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UMA QUESTÃO DE SAÚDEAndei por estes dias a reler O Filho de Mil Homens (2011), de Valter Hugo Mãe. O livro surge na sequência do chamado “ciclo das minúsculas” – iniciado com O nosso Reino (2004) e encerrado com A Máquina de Fazer Espanhóis (2010) –, onde Mãe procurara explorar a ideia de “democracia visual”, recusando o uso de maiúsculas para conceder um peso igual a todas as palavras. Na sua obra, o escritor experimenta continuamente com a linguagem porque esta não é apenas um veículo de transmissão de informação: molda a forma como vemos o mundo. Nos seus títulos mais recentes, Valter Hugo Mãe tem vindo a apostar no trabalho imagético e poético e numa crescente densidade lírica. Em Homens Imprudentemente Poéticos (2016), a descrição da natureza, do corpo e dos gestos mínimos é quase meditativa, convocando uma atmosfera japonesa feita de silêncio, contemplação e atenção ao detalhe; e em As Doenças do Brasil (2021; talvez o meu romance preferido), Mãe inventa uma nova linguagem a partir da nossa língua: distorce a sintaxe, reclassifica semanticamente vocábulos existentes e imagina outros para criar uma mitologia dos primeiros encontros entre indígenas brasileiros, brancos e negros.
Em O Filho de Mil Homens, essa singularidade manifesta-se na forma como a linguagem se torna um espaço de relação. O discurso, rente à oralidade, deixa-se atravessar por diferentes vozes, articulando múltiplos pontos de vista: o da comunidade, frequentemente marcado pelo preconceito, e o das personagens que o contrariam. O que importa, porém, é que neste tecido discursivo nenhuma voz se impõe como definitiva. Nesse espaço, a escrita ganha uma dimensão ética, mostrando que todos são iguais porque todos são vulneráveis: Crisóstomo, que se sente “metade”; Camilo, “filho de mil homens”, cuja identidade se define pela dispersão; Isaura, que vive atravessada pela vergonha; Antonino, marcado pela exclusão; e a anã, cuja diferença poderia ser reduzida a espetáculo, mas que a linguagem reinscreve como presença plena.
Esta dimensão ética da escrita tem também uma implicação pedagógica. Ao dar forma à vulnerabilidade e à relação, o romance não se limita a representar um mundo: ensina-nos a habitá-lo de outra maneira, reconhecendo o Outro e reconhecendo-nos no Outro. Alerta, contudo, à hipótese de essa aprendizagem subtil nos escapar, Valter Hugo Mãe torna-a explícita numa formulação luminosa, no momento em que Alfredo ensina Camilo a ler como quem lhe ensina uma forma de cuidar de si e dos outros:
Para entreter curiosidades, o velho Alfredo oferecia livros ao menino e convencia-o de que ler seria fundamental para a saúde. Ensinava-lhe que era uma pena a falta de leitura não se converter numa doença, algo como um mal que pusesse preguiçosos a morrer. Imaginava que um não leitor ia ao médico e o médico o observava e dizia: você tem o colesterol a matá-lo, se continuar assim não se salva. E o médico perguntava: tem abusado dos fritos, dos ovos, você tem lido o suficiente. O paciente respondia: não, senhor, há quase um ano que não leio um livro, não gosto muito e dá-me preguiça. Então o médico acrescentava: Ah, fique pois sabendo que você ou lê urgentemente um bom romance, ou então vemos-nos no seu funeral dentro de poucas semanas.
Os românticos acreditavam que a poesia podia salvar o mundo. Talvez não o salve, pensei ao ler este passo, mas, como sugere Alfredo, pode ajudar-nos a não adoecer nele. Porque ler é mesmo uma questão de saúde – não apenas do corpo, mas da vida interior. Quando lemos, aprendemos a encontrar, na fragilidade das vidas que nos são contadas, formas possíveis de persistirmos em existir.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
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Quem és tu, Norma Jeane? celebra 100 anos de Marilyn Monroe na Casa ComumCiclo de cinema pensado para descobrir este ícone cinematográfico que, no próximo dia 1 de junho, completaria 100 anos. De 5 a 9 de maio, na Reitoria da U.Porto. Quem és tu, Norma Jeane? – 100 anos de Marilyn Monroe é um ciclo de seis filmes, pensado para assinalar o centenário de Marilyn Monroe. Vamos fazer uma revisitação crítica da carreira e do simbolismo da sua imagem, muitas vezes reduzida ao estereótipo de sex symbol. Vai ser de 5 a 9 de maio, na Casa Comum, com entrada livre. Norma Jeane Mortenson nasceu no dia 1 de junho de 1926. Ao longo da sua filmografia, trabalhada com realizadores como Billy Wilder, Howard Hawks ou John Huston, Monroe surge como uma figura contraditória e profundamente humana: poderosa e vulnerável, consciente das limitações impostas às mulheres e em constante tentativa de afirmação pessoal e artística. O ciclo destaca a forma como as personagens dialogam com uma vida marcada por fragilidades, traumas e uma busca constante por autonomia, refletindo também as tensões culturais e políticas dos Estados Unidos das décadas de 1950 e 60.
