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AINDA-NÃOQuem me conhece, sabe que a minha área principal de investigação é a dos Estudos sobre a Utopia. Há quatro décadas que estudo a forma como as ideias de esperança têm sido força motriz de transformação social. Uma das minhas maiores referências para a utopia é o filósofo alemão Ernst Bloch (1885-1977), autor da monumental obra em cinco volumes O Princípio da Esperança (1938-1947) – uma autêntica “enciclopédia da esperança”, como o próprio autor a definiu. É logo no primeiro volume que Bloch propõe o conceito de ainda-não. De acordo com Bloch, a realidade não é um dado fechado, mas um campo aberto de possibilidades. Nela habita o ainda-não: aquilo que ainda não se realizou, mas que já se anuncia como virtualidade concreta. Ler a realidade, nesse sentido, é descobrir nela o seu próprio vir-a-ser. Habituei-me a ler assim o mundo – e por isso achei que o “Encontro Prescrição Cultural – Arte Cultura e Bem-Estar: o Papel da Universidade”, realizado na passada quinta-feira, na Reitoria, valeu principalmente pelo futuro que insinuou.
Foi um dia longo. Passámos um documentário sobre a Prescrição Cultural, revelando o crescente corpo de evidência científica que destaca o papel das artes na promoção da saúde e do bem-estar. Demos os primeiros certificados de conclusão do curso Prescrição Cultural a profissionais de saúde (médicos e psicólogos) e a artistas e mediadores culturais em exercício. Escutámos, com júbilo, as boas novas do financiamento do Consórcio Prescrição Cultural, liderado pela U.Porto e que, nos próximos três anos, formará profissionais e implementará e monitorizará no Norte do país múltiplas intervenções de Prescrição Cultural.
Partilhámos, com as equipas reitorais de dez universidades que integram o CRUP / Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, os conteúdos das nossas formações em Prescrição Cultural. Tivemos ainda a oportunidade de assistir à belíssima palestra de João Teixeira Lopes sobre “Práticas Culturais, Culturas Juvenis e Universidade”.
Celebrámos a assinatura de um acordo entre a Reitoria da U.Porto e a Faculdade de Letras, através do Instituto de Sociologia, para a operacionalização do novo Observatório para a Arte e a Cultura no Ensino Superior. Demos uma formação intensiva a um conjunto de 20 psicólogos em exercício nas diferentes unidades orgânicas da nossa universidade. E fechámos o dia com dois workshops de arte e cultura dinamizados pelas nossas artistas residentes, Josefina Fuentes e Abigail Ascenso.
Foi um daqueles dias que valem por muitos, condensando as energias de uma equipa vasta e eclética, composta por docentes e investigadores de diferentes faculdades da U.Porto, sob a direção científica de Diana Alves. Mas foi, sobretudo, um daqueles dias em que o ainda-não se fez presente, discreto, mas insistente. Ao ouvir os diferentes discursos – do Reitor da U.Porto, do Presidente do CRUP, do Presidente da CCDR-N –; ao constatar a presença de vários diretores das nossas faculdades; ao testemunhar o entusiasmo dos novos diplomados em Prescrição Cultural, bem como dos psicólogos da U.Porto que fizeram o curso intensivo; ao perceber o interesse das outras universidades em replicar as nossas formações – não pude deixar de vislumbrar esse dia adiante em que a Prescrição Cultural será realizada a nível nacional, através do Serviço Nacional de Saúde, à semelhança do que se passa, há já três décadas, no Reino Unido e em outros países europeus.
Mas talvez mais importante tenha sido a experiência do workshop com a artista residente Josefina Fuentes. No início da sessão, a artista pediu que fizéssemos um minuto de silêncio. Não estou habituada a estar um minuto sem fazer nada, pelo que decidi contar, interior e pausadamente, até 60. Senti-me orgulhosa quando, ao atingir o 60.º número, ela anunciou que havíamos completado o minuto (tenho o hábito de fazer pequenos jogos mentais para passar o tempo). Seguiram-se múltiplos exercícios de consciencialização do nosso corpo. Abanámos os membros, imitámos expressões representando diferentes emoções, fixámos longamente os olhos dos outros, escolhemos pontos no horizonte e ensaiámos posições de proximidade e distanciamento. No final, a artista pediu-nos mais um minuto de silêncio. Fechei os olhos. Surpreendi-me de mente vazia. Não precisei de contar. Estava eu, apenas, senti-me eu, apenas – e experienciei um verdadeiro bem-estar.
