O QUE PERSISTE

Entramos com calma. Se não a tivermos, teremos a calma do pintor.


Avelino Sá convida-nos a tocar no grande quadro à direita, logo depois da porta de entrada. Retraímo-nos. Encosta o ouvido ao quadro e afaga-o, mostra-nos que o podemos abraçar. Sob os nossos gestos, o quadro transforma-se em escultura.  Duvido, por momentos, do meu tacto: dizem-me as mãos que o quadro é plano, mas os meus olhos adivinham espessura nas linhas negras que delicadamente se prolongam e raramente se cruzam.


“É da encáustica”, diz Avelino. “Uso cera aquecida sobre a pintura. Ela vai criando camadas, dá espessura à superfície e faz com que a luz não bata da mesma forma. Por isso é que o quadro parece ter relevo”. Enquanto deslizo as mãos pela superfície da obra, o pintor acrescenta: “É um processo demorado. A cera tem de ser trabalhada camada a camada”.


Afasto-me para observar o quadro. Tem qualquer coisa de cartografia. Nele leio caminhos, falhas e nervuras que se sedimentaram em memórias de uma paisagem. Impressiona-me a delicadeza desta pintura – a contenção do gesto, a forma como tudo parece acontecer no limite do visível. Ao meu lado, alguém murmura: “São montanhas”; e Avelino Sá atalha: “É o Hipérion”. Refere-se ao romance epistolar do filósofo e poeta alemão Hölderlin, onde a natureza surge como promessa de unidade – mas também como lugar de perda –, origem e horizonte de um mundo que se quer recompor.


Vejo agora Hipérion nos grandes quadros da primeira sala. Detenho-me diante de um quadro azul-céu, onde montanhas e cursos de água se insinuam em linhas finas e precisas. Nos quadros verde-escuro e lilás, as linhas evoluem para sugestões de vegetação; no quadro azul-escuro, o pintor acrescenta as letras t-e-r-r-a, num ato inaugural, como se o mundo ainda estivesse à procura dos seus primeiros nomes.


As cores sólidas – verde-bandeira e vermelho – prolongam-se em outros quadros que, contudo, adotam uma gramática visual diferente, com linhas quase sintéticas, mais próximas do signo do que do traço descritivo: antes de tomar forma, o mundo insinua-se numa sintaxe elementar.


Nas obras laranja e azul-escuro, o pintor inscreve: “Unir-se a tudo o que vive”; “regressar ao todo da natureza”; “tudo o que é natural se purifica”; “a flor da vida liberta-se da matéria”. Aqui, a escrita assume a concisão do lema; nos quadros seguintes expande-se em frases mais contínuas, dispostas em linhas que evocam as páginas de um caderno. Mas, mesmo nesses quadros-epístola, a escrita apresenta-se fragmentada, por vezes rasurada, muitas vezes velada, como se reconhecesse o limite do que a arte consegue dizer. Tanto na literatura de Hölderlin como na pintura de Avelino Sá, a natureza não se oferece senão por aproximação.


Nas paredes que ladeiam as escadas, as obras prolongam o discurso hölderliniano, culminando num grande quadro de fundo amarelo. Aqui há qualquer coisa de seara, uma vibração vegetal – espigas, girassóis desfeitos pela luz? –  que irrompe em matéria e superfície ardente.


É relevante que a exposição encerre com uma obra fulgurante. Avelino Sá é um paciente contador de histórias. Com Hölderlin, lembra-nos que vivemos num mundo que procura regressar à unidade da natureza e mostra-nos, nos seus quadros cobertos por mil camadas de cera, que, mesmo quando tudo parece selado, a natureza persiste –  como força em suspensão.



Fátima Vieira
Vice-Reitora para a Cultura e Museus


Nota: A exposição A morte do mundo nos teus olhos, de Avelino Sá, encontra-se patente na Galeria Fernando Santos, na Rua Miguel Bombarda, 526. Poucas vezes recomendei a visita a uma exposição com tanta convicção. Confesso: trago ainda nos olhos a arte de Avelino Sá. 