Os seis filmes procuram revelar a complexidade de Marilyn Monroe enquanto atriz, cantora e intérprete multifacetada. Um talento que construiu personagens cuja diversidade vai muito além da imagem simplista, entretanto cristalizada na cultura popular.
Don’t Bother to Knock/Os Meus Lábios Queimam é o filme de arranque deste ciclo dedicado a Marilyn Monroe.
Don’t Bother to Knock/Os Meus Lábios Queimam é um thriller psicológico que se passa num hotel de Nova Iorque, onde a aparente tranquilidade contrasta com a crescente instabilidade emocional das personagens. Marilyn Monroe interpreta uma jovem (Nell) contratada como ama de uma menina hospedada no hotel, numa noite em que os pais decidem sair. O que começa como um encontro casual entre Nell e Jed, um piloto emocionalmente desequilibrado, transforma-se numa espiral de tensão que vai revelando traumas profundos. É com esta interpretação, que permitiu a Monroe explorar uma dimensão dramática intensa, que o ciclo arranca dia 5 de maio, às 18h00. Um primeiro passo de afastamento da imagem de símbolo sexual.
No mesmo dia, mas às 21h30,
Niagara irá trazer-nos outro thriller que se passa nas Cataratas do Niágara. Mais uma vez, toda aquela paisagem ensolarada contrasta com uma história de violência. Rose está presa a um casamento sufocante com George Loomis, um controlador e violento veterano de guerra que, com a ajuda do amante, tentará assassinar. Vamos assistir a um dos papéis mais sombrios de Marilyn Monroe, que assume, pela primeira vez, o estatuto de protagonista, com uma força motriz que acrescenta uma intensidade trágica à figura da femme fatale do noir clássico. No final haverá uma conversa com Manuela Hargreaves (historiadora de arte) e Marina Leonardo (atriz e realizadora).
Niagara passa dia 5 de maio, às 21h30
No dia seguinte, 6 de maio, também às 18h00, vamos assistir a um western, rodado na paisagem agreste do Canadá. É aqui que um agricultor viúvo e ex-presidiário vive, com o filho. Acompanharemos esta rotina até ela ser, abruptamente, interrompida. Em River of No Return/Rio Sem Regresso, a personagem de Monroe leva-nos numa viagem por um rio traiçoeiro, metáfora da transformação moral e emocional das personagens. Uma narrativa que poderá ser lida como uma crítica à redenção feminina, típica do western clássico onde a mulher “com um passado” só é aceite se renunciar à sua identidade. Este filme marca a transição de Monroe para papéis de maior visibilidade e complexidade dramática, num género tradicionalmente masculino como o western. River of No Return será comentado por Vítor Ribeiro (diretor e programador do Cineclube de Joane) e Ana Carneiro (diretora e programadora do Cineclube do Porto).
Às 21h30 do mesmo dia, iremos apagar as luzes para assistir a Bus Stop/Paragem de Autocarro, de Joshua Logan. Numa pequena cidade do Arizona, vamos descobrir um grupo de pessoas que fica retido pela neve. No centro da narrativa está Cherie, uma cantora de saloon que se vê envolvida com Bo, um agressivo cowboy que decide que ela será sua esposa. Embora inicialmente dentro do estereótipo, a personagem de Monroe rapidamente revela uma mulher emocionalmente complexa, consciente da sua vulnerabilidade, e que se recusa romantizar a violência às mãos dos homens.
Este momento-chave na carreira da atriz e um dos seus desempenhos mais maduros foi um dos primeiros filmes de Monroe após o surgimento da Marilyn Monroe Productions, produtora que fundou na busca de um maior controlo e independência artísticos. Após o filme, ficaremos à conversa com Daniel Marques Pinto (professor universitário) e Pedro Ludgero (músico e realizador) [Podcast “Noites de Cabíria”].
River of No Return assinala a transição de Monroe para papéis de maior complexidade dramática.
