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INFINITOFui, muito cedo, iniciada na noção do que é o infinito. A minha mãe desafiava-me com palavras. Gosto de ti até ao céu, dizia, ao que eu respondia Gosto de ti até à lua, e ela replicava Gosto de ti até às estrelas, e eu respondia Gosto de ti até ao sol, e ela, por fim, Gosto de ti até ao infinito. Anos mais tarde, ao fazer igual desafio aos meus filhos, percebi que o infinito não é apenas uma linha sem fim, mas algo que cresce continuamente.
Penso no infinito como uma árvore que cresce para cima ao mesmo tempo que cresce para baixo. Para cima, eleva-se em direção à luz, os ramos abrem-se e as folhas multiplicam-se. Para baixo, expande-se através das raízes que se aprofundam à procura de nutrientes. Há uma relação íntima entre os dois movimentos: quanto mais a árvore cresce para cima, mais precisa de crescer para baixo – quanto mais se expõe ao vento, mais necessita de sustentação.
Vem esta reflexão a propósito do trabalho que fizemos, ao longo dos últimos oito anos, na Unidade de Cultura da Reitoria. Como procurámos mostrar no vídeo retrospetivo Octaetéride, fizemos da Casa Comum a Casa dos Estudantes, da Poesia, do Cinema, da Música, da Arte, do Bem-estar e do Conhecimento. No final do vídeo, sugiro que o número oito, que representa os anos de atividade da Casa Comum, está pronto para ser deitado e transformar-se no símbolo matemático que representa o infinito.
Não bastará, contudo, que as atividades da Casa Comum continuem. Importará que se continue a cuidar do crescimento das raízes – a cultura como modo de pensar a formação, o bem-estar, a comunidade e o próprio sentido do que deve ser uma instituição de ensino superior.
Aprendi o infinito como uma medida de amor. Oito anos não são ainda o infinito – mas são já são tempo bastante para sabermos o que não podemos perder.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
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A festa da Casa Comum fez-se preenchida de CausadoresO programa Octaetéride propôs uma semana recheada de eventos protagonizadas por artistas que acompanharam os oito anos de atividade da Casa Comum. Na semana em que celebrou oito anos, a Casa/Causa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto esteve sempre acompanhada de amigos. Amigos que comungam dos mesmos princípios e valores. E do mesmo entusiasmo pela capacidade transformadora da imaginação. Foi com estes Causadores que se trilhou o caminho destes oito anos de existência. E só com eles faria sentido partilhar esta celebração a que se chamou de Octaetéride. “Estamos muito gratos a todos quantos acreditam também nesta ideia de universidade e quiseram construir a Casa Comum connosco”, afirma Fátima Vieira, Vice-Reitora da U.Porto para a Cultura e Museus. “Acredito que o número oito, que representa os anos de atividade da Casa Comum, está pronto para ser deitado e transformar-se no símbolo matemático que representa o infinito”, acrescenta.
Foi com imagens de cidades imaginadas que arrancou a semana. Desenhos que, pela primeira vez, assumiram, na Casa Comum, um carácter tridimensional. Inventarium: Derivas da Forma é o título da exposição de Ana Aragão que abre um portal de leituras e desdobramentos.
Numa parceria inédita com Frederico Diz, a mostra apresenta ainda a escultura como uma das possibilidades de expressão da obra de Ana Aragão. Cada peça é continuidade e desvio. Ajuda-nos a entender, ou melhor ainda, a ver a obra enquanto estrutura aberta que a partir de um núcleo conceptual se pode verter noutras linguagens artísticas.
Depois, foi através do traço de Tomás Guerrero que se verteram palavras em papel. Yūgen [幽玄] – Uma Reiteração Poética do Japão é uma exposição de ilustração, inspirada no livro Homens imprudentemente poéticos, de Valter Hugo Mãe. Ilustrações que originaram Furusato. O Japão de Valter Hugo Mãe: uma antropologia da reiteração poética, de autoria de José Rui Teixeira, e o lançamento de um outro livro, com o mesmo título da exposição, edição da U.Porto Press.
