudos e Ensino, está marcado para o dia para 3 de fevereiro, a partir das 18h00, no Auditório da Casa Comum, à Reitoria da U.Porto.
A apresentação do livro ficará a cargo de Carlos Nunes, especialista em Medicina Geral e Familiar e antigo presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Norte.
A entrada é livre.
Uma Abordagem à Doenças do Comportamento AlimentarO Essencial das Perturbações do Comportamento Alimentar. Guia Prático para o Clínico Geral é um manual organizado em 10 capítulos. Parte destes dedicam-se especificamente à análise de uma doença do foro alimentar – de que são exemplo a anorexia nervosa, a bulimia ou as perturbações alimentares da primeira infância –, focando aspetos como a perspetiva histórica, critérios de diagnóstico, prevalência ou tratamento da doença. Outros abordam temas relacionados com as perturbações do comportamento alimentar, como a sua evolução (prognóstico, comorbilidades e mortalidade), manifestações clínicas, diagnóstico diferencial e respetivos instrumentos de avaliação, abordagem terapêutica ou a obesidade. “Muitas vezes erradamente consideradas doenças da moda”, são “doenças tratáveis, mas simultaneamente com importante risco de vida, realça Isabel Brandão, destacando também o quão “relevante se torna a participação dos colegas de Medicina Geral e Familiar na identificação e colaboração próxima ao longo do tratamento dos doentes”.
A presença da família e devida informação acerca da doença também são considerados elementos essenciais para a recuperação do paciente, atendendo à incompreensão que muitos sentem por parte de quem os rodeia, quer a nível familiar, quer a nível profissional, sofrendo de modo solitário, muitas vezes durante vários anos, “sem que o próprio consiga reconhecer a gravidade ou mesmo a necessidade de tratamento”.
A publicação aborda doenças do foro alimentar e destaca a relevância da colaboração quer do doente, quer dos seus familiares e médico assistente para o sucesso do tratamento. (Foto: U.Porto Press)
Esta condição pode, ainda, promover o isolamento do doente, que “passa a sentir-se melhor só” e “deixa de fazer refeições acompanhado, como fazia anteriormente”, pois ao invés de serem vistas como “oportunidade para o convívio, entre familiares ou amigos”, ou “possibilidade para usufruir do prazer com o que se escolhe para comer, são momentos de irritabilidade e conflitos frequentes”, afirmam Isabel Brandão e Francisco Coutinho na sua Introdução ao livro. As doenças do comportamento alimentar, como é o caso da Anorexia Nervosa (AN), da Bulimia Nervosa (BN) e da Perturbação da Ingestão Compulsiva (PIC), são patologias em que o problema é mais complexo do que o de fazer opções alimentares não saudáveis”, garante a coordenadora desta obra. “Trata-se de um comportamento persistentemente doentio, muitas vezes de cariz obsessivo, em que o centro da vida passa a ser o corpo, tanto quanto o efeito dos alimentos interferem com a sua forma”.
Apesar do preconceito ainda existente na sociedade face às doenças do foro mental, e sobretudo à dificuldade em aceitar a problemática do comportamento alimentar como uma “patologia psiquiátrica”, defendem que, “com o avanço da Medicina, se aceitam com menor preconceito, podendo ser tratadas, mantendo o doente na sua rotina, e simultaneamente com melhor qualidade de vida”.
O Essencial das Perturbações do Comportamento Alimentar. Guia Prático para o Clínico Geral está disponível na loja online da U.Porto Press, com 10% de desconto.
Sobre Isabel BrandãoIsabel Brandão lecionou na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e é médica psiquiatra aposentada, anteriormente responsável pela consulta de Perturbações do Comportamento Alimentar do Serviço de Psiquiatria do Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ). É terapeuta familiar e supervisora da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar.
Foi Presidente da Sociedade Científica “O Núcleo das Doenças do Comportamento Alimentar”. Integrou a equipa clínica do Centro de Responsabilidade Integrado de Obesidade e coordenou a Equipa de Prevenção da Violência em adultos do CHUSJ.