Let’s Make Love/Vamo-nos Amar é a proposta para o dia 8 de maio, às 21h30. Jean-Marc Clément é um bilionário inquieto, que descobre que irá ser alvo de sátira numa revista. Quando, um dia, decide ir ao teatro, para ver Amanda (Marilyn) a ensaiar uma canção, acaba por ser confundido com um ator que seria a pessoa ideal para interpretar… a personagem dele próprio na peça. Jean-Marc aceita o papel apenas para poder estar mais próximo de Amanda. Nesta noite, a conversa será com Miguel Ramalhete Gomes (professor universitário) e José Reis (professor universitário) No dia seguinte, 9 de maio, também às 21h30, encerraremos este pequeno ciclo com um filme de 1961, realizado por John Huston, que apresenta a última interpretação de Marilyn. The Misfits/Os Inadaptados é uma crónica melancólica sobre um grupo de pessoas, no deserto de Nevada, unidas por relações frágeis e um sentimento de inadequação perante um mundo em transformação. Monroe é uma mulher recém-divorciada que chega ao deserto com um sentimento de não pertença e em busca de um recomeço. As figuras masculinas (Clark Gable, Montgomery Clift e Eli Wallach) são representantes de modelos de masculinidade em declínio, incapazes de se adaptarem a novas formas de relacionamento. O argumento é assinado por Arthur Miller, à data marido de Monroe.
António Roma Torres (psiquiatra e crítico de cinema) e Bernardo Pinto de Almeida (historiador de arte e ensaísta) serão os “comentadores de serviço” desta última sessão.
A programação deste ciclo é assinada por Francisco Noronha (Porto, 1988), realizador, programador e crítico de cinema e música no jornal Público, com colaborações em várias publicações nacionais e internacionais. Mestre em Direito pela Universidade do Porto e em Cinema pela Universidade Católica Portuguesa, é também autor de filmes exibidos em festivais e co-criador do podcast de cinema Noites de Cabíria, produzido pela Casa Comum.
Fonte: Notícias U.Porto
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Maio será o mês do III Ciclo de Cinema BritânicoSão quatro filmes britânicos, a conhecer na Casa Comum, ao final da tarde das sextas-feiras de maio, com entrada livre. Get Carter (1971), protagonizado por Michael Caine, será um dos quatro filmes deste ciclo.
A Associação Luso-Britânica do Porto, em colaboração com a Casa Comum da Universidade do Porto e o Departamento de Estudos Anglo-Americanos da FLUP, apresenta em maio uma pequena temporada de quatro filmes britânicos. Two tickets to Gangland, please vai decorrer de 8 até 29 de maio, sempre às 18h30, com entrada livre. São filmes pouco glamorosos, às vezes com humor negro, autodepreciativo ou sarcástico, que nos habituámos a associar ao “humor britânico”. O que vamos encontrar? Filmes de gangsters do pós-guerra, com diálogos incisivos e verosímeis, interpretados por atores consagrados como Richard Burton, Michael Caine, Ben Kingsley, Daniel Craig ou Tom Hardy.
Este pequeno ciclo de cinema arranca dia 8 maio. Sexy Beast (2000), de Jonathan Glazer, vai fazer-nos mergulhar numa espécie de “violência estilizada”. Gal Dove (interpretado por Ray Winstone) é um arrombador de cofres britânico reformado que vive tranquilamente em Espanha. A sua paz é abalada quando outro gangster /Ben Kingsley) aparece para lhe exigir que participe num assalto a um banco em Londres. Gal resiste, mas acaba por ser arrastado de volta ao submundo do crime, confrontando-se com um passado ao qual julgava ter escapado.
No dia 15 de maio vamos conhecer A Sexta-Feira Mais Longa (1980), The Long Good Friday, de John Mackenzie. Harold Shand (interpretado por Bob Hoskins) é um poderoso chefe do crime londrino que planeia transformar as docas da cidade num império empresarial legítimo. De repente, durante um semana de Páscoa, uma série de ataques violentos e misteriosos ameaça destruir tudo o que construiu. É o retrato de um homem sem escrúpulos que se vê confrontado com a traição, a corrupção política e o colapso das ambições criminosas.
Brighton Rock (1948), de John Boulting, é inspirado no romance homónimo de Graham Greene.
Voltaremos a Londres, na sexta-feira seguinte (22 de maio), para conhecer um executor implacável. Get Carter (1971), de Mike Hodges, apresenta-nos Jack Carter (interpretado por Michael Caine), que regressa a Newcastle para investigar a morte do irmão mais novo. Ignorando os avisos dos gangues locais, desencadeia uma campanha de vingança fria e brutal, enquanto desvenda uma teia de pornografia e corrupção. Dia 29 de maio, descemos até Brighton para descobrir como era esta localidade à beira-mar durante os anos 1930. Pinkie Brown (interpretado por Richard Attenborough) é líder de um gangue e o responsável pela morte de um jornalista, que se acreditava ter sido o responsável pela morte de um membro do grupo. Desesperado para encobrir o crime, enfrenta ainda problemas com a polícia, algumas testemunhas e um gangue rival. Brighton Rock é um filme de 1948, realizado por John Boulting, tendo por base o romance homónimo de Graham Greene.