Casa Comum assinala o Dia Mundial do Teatro com sessão dupla

Programa agendado para os dias 27 e 28 de março  inclui a projeção de um filme, a apresentação de um livro e duas  conversas informais.

O Dia Mundial do Teatro é assinalado no dia 27 de março, mas, na Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto, as celebrações vão prolongar-se por mais um dia. Assim, no dia 27, às 21h00, será projetado o filme do espetáculo Dupla e, no dia 28 de março, às 17h00, terá lugar o lançamento do livro Salvação. Ambas as iniciativas contam com a parceria do Ensemble – Sociedade de Actores e têm entrada livre.


A sessão de 27 de março convida, então, assistir ao  filme de uma performance que teve como base a autobiografia escrita pela  atriz francesa Sarah Bernhardt, quando tinha a idade exata da  protagonista, a atriz Emília Silvestre. Dupla, com encenação de Pedro Galiza, representa  um choque frontal entre duas personalidades aparentemente irreconciliáveis. Ou seja, a da atriz experiente, que sabe muito bem o  que é o teatro, e a do dramaturgo ou encenador, e que neste caso será  também um vendedor de banha da cobra, que, nesta história de teatro sabe  muito pouco.


Acontece que o palco de um teatro é um território fecundo em  situações comicamente impossíveis. O espetáculo é mesmo para entrar em  cena… E a dupla? Terá de se entender. Como a própria “Divina” também  escreveu: “Para o teatro! Rápido, rápido! (…) A sorte está lançada e  havemos de ver o que acontece!” (Sarah Bernhardt, in Ma Double Vie).


No final da exibição, haverá uma conversa informal com a participação dos atores Emília Silvestre e Pedro Galiza, do  realizador Ricardo Pinto, da assistente de encenação Marta Bernardes e do público. A moderação ficará a cargo do investigador e membro da  U.Porto Press José Rui Teixeira.


Já no dia 28 de março, às 17h00, a Casa Comum acolhe a apresentação do livro do espetáculo Salvação.  Trata-se de uma peça original de Jacinto Lucas Pires, com encenação de  Jorge Pinto, que o Ensemble estreou em dezembro passado, na Sala Nobre  da Universidade Lusófona do Porto..

O segundo dia da iniciativa inclui o lançamento do livro Salvação, de Jacinto Lucas Pires. (Foto: DR)

Neste sábado à tarde, vamos conhecer dois gangsters, que são peões  movimentados para aqui e para ali, numa monumental e misteriosa  manipulação maléfica. Assumir um caminho. De um lado temos a floresta,  domínio do bando do morto, e do outro temos uma montanha. Há ainda uma  mala de conteúdo misterioso e outros elementos, incluindo uma mulher  deitada numa berma, uma aldeia pequenina e um padre. Como se ligam todos  estes elementos?


Para ajudar o público, haverá espaço para leituras interpretadas de algumas cenas pelos atores Daniel Silva e Pedro Barros de Castro. Segue-se uma conversa informal moderada por José Rui Teixeira e com a participação do autor, do  encenador, do fotógrafo João Fitas e do responsável pela edição, Ricardo  Pinto. 


Fonte: Notícias U.Porto

Rosa Alice Branco lidera oficinas de escrita criativa na U.Porto

Oficinas de escrita criativa de poesia vão ter lugar na Casa Comum (à Reitoria) nos dias 7 e 28 de abril e 26 de maio.  Inscrição gratuita.

Rosa Alice Branco vai coordenar três sessões de Escrita Criativa de Poesia na Casa Comum. Foto: Barbosa Soares

A poeta Rosa Alice Branco vai coordenar um conjunto de oficinas de escrita criativa de poesia, a decorrer nos espaços da Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto, nos dias 7 e 28 de abril e 26 de maio, sempre às 18h30.


Atendendo à vertente de poesia, na qual Rosa Alice Branco é especialista, estas oficinas de escrita têm como objetivo “acordar” a  capacidade de cada um para escrever poesia, que muitas vezes  se encontra “adormecida”.


Após algumas considerações sobre as variáveis sonoras das palavras,  haverá lugar para a leitura de um poema. Pretende-se, desta forma,  utilizar o poema ilustrativo como motor para a criatividade e que a  escrita siga depois o seu próprio caminho.