Conseguiu-se, inclusivamente, entrar nos “bastidores” destes processos criativos graças às oficinas, workshops e uma masterclass que estes artistas ofereceram aos Causadores.
Houve ainda outras oficinas que ajudaram a Encontrar a própria voz e a Aprender a desenhar uma casa. O resto da semana foi preenchido com muita música, incluindo duas estreias nacionais, interpretação de poemas, homenagens à literatura de diferentes geografias, performances, lançamento de livros, um Festival de Cinema…
Este reconhecimento pela fidelidade dos Causadores culminou numa grande noite de festa no Edifício Abel Salazar. Trabalhando a simbiose entre música eletrónica e literatura, subiram ao palco Alice Branco, Valter Hugo Mãe, Hugo Branco e Hugo Grave. Assim como Marco Neves, autor de vários livros nas áreas das línguas e tradução, entre tantos outros.
Os abraços e os sorrisos multiplicaram-se. As ideias flamejaram. E durante toda a semana, o espaço lotou. Todos os dias. Uma semana de aniversário preenchida de amigos. Não é sempre assim uma boa festa aniversário?
Veja em baixo GALERIA DE FOTOS
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Ângelo de Sousa é a Figura Eminente da U.Porto 2026A homenagem ao artista e histórico professor da Faculdade de Belas Artes arrancou a 20 de abril e prolonga-se até março do próximo ano. Ângelo de Sousa, 1985 (Foto: DR)
Foi com a exibição do filme Tudo o que sou capaz que a Universidade do Porto assinalou, no passado dia 20 de abril, no Salão Nobre da Reitoria, a abertura das comemorações da Figura Eminente 2026. Uma iniciativa que pretende celebrar a memória e o legado de Ângelo de Sousa (1938-2011), histórico professor da Faculdade de Belas Artes (FBAUP) e um dos mais reconhecidos artistas portugueses da sua geração. A decorrer ao longo do ano, a homenagem irá integrar um encontro com críticos, arquitetos, historiadores de arte e artistas, previsto para setembro de 2026. Haverá ainda momentos pedagógicos e oficinas com práticas artísticas presentes na obra de Ângelo de Sousa.
Está igualmente prevista a realização e uma exposição dedicada à Figura Eminente no Pavilhão de Exposições da FBAUP, com visitas guiadas por especialistas.
Ângelo de Sousa (Foto: Egidio Santos/DR)
Mas foi pela voz do próprio homenageado que se abriu a cortina das celebrações. O filme Tudo que sou capaz, de Jorge Silva Melo, parte de vários encontros com Ângelo de Sousa. O primeiro decorreu em maio de 2007, ao qual se seguiram várias entrevistas, nos anos seguintes, e em diferentes locais: Coimbra, durante uma exposição de escultura; em sua casa e no atelier, no Porto; em Serralves, junto às suas esculturas, e também em Esmoriz, na casa de praia, sem esquecer Lisboa. Neste último local, Ângelo de Sousa falou das obras que tem na Coleção Berardo ou na Gulbenkian Durante as entrevistas, o pintor comenta não só os trabalhos (feitos em desenho, escultura ou papel), mas também os métodos, a repetição das formas e a alternância entre os diferentes suportes, ou seja, o papel, a fotografia, o vídeo e o metal. Nenhuma outra perspetiva, abordagem ou comentário. Não há referência a influências ou tendências. O filme transmite, única e exclusivamente, a voz do artista.
Após a transmissão do filme, houve espaço para uma conversa com a participação de Manuel Ulisses, galerista, Nuno Faria, diretor do Museu da Fundação Arpad Szenes — Vieira da Silva, e Sílvia Simões, artista e docente da FBAUP, com moderação de Lúcia Almeida Matos, Professora Emérita da U.Porto e antiga Diretora das Belas Artes.
