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PARA QUE SERVE A FACULDADE DE LETRAS?Recordo com nitidez aquele fim de tarde. Havíamos sido convidados para uma sessão na grande sala onde se costumava reunir o Conselho Científico. Por alguma razão, a mesa que normalmente atravessa a sala fora afastada, mas as cadeiras permaneciam alinhadas longitudinalmente, de um lado e do outro, e também na extremidade junto à janela. Formávamos um “U” – de “Universidade”, pensei, já que nos tinham dito que o assunto era o nosso trabalho na Faculdade de Letras. É interessante a forma como funciona a nossa memória: não sei ao certo se estávamos em 2014 ou 2015, mas recordo que foi num fim de tarde, pois a sala estava escura e tivemos de acender as luzes. Não me consigo lembrar, tão-pouco, de quem nos veio falar – ficou-me apenas a imagem de uma figura masculina, alta e morena, que percorreu a sala várias vezes, para cima e para baixo, olhando-nos nos olhos para se certificar de que ouvíamos e compreendíamos o que procurava transmitir. A dificuldade, contudo, revelou-se no sentido inverso: ele é que não compreendia o que dizíamos, porque falávamos línguas diferentes.
A língua dele era dominada pelo vocabulário que começava a dominar as políticas universitárias europeias – um léxico feito de palavras como “utilidade”, “relevância” e “empregabilidade” tomadas da Comunicação da Comissão Europeia de 2011 – Supporting Growth and Jobs: An Agenda for the Modernisation of Europe’s Higher Education Systems – que defendia políticas institucionais orientadas para a transição para o mercado de trabalho, a monitorização dos diplomados, a ligação a empregadores e a integração de competências profissionais nos currículos.
O homem alto e impetuoso percorreu a nossa sala pedindo que nos definíssemos em termos instrumentais: “o que fazem?”; “para que servem?”; “que emprego dão”? Dirigia-se, em especial, aos responsáveis pelos cursos de Humanidades. Balbuciámos respostas evocando as vias profissionalizantes que já tínhamos em oferta, mas não pareciam satisfazê-lo. Até que, sentado ao meu lado, Gualter Cunha, Professor Catedrático do (meu) Departamento de Estudos Anglo-Americanos, lhe respondeu com uma pergunta: “Antes de perguntarmos para que servem as Humanidades, não deveríamos perguntar o que são?”.
Desse dia, ficou-me a admiração pela forma como Gualter Cunha deslocara o problema para um plano anterior, recusando-se a discuti-lo sem antes interrogar os seus pressupostos. Antes da utilidade, vinha a definição; antes da empregabilidade, a natureza da instituição. O problema não consistia apenas em perguntar para que serve uma Faculdade de Letras, e os seus cursos de Humanidades, em particular, mas em decidir o que ela é – e, acima de tudo, o que não pode deixar de ser.
Veio-me este episódio à memória quando, estando a preparar uma intervenção no âmbito de uma homenagem a Gualter Cunha realizada na FLUP na passada sexta-feira, dei com um ensaio que ele publicou em 2016 – ano da sua aposentação – intitulado “Uma filosofia para a Faculdade de Letras”. Nele reconheci o prolongamento da discussão daquele dia, agora densificada por investigação, reflexão teórica e propostas.
Rejeitando uma oposição simplista entre utilidade e inutilidade, Gualter Cunha reconhece, no ensaio, a necessidade de formações profissionalizantes e admite que uma Faculdade de Letras tenha de acolher cursos orientados para aplicações concretas. O problema começa, contudo, quando essa lógica se transforma no princípio organizador de tudo. As Humanidades, defende, não são apenas um conjunto de saberes em potência nem uma reserva de competências transferíveis à espera de tradução económica. São, antes de mais, uma forma particular de investigação sobre a experiência humana, a linguagem, a literatura, a arte, as ideias, a memória, a verdade, a beleza, aquilo que uma vida humana procura compreender sobre si mesma. Não podem, por isso, ser reduzidas à lógica de uma competência técnica. Quando isso acontece, argumenta, a literatura, a filosofia ou a história deixam de ser procuradas como formas de entendimento do humano para se tornarem repertórios de técnicas, competências ou estratégias ao serviço de outras finalidades. Vistas assim, como saberes fundamentais, as Humanidades não estão muito distantes da matemática ou da física teórica.