Talvez o ainda-não seja isto: um minuto em silêncio que já não precisa de ser contado.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
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Casa Comum exibe série sobre a repressão ditatorial em Angola"O Processo" surge no âmbito do programa "Nossas Memórias – Comemoração dos 50 anos de Independência de Angola", a realizar na U.Porto durante o ano de 2026. O Processo é o título da série que propõe uma viagem até Angola durante o domínio colonial. Escrita e dirigida por Hélder Filipe e Renata Torres, esta série vai passar na Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto, nos próximos dias 13, 20 e 27 de fevereiro, sempre às 18h00. Inserida no âmbito das comemorações dos 50 anos da independência de Angola, a iniciativa convida a comunidade a assistir a seis episódios – dois por sessão – desta série que venceu o Prémio Nacional de Cultura e Artes 2025 de Angola.
A primeira sessão, já no dia 13 de fevereiro, apresenta-nos João Manuel Lisboa que, em 1959, foi intercetado pela Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE). Será uma oportunidade para perceber um pouco melhor como a literatura clandestina e a música serviram de escudo e arma para aqueles que, na década de 1940 do século passado, sonhavam com uma Angola livre.
No segundo episódio, exibido no mesmo dia, “entraremos” em alguns clubes recreativos e desportivos (como o “Bota Fogo” e “Espalha Brasa”) que funcionavam de disfarce perfeito para a revolução.
Os clubes desportivos e recreativos angolanos ajudaram a tecer uma rede clandestina que uniu o país. (Foto: DR)
No dia 20 de fevereiro, seremos “cúmplices” de uma aliança estratégica que usou a influência da Igreja para despertar a consciência global. Vamos assistir à denúncia que levará João Manuel Lisboa à prisão, e que irá desencadear uma caça impiedosa, por parte da PIDE, com um catastrófico efeito dominó. Dia 27 de fevereiro, iremos “acompanhar” o julgamento do Processo dos 50, que acabou por mudar o curso da história e transformou o sofrimento de um grupo num movimento que culminaria com a liberdade de toda uma nação.
A entrada nas sessões é livre, ainda que limitada apenas à lotação do espaço.
A exibição desta série está integrada no programa Nossas Memórias – Comemoração dos 50 anos de Independência de Angola, que vai decorrer na U.Porto durante todo o ano de 2026. Entre as iniciativas previstas inclui-se a exibição de filmes, peças de teatro, conversas, workshops e apresentação de livros.
O programa resulta de uma parceria entre a U.Porto e a Associação Kafukolo 5, a Plataforma História Social de Angola, a Escola Utópica e a Casa de Angola no Porto.
Fonte: Notícias U.Porto
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Há Cole Porter "à moda da U.Porto" para ouvir no Dia dos NamoradosOs clássicos eternizados pela Broadway e por Hollywood vão ser interpretados pelos "Seis às Sete" na tarde de 14 de fevereiro, na Casa Comum. O grupo de jazz Seis às Sete, constituído maioritariamente por antigos estudantes da Universidade do Porto, promete fazer-nos revisitar alguns temas que fomos ouvindo e cantarolando. São de autoria do compositor americano Cole Porter as músicas que iremos recordar (e acompanhar) no dia 14 de fevereiro, às 18h30. Onde? Na Casa Comum (à Reitoria), onde a entrada é sempre livre. Dá vontade de cantar e, sem que se perceba, o corpo está já a balançar ao ritmo da música. Foi imortalizado no cinema por Frank Sinatra e ouvimos, mais recentemente, outra versão interpretada por Tonny Bennett e Lady Gaga: “I’ve got you under my skin” faz parte do conjunto de clássicos que estão alinhados no programa de sábado à tarde, mas há muito mais.
