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APRENDER A ENTRARNas minhas leituras sobre o lugar da cultura nas universidades francesas, descobri (pura ignorância minha!) que a França teve o seu primeiro Ministro da Cultura apenas em 1959. Até então, as questões culturais encontravam-se dispersas e eram tratadas mais como património ou como extensão educativa do que como uma política pública estruturante. Em 1959, Charles de Gaulle criou um Ministério dos Assuntos Culturais e confiou a sua direção a André Malraux. Esta nomeação não podia ter sido mais decisiva para o país: Malraux deu forma a uma visão ambiciosa de democratização cultural, definindo como objetivo principal tornar acessíveis as grandes obras de arte ao maior número possível de pessoas. Articulando pensamento, ação e política pública, Malraux afirmou a cultura como um eixo central da vida coletiva em França e influenciou, de forma duradoura, as políticas culturais europeias. Foi neste contexto que Pierre Bourdieu, juntamente com Alain Darbel e contando com a colaboração de Dominique Schnapper, conduziu um vasto conjunto de inquéritos sobre os públicos dos museus europeus, mais tarde reunidos em L’amour de l’art (1966) – que estive a ler esta semana. Malraux tinha como ambição tornar a cultura acessível a todos, mas o estudo de Bourdieu e Darbel propôs uma nova forma de olhar para a questão: quem frequenta, afinal, os museus? Se estes estão formalmente abertos a todos, por que razão são visitados apenas por uma parte da população? Apesar das diferenças entre os países em que os questionários foram aplicados, os resultados convergiram: em todos eles, a frequência dos museus revelou-se profundamente condicionada pelo nível de instrução e pela origem social, mostrando que o acesso à cultura, embora juridicamente aberto, é estruturalmente desigual. O acesso não pode, pois, ser visto apenas como uma questão de disponibilidade institucional.
À medida que lia L’amour de l’art, não pude deixar de pensar no Corredor Cultural, criado por iniciativa da Reitoria da Universidade do Porto e hoje constituído por uma ampla rede de instituições culturais de todo o país – mais de 50 só no Distrito do Porto. A construção deste Corredor implicou um trabalho de articulação com essas instituições para garantir que qualquer estudante universitário, independentemente da idade ou do ciclo de estudos que frequente, possa entrar gratuitamente, ou a preço muito reduzido, nos espaços que aderiram ao projeto. No entanto, apesar da divulgação feita através da Newsletter da Casa Comum, das Notícias da U.Porto e das redes sociais, verificámos que tendem a beneficiar mais desta possibilidade os estudantes que já costumam frequentar museus. Será então que a hipótese de Bourdieu e Darbel continua válida no nosso contexto? É precisamente sobre questões como esta que o recém-criado Observatório da Arte e da Cultura no Ensino Superior (Instituto de Sociologia da FLUP) deverá refletir.
O inquérito ao Perfil Cultural da comunidade académica (estudantes, docentes, investigadores, técnicos e antigos estudantes da U.Porto), que lançámos na semana passada – e para o qual apelo à participação de todos –, será um instrumento essencial para percebermos melhor os nossos hábitos, as nossas distâncias e as nossas possibilidades.
Fechei o livro de Bourdieu e Darbel a pensar: nem sempre o problema está na porta fechada; às vezes está no facto de nunca termos aprendido a entrar.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
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A Casa Comum está de Parabéns!O oitavo aniversário do espaço cultural situado na Reitoria da U.Porto será celebrado de 13 a 18 de abril, com um programa aberto à população. De 13 a 18 de abril, o pano da Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto vai abrir-se para apresentar duas estreias nacionais. Vamos ter ainda oficinas, performance, cinema, literatura, poesia e muito mais… Afinal, há um “número infinito” de motivos para celebrar um projeto cultural que, ao fim de oito anos de construção, já é muito mais do que da Universidade que o acolhe. Uma celebração que decidimos intitular de Octaetéride. Octa Quê?… Vamos comigo. “Octa”… “e”…“téride”. Como disse? “oc – ta – e – té – ri – de”. Agora seguido: “Octaetéride”. E o que significa? Antes de mais significa festa! Ou, melhor ainda, neste contexto traduz-se por ato de celebrar. Antes de mais, de onde vem esta palavra que poucos terão ouvido antes? Ora, vem do latim octaeteris e o significado já nos aproxima do que irá acontecer. Refere-se a um período de oito anos.