Sucede-se um momento para a criação individual de um poema, que  estará sujeito a um tema que permita a liberdade da escrita. A primeira  versão do poema será trabalhada até onde continuarem a existir  possibilidades para as palavras se encaixarem no poema. Por fim, haverá  espaço para a partilha de todos os poemas criados durante as oficinas


A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória através do respetivo formulário. Será dada a prioridade aos participantes que se inscreverem nas três sessões.


A participação nas oficinas não exige experiência prévia de escrita criativa.

Sobre Rosa Alice Branco

Doutorada em Filosofia Contemporânea, Rosa Alice Branco é poeta,  ensaísta, tradutora, curadora cultural e investigadora nas áreas da Neuropsicologia da Perceção e Estética.


Tem 14 livros de poesia editados em Portugal, assim como livros de  poemas publicados nos Estados Unidos da América, Itália, Brasil, Suíça,  Luxemburgo, Canadá, Tunísia, Espanha, Venezuela (obra reunida) e  Córsega, além de publicações de poemas selecionados em Revistas e  Antologias, em diversas línguas.


Publicou também cinco livros de ensaio, quatro deles em Portugal e um  no Brasil, sobre a Percepção na natureza e nas artes. Em 2017, publicou  um livro de ensaio ficcional, em edição bilingue, Il mondo in italiano/O mundo em italiano.


Foi premiada com diversos prémios, entre eles o Prémio Espiral Maior de Poesia, em 2008, com a obra Gado do Senhor e, em 2013, o Prémio de Tradução Internacional da Coletividade de Córsega, pela sua organização e tradução da antologia E se puséssemos azulejos em verso? Ainda no ano de 2013, foi nomeada para o prestigiado Pushcart Prize na categoria de melhor trabalho em Poesia ou Ficção publicados em revistas literárias nos EUA. Em 2023, o seu livro Amor Cão e outras palavras que não adestram foi distinguido pelo Grémio Literário A. M. Pires Cabral com o Prémio Literário António Cabral.


Em 2022, foi a protagonista de uma das sessões do ciclo “Ouvir, 59 minutos de imersão poética”, organizado pela U.Porto. Mais recentemente, em 2025, foi condecorada com a Medalha de Mérito Cultural (grau prata) pela Câmara de Aveiro. 


Fonte:Notícia de Joana Mealha para o portal Notícias U.Porto

U.Porto quer traçar o perfil cultural da comunidade académica

Inquérito disponível até 17 de abril visa  conhecer a oferta cultural que os membros da U.Porto gostariam que a  Universidade lhes proporcionasse.

Os resultados do inquérito servirão para ajustar as políticas culturais da Universidade às preferências da comunidade. Foto: U.Porto

É um questionário que se destina a todos os membros da Universidade do Porto: docentes, investigadores, técnicos, estudantes e alumni. O objetivo? Conhecer a oferta cultural que gostariam que a Universidade lhes proporcionasse. É teatro? É cinema? Será mais dança, ou visitar exposições? E que tal  uma oficina ou um workshop? Ou, quem sabe, participar em clubes de leitura? A ideia é ouvir a opinião de todos para que a oferta possa ser o mais abrangente possível. Para isto, basta preencher o Inquérito do Perfil Cultural à Comunidade Académica que estará acessível até 17 de abril.


Os resultados deste inquérito vão permitir o ajustamento das políticas culturais da Casa Comum e da Universidade às preferências da comunidade académica, tornando a sua estratégia mais inclusiva e participativa.


Acessível a partir do portal da Casa Comum da U.Porto, o questionário é anónimo e demora aproximadamente 10 a 15 minutos a preencher.


O Inquérito do Perfil Cultural à Comunidade Académica é uma  iniciativa da Vice-Reitoria para a Cultura e Museus da Universidade do  Porto em parceria com o Observatório de Artes e Cultura no Ensino  Superior, sedeado no Instituto de Sociologia da Universidade do Porto  (IS-UP), o Centro de Psicologia da Universidade do Porto (CPUP) e do  CRIA/PPG-Artes/EBA da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, com  financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e apoio do  Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (MCTI/CNPq). 


