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I LOVE YOUPunha-me muito esticada na cama e a minha mãe selava-me o dia com um beijo e um sussurro, Amo-te muito. A minha meninice e adolescência foram uma sucessão de noites de conforto assim, nunca duvidei de que fosse amada. E por isso fiquei surpreendida quando, muitos anos mais tarde, ao dar um seminário de tradução literária (inglês-português), o sussurro da minha mãe gerou polémica. Estávamos a discutir a tradução de um conto americano. A mãe debruçara-se sobre a cama do filho, dizendo I love you. Gosto de ti, sugeriu então uma estudante. Não será antes amo-te, perguntei. As mães não dizem amo-te, dizem gosto de ti, afirmou a estudante com firmeza. Mas amar é mais do que gostar, contestei. Sim, interveio outra estudante, Eu amo chocolate! Fiquei chocada.
O amor parental encontra-se muito próximo do ágape clássico – um amor incondicional, não possessivo, que só tem em vista o bem do outro. Na literatura encontramos muitos exemplos deste tipo de amor que não requer recompensa, mesmo sem ser de pais para filhos: Cordélia, a filha do Rei Lear, na peça homónima de Shakespeare, ama o pai sem interesse na herança e continua-lhe fiel até ao fim; mas também Sydney Carton, em Um Conto de Duas Cidades, de Charles Dickens, entrega-se à guilhotina no lugar do homem amado pela mulher que ele próprio ama. O amor incondicional toma, frequentemente, este tom sacrificial.
Claro que nem todo o amor é ágape – e isso não o diminui, apenas o diferencia. A literatura ensina-nos a compreender essas diferenças. Há, em primeiro lugar, o amor-paixão de Romeu e Julieta, absoluto, imediato, imprudente, por vezes destrutivo (mas quem o experienciou sente-se mais vivo do que nunca). Há, de seguida, o amor-amizade, que nasce da partilha, do reconhecimento mútuo: vemo-lo na lealdade de Dom Quixote e Sancho Pança. Salta-me ainda à memória o amor-ilusão, protagonizado por Jay Gatsby (em O Grande Gatsby), apaixonado por uma imagem de uma mulher cristalizada no passado. E há ainda o amor-cuidado, que não precisa de se alimentar de tragédias: Lizzie e Darcy, em Orgulho e Preconceito, encontram-no na vida quotidiana; é um amor que amadurece, aprende e corrige.
Talvez o problema não esteja no chocolate, mas na inflação da palavra. Se amo tudo, o que significa quando digo que amo alguém? Se amar é gostar muito, então o que nomeia o beijo noturno da minha mãe que me criou chão para a vida inteira? Talvez devêssemos recuperar algum pudor lexical. E (também por isso) a literatura nos é tão necessária: afina-nos o vocabulário do coração. Gostar é preferir; amar é vincular-se; amar muito é tornar o outro parte da nossa própria estrutura; e amar chocolate... é gostar muito e não conseguir resistir à gula.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
P.S. Acabei de chegar do cinema. Vi Hamnet. Adorei (e vejo agora que me esqueci de incluir Adorar na minha escala de palavras para o afeto). A mãe diz I love you e a legenda traduz Amo-te. Pensei de imediato neste texto que escrevi há poucas horas. Por um instante, senti-me vingada por uma legenda.
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Casa Comum acolhe terceiro Ciclo de Cinema AlemãoSão quatro sessões que se vão repartir durante todo o mês de março. Sempre à sexta-feira. O arranque do ciclo acontece já no dia 6 de março. Neubau, de Johannes Maria Schmit, vai passar na Casa Comum na noite de 27 de março. Foto: DR
Corpos, Vozes e Lutas é o título do terceiro ciclo de cinema alemão – CIDAAD, que irá arrancar já no próximo dia 6 de março. Vai acontecer todas as sextas-feiras do mês de março, sempre às 18h30, na Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto. É um ciclo de cinema sobre pessoas em constante estado de alerta e sempre em luta por reconhecimento, justiça e sentimento de pertença. Vamos conhecer personagens em busca do seu lugar na sociedade, tendo de conciliar o respeito pela própria identidade com situações de violência, exclusão ou solidão. Sempre o insustentável peso de resistir para defender a identidade e, por vezes, a própria sobrevivência.
Corpos, Vozes e Lutas dá visibilidade a experiências muitas vezes silenciadas e propõe um olhar sensível sobre temas centrais do cinema alemão contemporâneo.