Sobre Ângelo de SousaÂngelo de Sousa (ver biografia completa) nasceu em Lourenço Marques em 1938. Estudante (de 1955 a 1963) e docente (de 1963 a 2000) na Escola de Belas Artes do Porto (ESBAP), foi o primeiro Professor Catedrático da Faculdade de Belas Artes da U.Porto, criada em 1994, após a integração da ESBAP na Universidade. Artista com uma vasta e diversificada produção de desenho, pintura, escultura, fotografia e vídeo, utilizou esses meios de forma livre e muito pessoal, orientado pelo desígnio, cuja formulação ficou célebre, de obter “um máximo de efeito com um mínimo de recursos; um máximo de eficácia com um mínimo de esforço; um máximo de presença com um mínimo de gritos”.
Obra de Ângelo de Sousa, 1995. (Foto: DR)
Com colegas artistas e arquitetos, foi um dos fundadores da Cooperativa Árvore, em 1963. Da camaradagem e proximidade com alguns dos que viriam a ser os mais conhecidos artistas da sua geração, apareceria o grupo Os Quatro Vintes, composto por Ângelo de Sousa, Jorge Pinheiro, Armando Alves e José Rodrigues, todos eles diplomados pela ESBAP com a nota máxima. A título individual, participou em numerosas exposições coletivas no país e no mundo, nomeadamente na Bienal de S. Paulo e na Bienal de Veneza, e em dezenas de exposições individuais em museus e galerias. As suas obras integram todas as grandes coleções públicas e privadas do país.
Homem de fortes convicções, Ângelo de Sousa envolveu-se também em várias causas políticas ou cívicas, tendo sido o mandatário de Jorge Sampaio, no Porto, nas eleições presidenciais de 1995.
Faleceu no Porto, no dia 28 de março de 2011, com 73 anos.
Fonte: Notícias U.Porto
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Abril na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Inventarium: Derivas da Forma | Exposição de Ana Aragão
Entrada Livre. Mais informações aqui
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YUGEN [幽玄]: UMA REITERAÇÃO POÉTICA DO JAPÃO | Exposição
Entrada Livre. Mais informações aqui
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PORTO FEMME na U.Porto
Cinema, Conversa | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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Colectivo de Poesia - Poetas a várias vozes na Casa Comum | Adília Lopes Entrada Livre. Mais informações aqui
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Poesia e Perfomance IV
Sessão de Performance | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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Oficinas de Escrita Criativa | Rosa Alice Branco
28 ABR e 26 MAI'26 | 18h30 Oficina, poesia | Casa Comum Participação gratuita. Mais informações e inscrições aqui
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Clube de Leitura Italiano
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Dolores Duran & Newton Mendonça: Parceria e Modernidade na Noite Carioca | Quintas Brasileiras #3
Entrada Livre. Mais informações aqui
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E se?… Constelações de Modos de Viver o Espaço Urbano
Exposição | Fundação Marques da Silva
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FRONTISPIECE | PRECIPICE
Exposição | Fundação Marques da Silva
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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Morreu Desmond Morris, o zoólogo que confiou o seu conhecimento à U.PortoCientista, escritor, comunicador e artista britânico celebrizou-se como autor de O Macaco Nu, obra fundadora da etologia humana. Desmond Morris destacou-se por estudar e divulgar as semelhanças comportamentais entre humanos e outros primatas. Foto: DR
Ficou conhecido pelos seus estudos inovadores sobre o comportamento humano e animal, mas foi também um destacado comunicador, autor de dezenas de livros e ainda pintor surrealista. Era, sobretudo, um “fascinado pelo mundo”, movido pela “alegria de observar o que nos rodeia”. A mesma “missão” que, em 2014, confiou à Universidade do Porto quando doou ao Museu de História Natural e da Ciência (MHNC-UP) o seu vasto arquivo científico. Desmond Morris morreu, no passado dia 19 de abril, aos 98 anos. Natural do Wiltshire, onde nasceu em 1928, Desmond Morris desde cedo adotou os animais e a arte como as suas grandes paixões. O estudo dos animais levou-o a formar-se na Universidade de Birmingham, em 1951, e a prosseguir um doutoramento em Oxford. Em 1956, aceitou o cargo de diretor da unidade televisiva e de filmagens do Jardim Zoológico de Londres e, em 1959, assumiu o lugar de curador de mamíferos.