Fonte: Notícias U.Porto

Março na U.Porto

Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.

Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki

Até 23 MAR'26
Exposição | Casa Comum 
Entrada Livre. Mais informações aqui

Visitas Orientadas à exposição Francisco Laranjo: Porto, Dresden, Nagasaki

Até 23 MAR'26 
Visitas orientadas | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

On New York’s Ground: Dense, Diverse and Sustainable, de Vítor Oliveira | Apresentação do livro 

23 MAR'26 | 18h30
Apresentação de livro | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

CIDAAD – III Ciclo de Cinema Alemão | Corpos, Vozes e Lutas 

27 MAR'26 | 18h30
Cinema | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

Fim-de-semana com o Ensemble II 

27 e 28  MAR'26 
Apresentação de livro, Filme, Teatro | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

Amores (Im)Perfeitos | NEFUP

28 MAR'26 | 18h00
Dança, Música | Salão Nobre
Entrada Livre. Mais informações aqui

E se?… Constelações de Modos de Viver o Espaço Urbano

Até 29 SET'26 
Exposição | Fundação Marques da Silva
Mais informações aqui

FRONTISPIECE | PRECIPICE

Até 27 JUN'26 
Exposição | Fundação Marques da Silva
Mais informações aqui

Sombras que não quero ver

 DEZ'25 a MAR'26
Exposição | FMUP
Entrada Livre. Mais informações aqui

Gemas, Cristais e Minerais

Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Sob mares frágeis, de Pedro Camanho

De 14 JAN a 29 MAR'26
Exposição | Galeria da Biodiversidade - CCV
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Corredor Cultural

Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
Mais informações aqui

Investigador da FEUP mostra como o desenho do chão da cidade influencia a sustentabilidade urbana

O livro On New York’s Ground: Dense, Diverse  and Sustainable, de Vítor Oliveira, vai ser apresentado no dia 23 de  março, na Casa Comum.

A obra utiliza como caso de estudo a cidade de Nova Iorque (EUA). Foto: DR

On New York’s Ground: Dense, Diverse and Sustainable, a mais recente obra de Vítor Oliveira, investigador principal do Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente (CITTA) da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), será apresentada no próximo dia 23 de março, às 18h30, na Casa Comum (à Reitoria) da U.Porto.


Publicado pela Springer, o livro parte de uma premissa simples, mas estrutural: a forma como organizamos o chão da cidade nos primeiros momentos de urbanização condiciona profundamente a vida urbana.  A articulação entre sistemas de ruas, padrões de parcelas e implantação  dos edifícios determina não só a configuração tridimensional do  ambiente construído, mas também, e sobretudo, a diversidade  socioeconómica e a sustentabilidade ambiental das cidades.


Embora Nova Iorque seja o caso de estudo escolhido, o autor  sublinha desde o início que o foco não está na cidade norte‑americana,  mas sim no potencial universal da ideia que procura demonstrar.


“Como a maioria das cidades assenta nos mesmos elementos estruturais,  as conclusões desta investigação revelam‑se aplicáveis a contextos  muito distintos, incluindo o Porto. Aliás, foi precisamente o Porto que  serviu de primeiro terreno de experimentação, num trabalho que originou o  artigo Urban form and the socioeconomic and environmental dimensions of cities, publicado em 2024, e que abriu caminho ao desenvolvimento desta obra”, afirma.

Vítor Oliveira é investigador principal do  Centro de Investigação do Território, Transportes e Ambiente (CITTA) da  FEUP. (Foto: DR)

Ao longo dos capítulos, o livro combina reflexão teórica, análise empírica e discussão metodológica,  propondo uma leitura integrada sobre a relação entre forma urbana,  diversidade e sustentabilidade, resultando num contributo inovador para o  debate contemporâneo sobre como construir cidades mais equilibradas,  densas e inclusivas.