O primeiro filme, com exibição agendada para 6 de março, coloca-nos perante um drama a fazer lembrar a mítica história da bíblia de David contra Golias. Uma dona de casa, juntamente com um advogado de direitos humanos, quer processar o presidente dos Estados Unidos para libertar o filho, Murat, do campo de prisioneiros de Guantánamo. Mesmo parecendo inglória, é uma luta que nunca perde a esperança. Rabiye Kurnaz contra George W. Bush, foi realizado em 2022, por Andreas Dresen.
Na sexta-feira seguinte, 13 de março, vamos conhecer Franky, uma personagem que vive à procura de um lugar na sociedade. O seu local de refúgio favorito é, precisamente, o cinema. Dominada por vários alter egos, acaba por se envolver vezes sem conta em situações embaraçosas. Uma comédia coming of age, ou seja, que explora o processo de amadurecimento emocional e psicológico de alguém jovem. É um registo criativo e não convencional sobre a dificuldade de encontrar a própria identidade. Realizado em 2022, Franky Five Star tem assinatura de Birgit Möller.
Dia 20 de março, vamos “mergulhar” no universo de uma longa-metragem que aborda o tema da violência. Iremos entrar na vida de uma personagem, Nico, que tem raízes iranianas e a típica frontalidade berlinense. Iremos acompanhar um dia de boa disposição, no seu ambiente de trabalho, como auxiliar de geriatria, até que, à noite, é brutalmente espancada por três jovens racistas alemães. Acaba no hospital. O filme de Birgit Eline Gehring, Nico, mostra os efeitos psicológicos da violência e aproxima-nos da personagem ao ponto de quase sentirmos os traumatismos, o medo, a raiva e a resignação. Fazemos, com ela, todo o percurso desde o isolamento auto-imposto até um treino de karaté, uma solução possível para encontrar a força necessária para uma nova leveza.
Nico é um dos filmes que integra o ciclo de cinema alemão. (Foto: DR)
O filme do dia 27 de março irá apresentar-nos Neubau. Acompanhamos a vida de Markus, um homem trans, artista conhecido da “cena queer” alemã. Entraremos no seu quotidiano tranquilo na região da Uckermark: trabalhos numa quinta de avestruzes, corridas e pensamentos sobre sexo. A solidão é o tema central de Neubau, de Johannes Maria Schmit. Sendo uma realidade transversal a diversas comunidades, a solidão fora das grandes cidades, nomeadamente no leste da Alemanha, é o tema central deste filme que se baseia num argumento de Tucké Royale, que interpreta o papel principal. A entrada nas sessões é livre, ainda que limitada à lotação da sala.
Esta é 3.ª edição do ciclo de cinema CIDAAD, criado por Katharina Baab, docente do Departamento de Estudos Germanísticos (DAAD) da Faculdade de Letras da U.Porto (FLUP), com o apoio do Goethe-Institut Portugal.
Fonte: Notícias U.Porto
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António Olaio e Manuel Guimarães em concerto na Casa ComumNext Stop is Yesterday é o título do primeiro álbum que gravaram juntos e também do concerto que irão oferecer no próximo dia 7 de março. António Olaio e Manuel Guimarães, vão apresentar-se em formato de piano e voz, num concerto aberto a toda a comunidade. Foto: DR
Next stop is Yesterday é o título do concerto que António Olaio e Manuel Guimarães, em formato de piano e voz, vão dar, no próximo dia 7 de março, sábado, a partir das 18h00, na Casa Comum, (à Reitoria) da Universidade do Porto.
Editado pela Lux Redords, Next stop is Yesterday é também o nome do primeiro CD que António Olaio e Manuel Guimarães gravaram juntos. Para além da canção que dá o nome ao álbum, irão apresentar, ao piano e voz, outras músicas como Black Jello Birthday Party, Lost in Space, Heading West e My Left Hand Keeps on Changing. A entrada é livre, ainda que sujeita à lotação da sala.
António OlaioFez o curso de Artes Plásticas/ Pintura na Escola Superior de Belas Artes do Porto, antecessora da atual Faculdade de Belas Artes da U.Porto (FBAUP). Concluiu o doutoramento na Universidade de Coimbra em 2000, a partir da obra de Marcel Duchamp, pelo Departamento de arquitetura onde é professor e investigador do Centro de Estudos Interdisciplinares CEIS20. Além de professor, é artista plástico e performer. As suas apresentações no início dos anos 1980 levaram-no à música. Foi um dos fundadores do grupo de rock Repórter Estrábico em 1986 e, desde 1995, as canções que faz com diferentes músicos são frequentemente apresentadas nos seus vídeos e exposições.