É isso. Desde a conceção do projeto até agora, a Casa Comum completa, este mês, a bonita idade de… Oito anos! Oito anos de exposições, ciclos de cinema, lançamento de livros, performances, debates, festivais. Oito anos a dar música à cidade. Oito anos a reforçar as fundações de uma Casa Comum e, com ela, de uma coletividade de “causadores” que nos ajudou a imaginar. A ampliar horizontes. Que acreditou na cultura como portal para todas as transformações.
E como é, então, na partilha que encontramos a real beleza do que fazemos, a proposta é que volte a vestir a camisola desta Ca(u)sa Comum. De 13 a 18 de abril, há motivos para vir “cá a Casa” todos os dias. Vamos apenas levantar o véu do que vai acontecer…
A semana começa com a inauguração de uma exposição da artista Ana Aragão na Casa Comum. Inventarium: Derivas da Forma vai estar patente até setembro de 2026. A abertura da exposição, dia 13 de abril às 18h00, será antecedida por uma conversa, em torno da obra da artista, pelo Vereador do Pelouro da Cultura e Património da Câmara Municipal do Porto, Jorge Sobrado, intitulada Relação entre o desenho e a forma material / Entre desenho e tridimensionalidade das peças. Causa Comum | Performance poética e musical de Ana Deus e Marta Abreu é a proposta para dia 13 de abril, às 21h30. Esta colaboração entre as duas artistas surgiu após a exposição Mulheres que fazem barulho, que esteve patente na na Casa Comum em 2022 e que teve como objetivo celebrar as carreiras de 16 mulheres da música rock nacional. Depois surgiu Eu Fui Silêncio, com a interpretação de poemas de Natália Correia, Maria Teresa Horta, Judith Teixeira e a afegã Nadia Anjuman. A performance poética e musical acontecerá com base em poesia e outras histórias.
Ana Deus e Marta Abreu vão “inaugurar” a festa de aniversário da Casa Comum. (Foto: Pedro Alves) Dia 14 de abril, às 17h00, Ana Aragão vai liderar um workshop intitulado Derivas da Forma. Pretende-se que deste encontro resulte um laboratório vivo, onde a mancha ditará a forma. Partindo do carácter imprevisível da aguarela, os participantes serão desafiados a inspirar-se em figuras e arquiteturas imaginárias, recorrendo do traço minucioso da Bic e da Micron. Sob orientação da artista, o erro irá transformar-se em descoberta e a mancha em “monstros” habitados, num diálogo direto com a exposição. A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória.
Ainda a 14 de abril, mas às 21h30, o ESN – Erasmus Student Network irá realizar na Casa Comum o evento Porto Showcase. Esta iniciativa tem como objetivo proporcionar aos estudantes internacionais, e ao público em geral, uma visão mais aprofundada da cidade do Porto e das suas histórias.
O evento terá um foco especial na Universidade do Porto e na Casa Comum, assinalando o seu aniversário, através da partilha de momentos e factos marcantes da sua história ao longo do tempo.
A tarde de 15 de abril inicia às 14h30 com o workshop Comics e Literatura, Reiterando os Sentidos. O ilustrador Tomás Guerrero dialogará com os participantes sobre como abordar um trabalho de ilustração e banda desenhada, numa adaptação de um texto literário para uma linguagem visual e gráfica. O trabalho será desenvolvido com base em obras adaptadas, entre outras: Memorial do Convento, de José Saramago; Homens Imprudentemente Poéticos, de Valter Hugo Mãe, além de outras obras de diferentes autores nacionais e internacionais. A participação neste workshop é gratuita, mas necessita de inscrição.