A sessão de lançamento contará com três intervenções: uma apresentação do próprio autor, seguida de comentários de Paulo Pinho, Professor Emérito do Departamento de Engenharia Civil e Georrecursos (DECG) da FEUP e antigo diretor do CITTA, e de Pedro Baganha, ex‑vereador do Urbanismo da Câmara Municipal do Porto (CMP). A coordenação do evento estará a cargo de Cecília Silva, professora associada do DECG e diretora do CITTA.


A participação é aberta ao público. 


Fonte: Notícias U.Porto

FMUP e Lello destacam mulheres marcantes da história do Porto

Sessão cultural organizada pela Faculdade de  Medicina e pela Fundação Livraria Lello terá lugar a 24 de março, no Mosteiro de Leça do Balio.

Foto: DR

Médicas, Santas e Pecadoras é o tema da sessão cultural que irá reunir diversos especialistas no dia 24 de março, às 18h00, no Mosteiro de Leça do Balio. A iniciativa é organizada pela Fundação Livraria Lello, com a colaboração da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).


A conversa vai explorar o papel de várias figuras femininas na  história do Porto e da região Norte, cruzando percursos de médicas pioneiras, figuras de devoção e personagens associadas à vida social da  cidade.


O painel contará com a participação de Alda Delicado (investigadora com trabalho dedicado às primeiras médicas do Porto), José Manuel Amarante (professor Emérito da U.Porto e estudioso das primeiras mulheres no ensino superior), Ana Cristina Sousa (especialista em Hagiografia e Ex-votos) e Alfredo Soares (médico com investigação na área da História da Arte Portuguesa). 


A moderação estará a cargo de Rui Oliveira Lopes, diretor do Museu das Convergências.


A sessão terá início com intervenções de representantes da FMUP e do Conselho Nacional da Ordem dos Médicos.


A entrada na sessão é gratuita, mas sujeita à lotação do espaço. A reserva de ingressos pode ser feita online. 


Fonte: Notícias U.Porto

Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum

196. Ao meu olhar, Fernando Pessoa

“Ao meu olhar”, de Fernando Pessoa, in Obra Completa de Alberto Caeiro, 2024, pp. 33, 34.

1. Daniel Freitas

Daniel Freitas é o diretor para a Neutralidade Carbónica na Porto Ambiente, coordenando projetos estratégicos de impacto climático, como o  Pacto do Porto para o Clima e a Missão Europeia das 100 Cidades  Inteligentes e com Impacto Neutro até 2030. Com um percurso marcado pela inovação e transição digital, desempenhou funções de adjunto da vereação do Ambiente, Transição Climática e Inovação da Câmara Municipal  do Porto, onde acumulou uma vasta experiência em serviços ao cidadão e sistemas de informação. Paralelamente à sua atividade profissional, Daniel Freitas é docente na Faculdade de Economia da U.Porto (FEP),  sendo mestre em Engenharia Informática e Computação pela FEUP e pós-graduado pela Porto Business School. A sua ligação à U.Porto é profunda: durante o percurso académico, destacou-se pela intensa atividade de representação estudantil, tendo presidido à Federação Académica do Porto (FAP) e à Associação de Estudantes da FEUP (AEFEUP), além de ter integrado o Conselho Geral da Universidade. Distinguido com o  Prémio de Cidadania Ativa da U.Porto, é uma voz reconhecida no compromisso entre a inovação, a sustentabilidade e o serviço público.


Mais podcasts AQUI


Esteios homenageia homens e mulheres que contribuíram para a democratização da Educação em Portugal

O lançamento desta publicação conjunta da U.Porto Press e do Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE/FPCEUP) está marcado para 31 de março, na Reitoria da U.Porto. Entrada livre.

Esteios reúne 82 biografias de homens e mulheres que contribuíram para um sistema educativo mais democrático e inclusivo em Portugal, no pós-25 de Abril. / FOTO: U.Porto Press

Esteios é um livro de homenagem. Uma obra publicada em homenagem a homens e  mulheres com contributos relevantes no domínio da Educação em Portugal,  após o 25 de Abril de 1974.

Esta publicação conjunta da U.Porto Press e do Centro de Investigação e Intervenção Educativas (CIIE) da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto (FPCEUP) foi organizada pelos docentes e investigadores da FPCEUP/CIIE Rui Trindade e Amélia Lopes, e pelas investigadoras do CIIE Daniela Ferreira e Daniela Pinto.