Anywhere Else (2023) contou com as colaborações de Richard Strange, Victor Torpedo, Vitor Rua, Frederico Nunes, Anselmo Canha, Paulo Furtado, José Valente, Érika Machado, Silvestre Correia, Susana Chiocca, Luís Figueiredo, Ana Deus, Haarvöl , Pedro Tudela e Miguel Carvalhais. A sua recente colaboração com o músico, ator e performer Richard Strange tem resultado em projetos musicais, mas também performativos como a peça/performance When you awake, you will remember nothing e The Black Square, apresentadas em Coimbra, Lisboa, Porto e Londres.
Fundou recentemente a banda The Middle People com o artista Mikey Georgeson e gravou o álbum If my Heart had a Brain com o músico Victor Torpedo. Já realizou exposições e performances em Portugal, Espanha, Holanda, Alemanha, Áustria, EUA, Reino Unido, México. É diretor do Colégio das Artes da Universidade de Coimbra de 2013 a 2023.
Manuel GuimarãesEste pianista, improvisador e compositor iniciou a formação musical em piano, nos anos 1960, na Academia de Música de Espinho. Nos anos 1980, continuou a sua formação em composição,no Conservatório de Música do Porto, e, em 2014, em Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa. O seu percurso abrange diferentes áreas musicais: erudita, rock, folk, jazz e improvisação transidiomática. Vem colaborando, desde os anos 1980, com grupos dessas diferentes áreas, nomeadamente com O Bando do Rei Pescador, bem como O Alentejano e os Compadres, no Porto. Integra o duo com Ana Clément, Dues, com CD editado, o duo com António Olaio, e o duo com Paulo Araújo.
Participou no Festival Intercéltico de Sendin com Carlos Zíngaro em 2019 e 2021, com CD editado, com Vítor Rua em 2023, com Ana Clément em 2024, e com Guilherme Carmelo em 2025. Vem colaborando também com várias formações na área da música improvisada em Lisboa e no Porto. Participa no MIA, na Atouguia da Baleia, desde 2010.
Fonte: Notícias U.Porto
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Casa Comum apresenta "Depoimento Angola 50 Anos, 50 Vozes no Feminino"Evento inserido no programa "Nossas Memórias 1930-2026, Comemoração dos 50 anos da independência de Angola" terá lugar a 7 de março. Depoimento Angola 50 Anos, 50 Vozes no Feminino é um filme dedicado a Irene Judite Webba, nome indissociável da luta de libertação de Angola e da construção da história social do país. Foto: DR
Depoimento Angola 50 Anos, 50 Vozes no Feminino é um filme dedicado a Irene Judite Webba e será exibido no âmbito do programa Nossas Memórias 1930-2026, Comemoração dos 50 anos da independência de Angola. É exibido na Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto no próximo dia 7 de março, às 17h00. Irene Judite Webba é um nome indissociável da luta de libertação de Angola e da construção da história social do país. Esta veterana esteve associada a momentos marcantes da história da Angola nos últimos 50 anos, como a frente de libertação urbana, o Congresso das Mulheres do Bloco do Leste na Alemanha em 1974, e o programa de combate à pobreza extrema e ecológico (Lixeira do Golfe).
A Plataforma História Social de Angola, principal organizadora do programa, considera fundamental o papel da mulher na luta de libertação do país e na transição da sociedade colonizada para a atual.
A defesa dos direitos da família, da mulher, das crianças e de outros grupos sociais são temas preponderantes nesta sessão. Após o filme, será aberto o espaço de debate entre o público e algumas convidadas especiais.
Com entrada livre, esta iniciativa está inserida no Nossas Memórias 1930-1926, Comemoração dos 50 anos da independência de Angola, um programa que nasceu da urgência de preservar e partilhar testemunhos das gerações que viveram momentos determinantes da história angolana.
No ano em que Angola assinala 50 anos da Independência, protagonistas, atores e testemunhas diretas revisitam acontecimentos-chave, explicando o que aconteceu e como aconteceu, numa reflexão que revela a metamorfose histórica, política e humana dos seus intervenientes.
Revisitar a história social de AngolaO programa Nossas Memórias 1930-1926, Comemoração dos 50 anos da independência de Angola é uma iniciativa conjunta da U.Porto,
Associação Kafukolo5,
Plataforma História Social de Angola, Escola Utópica e Casa de Angola no Porto. A História Social de Angola é uma plataforma de investigação e documentação em desenvolvimento dedicada ao estudo da história social de Angola, com incidência no período compreendido entre 1920 e 2025.
O projeto assenta na recolha, sistematização e análise da memória oral, mas também de fontes documentais e na identificação de lugares e sítios de memória, valorizando percursos individuais enquanto expressão da construção histórica coletiva. O acervo é feito a partir de depoimentos transcritos, registos audiovisuais e documentação complementar, assegurando rigor metodológico e preservação patrimonial.