Desde as suas origens “clássicas” no pós-guerra — como Brighton Rock (1948) — integrámos, neste mini-ciclo, obras de época mais cruas, como Get Carter (1971), e narrativas centradas numa ameaça latente, como Sexy Beast (2000). Os temas centram-se, essencialmente, na lealdade e na traição, no roubo, na vingança e em disputas territoriais.
Two tickets to Gangland, please irá ser exibido na Casa Comum, na Reitoria da Universidade do Porto. A entrada é livre, limitada à lotação do espaço.
Fonte: Notícias U.Porto
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Celebrar Ângelo de Sousa é "olhar para dentro da Faculdade de Belas Artes"O Salão Nobre da Reitoria acolheu a sessão de abertura das comemorações da Figura Eminente da U.Porto 2026: Ângelo de Sousa. O Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto recebeu, no passado dia 20 de abril, o “pontapé de saída” das comemorações da Figura Eminente 2026, este ano dedicadas à memória e ao legado de Ângelo de Sousa (1938-2011), histórico professor da Faculdade de Belas Artes (FBAUP) e um dos mais reconhecidos artistas portugueses da sua geração. “Queríamos uma pessoa que fosse contemporânea, uma pessoa que ainda estivesse na memória das pessoas que estão vivas e cujo impacto fosse ainda mais recente. E o Ângelo é uma figura seminal para aquilo que a Faculdade de Belas Artes é neste momento”, explica o Diretor da FBAUP, Miguel Carvalhais, sobre o desafio que representou a escolha da Figura Eminente da U.Porto deste ano.
A decorrer ao longo do ano, a homenagem contempla várias “sessões temáticas, com convidados, alguns de dentro, outros de fora”, para além de “uma série de aulas abertas, seminários e outros eventos mais académicos, que vão olhar para facetas específicas do trabalho do Ângelo. Vamos olhar para a pintura dele, obviamente, vamos olhar para o desenho, para a escultura, para a cerâmica, para a gravura, vamos olhar para os trabalhos audiovisuais e para uma série de outras coisas que ele foi fazendo ao longo da sua carreira”.
O ciclo culminará “com uma grande exposição no Pavilhão de Exposições da FBAUP, em fevereiro de 2027, em que vamos apresentar uma visão nossa sobre a obra do Ângelo”, antecipa Miguel Carvalhais.
“Ao longo de tudo isto, vamos olhar não só para o Ângelo, como também para a própria faculdade através dele, o que é um exercício muito interessante para fazermos”, remata o Diretor da FBAUP.
Presente na sessão de abertura, o Reitor da U.Porto, António de Sousa Pereira, sublinhou igualmente o significado de uma homenagem que representa “uma marca importante na vida da Universidade, porque é alguém que marcou indelevelmente o panorama cultural e artístico do país”. A sessão incluiu ainda a projeção do filme Tudo que sou capaz, de Jorge Silva Melo. Seguiu-se uma conversa com a participação de Manuel Ulisses, galerista, Nuno Faria, diretor do Museu da Fundação Arpad Szenes — Vieira da Silva, e Sílvia Simões, artista e docente da FBAUP. A moderação ficou a cargo de Lúcia Almeida Matos, Professora Emérita da U.Porto e antiga Diretora das Belas Artes.
Fonte: Notícias U.Porto
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Maio na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Inventarium: Derivas da Forma | Exposição de Ana Aragão
Entrada Livre. Mais informações aqui
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YUGEN [幽玄]: UMA REITERAÇÃO POÉTICA DO JAPÃO | Exposição
Entrada Livre. Mais informações aqui
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QUEM ÉS TU, NORMA JEANE?. 100 ANOS DE MARILYN MONROE | Ciclo de Cinema
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Chico Buarque: O Encontro de Gerações e o “Maestro Soberano” | Quintas Brasileiras 3
Entrada Livre. Mais informações aqui
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[CON]TEXTUALIDADES, Encontro de Poetas | "Saudade Minha", de Guilherme de Faria
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Two tickets to Gangland, please | III Ciclo de cinema britânico
08, 15, 22 e 29 ABR'26 | 18h30 Entrada Livre. Mais informações aqui
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Elis Regina: A Perfeição Técnica e o “Piano de Pau” | Quintas Brasileiras 3
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Johnny Alf: A Semente da Bossa e a Inovação Harmónica | Quintas Brasileiras 3
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Oficinas de Escrita Criativa | Rosa Alice Branco
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui
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Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2026
27 MAI, 10 SET, 30 OUT e 10 DEZ'26 | 19h30 Literatura | Casa Comum e ASCIPDA Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui
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E se?… Constelações de Modos de Viver o Espaço Urbano
Exposição | Fundação Marques da Silva
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FRONTISPIECE | PRECIPICE
Exposição | Fundação Marques da Silva
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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Antigos estudantes celebram 50 anos do ICBAS com concerto de rockOs Crazy Muu sobem ao palco do auditório CCOP na noite de 16 de maio, para um concerto que promete revisitar cinco décadas de rock. Entrada livre. Os Crazy Muu, uma banda de rock formada por antigos estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) da Universidade do Porto, sobem ao palco do Auditório CCOP – Círculo Católico dos Operários do Porto, no próximo dia 16 de maio, às 21h00., para um concerto integrado nas celebrações dos 50 anos do ICBAS. O concerto “é um encontro” e promete “levar o público numa viagem musical por várias décadas de êxitos rock, que fazem parte da banda sonora de muitos Alumni, e não só da instituição”, conta Jorge Ribeiro, docente do ICBAS e também antigo estudante, que lançou este desafio à direção.