A iniciativa surge associada ao Observatório da Vida nas Escolas (OBVIE), dinamizado pelo CIIE, ao qual os organizadores do livro estão associados.


O lançamento de Esteios decorrerá a 31 de março, a partir das 17h30, no Auditório da Casa Comum, à Reitoria da Universidade do Porto.


A apresentação da obra ficará a cargo de Manuel Matos, professor jubilado da FPCEUP, José Carlos Paiva, professor emérito da FBAUP, e Rui Trindade, professor da FPCEUP e coorganizador do livro.


A entrada é livre.

Contributos para a democratização da educação em Portugal

“‘Esteio’ – coluna de madeira, pedra, ferro, etc., que serve para segurar alguma coisa; escora; sustentáculo”. A analogia abre a nota introdutória dos organizadores a esta publicação. Em seguida, explicam que “Esteios” foi a designação  atribuída à iniciativa promovida através do Observatório de Vida nas  Escolas, do CIIE, para, “a pretexto das celebrações dos 50 anos do 25 de  Abril de 1974, se homenagear alguns dos homens e das mulheres que  contribuíram para que, após essa data, o sistema educativo português se  afirmasse como um sistema mais democrático e inclusivo”.


“Tal como Saramago, em Todos os Nomes, sentimos a  necessidade de evocar aqueles e aquelas cuja morte definitiva só  acontecerá no dia em que nos esquecermos deles e delas”, afirmam

Este  novo livro, inserido na coleção Transversal da U.Porto Press, surgiu por  iniciativa do CIIE, através do Observatório de Vida nas Escolas  (OBVIE), no âmbito das celebrações dos 50 anos do 25 de Abril. (Foto:  U.Porto Press)

“São 82 as biografias que compõem Esteios. Contudo, como advertem os organizadores do livro, “estão, certamente,  muito aquém daquelas que poderiam ser publicadas”. Assim, consideram  “estar perante um trabalho que é mais do domínio do possível do que do  desejável” e com o qual esperam “vir a inspirar outras iniciativas  equivalentes, através das quais se celebre, por isso, a ação educativa,  cívica e cultural de pessoas que, no pós-25 de Abril de 1974,  contribuíram, dos mais diversos modos, para a democratização do campo da  Educação em Portugal”.


Chamaram-lhes “‘esteios’ porque sem eles a nossa vida pessoal e  coletiva teria sido certamente diferente”. Também por esse motivo  entendem que este livro é, acima de tudo, “um exercício de justiça  histórica” e uma manifestação da “importância da Democracia, em termos  dos seus valores e pressupostos”.


Esteios está disponível na loja online da U.Porto Press, com 10% de desconto e portes grátis.

Sobre os organizadores

Rui Trindade é Professor na FPCEUP e investigador  sénior do CIIE, sendo (co)coordenador do Observatório da Vida nas  Escolas (OBVIE/CIIE). Possui extenso trabalho nas áreas de gestão e  organização do trabalho pedagógico e de estudos sobre aprendizagem,  destacando-se pela abordagem pedagógica inovadora e centrada no aluno.


Amélia Lopes é Professora na FPCEUP, Vice-Diretora  do CIIE e coordenadora do OBVIE/CIIE. O contributo do seu trabalho na  área da formação de professores e identidade profissional é amplamente  reconhecido, sendo a atual Presidente da Sociedade Portuguesa de  Ciências da Educação.


Daniela Ferreira é doutorada em Ciências da Educação  e investigadora do CIIE/FPCEUP. Colabora no OBVIE/CIIE e tem-se  dedicado à investigação e consultoria externa no campo da inovação  pedagógica, inclusão e avaliação das aprendizagens.

Daniela Pinto,
doutorada em Ciências da Educação e  investigadora do CIIE/FPCEUP, colabora no OBVIE/CIIE. Desenvolve um  projeto financiado pela FCT sobre a observação de pares como ferramenta  de inclusão pedagógica e curricular. 