A informação recolhida tem sido apresentada à sociedade angolana e à comunidade académica através de publicações literárias, comunicações científicas e participações em encontros nacionais e internacionais, incluindo apresentações na Boston University e na Harvard University.
Em 2026, o projeto lançará o Chat HSA, uma solução baseada em inteligência artificial destinada a ampliar a acessibilidade ao acervo e a acelerar a produção e disseminação de conhecimento. Esta ferramenta pretende constituir-se como recurso complementar ao sistema de ensino em Angola, promovendo a inovação pedagógica e a democratização do acesso à história social do país.
Kafokolo é uma palavra que provém da língua materna angolana Kimbundu, que significa “bolso pequeno”. A Associação KAFUKOLO 5 nasce da crença de que pequenos “projetos de bolso” geram grandes iniciativas que podem impulsionar o desenvolvimento da cultura nacional e internacional. Este “bolso pequeno” pretende dar resposta a várias iniciativas, ideias ou necessidades de particulares ou coletivos no âmbito da gestão, programação e produção cultural. Acreditando na formação como pilar principal na edificação dos povos, a KAFUKOLO 5 aposta na partilha de conhecimento e no intercâmbio sócio cultural, da história e suas vivências. Só assim poderá funcionar como uma mais-valia para o crescimento e preservação da identidade e ancestralidade. As suas áreas principais são: arte e cultura, formação, intercâmbio, comunicação e comércio. Sobre os curadores do programaMarinela Cerqueira é economista, investigadora e coordenadora de projetos na área da história social e memória coletiva angolana. É fundadora e coordenadora da plataforma História Social de Angola, dedicada à recolha, preservação e divulgação de memórias e narrativas do período pós-colonial em Angola. Licenciada em Economia pela Universidade Agostinho Neto, possui pós-graduação em Administração e Gestão do Desenvolvimento no Reino Unido. Ao longo do seu percurso profissional, destacou-se na área do desenvolvimento social e microfinanças, tendo participado na implementação do projeto que deu origem ao KixiCrédito e exercido funções de direção de Estudos e Projetos na Fundação Eduardo dos Santos (FESA). No âmbito das comemorações dos 50 anos da Independência de Angola, publicou em março a obra Angola 50 Anos, 50 Vozes, reunindo testemunhos e reflexões que reforçam a centralidade da história social nas celebrações nacionais. Assumiu igualmente a curadoria da exposição Angola 50 Retratos, iniciativa que valoriza percursos individuais como expressão da memória coletiva do país.
Coordena o programa Nossas Memórias, uma iniciativa conjunta com o ator e produtor cultural Meirinho Mendes, que promove o diálogo inter-geracional e académico em torno das memórias sociais angolanas, integrando atividades culturais, testemunhos e reflexão histórica. Meirinho Mendes é o diretor da Associação KAFUKOLO 5. É ator, produtor cultural e figura do teatro angolano nascido no início dos anos 1970 em Angola, na cidade de Luanda, onde passou a infância e iniciou a sua ligação ao universo artístico. É conhecido, principalmente, pelo seu trabalho no teatro e nas artes cénicas, tanto dentro de Angola como em projetos internacionais. Participou em várias produções e peças de teatro e tem ligações a companhias como o Elinga, Teatro em Luanda, um relevante espaço para o teatro e cultura angolanos. Também participou de projetos culturais, produções cinematográficas e iniciativas artísticas que procuram valorizar a cultura e identidade angolana. Começou a carreira num grupo de teatro infantil em Lisboa e depois trabalhou em teatros clássicos em Portugal antes de expandir a sua atividade artística em Espanha, onde estudou teatro e cinema, além de outras disciplinas performativas.
Defende que a cultura angolana e africana deve ser resgatada, estudada e preservada, especialmente depois de décadas de guerra e colonização que fragilizaram a memória cultural do país. Para ele, recuperar e fortalecer as expressões artísticas locais é essencial para reforçar a identidade social e cultural do povo angolano.