A tarde prossegue com mais uma inauguração. Desta vez a da exposição intitulada YUGEN [幽玄]: UMA REITERAÇÃO POÉTICA DO JAPÃO. A partir da obra Homens imprudentemente poéticos, de Valter Hugo Mãe, propõe-se uma leitura do Japão como paisagem poética e simbólica, construída pela reiteração da linguagem e pela imaginação, mais do que por uma abordagem cultural ou antropológica convencional. Inspirando-se na tradição dos katari-be, a obra revela um Japão íntimo, entre o mito e a matéria, onde a palavra cria e resiste. Evocando o conceito de yūgen — a beleza misteriosa e inefável — e referências como Matsuo Bashō, o ensaio de Tomás Guerrero articula texto e imagem numa série de 36 ilustrações, correspondentes aos capítulos do livro, compondo uma narrativa visual que explora a ideia de memória, impermanência e reiteração poética. A inauguração, com entrada livre, será às 18h00.
Também a 15 de abril, mas às 21h30, outra dupla com o Duo Concert: Kii Ishii and Hibiki Mukai. A premiada flautista Kie Ishii, que ao longo da sua carreira se tornou uma das principais flautistas do Japão, irá apresentar, na Casa Comum, o primeiro concerto em Portugal. O programa será centrado em Piazzolla, incluindo também obras de Fauré e Takemitsu, bem como uma nova peça para flauta. Será acompanhada também pela música eletrónica, tocada ao piano e ao vivo por Hibiki Mukai.
No dia seguinte, 16 de abril, às 17h00, propomos uma masterclass em dois atos. A Poética do ritmo, levará Rosa Alice Branco, Hugo Branco e Hugo Crave a explorarem o papel do ritmo na poesia. Seja através do poder transformador da leitura, da associação à música, ou entrando no poderoso universo do humor, neste mesmo dia 16 de abril continuaremos a explorar as metamorfoses da palavra. A participação nesta masterclass é gratuita, mas necessita de inscrição.
A masterclasse sobre Poética do Ritmo irá contar com a presença da escritora Rosa Alice Branco. (Foto: DR) Dia 16 de abril à noite, pelas 21h30, abre-se a cortina do palco para mais uma estreia nacional: I Libri Secondo Bagini e Carlone. Com “companheiros de cena como Umberto Eco, Cervantes, Calvino e Homero, trata-se de uma homenagem à literatura de todos os tempos e latitudes. Este duo realiza espetáculos de entretenimento, combinando tecnologia com natureza e cultura com sentido de humor. Tem ainda a particularidade de criar conexões entre a literatura italiana e outras culturas e literaturas. Os artistas italianos Biagio Bagini e Gian Luigi Carlone prometem um espetáculo ao vivo de homenagem à literatura de todos os tempos e latitudes. (Foto: DR) No dia 17 de abril, celebraremos o cinema com uma sessão especial do Porto Femme. Como antecipação da 9.ª edição do festival, exibiremos às 17h30 o filme Women, Land, Revolution, de Rita Calvário e Cecília Honório. Entre o campo e a revolução, este documentário dá voz às mulheres rurais que foram protagonistas silenciosas da mudança. Através de testemunhos de agricultoras, cooperativistas e jornalistas, revela-se uma história de resistência, luta pela emancipação e construção de poder popular, num tempo em que falar e agir era, para muitas mulheres, um ato revolucionário.