São temas de Cole Porter que exploram o sentimento amoroso e que a Broadway e a indústria cinematográfica de Hollywood ajudaram a eternizar. E porque o amor é complexo, capaz de nos dar a sensação de “caminhar a uns centímetros do chão”… como de cair num precipício… a música só poderia ser o reflexo disso mesmo. É o caso da canção de Porter que exalta a presença do alvo da nossa paixão, com a mesma intensidade com que transpira o sofrimento da sua ausência: “Every time we say goodbye… I die a little”. Que é como quem diz (e vamos todos dizer) “I get a kick out ou you” ou “Night and day… You are the one”. Neste caso, talvez nos tenha ficado na memória uma voz feminina do jazz americano. Quem? Ella Fitzgerald Sings the Cole Porter Song Book é um duplo álbum de estúdio, gravado em 1956.
Sabemos que é o Dia dos Namorados, mas não tem de trazer um par. Pode, mas não precisa de ser namorado(a) de ninguém. Basta gostar de se deixar embalar pelas letras e músicas deste célebre compositor americano.
O concerto tem entrada livre, ainda que sujeita à lotação da sala.
Os “seis às sete” vão atuar na Casa Comum. (Foto: DR)
Os Seis às SeteCláudia Lira, na voz; Luís Melo, na guitarra; Ricardo Fonseca, ao piano; Pedro Cerveira, na flauta; Paulo Figueiredo, no baixo; e António Secca, na bateria. Os Seis às Sete são um grupo de jazz maioritariamente composto por alumni da U.Porto, de cursos tão diversos como Engenharia, Arquitetura e Medicina. A banda dedica-se à divulgação de trabalhos de compositores reconhecidos internacionalmente, muitos deles divulgados por nomes marcantes como Ella Fitzgerald, Diana Krall, Tierney Sutton, Jane Monheit, entre outros.
Ao longo dos 15 anos de existência, o grupo já libertou dois álbuns: Be still my heart, em 2007, e Pretty Eyes, em 2015.
Fonte: Notícias U.Porto
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Um "farol de conhecimento" na cidadeUma comitiva da Câmara Municipal do Porto (CMP), liderada por Pedro Duarte, o recém-eleito presidente da autarquia, visitou, no passado dia 4 de fevereiro, o Polo Central (à Reitoria) do Museu de História Natural e de Ciência da Universidade do Porto (MHNC-UP). Acompanhada pelo Reitor da U.Porto, António de Sousa Pereira, e respetiva equipa reitoral, a comitiva – que incluiu também a Vice-Presidente da CMP, Catarina Araújo, a Vereadora da Educação, Matilde Rocha, e o Vereador da Cultura e Património, Jorge Sobrado – teve a oportunidade de conhecer, por dentro, algumas das coleções que povoam um dos mais antigos e valiosos espaços museológicos da cidade.
A visita incluiu ainda paragens no histórico Laboratório de Química Ferreira da Silva, reaberto ao público desde 2021, e na Loja da U.Porto.
Para além do Polo Central (atualmente em reestruturação), o MHNC-UP integra outro polo, composto pelo icónico Jardim Botânico da U.Porto e pela Galeria da Biodiversidade – Centro de Ciência Viva. É ali que decorrem, entre muitas outras atividades de promoção da cultura científica, algumas das ações da Escola Ciência Viva da Terra e do Espaço, uma iniciativa promovida em parceria com Planetário do Porto – o outro Centro Ciência Viva da U.Porto – e que conta com o apoio da CMP.
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Estudantes da EUGLOH mergulharam na história do PortoVisitas culturais realizadas no âmbito do "Eugloh Cultural Corredor" levaram 24 estudantes à descoberta da Reitoria da U.Porto e do CPF. As galerias da Casa Comum acolheram uma das duas visitas realizadas no âmbito do "Eugloh Cultural Correior". Foto: U.Porto
Vieram de países como Espanha, Hungria, Sérvia, Alemanha, França e Suécia. No total, 24 estudantes, pertencentes a universidades parceiras da EUGLOH – European University Alliance for Global Health, estiveram recentemente na Universidade do Porto e, no âmbito do projeto Eugloh Cultural Corridor, fizeram visitas orientadas a diferentes espaços do Edifício Histórico da U.Porto (à Reitoria) e também do Centro Português de Fotografia (CPF). Um verdadeiro mergulho na história da cidade. A primeira visita decorreu no passado dia 2 de fevereiro e levou o grupo de estudantes e respetivos professores – provenientes das universidades de Lund (na Suécia), Szeged (na Hungria), Alcalá (em Espanha), Hamburgo (Alemanha), Paris-Saclay (França) e Novi Sad (Sérvia) – à descoberta do Edifício Histórico da U.Porto.