Este concerto assume-se como um dos momentos de encontro entre gerações que marcam a programação do cinquentenário do ICBAS. Desde o início apoiada pela direção da instituição, a iniciativa pretende colocar as pessoas no centro das celebrações, promovendo o convívio entre toda a comunidade académica — de antigos estudantes e antigos trabalhadores às gerações atuais de estudantes e colaboradores.
“A proposta de criar momentos de encontro entre pessoas foi transversal a todos os eventos organizados no âmbito do cinquentenário, e este não é exceção. Queremos também promover momentos de encontro e partilha entre aqueles que ao longo de cinco décadas construíram o ICBAS”, sublinha Henrique Cyrne Carvalho, diretor do Instituto.
Inspirados pela célebre frase do filósofo Friedrich Nietzsche — “sem música, a vida seria um erro” — os músicos garantem que esta noite “será marcada pelo ritmo do rock, da amizade e da memória partilhada entre gerações”.
A entrada é livre e gratuita.
Sobre os Crazy MuuOs Crazy Muu nasceram na década de 1990, quando um grupo de amigos da faculdade decidiu juntar-se para celebrar a vida, a música e a amizade. O que começou como um encontro informal rapidamente evoluiu para um projeto musical com presença regular em eventos académicos e culturais, conquistando ao longo dos anos uma base fiel de seguidores. Assumindo-se como uma autêntica “party band”, o grupo construiu o seu repertório sobretudo com covers de temas reconhecíveis e dançáveis, capazes de atravessar gerações. Nos seus concertos é possível ouvir clássicos intemporais das décadas de 80 e 90, bem como sucessos mais recentes de bandas contemporâneas.
Ao longo do percurso, os Crazy Muu passaram por diferentes formações e atuaram em vários palcos do país estando, entre os mais emblemáticos, o Coliseu do Porto e o Teatro Sá da Bandeira.
Fonte: Notícias U.Porto
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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200. Sou fonte sou rio, José Almeida da Silva
“Sou fonte sou rio”, de José Almeida da Silva, in Naquele tempo não era fácil, o amor, 2024, p. 35.
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De alma açoriana, Helena Ávila ingressou no Curso de Ciências da Nutrição em 1987. Foi presidente da Associação de Estudantes no início da década de 90, durante três mandatos, numa época de grande efervescência académica.
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6. Ser arquiteto é… ser sócio, José Gigante
José Gigante e João Álvaro Rocha, que viriam a ser sócios, conheceram-se em contexto profissional, no seio do escritório Jorge Gigante e Francisco Melo. É desta forma que recuamos às décadas de 80 e 90 do século passado, que apesar de não estarem assim tão distantes, revelam mudanças no trabalho em arquitetura e na forma de o viver. Este episódio foi produzido com recurso a ferramentas de inteligência artificial. José Gigante, que tem atualmente a fala condicionada, respondeu às nossas perguntas por escrito, e o que aqui se ouve é a leitura das respostas por uma aplicação que usa a sua voz. José Gigante tem tornado prática corrente utilizar esta ferramenta para dar resposta a este tipo de pedidos.