Também no dia 17 de abril, mas às 21h30, a parceria com a ESMAE – Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo irá trazer à Casa Comum
a soprano Rodica Vică e a pianista Angela Drăghicescu, para um espetáculo inspirado na visão artística de Constantin Brâncuși, um escultor romeno de quem se celebram os 150 anos do nascimento. O programa da noite promete explorar a relação entre escultura e som, traduzindo as ideias do escultor sobre ritmo, forma e espaço. Para dia 18 e abril ficam, desde já, dois convites: Que venha descobrir uma nova voz! Trata-se de uma oficina, coordenada por uma das nossas artistas residentes, Josefina Fuentes, que, pelas 15h00, irá propor uma redescoberta do corpo e do respetivo potencial para criar som e música. Pode contar, desde já, com exercícios de respiração, consciência corporal e consciência emocional, explorando a voz como a forma mais primitiva da manifestação do ser humano.
Às 17h00, iremos aprender a desenhar uma casa. Obedecendo a Manuel António Pina, começamos pela porta. Depois desenhamos umas escadas que subam até ao quarto, onde sonhamos, e, logo depois, outro lanço até às nuvens, onde esquecemos tantas vezes a cabeça… Precisamos também de janelas que pintem de raios de sol as paredes da casa e também as do coração. Será uma casa forte como um rochedo, ou delicada como um ninho? A resposta será servida nesta oficina coordenada pela artista residente Abigail Ascenso. A participação nas oficinas é gratuita, mas de inscrição obrigatória.
É tudo? Não. Não seria a Casa Comum se neste aniversário (que visto deitado representa o infinito) não explorássemos todas as linguagens artísticas. Até lá: “oc – ta – e – té – ri – de”. Para ir treinando.
A entrada nos eventos é livre e gratuita.
Consulte o programa completo do Festival Octaetéride AQUI. Sobre a Casa ComumOito anos após a sua inauguração, a Casa Comum é já um espaço de referência na oferta cultural da cidade do Porto. (Foto: U.Porto)R) “Equipada” com um auditório e duas salas de exposições, a Casa oferece uma programação regular e diversificada de eventos – concertos, performances, exposições, mesas redondas, aulas abertas, workshops, sessões de cinema, entre outros – através da qual se pretende dar especial visibilidade aos trabalhos dos estudantes e docentes da U.Porto, mas também a outros talentos e figuras consagradas. A par das atividades programadas, a Casa está aberta de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 17h30 e, aos sábados, das 15h00 às 18h00. Para todos os que pretendam usufruir do espaço, para ler, trabalhar ou conviver.
Para mais informações, consultar o portal da Casa Comum.
Fonte: Notícias U.Porto
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Ana Aragão traz "derivas da forma" à Casa ComumA exposição Inventarium: Derivas da Forma vai abrir as celebrações dos 8 anos da Casa Comum. Para conhecer de 13 de abril a 12 de setembro. Ana Aragão volta a expor na Casa Comum seis anos depois de ali ter apresentado a exposição "Galeria X". Foto: DR São desenhos, esculturas, esquiços, textos e fotografias. Elementos que mostram a potencialidade tridimensional do desenho. Inventarium: Derivas da Forma é o título da nova exposição de Ana Aragão que vai inaugurar no próximo dia 13 de abril, às 17h00, nas Galerias da Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto. Seis anos após ter transformado a Casa Comum em Galeria X, Ana Aragão regressa assim ao mesmo local para dar início às celebrações do aniversário da Casa Comum, com uma outra exposição que “mostra os seus desenhos como territórios de possibilidade de novos projetos artísticos”.
Segundo Fátima Vieira, Vice-Reitora para a Cultura e Museus da U.Porto, a obra de Ana Aragão “é particularmente importante para o que queremos afirmar no nosso projeto de intervenção cultural: a necessidade de libertarmos a imaginação”. Ou seja, “A cultura não é apenas memória ou reflexão: é também projeção, invenção e liberdade. Nos delirantes imaginários urbanos de Ana Aragão encontramos novas formas de ver, de pensar e de habitar o mundo”.