Um dos pontos altos da visita foi a subida pela escadaria central do edifício, uma vez que lhes possibilitou a análise pormenorizada das centenárias pinturas de Veloso Salgado que ladeiam o percurso. Graças ao enquadramento fornecido pela historiadora de arte e mediadora cultural Susana Pacheco Barros ficaram a perceber que um dos quadros é dedicado à disciplina da Matemática, até pela inscrição que ostenta: “Aqui não se entra, sem a Mathematica”. Mais abaixo, de um lado, a figura da Álgebra, do outro, a da Geometria e, em primeiro plano, a do Cálculo. Apresentando as figuras da Engenharia, da Física, da Química e Biologia, o outro quadro é alusivo às “Sciencias Physico-naturaes”. Todas as figuras se fazem representar com os instrumentos aos quais recorrem no âmbito do desempenho das respetivas tarefas.
A visita prosseguiu, depois, para o Salão Nobre, onde os retratos permitiram explorar a história da academia e também, por exemplo, a sua ligação aos escritores e poetas da cidade.
sNo dia 3 de fevereiro, os estudantes internacionais fizeram uma visita orientada ao Centro Português de Fotografia
De regresso à escadaria central, o grupo desceu até à Casa Comum, para conhecer as técnicas inovadoras de Graça Sarsfield na criação das peças que fazem parte da exposição Eu sou o meu mundo, corpo vegetal. A visita terminou com a exploração da exposição Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki, que reúne cerca de 50 obras da autoria do artista e antigo docente e diretor da Faculdade de Belas Artes da U.Porto. Já no dia 3 de fevereiro, foi a vez de visitar um espaço icónico da cidade que é também um dos parceiros culturais da U.Porto, no âmbito do Corredor Cultural: O Centro Português de Fotografia. É aqui, na antiga cadeia da cidade, que podemos encontrar grande parte do património fotográfico nacional. Para além da exposição permanente, o CPF apresenta também exposições temporárias de diferentes projetos fotográficos.
No dia 3 de fevereiro, os estudantes internacionais fizeram uma visita orientada ao Centro Português de Fotografia
Durante a visita, os estudantes perceberam como funcionava o sistema prisional, conheceram máquinas fotográficas com mais de 100 anos, e entraram na cela onde o escritor do século XIX, Camilo Castelo Branco, escreveu o famoso Amor de Perdição. “Com uma vista assim para a cidade, compreendo a inspiração para, nesta cela, se escrever um romance”, assinalou um dos participantes. “Não sabia o que ia encontrar e fiquei verdadeiramente impressionada, nomeadamente pelas diferentes condições em que viviam os prisioneiros, mediante o respetivo estatuto social”, apontou outra.
Os fãs de máquinas fotográficas apreciaram particularmente “esta oportunidade de, da mais antiga à mais moderna, conhecerem a coleção de máquinas analógicas”.
Das mais antigas aos modelos mais recentes, as máquinas fotográficas analógicas foram um dos tópicos de maior interesse dos estudantes da EUGLOH. (Foto: U.Porto)
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Fevereiro na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Eu sou o meu mundo, corpo vegetal | Exposição de Graça Sarsfield
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Dupla Exposição
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Visitas Orientadas à exposição Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki
Visitas orientadas | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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Administração Pública e Dados Pessoais | Apresentação do livro
Apresentação de livro | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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Apresentação do livro MÁRIO SOARES: O Caminhar da História, de Agostinho Santos
Apresentação de livro | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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O Processo, de Hélder Filipe
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Dia dos Namorados: Canções de Amor de Cole Porter | Seis às Sete
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Sombras que não quero ver
Entrada Livre. Mais informações aqui
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LOUREIRO 100. ARQUITECTURAS DE REPRESENTAÇÃO
Exposição | Fundação Marques da Silva
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Sob mares frágeis, de Pedro Camanho
Exposição | Galeria da Biodiversidade - CCV Entrada Livre. Mais informações aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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Ciclo de Cinema e Bioética da FMUP debate "The Great Hack"Documentário sobre o escândalo “Cambridge Analytica” será exibido na tarde de 10 de fevereiro, no Auditório do Centro de Investigação Médica. O Ciclo de Cinema e Bioética da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) regressa ao Auditório do CIM-FMUP no dia 10 de fevereiro, a partir das 16h00. The Great Hack, dirigido e produzido por Karim Amer e Jehane Noujaim, será o filme/documentário em destaque nesta sessão. Datado de 2019, The Great Hack aborda o escândalo "Cambridge Analytica", que envolveu a exposição de dados identificáveis de milhões de utilizadores do Facebook. O caso despertou um debate global sobre a privacidade, o uso de dados pessoais sem o devido consentimento e a sua manipulação para fins obscuros.