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120. VTR St-Jacques, de Bonnie Sherr Klein (1969)
Comentário de Filipe Barroso (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC) 121. Trio A (The Mind Is a Muscle, Part I), de Yvonne Rainer (1978)
Comentário de Alexandre Costa (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC) 122. “Lu tempu di li pisci spata”, de Vittorio De Seta (1954)
Comentário de Augusto Salgueiro (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)
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4. Do absurdismo ao nazismo
Começamos nos anos 1930, na Argélia sob o jugo colonial francês, com O Estrangeiro (2025), de François Ozon; daí seguimos para a Alemanha hitleriana de Riefenstahl (2024), onde Leni Riefenstahl, mulher corajosa e cobarde, intrépida e mitómana, celebrou, com a sua câmara, o III Reich, para depois passar o resto da vida a negar o seu nazismo. Conversa-se ainda sobre Histórias do Vale Bom, de José Luis Guerín (2025); a edição de Flores Silvestres, livro de poesia de Abbas Kiarostami; e o fenómeno da imitação na pintura e no cinema. Por fim, dá-se nota do ciclo de cinema e debates Quem és tu, Norma Jeane? 100 Anos de Marilyn Monroe, com programação de Francisco Noronha, a decorrer de 5 a 9 de maio de na Casa Comum da U. Porto.
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O percurso de António Manuel Torres da Ponte reflete uma ligação consistente ao serviço público, através da museologia, da gestão cultural e da valorização do património. Nascido em 1970, licenciou-se em Ciências Históricas pela Universidade Portucalense e doutorou-se em Museologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, tendo mais recentemente concluído uma pós-graduação em Digitalização da Administração Pública. Ao longo da sua carreira, assumiu diversos cargos de relevo no setor cultural, sendo atualmente diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto. Foi diretor regional da Cultura do Norte, presidente da Fundação Côa Parque e integrou a administração do Coliseu do Porto, enquanto representante do Estado. Desempenhou ainda funções como diretor do Paço dos Duques de Bragança e coordenador do Museu de Vila do Conde. Paralelamente, desenvolve atividade académica como docente nas áreas da museologia e do património, lecionando no Instituto Politécnico do Porto e na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Neste episódio do Alumni Mundus – U.Porto: Serviço Público, damos a conhecer um percurso marcado pelo serviço público, pela cultura e pelo compromisso com a preservação do património.
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Estudo da linguagem inspira novo livro da U.Porto PressDeixis, Tempo e Narração. Para uma teoria enunciativa da ficção será lançado a 12 de maio, na Reitoria da U.Porto. Entrada livre. Deixis, Tempo e Narração aborda o poder da linguagem e a sua capacidade de criar “mundos possíveis”. / FOTO: U.Porto Press Deixis, Tempo e Narração. Para uma teoria da ficção é uma obra centrada no poder da linguagem, no “seu poder criador de mundos”, defende a autora, Fernanda Irene Fonseca, professora aposentada e investigadora na área da Linguística. Esta é uma coedição do Núcleo de Promoção da Língua Portuguesa da Reitoria da Universidade do Porto (U.Porto) e da U.Porto Press, que assim reeditam a tese de doutoramento da autora – que foi docente da Faculdade de Letras da U.Porto –, esgotada há mais de 20 anos.
O livro, agora integrado no catálogo da Editora da U.Porto, na coleção Uma Língua com Vista para o Mar. Estudos de Língua Portuguesa, será lançado a 12 de maio, a partir das 18h00, na Reitoria da U.Porto (Biblioteca do Fundo Antigo).
A apresentação ficará a cargo de Sónia Valente Rodrigues, Pró-Reitora da U.Porto responsável pelas áreas de Inovação Educativa, Melhoria Contínua e Promoção da Língua Portuguesa, e diretora da coleção.
A entrada é livre.
O poder da linguagem na criação de “mundos possíveis”"Deixis” é um termo de origem grega que significa “mostrar” ou “apontar”. Em Linguística remete para certos elementos que, por si só, não têm significado, mas cuja função é fazer referência à situação, ao contexto ou aos interlocutores da enunciação. Assim, o significado destas palavras depende do contexto em que são usadas. A respeito do livro Deixis, Tempo e Narração. Para uma teoria da ficção, Fernanda Irene da Fonseca assumia, aquando da sua primeira edição, que é marcado por dois gostos pessoais: “o gosto de saber e o gosto de dizer ou, por outras palavras, o desejo de compreender o funcionamento da linguagem sem deixar de a sentir como objeto de fruição”.
Na sua abordagem, a autora defende “a transdisciplinaridade”; a abertura da Linguística a outros âmbitos disciplinares, mantendo, no entanto, a sua autonomia, “na medida em que, sem deixar de partir do estudo das estruturas formais da língua, não recusa seguir as perspetivas de alargamento suscitadas pelo funcionamento dessas mesmas estruturas formais”.
A autora explicita que “A fecundidade do diálogo interdisciplinar entre a Linguística, a Teoria da Literatura e a Filosofia da Linguagem assenta na tomada de consciência de que partilham um mesmo objetivo ― compreender o funcionamento da linguagem como forma de compreender o Homem e o seu poder de, na e pela linguagem, agir sobre a realidade, transformando-a ao transformar incessantemente o seu conhecimento acerca dela”.