Em 1967, deixou o Zoo para se tornar diretor do Institute of Contemporary Arts. Nesse mesmo ano, publica The Naked Ape (O Macaco Nu), obra precursora da etologia humana (onde analisa o Homo sapiens como uma espécie animal, despida de pretensões culturais) e com o qual viria a ganhar fama internacional.
Em 1968, mudou-se para Malta, onde nasceu o filho Jason. Regressou a Oxford em 1974 e aí permaneceu, até 2019, altura em que, na sequência da morte da mulher, Ramona, se mudou para a Irlanda, para ficar junto da família e dedicar-se ativamente à escrita e à pintura.
Autor de dezenas de artigos científicos, Morris escreveu 80 livros e foi traduzido para 43 línguas ao longo de seis décadas de observação profissional, primeiro como estudioso do comportamento animal e, mais tarde, do comportamento humano. Entre 1956 e 1998, apresentou mais de 700 programas televisivos. Pintou também mais de 3.400 quadros e apresentou mais de 60 exposições individuais.
“Compete-nos continuar a cuidar deste tesouro”Em 2014, Desmond Morris surpreendeu o mundo quando decidiu doar ao Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto (MHNC-UP) o seu arquivo científico, composto por todos os seus livros publicados, respetivas traduções, registos e notas de investigação, correspondência, coleções de revistas científicas, artigos científicos, coleções de fotografias e negativos, gravações vídeo e áudio e artefactos vários. Em troca, uma promessa feita meses antes, pelo então Diretor do MHNC-UP, Nuno Ferrand de Almeida: “Se nos deixarem ficar com o seu arquivo, não vamos apenas guardá-lo, vamos utilizá-lo, analisá-lo. Teremos investigadores a trabalhar nele”. Aquando da doação, ficou também estabelecida a preferência para que a sua editora portuguesa fosse a Arte e Ciência, título do primeiro projeto editorial do MHNC-UP, lançado em 2018. Desde essa data, foram publicados os livros A Tribo do Futebol (com prefácio de José Mourinho) e a reedição de O Macaco Nu , com uma nova tradução de Carla Morais Pires e prefácio de Jorge Rocha, e, com a mesma tradutora, O Macaco Criativo e Observar.
“Devemos ao arrojo e à ambição do professor Nuno Ferrand de Almeida a feliz circunstância de ter o acervo científico de Desmond Morris no Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto Compete-nos, agora, continuar a cuidar deste tesouro, estudando-o, divulgando-o e a disponibilizando-o aos investigadores de todo o mundo que aqui vêm para o consultar”, aponta o Reitor da U.Porto, António de Sousa Pereira. “Este é, sem dúvida, um dos mais importantes legados que podemos deixar às gerações futuras”, remata.
Nos últimos anos, concretizando o compromisso assumido, o Museu de História Natural e da Ciência promoveu várias ações de inventariação, catalogação e digitalização de documentos textuais, iconográficos e audiovisuais e mobilizou o acervo de Desmond Morris de várias formas, nomeadamente através do projeto de ciência cidadã Animal Behaviour - Watch the picture and tell its tale!, integrado na plataforma internacional Zooniverse, acolhendo estágios curriculares de estudantes interessados no arquivo e concedendo acesso ao acervo a investigadores internacionais.
Estão também planeadas ações educativas com vista à promoção e divulgação do arquivo científico, com o objetivo de desenvolver um projeto-piloto sobre Etologia para a comunidade escolar.
Fonte: Notícias U.Porto
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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198. Adereços cénicos, Josefa de Maltesinho
“Adereços cénicos”, de Josefa de Maltesinho, in Pela lente do repórter, abril de 2025, p. 13.
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109. L rato, l páixaro i la chouriça
Ua cuonta de ls Grimm cun traduçon i adaptaçon para mirandés por Alcides Meirinhos i locuçon de Teresa Martins.