"Esta é uma oportunidade aberta à comunidade académica e ao público em geral para refletir e debater os impactos éticos, sociais e políticos da tecnologia e da utilização de dados pessoais", afirma Ivone Duarte, professora da FMUP e especialista na área da Bioética, que ficará responsável pela moderação da sessão.
Os comentários estarão a cargo de um painel multidisciplinar composto por Rui Nunes, professor e diretor do Centro Pluridisciplinar de Bioética da FMUP, Mónica Correia, jurista e professora da FMUP, e Luís Antunes, especialista em cibersegurança e privacidade e professor da Faculdade de Ciências da U.Porto (FCUP).
Além da FMUP, o evento envolve também o RISE-Health e a Cátedra Internacional em Bioética, com sede na FMUP.
A entrada é livre.
Fonte: Notícias U.Porto
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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191. Evasão, Leonor de Almeida
“Evasão”, de Leonor de Almeida, in na curva escura dos cardos do tempo – poesia reunida, 2020, p. 110.
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108. Cuorre, cuorre bobidica
Stou tan fraquita, nien gusto tenerei! Deixa-me ir a la fiesta, melhor tornarei cula barriga chena de miel i farina poderás nessa data quemer-me anteirica cun cesta i caiata!” Ua conta de Alice Vieira. Traduçon i adaptaçon para mirandés por Alcides Meirinhos.
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Alunos Ilustres da U.PortoCésar de OliveiraCésar de Oliveira (1941-1998) António César Gouveia de Oliveira nasceu a 26 de março de 1941, no lugar de Fiais da Beira, freguesia de Ervedal da Beira, concelho de Oliveira do Hospital. Fez os estudos liceais no Colégio Braz de Mascarenhas, em Oliveira do Hospital, e no Liceu D. João III (hoje Liceu José Falcão), em Coimbra.
Em 1959 ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Começava a viver-se um período de grande agitação estudantil e foi neste ambiente universitário que César de Oliveira iniciou o combate antifascista. Participou na campanha eleitoral para a Assembleia Nacional (1961), aderiu ao Partido Comunista Português, que lhe atribuiu o pseudónimo “Hugo” e no qual militou até 1962. Participou nas lutas estudantis de 1962.
Depois de ter sido expulso da universidade, por se ter recusado a entregar documentação relativa a uma Assembleia Magna da Associação Académica de Coimbra que tinha secretariado, inscreveu-se no curso de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Nesta Faculdade conheceu aquela que viria a ser a sua mulher, Beatriz Martins, assim como Januário Torgal, seu condiscípulo, que os haveria de casar em março de 1964.
Entretanto, em 1963 foi chamado a cumprir o serviço militar. Partiu em maio do ano seguinte para Angola. Durante os anos aí passados tornou-se amigo de Ernesto Melo Antunes (1933-1999).
De volta a Portugal, procurou refazer a vida. Começou a trabalhar no Banco Português do Atlântico e terminou o curso, em 1969. Como dissertação de licenciatura apresentou um trabalho intitulado Contribuição para o estudo da filosofia política do socialismo em Portugal na segunda metade do século XIX.
Entre 1966 e 1969 fez parte do Sindicato dos Bancários do Porto, associou-se à Cooperativa Cultural Confronto, ajudou a fundar a Editorial Afrontamento e a imprimir-lhe o cunho de referência no âmbito das ciências sociais e humanas. Participou no “maio de 1968” e na campanha de 1969, tendo cooperado com a Comissão Democrática Eleitoral.