A obra foi reeditada pela U.Porto Press e pelo Núcleo de Promoção da Língua Portuguesa da Reitoria da U.Porto. (Foto: U.Porto Press) Fernanda Irene Fonseca apresenta a linguagem como a “atividade humana que abre ao falante a possibilidade de trazer ao presente o que está ausente, de fazer emergir no ‘mundo real’ um número potencialmente infinito de ‘mundos possíveis’”. Assim, o estudo da ficção reveste-se de particular importância nesta obra, desempenhando um “importante papel mediador” na “construção cognitiva do real através da linguagem”.
Nas palavras da autora, “Tudo o que a linguagem toca (isto é, diz) é afetado pela ficção: é um outro modo de dizer que ‘as palavras são a morte das coisas’”, entendendo-se esta como “uma morte geradora de uma nova vida”, numa “cadeia interminável (…) em que se entrelaçam a linguagem, a memória, a narração e a ficção construindo o que, globalmente, constitui a cultura”.
Deixis, Tempo e Narração. Para uma teoria da ficção está disponível na loja online da U.Porto Press, com 10% de desconto e portes grátis.
Sobre a autoraFernanda Irene Araújo Barros Fonseca é Professora Catedrática aposentada da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde foi docente e investigadora na área da Linguística. Os seus domínios de investigação são a Teoria da Linguagem, a Linguística Textual e a Análise do Discurso. Dentre as suas muitas publicações, destaca-se Deixis, Tempo e Narração, de que agora se publica a 2.ª edição, obra em que assume uma perspetiva transdisciplinar em que a Linguística acede a domínios de reflexão comuns com a Teoria da Literatura e com a Filosofia da Linguagem.
Ao longo de toda a carreira desenvolveu uma reflexão-ação sobre as relações de implicação entre a Linguística e o ensino da língua, que se concretizou numa continuada intervenção na área da formação de professores de Português, na publicação de artigos e livros e na organização de encontros.
Fonte: U.Porto Press
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Alunos Ilustres da U.PortoTito RoboredoTito Roboredo (1934-1980). Duarte Gustavo de Albuquerque Roboredo e Castro (Tito Roboredo) nasceu a 4 de junho de 1934 no concelho da Mêda. Cinco anos depois, em 1939, instalou-se com a família em Leça da Palmeira, onde fez vela desportiva com os irmãos.
Em 1955 concluiu os estudos liceais na Póvoa de Varzim e matriculou-se na Academia Alvarez para iniciar os estudos de pintura, contrariando, assim, a vontade da família, em particular a do pai que o quereia ver seguir outro caminho.
Nesta academia portuense, fundada um ano antes por Jaime Isidoro e António Sampaio no n.º 171 da Rua da Alegria, integrou duas mostras anuais dos trabalhos escolares, concretamente a II Exposição da Academia Alvarez, em 1956, e a III Exposição Anual de Desenhos e Pinturas da Academia Alvarez, em 1958, para a qual desenhou a capa do respetivo catálogo.
Entretanto, entre abril de 1956 e outubro de 1957, cumpriu o serviço militar.
Com 24 anos inscreveu-se na Escola Superior de Belas Artes do Porto, na qual frequentou o Curso Geral de Pintura (1958-1963), o Curso Geral de Escultura (1960-1962) e o Curso Complementar de Pintura (1965), e teve por colegas De Francesco, Martha Telles, Abel Mendes, António Bronze, António Quadros, Avelino Rocha, Domingos Pinho, Justino Alves, Delfina Cunha, Clara Menéres e Alfredo Queiroz Ribeiro.
Em 1959 participou na VIII Exposição Magna da ESBAP com sete trabalhos na cadeira de "Iniciação à Pintura" de Júlio Resende e um trabalho na de "Iniciação à Escultura", de Gustavo Bastos e, ainda, na I Exposição Extra-escolar, realizada no Secretariado Nacional da Informação, em Lisboa, e na ESBAP, no Porto.
Em 1960 figurou em duas mostras: na IX Exposição Magna da ESBAP, como aluno de "Tecnologias da Pintura – Vitral e Mosaico" (disciplina orientada por Júlio Resende), com a apresentação de dois estudos de mosaico, e na II Exposição Extra-Escolar.
Em 1961 integrou a III Exposição Extra-Escolar e, em 1962, participou na Exposição Itinerante de Arte Moderna da Galeria Alvarez (Museu Machado de Castro, Coimbra) e na XI Exposição Magna da ESBAP com três trabalhos da cadeira "Composições de Pintura" e com um trabalho da cadeira de "Pintura do Natural". Foi no Catálogo desta última exposição que, pela primeira vez, o artista apareceu como Tito Roboredo.