Inventarium: Derivas da Forma explora a potencialidade expansiva do desenho. Organizada em três salas, a exposição estabelece, assim, um diálogo entre o desenho e a escultura, materializando a relação entre matriz e desdobramento, entre linguagem gráfica e presença tridimensional. O desenho a surgir aqui como origem conceptual e formal, a partir da qual a obra ganha escala e corpo.
A abertura da exposição será antecedida por uma conferência do Vereador do Pelouro da Cultura e Património da Câmara Municipal do Porto, Jorge Sobrado, intitulada Relação Entre o Desenho e a Forma Material / Entre Desenho e Tridimensionalidade das Peças.
No dia seguinte, também às 17h00, Ana Aragão vai liderar um workshop intitulado Derivas da Forma. Pretende-se que deste encontro resulte um laboratório vivo, onde a mancha ditará a forma.
Partindo do carácter imprevisível da aguarela, os participantes serão desafiados a inspirar-se em figuras e arquiteturas imaginárias, recorrendo do traço minucioso da Bic e da Micron. Sob orientação da artista, o erro irá transformar-se em descoberta e a mancha em “monstros” habitados, num diálogo direto com a exposição. A participação é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória.
A exposição Inventarium: Derivas da Forma vai estar aberta ao público até 12 de setembro, podendo ser visitada de segunda a sexta-feira, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 17h30, e aos sábados, das 15h00 às 18h00. A entrada é livre.
Sobre Ana AragãoNascida no Porto, Ana Aragão é uma artista visual com formação em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da U.Porto (FAUP). Bolseira da FCT, frequentou o Doutoramento em Arquitetura na Universidade de Coimbra. Fez parte do corpo docente da FAUP e do Departamento de Arquitetura da Universidade de Coimbra, sendo que, atualmente, se dedica exclusivamente ao desenho, explorando imaginários urbanos, arquitetura de papel e sistemas de interligação entre lugares, pessoas e conhecimento. Participou na Bienal de Veneza (2014, 2016 e 2021) e representou Portugal na Expo 2025 Osaka com a série My Plan for Japan, apresentada no Pavilhão de Portugal. Expôs em cidades como Londres, Paris, Tóquio e Buenos Aires, bem como em instituições como a Fundação Oriente (Macau), Museu do Oriente (Lisboa), Sociedade Nacional de Belas-Artes, Fundação Altice, Casa da Arquitetura e Reitoria da U.Porto.
Em 2024, foi distinguida com a Medalha de Mérito da Cidade do Porto pelo contributo artístico e cultural do seu trabalho. Tem obras nas coleções do Centro Cultural de Belém, Museu do Oriente (Macau e Lisboa), Museu da Presidência da República e SNBA, além de diversas coleções privadas e institucionais internacionais.
Fonte: Notícias U.Porto
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António Carlos Jobim marca o regresso das Quintas Brasileiras à Casa ComumO ciclo de concertos comentados terá como foco a carreira e as influência de Tom Jobim na música brasileira. As Quintas Brasileiras regressam à Casa Comum no dia 9 de abril Já em terceira edição, as Quintas Brasileiras conduzidas pelo escritor, músico, investigador, conferencista e produtor cultural Rodrigo Alzuguir trazem-nos agora, como tema central, o genial compositor brasileiro António Carlos Jobim e o impacto que a sua música teve em outras destacadas figuras da música popular brasileira. Assim, teremos seis sessões, que, iniciando-se no dia 9 de abril com o grande Tom, se estendem a Dolores Duran & Newton Mendonça a 30 de abril, Chico Buarque a 7 de maio, Elis Regina a 14 de maio, Johnny Alf a 21 de maio e João Gilberto a 28 de maio.
Rodrigo Alzuguir, sabemo-lo, tem o dom de captar a atenção da audiência com uma narrativa cuidadosamente estruturada e apoiada em abundantes imagens e documentação da época, enquanto, com a sua expressiva voz e acompanhando-se ao piano, ilustra musicalmente os temas de que fala. Para estas sessões, serão também convidados outros músicos brasileiros que ajudarão a dar a cor certa à diversidade de pessoas e temas que serão abordados.