Trabalhou na empresa Mabor até julho de 1970 – tratou-se de um período curto de tempo, pois foi despedido devido à sua atividade como sindicalista. Dedicou-se então ao ensino, tendo lecionado numa escola privada de S. João da Madeira, no Colégio Brotero, Porto, e numa escola do Ciclo Preparatório de Vila Nova de Gaia (1971). Durante este período nunca deixou de colaborar na História do Movimento Operário, iniciativa editorial da Afrontamento.
Apesar de licenciado em Filosofia, dedicou-se à investigação histórica do período contemporâneo. Numa primeira fase, estudou a História do Operariado e do Sindicalismo, ficando conhecido como o “Historiador da Classe Operária”; depois, enveredou pelas relações do Estado Novo com a República Espanhola, e, por fim, desenvolveu investigação sobre a História da Administração Local. Foi neste contexto que coordenou um projeto sobre A Imagem da Europa, os Factores Educacionais e o Desenvolvimento da Região Centro e dirigiu a obra História dos Municípios e do Poder Local.
Por esta altura, foi convidado pelo historiador Joel Serrão (1919-2008) a integrar o corpo docente do Instituto Superior de Economia (atual ISEG). Aqui começou a docência, em 1972, e entre maio de 1974 e maio de 1975 foi contratado como assistente eventual de História Económica e Social.
Nessa época trabalhou, também, no Gabinete de Investigações Sociais e na Revista Análise Social. Integrou as comemorações do centenário do Diário de Lisboa e fez parte do “Grupo do Flórida”, composto por Jorge Sampaio, Joaquim Mestre, José Manuel Galvão Teles, João Cravinho, João Bénard da Costa, entre outros, que se reunia no bar do hotel Flórida, em Lisboa.
Após o 25 de Abril de 1974, que viveu intensamente, formou o Movimento de Esquerda Socialista, que abandonou em dezembro desse ano. Depois do 11 de março de 1975, foi convidado para adjunto do ministro Correia Jesuíno, numa altura em que trabalhava no Ministério da Comunicação Social.
Nos anos seguintes, fundou a Frente Operária e a União de Esquerda para a Democracia Socialista (1977) e associou-se à Frente Republicana e Socialista. Mais tarde, foi eleito deputado à Assembleia da República pelo círculo de Faro (1980). Tornou-se militante do Partido Socialista e apoiou a candidatura de Jorge Sampaio à Presidência da República. Nos anos 90, presidiu à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital (1990-1994), foi eleito membro da Assembleia Municipal de Lisboa e da Assembleia da Área Metropolitana de Lisboa (1994) e colaborou com o ministro João Cravinho na área do ordenamento territorial.
O desempenho de cargos públicos não o fez esquecer a investigação científica e a carreira universitária. Em 1986, doutorou-se no Instituto Superior de Ciências Políticas de Lisboa, tendo defendido a tese A consolidação do salazarismo e a guerra civil de Espanha. Passou a desempenhar funções como professor auxiliar do ISCTE, ficando responsável pela cadeira de História Contemporânea de Portugal, da licenciatura em Sociologia, e coordenador da área de História. Em 1993, tomou posse como professor auxiliar agregado e, em 1997, como professor catedrático convidado. Nesta Escola também ministrou as cadeiras de Política Externa Portuguesa, no curso de Mestrado de História Contemporânea e de História Contemporânea de Portugal, no 1.º semestre da licenciatura em Economia.
César de Oliveira lecionou, também, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Coordenou o curso de pós-graduação em Gestão Autárquica no Instituto Superior de Gestão, colaborou na licenciatura em Ciência Política da Universidade Internacional e chefiou a delegação de Lisboa da Agência Noticiosa italiana Inter Presse Service (1975-1977).
Morreu a 15 de junho de 1998, vítima de doença prolongada. No depoimento que Mário Soares escreveu sobre César de Oliveira lê-se: "César de Oliveira morreu, infelizmente, muito novo. Foi um jovem generoso que lutou, desde novo, contra a ditadura […], figura de grande comunicabilidade, um excelente conversador, um homem bom, aberto e generoso".
U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: César de Oliveira
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