Fonte: U.Porto Press
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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189. Se tu ainda falasses…, Leonor de Almeida
“Se tu ainda falasses…”, de Leonor de Almeida, in na curva escura dos cardos do tempo – poesia reunida, 2020, p. 178.
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“Naquel tiempo nien ls más foutos s’astrebien a cruzar la sierra. Por menos de nada, salie un tiro a retumbar nas ourrietas caras a la sierra de la Culebra. Naide sabie se era caça fuora de tiempo, pastor a spantar ls lhobos ou ajuste de cuontas para remortigar sapeiras nacidas antre rojos i falangistas.” Ua cuonta de Alcides Meirinhos.
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Alunos Ilustres da U.PortoCassiano Barbosa Cassiano Barbosa (1911-1998) Cassiano Barbosa de Abreu e Lima Lopes Rodrigues nasceu no Porto a 30 de dezembro de 1911.
Diplomou-se na Escola de Belas Artes do Porto , que frequentou entre 1928 e 1939. Em 1944 apresentou o trabalho Edifício de Serviços para a Companhia Portuguesa de Seda Artificial ao Concurso para Obtenção de Diploma de Arquitecto (CODA). CODA, de Cassiano Barbosa Passados três anos, foi um dos fundadores da Organização dos Arquitectos Modernos (ODAM, 1947-1952). Entre 1939 e 1963 trabalhou em parceria com o arquiteto Arménio Losa, que conhecera nos tempos de estudante. Colaborou também com o arquiteto Januário Godinho. Com Arménio Losa projetou edifícios de habitação coletiva (Rua da Boavista n.ºs 571/573, 1945-1950; Rua da Constituição n.ºs 27/63, 1950; Rua de Olivença n.º 54, 1951; Rua de Santos Pousada n.º 1330, 1952; Rua de Santos Pousada n.º 1318, 1952; Rua de Bonjóia n.ºr268, 1958-1962; e Rua de Diu n.º 184, 1958-1960); de Comércio e Habitação Coletiva (Rua do Campo Alegre n.º 606, 1959-1963 e Rua de Faria Guimarães n.ºs 109/115, 1961-1965); de Garagem e Habitação Coletiva (Avenida de Fernão de Magalhães n.ºs 390/394, 1957); de Comércio, Serviços e Habitação Coletiva (Rua da Alegria n.ºs 402/414, 1958-1962); de Serviços (Rua dos Bragas n.ºs 1953/1961, 1947-1949); e de Serviços e Habitação Coletiva (Rua de Ceuta n.ºs 141/141 A/praça D. Filipa de Lencastre, 1950-1953).
Desta associação resultaram também a Casa Cassiano Barbosa (Rua de Belém n.º 408, 1948), a Casa José Carrapatoso (Rua de Tristão Vaz da Cunha n.ºs 134/136, 1948) e a Casa Fernão Vaz Godinho (Rua de Fernão Vaz Dourado n.º 11, 1951-1953). E ainda Quatro Casas na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra n.ºs 301/309 (1952), Duas Casas Geminadas na Avenida do Dr. Antunes Guimarães n.ºs 628/648 (1959-1963) e Quatro Casas Geminadas na Rua do Dr. Luís Pinto da Fonseca n.ºs 7/37 (1960).
Cassiano Barbosa é autor dos livros Adaptação a Centro Cultural do Solar dos Castros,
Vila Nova de Cerveira (1984), Álbum esquecido: obras de vinte artistas e de um poeta (1986), Pontos de vista: 1974-1988 (1989), da compilação ODAM: Organização dos Arquitectos Modernos (1972) e de 10 arquitectos, organizado para a Cooperativa Árvore.
Em 1988 recebeu a medalha Mérito, Grau de Ouro, da cidade do Porto.
No ano da sua morte, um arruamento da freguesia de Ramalde foi batizado com o seu nome - Rua do Arquitecto Cassiano Barbosa.
U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Cassiano Barbosa Repositório Temático da Universidade do Porto, Arquivo Digital da U.Porto, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, 1979-, Concurso para Obtenção de Diploma de Arquiteto (CODA) [1935-1983]
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