E, tal, como na edição anterior das Quintas Brasileiras, existirá a 25 de junho uma sessão especial, desta vez dedicada a Vinicius de Moraes e Baden Powell, cujo disco Os Afro Samba, que neste ano completa 60 anos da sua publicação, é uma das mais importantes e influentes obras da música popular brasileira. As Quintas Brasileiras sobem ao palco da Casa Comum entre 9 de abril e 25 junho, sempre às quintas-feiras e às 18h30. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.
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Abril na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Inventarium: Derivas da Forma | Exposição de Ana Aragão
Entrada Livre. Mais informações aqui
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YUGEN [幽玄]: UMA REITERAÇÃO POÉTICA DO JAPÃO | Exposição
Entrada Livre. Mais informações aqui
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PORTO FEMME WARM-UP SESSIONS
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Oficinas de Escrita Criativa | Rosa Alice Branco
07, 28 ABR e 26 MAI'26 | 18h30 Oficina, poesia | Casa Comum Participação gratuita. Mais informações e inscrições aqui
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Em Volta do Grande Tom | 3.ª edição das Quintas Brasileiras
09 e 30 ABR, 07, 14, 21 e 28 MAI e 25 JUN' 26 Entrada Livre. Mais informações aqui
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FESTIVAL OCTAETÉRIDECausa Comum | Performance poética e musical de Ana Deus e Marta Abreu
Entrada Livre. Mais informações aqui
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FESTIVAL OCTAETÉRIDEDerivas da Forma | Workshop com Ana Aragão
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui
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FESTIVAL OCTAETÉRIDEPorto Showcase | Evento ESN – Erasmus Student Network
Entrada Livre. Mais informações aqui
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FESTIVAL OCTAETÉRIDECOMICS E LITERATURA, REITERANDO OS SENTIDOS | Workshop com Tomas Guerrero
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui
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FESTIVAL OCTAETÉRIDEDuo Concert: Kii Ishii and Hibiki Mukai | Concerto Entrada Livre. Mais informações aqui
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FESTIVAL OCTAETÉRIDEPoética do Ritmo | Masterclass
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui
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FESTIVAL OCTAETÉRIDEI LIBRI SECONDO BAGINI E CARLONE | EspetáculoMúsica e literatura | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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FESTIVAL OCTAETÉRIDEPORTO FEMME WARM-UP SESSIONS | Filme + Conversa
Cinema, Conversa | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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FESTIVAL OCTAETÉRIDEBrancuSING: Rodica Vică, soprano; Angela Drăghicescu, piano Entrada Livre. Mais informações aqui
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FESTIVAL OCTAETÉRIDEDescobrir a voz | Workshop de exploração vocal a partir do corpo com Josefina Fuentes
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui
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FESTIVAL OCTAETÉRIDEEsta é a minha casa | Oficina de arte, com Abigail Ascenso Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui
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E se?… Constelações de Modos de Viver o Espaço Urbano
Exposição | Fundação Marques da Silva
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FRONTISPIECE | PRECIPICE
Exposição | Fundação Marques da Silva
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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196. Confissão, Josefa de Maltesinho
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“Confissão”, de Josefa de Maltesinho, in Pela lente do repórter, abril de 2025, p. 35.
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3. Ser arquiteto é… ser irmão, com Jorge Rocha
Jorge Rocha, o único irmão de João, matemático, fala sobre a infância, sobre a relação com os pais, os amigos e momentos únicos, sempre tendo como pano de fundo a cidade de Viana do Castelo, em que ambos nasceram. Com idades muito próximas, Jorge é apenas um ano mais novo que João, partilharam brincadeiras, experiências, interesses e amigos, sobretudo durante a infância. O 25 de abril ditou um afastamento, que se prolonga até à idade adulta, na qual que se reencontram no respeito e admiração mútua. A entrevista é conduzida por Maria da Conceição Melo, que, sendo mulher de João, partilhou desde 1980 a vida da Família Rocha, tomando por isso um tom de conversa em que as recordações e opiniões se cruzam e confirmam.