Fonte: U.Porto Press

Alunos Ilustres da U.Porto

Daniel Bessa 

Daniel Bessa (1948-)

Daniel Bessa Fernandes Coelho, filho de Rodolfo Fernandes Coelho e de Maria Rosa Alves de Ascensão Bessa, nasceu no Porto, na freguesia de Campanhã, a 6 de maio de 1948.


Licenciou-se em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (1970) e doutorou-se em Economia na Universidade Técnica de Lisboa (1986).


Tem trabalhado em diversas empresas e grupos económicos privados, entidades públicas, associações económicas regionais e setoriais, sindicatos e escolas.


Foi docente da Universidade do Porto entre setembro de 1970 e novembro de 2009. Foi docente da Faculdade de Economia entre 1970 e 1999 e entre abril e novembro de 2009). Lecionou na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (1989-2002), no Instituto Superior de Estudos Empresariais (1988-2000), na Escola de Gestão do Porto (2000-2008) e na Porto Business School (2008-2009).


Desempenhou as funções de presidente do Conselho Diretivo da FEP entre 1978 e 1979, de presidente da Comissão Instaladora da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (1989-1990), de Pró-reitor para a orientação da gestão financeira da U.Porto (1990-1995), de diretor executivo da Associação das Universidades da Região Norte (1996-2000), de presidente da EGP (2000-2008) e de presidente da Direção da Porto Business School (2008-2009).


Economista em regime de profissão liberal desde 1983 a 2015, assumiu na área empresarial os cargos de administrador do Finibanco, S.A. (1997-2008); de administrador não executivo da CELBI - Celulose Beira Industrial (1996-2006) e da INPARSA - Indústrias e Participações, S.G.P.S, S.A. (1997-1999); de presidente do Conselho Fiscal da SPGM - Sociedade de Investimentos S.A. (1997-2007); de presidente da Mesa da Assembleia-geral da APDL - Administração dos Portos do Douro e Leixões (1999-2002); de presidente do Conselho Consultivo do Instituto de Gestão de Fundos da Segurança Social (2000-2012); de membro do Conselho Consultivo de Indústrias de Condutores Elétricos e Telefónicos F. Cunha Barros, S.A. (2001-2003); de administrador da Finibanco Holding, SGPS, S.A. (2001-2011); de vogal do Conselho de Administração da Fundação BIAL (2003-2015); de administrador não executivo da Efacec Capital, SGPS, S.A. (2004-2013); de membro do Conselho Consultivo da Microprocessador, S.A. (2007-2010); de vogal do Conselho de Administração da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (2007-2011); de membro do Comité de Investimentos da Portuguese Venture Capital Initiative (2008-2015); de diretor-geral da COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação (2009-2015) e de membro do Conselho-geral e de supervisão do Banco Comercial Português (2011-2012).


No plano político foi porta-voz do Partido Socialista para as questões económicas e financeiras (1992-1995), Ministro da Economia do Governo Português (entre outubro de 1995 a março de 1996), deputado eleito à Assembleia da República Portuguesa (outubro de 1995) e encarregado de Missão junto dos Ministérios da Economia e da Segurança Social e do Trabalho para a coordenação do Programa de Recuperação de Áreas e Setores Deprimidos (2003-2004). Foi ainda presidente da Assembleia Municipal de Vila Nova de Cerveira (1998-2003) e da Assembleia Municipal do Porto (2013-2014).


Especializado em teoria e política económica é autor das obras Nos 10 anos da lei de bases: memórias e projectos (1997) e O Processo Inflacionário Português 1945-1980 (1988), além de inúmeros artigos publicados em revistas como a Análise Social, Cadernos de Ciências Sociais, Cadernos de Economia, Estudos de Economia, Indústria – Revista de Empresários e Negócios, Pensamiento Iberoamericano - Revista de Economia Política, Praxis e Revista Crítica de Ciências Sociais.


Daniel Bessa participa regularmente em conferências e seminários da sua área de especialidade e intervém na comunicação social.


Em 2006 foi condecorado grande-oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, em 2011, foi vencedor da primeira edição do Prémio Carreira atribuído pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto.


U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres - Daniel Bessa

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