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118. “Réfutation de tous les jugements, tant élogieux qu’hostiles, qui ont été jusqu’ici portés sur le film La société du spectacle, de Guy Debord (1975)
Comentário de Inês Minor (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC) 119. Tango, de Zbigniew Rybczynski (1981)
Comentário de Christian Tobler (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)
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3. Entre Nova Iorque (“Blue Moon”) e Inhambane (“Balane 3”)
No terceiro episódio, viajamos por diferentes latitudes: primeiramente, fechamo-nos, em Blue Moon (Richard Linklater), com Lorenz Hart (Ethan Hawke) no Sardi’s, histórico restaurante nova-iorquino, na noite de estreia (31 de março de 1943) de Oklahoma!, musical de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II; já em Balane 3, seguimos a câmara do português Ico Costa por um bairro moçambicano de Inhambane e o seu vibrante quotidiano, no qual o sexo é assunto de (quase) todas as conversas. Há ainda tempo para um olhar sobre o (esquizofrénico) fenómeno “Óscares”, o “affair Timothée Chalamet” e a iconografia cristã de… Verónica de Jerusalém.
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O percurso de Ana Povo reflete uma ligação entre prática clínica, gestão e serviço público. Natural de Valpaços, formou-se em Medicina no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto e é doutorada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, complementando a sua formação com um MBA em Organizações e Sistemas de Saúde. Ao longo da sua carreira, passou por diferentes contextos no setor público e privado, com experiências internacionais em instituições de referência como o St. Mark’s Hospital, em Londres, a Mayo Clinic, nos Estados Unidos, e a Universidade de Erlangen, na Alemanha. Atualmente, exerce funções como Secretária de Estado da Saúde, cargo que desempenha desde o XXIV Governo e que mantém no XXV, acumulando com a presidência da Assembleia Municipal de Valpaços. Neste episódio do Alumni Mundus – Agentes de Mudança, damos a conhecer um percurso marcado pela medicina, pela liderança e pelo compromisso com o serviço público.
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Alunos Ilustres da U.PortoSergio FernandezSergio Fernandez (1937-2026) encontrou nas viagens com estudantes um espaço privilegiado da prática pedagógica, marcado pela proximidade, pelo rigor e pelo entusiasmo. (Foto: DR) Sergio Leopoldo Fernandez Santos nasceu no Porto em 1937. Frequentou o curso de Arquitetura na Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP), tendo participado, enquanto aluno, no CIAM (Congresso Internacional de Arquitetura Moderna), em Otterloo, em 1959.
Depois de concluídos os estudos universitários passou a lecionar e a desempenhar outros cargos de responsabilidade, primeiro na ESBAP e depois na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto (FAUP). Integrou os Conselhos Diretivos e Pedagógicos do Curso de Arquitetura da ESBAP (1976-1983), foi Vice-Presidente do Conselho Diretivo (1988-1994) e Diretor do Centro de Estudos da FAUP (1990-1997) e, a partir de 1987, passou a membro efetivo do Conselho Científico da FAUP. Em novembro de 2006 jubilou-se nessa Faculdade como Professor Agregado. Durante os anos setenta e oitenta orientou seminários integrados nos International Course on Housing Planning and Building do Bowcentrum, Roterdão (1977-1983), lecionou no Departamento de Arquitetura da Faculdade de Engenharia da Universidade de Angola (1981), foi convidado pela Academia Estatal de Belas Artes de Tbilisi, Geórgia, para lecionar no International Students Practical Seminar Artist and the City Environment (1988) e participou no Seminário Design Management, organizado pela University of Industrial Arts, de Helsínquia, Finlândia (1989).
Na década seguinte, associou-se ao One Day Conference on Post Graduate Architectural Education, a Meeting for European Architectural School Representatives, no Berlage Institute, em Amesterdão (1993), regeu um curso sobre Arquitetura Contemporânea Portuguesa na Faculdade de Arquitetura da Universidade de S. Paulo e proferiu conferências nas faculdades de Arquitetura das universidades de Belém do Pará, de Fortaleza e do Rio de Janeiro (1994); esteve presente no Encontro Internacional L' Architettura e il suo Insegnamento: Prospettive del Mestiere e della Scuola, organizado pelo Dipartimento di Projettazione dell' Architettura – Politecnico di Milano; liderou a Delegação Portuguesa que integrou os trabalhos do programa da Comunidade Europeia-MED-CAMPUS-AMIE no Architectuurinstituut, em Roterdão (1995), e dirigiu uma equipa no Workshop de Arquitectura Citemor 96, Montemor-o-Velho (1996).