Fonte: Notícias U.Porto
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Março na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Eu sou o meu mundo, corpo vegetal | Exposição de Graça Sarsfield
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Visitas Orientadas à exposição Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki
Visitas orientadas | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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[CON]TEXTUALIDADES | Encontros de Poetas
Entrada Livre. Mais informações aqui
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As mútuas transformações da Mulher-Flor | Conversa
Entrada Livre. Mais informações aqui
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A Dragon Flew Over | documentário, conversa e demonstração do canto tradicional da Bulgária
Cinema, música | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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CIDAAD – III Ciclo de Cinema Alemão | Corpos, Vozes e Lutas
06, 13, 20 e 27 MAR'26 | 18h30 Entrada Livre. Mais informações aqui
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Depoimento Angola 50 Anos, 50 Vozes no Feminino: Irene Webba + conversa
Cinema, conversa | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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Next Stop is Yesterday | António Olaio e Manuel Guimarães
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Sombras que não quero ver
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Sob mares frágeis, de Pedro Camanho
Exposição | Galeria da Biodiversidade - CCV Entrada Livre. Mais informações aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Sombras que não quero ver
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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O primeiro episódio do podcast (A)gentes da cultura: vozes vivas da academia conta com a participação de Fátima Vieira, Vice-Reitora da Universidade do Porto para a Cultura e Museus, investigadora cujo trabalho tem colocado a utopia no centro do pensamento académico. A conversa parte da presença da cultura no quotidiano para refletir sobre a forma como esta é pensada, praticada e valorizada no contexto universitário, bem como sobre as tensões e resistências que ainda persistem. Ao longo do episódio discute-se de que modo o pensamento utópico pode inspirar novas formas de imaginar, fazer e viver a cultura na Universidade do Porto, abrindo caminho a práticas mais inclusivas e participativas.
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9. Interlúdio: a tecnologia aeronáutica no tempo do Pátria, com Paulo Lage
O Breguet 16 jaz ferido de morte nas areias do deserto de Thar, com Macau ainda longe das suas asas. Mas paremos um pouco para perceber que a tecnologia aeronáutica da época tinha limites que tornavam o objetivo idealizado pelos portugueses, mesmo com um excelente mecânico a bordo, muito difícil de alcançar. Essa era uma realidade que partilhavam todos os aventureiros voadores que, nesse ano de 1924, cruzavam os ares do globo, apesar de as condições particulares em que o faziam serem muito diferentes. Paremos, então, para uma conversa com Paulo Lage, engenheiro aeronáutico e docente universitário, que nos explicará a que tecnologia Brito Pais, Sarmento de Beires e Manuel Gouveia confiavam as suas vidas. E avisemos que, à viagem do Pátria, Paulo Lage não está apenas ligado pela história da aviação, mas também pelo sangue.
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Alunos Ilustres da U.PortoCristiano Moreira Diplomado pela Escola Superior de Belas Artes do Porto em 1961, estagiou na Suécia e na Finlândia durante os dois anos seguintes, na qualidade de bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 1964 foi convidado para assistente da ESBAP. Em 1979, nas provas públicas para professor agregado, foi aprovado por unanimidade e, em 1984, transitou para o quadro da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto como professor auxiliar.
Iniciou a experiência profissional com o arquiteto João Andresen e depois de uma colaboração de vários anos com os arquitetos José Coutinho, Mário Ramos e José Lencastre, formalizou um gabinete de projetos – Cristiano Moreira & Associados, Lda. - Arquitectos –, no qual assumiu as funções de coordenador geral e contou com a colaboração de especialistas nas áreas de estruturas, eletrotecnia, mecânica, hidráulica, acústica, sistemas de conservação de energia, segurança e paisagismo.
Foi autor de numerosos trabalhos para entidades públicas e privadas, entre as quais se podem destacar a sede da Polícia Judiciária do Porto, a Pousada de Almeida, o Centro Regional de Segurança Social de Vila Real, a Piscina Municipal de Sabrosa, o Serviço de Finanças de Bragança, o Aeródromo de Vilar de Luz, na Maia, o Instituto de Investigação da Universidade de Aveiro, o edifício da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto inaugurado em 1997 e o Instituto de Formação Contínua da Universidade do Porto.
Cristiano Moreira era possuidor de uma ampla experiência na área da arquitetura industrial (indústria automóvel, mecânica ligeira, têxtil e alimentar), em especial em unidades de vinificação que produziu para marcas como a Aveleda, a Borges, a Cálem, a Ferreirinha e a Forrester e para a empresa Sogrape. Merecem destaque projetos como o da Quinta do Seixo (2007), localizada em Valença do Douro e propriedade da Sogrape Vinhos desde 1987, que recebeu o prémio "Best of Wine Tourism 2010" na categoria de "Arquitetura, Parques e Jardins", assim como o Prémio Turismo de Portugal, na classe de "Novo Projeto Privado", e o Prémio Turismo Douro, em 2009. Foi autor da obra "Reflexões sobre o método" (FBAUP, 1994).
Morreu em 2012.
Sobre Cristiano Moreira (up.pt)
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