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2. Um estranho “sport movie” e a cronologia do trauma
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O olhar demora-se por Marty Supreme, o primeiro filme “pós-separação” de Josh Safdie (irmão de Benny Safdie), e A Cronologia da Água, estreia na longa-metragem de Kristen Stewart a partir do livro de memórias da escritora americana Lidia Yuknavitch. E ainda: Die My Love, Miroirs No. 3 e O Bolo do Presidente.
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Ana Maria Lages, atualmente com 29 anos, é natural de Santo Tirso e formou-se em Engenharia Agronómica, na vertente de Ciência e Tecnologia Alimentar, pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, tendo concluído o curso em 2019. Iniciou o seu percurso profissional na empresa Jerónimo Martins, onde integrou a direção comercial como gestora de categoria. Essa experiência deu-lhe uma visão muito concreta sobre os padrões de consumo, o funcionamento da cadeia de valor e a forma como as decisões estratégicas se materializam no terreno. Em 2024, foi convidada a integrar o XXIV Governo, primeiro no gabinete do secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e, atualmente, no gabinete do secretário de Estado da Agricultura, onde acompanha de perto os principais desafios do setor. Paralelamente ao seu percurso profissional, mantém uma forte ligação à política e ao voluntariado. Foi deputada municipal em Santo Tirso entre 2021 e 2025 e coordenadora de fundraising da Associação de Solidariedade Social A’Corda, procurando conciliar o trabalho institucional com um compromisso cívico ativo.
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Alunos Ilustres da U.PortoDomingos PinhoDomingos Pinho (1937-2024) Domingos Rodrigues de Pinho nasceu no Porto, em 29 de julho de 1937. Em 1960 concluiu a Secção Preparatória para os cursos de Pintura e matriculou-se na Escola Superior de Belas-Artes do Porto (ESBAP, atual Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto). Concluiu o Curso Geral de Pintura em 1966 com a classificação de 17 valores e o Curso Complementar de Pintura em 1969, com 20 valores.
Iniciou funções na ESBAP em 1973. Em 1987 era assistente e em 1989 prestou provas de agregação, com uma pintura de grande composição subordinada ao tema "Espaço". Aposentou-se em 2001.
Domingos Pinho foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, o que lhe permitiu viajar pelos principais centros artísticos europeus (1966) e estudar o "Realismo do século XX" (1978).
PINHO, Domingos, Crítico Desconcertado, 2006, óleo s/tela, 89 x 116 cm
Pintava desde os 15 anos, tendo experimentado diferentes estilos pictóricos como a geometrização, o abstracionismo, o hiper-realismo, a pintura metafísica e o expressionismo. Expôs de forma coletiva desde 1957 e individualmente desde 1963. Está representado em vários museus portugueses, como o Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto, o Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, em Amarante, o Museu de Ovar, o Museu Municipal de Estremoz, o Museu Nacional de Arte Contemporânea e o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa; e em coleções particulares, no país e no estrangeiro. Em 1986, a Galeria Nasoni, no Porto, dedicou-lhe uma exposição antológica.
Foi um dos fundadores da Cooperativa Árvore (Árvore – Cooperativa de Atividades Artísticas), em 1963, e da revista de arte e letras intitulada Paisagem. Exerceu também atividade como artista gráfico e ilustrador.
O reconhecimento da sua obra mereceu diversos prémios, entre eles, os prémios "José da Costa Meireles" (Desenho), "Rodrigues Soares" (Pintura), "D. Ricardina da Costa Meireles", "Rotary Club do Porto" e "Três Artes".
Cinéfilo e grande admirador de Picasso, viveu e trabalhou entre o Porto e o Gerês.
Faleceu a 17 de outubro de 2024.
U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Domingos Pinho
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