Entre 1997 e 2005 regeu a Cadeira de Projeto I, do curso de Arquitetura da Universidade do Minho.
Na viragem do século dirigiu uma equipa presente no Workshop de Internacional de Arquitetura Coimbra: Um Novo Mapa (2000), fez parte do Júri para o Projeto de Reconversão da Rua da Sofia, em Coimbra (2003), participou no I Foro do Feísmo, Diputación de Ourense (2004), chefiou a equipa Norte do Inquérito à Arquitetura Portuguesa do Século XX, 2004/2005, da Ordem dos Arquitetos, associou-se ao Congresso Teatros Históricos, da Póvoa de Lanhoso (2005), ministrou um Curso de Arquitetura (2005) na Universidade ISTHMUS, na cidade do Panamá e presidiu ao Júri do Prémio Secil de Arquitetura 2005/2006.
Ao longo da sua carreira colaborou com os mestres Viana de Lima e Arménio Losa. Trabalhou sozinho em Arquitetura, mas também em coautoria com Pedro Ramalho e com Alexandre Alves da Costa e José Luís Gomes no Atelier15, Arquitectura Lda.
Sergio Fernandez assinou – ao lado de Alexandre Alves Costa – projetos como a reabilitação do histórico Cinema Batalha, no Porto, ou do Teatro Constantino Nery, em Matosinhos. (Foto: DR) Da sua vasta obra, premiada e em grande parte publicada, sobressaem os Edifícios Residenciais da Pasteleira, Porto (1965), uma obra em parceria com Pedro Ramalho, a Casa de Caminha ou Vill'Alcina (1971-1973), a Operação SAAL do Bairro Leal, na Rua das Musas, Porto (1974-1978), o Complexo Turístico de Moledo (1980), o Jardim Infantil de Moledo (1988), a Residência de Estudantes Lisboa, Expo'98 (1996-1998); e obras em coautoria com Alves Costa, como o Estudo de Recuperação e Valorização Patrimonial da Aldeia de Idanha-a-Velha (últimos 15 anos), o restauro do Cineteatro Constantino Nery em Matosinhos (inaugurado em 2008), o Complexo Residencial de Viana do Castelo (2005) e a intervenção no Convento de Santa Clara-a-Velha, de Coimbra (inaugurada em 2009); a reabilitação da Casa-Atelier José Marques da Silva (2009) e do Cinema Batalha (inaugurado em 2022) e a requalificação da Escola Secundária Alexandre Herculano (2023), no Porto. Sergio Fernandez foi, também, autor de artigos publicados em obras portuguesas e estrangeiras (Architectures à Porto,
Tendenze dell' Architettura Contemporanea, Casabella,
Lotus International,
Wonen Tabk e Electa) e do livro Percurso da Arquitectura Portuguesa 1930-1974, publicado pela FAUP em 1985. É coautor da obra Pedro Ramalho: projectos e obras de 1963-1995, publicada em 1995 pela Associação dos Arquitetos Portugueses, Conselho Diretivo Regional do Norte.
A 22 de outubro de 2008/2009 inaugurou o ano letivo da Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto com uma conferência proferida no auditório Fernando Távora.
Em março de 2009 recebeu o Prémio AICA 2008 (Associação Internacional de Críticos de Arte/Ministério da Cultura), na categoria de Arquitetura, juntamente com Alexandre Alves Costa (1939-), atribuído pela qualidade das suas intervenções no património construído e dos novos projetos, bem como pela excelência da atividade pedagógica que ambos desenvolveram na FAUP. Sensivelmente na mesma altura, Fernandez assistiu à apresentação, no Cinema Passos Manuel, no Porto, da obra Só nós e Santa Tecla" sobre a Casa de Caminha que riscara nos anos setenta.
Sergio Fernandez, antigo professor da FAUP e figura marcante da formação da "Escola do Porto", morreu em casa, no dia 25 de março de 2026.
U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Sergio Fernandez
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