Em 1963 terminou o Curso Geral de Pintura com a classificação de 18 valores e associou-se à XII Exposição Magna da ESBAP. Foi objeto de uma exposição individual no Pavilhão de Arquitetura, tema de um retrato apresentado por Lagoa Henriques, e mostrou trabalhos na secção do 4.º ano, nas cadeiras de "Pintura Natural" e de "Composição de Pintura".
Tito Roboredo (1934-1980). Um corpo na primavera, Museu do Douro, 2008 Em 1964 viajou até França e Inglaterra e casou com Madalena von Hafe a 12 de dezembro do mesmo ano, passando a residir em Francelos, Vila Nova de Gaia. Na ESBAP, participou na XIII Exposição Magna, na secção dos finalistas de Pintura, com duas pinturas e uma litografia, e nas cadeiras de "Estudos Complementares de Composição de Pintura" e de "Tecnologias de Pintura".
Em 1965 concluiu o Curso Complementar de Pintura com a classificação de 20 valores, tendo sido destacado no quadro de honra dos finalistas do ano letivo de 1964-65, na XIV Exposição Magna da ESBAP. Durante um curto período de tempo lecionou no Liceu Alexandre Herculano, no Porto, e colaborou com o Teatro Experimental do Porto através da cenografia de uma das peças do espetáculo n.º 59, levado à cena em 19 de abril de 1965, no Teatro de Bolso: "O Guiché", de Jean Tardieu, encenado por João Guedes. Neste ano viu nascer a filha Ana.
Em 1966 tomou posse como 2.º Assistente do 5.º Grupo (Pintura) da ESBAP, lecionou as cadeiras de "Desenho de Estátua" e "Desenho de Modelo Vivo" e fez parte da XV Exposição Magna.
Em 1967 passou a 2.º Assistente do 7.º Grupo (Desenho), mantendo as mesmas cadeiras que lecionava e, em 1968, participou na XVI, e última, Exposição Magna da ESBAP.
No ano letivo de 1970 lecionou a cadeira de "Iniciação à Pintura. Noções Gerais". Fora da Escola associou-se a uma exposição coletiva na Galeria Divulgação. Neste ano nasceu a sua filha Marta.
Em 1971 prestou Provas Públicas para Professor Agregado do 7.º Grupo. Na primeira prova, realizada no dia 26 de outubro, o tema escolhido foi "O Desenho na obra de Le Corbusier"; a segunda prova, que teve lugar no dia seguinte, consistiu numa aula sobre o Determinismo da linha em função da definição da forma e da sua não existência. A 2 de Novembro foram discutidos os seus trabalhos de Desenho cópia de Modelo Vivo e de Estudos Anatómicos. No final, foi aprovado com 6 votos favoráveis e 3 desfavoráveis. Em dezembro desse ano alcançou o título desejado.
Em 1972 regeu as cadeiras de "Desenho de Estátua" e "Desenho de Modelo Vivo" e participou excecionalmente em atividades fora da ESBAP, como foi o caso da inauguração da Galeria Abel Salazar, em Matosinhos, e de uma exposição de artes plásticas em Mirandela.
Em 1973 regeu as cadeiras de "Desenho de Modelo Vivo" e de "Pintura do Natural", e esteve representado na I Exposição do Ciclo de Exposições "Artistas de Matosinhos", no Orfeão de Matosinhos, juntamente com Bruno Reis, Irene Vilar, Augusto Gomes e Nelson Dias.
Em 1974 foi suspenso da atividade de professor – a sua expulsão foi decidida em agosto desse ano. A readmissão deu-se passados três anos, a 4 de novembro de 1977, numa época em que Júlio Resende era presidente da ESBAP. Mas era tarde demais para colher alguma satisfação desse ato. Tito encontrava-se gravemente doente e faleceu em 23 de outubro de 1980.
Segundo Laura Castro, uma das suas biógrafas, Tito era um homem de aspeto simples, sensível e discreto, tolerante, mas exigente, de fino trato e de firmes convicções. Artista minucioso, desinteressado em expor a sua arte e pouco habilidoso na sua venda, durante 25 anos realizou uma obra onde persistem lugares familiares (a quinta onde fazia vinho com os irmãos, a casa de Leça da Palmeira, a Academia Alvarez onde trabalhou e o Café Magno que frequentou e onde se conserva um trabalho seu inacabado). A sua arte denota o gosto pela experimentação e é dominada por relações simbólicas e por poses de quietude e estranheza.
O artista está representado no Museu Machado de Castro, em Coimbra, e em coleções privadas em Portugal e no estrangeiro.
U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Duarte Gustavo Roboredo e Castro (Tito Roboredo)
Museu do Douro - Exposições
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