Estremeci ao ler o ensaio de 2016, percebendo como, em tão pouco tempo, a situação se radicalizou: hoje as Humanidades continuam presentes, mas sob permanente ameaça de domesticação – constantemente chamadas a provar impacto, competências, inovação ou empregabilidade.
É urgente que teimemos no gesto que Gualter Cunha nos ensinou naquele fim de tarde, pensei. E ali mesmo resolvi que, da próxima vez que me perguntarem para que serve a Faculdade de Letras, deslocarei a discussão para uma questão mais profunda: que forma de saber, pensamento, atenção e liberdade perderemos quando tudo passar a ter de servir para alguma coisa?
Porque não quero nem pensar no que acontecerá às Humanidades quando deixarem de se poder justificar em nome da verdade, da interpretação crítica e da imaginação.
Fátima Vieira Vice-Reitora para a Cultura e Museus
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U.Porto promove o III Encontro Nacional de Prescrição CulturalIniciativa vai decorrer no próximo dia 2 de junho, em diferentes espaços do edifício da Reitoria. Inscrição gratuita. Assistentes sociais, mediadores culturais, artistas, agentes de Unidades Locais de Saúde, profissionais de saúde e público em gera — todos estão convocados para o III Encontro Nacional de Prescrição Cultural (PC), que terá lugar no próximo dia 2 de junho, em diferentes espaços do edifício da Reitoria da Universidade do Porto. Esta será uma oportunidade para fazer o balanço do trabalho iniciado no I Encontro Nacional de Prescrição Cultural, em 2024, em que se lançaram as bases para a constituição de um Consórcio Prescrição Cultural que, entre outras medidas, iria permitir a formação de profissionais já no terreno (médicos, psicólogos, artistas e mediadores culturais).
No ano seguinte, o II Encontro Nacional de Prescrição Cultural foi decisivo para a consolidação de um projeto piloto que se afirmou em três eixos: a criação da unidade curricular de Prescrição Cultural com estudantes de diferentes áreas numa abordagem interdisciplinar e prática; a formação intensiva para profissionais da saúde e da cultura, promovendo o diálogo entre setores; e a dinamização de ações de sensibilização com a comunidade através de Laboratórios Artísticos integrados no Programa Arte, Cultura e Bem-Estar da U.Porto. Iniciativas das quais resultaram propostas com potencial de implementação em contextos reais, reforçando o impacto transformador da prescrição cultural na vida das pessoas e das instituições.
Ainda em 2025, realizou-se um Encontro Internacional de Prescrição Cultural que trouxe perspetivas de diferentes pontos do mundo e durante o qual foi assinado o protocolo do Consórcio Prescrição Cultural, que junta a U.Porto a instituições como a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, a CCDRN, a Direção-Geral da Saúde, a Secção Regional do Norte – Ordem dos Médicos, a Ordem dos Psicólogos Portugueses, o Centro de Arte Oliva, a Fundação da Casa de Mateus, a Fundação Côa Parque, os Museus e Monumentos de Portugal.
Apontar lanças para o futuroMas este III Encontro Nacional de Prescrição Cultural será também um momento para preparar o futuro da Prescrição Cultural. A começar logo na sessão se arranque, intitulada Movimento Prescrição Cultural U.Porto – História e Futuro, que contará, entre outras, com as presenças do Diretor da Direção de Serviços de Prevenção da Doença e Promoção da Saúde, dos reitores das universidades do Porto e do Minho, e da Vice-Reitora para a Cultura e Museus da U.Porto. Durante o dia haverá ainda uma mesa-redonda com os parceiros do Consórcio, e outra com artistas certificados (pela formação da PC) sobre a experiência e conhecimentos adquiridos, assim como sobre as oportunidades profissionais que conseguiram depois da formação.
Do programa fazem ainda parte sessões paralelas: uma para médicos e psicólogos e outra para assistentes sociais, mediadores culturais e pessoas interessadas em saber como o Consórcio planeia concretizar o ciclo de referenciação implicado no projeto. No final, haverá ainda espaço para oficinas com duas artistas em residência na Casa Comum da U.Porto: uma oficina de Expressão Plástica com Abigail Ascenso, e outra de Expressão Corporal com Josefina Fuentes.
No final deste III Encontro poderá ainda participar em oficinas artísticas
A participação no III Encontro Nacional de Prescrição Cultural é livre, mediante inscrição prévia e limitada à lotação do espaço (120 participantes). Haverá ainda um número limite de vagas para as oficinas. A inscrição no encontro e nas oficinas deverá ser efetuada até às 23h59 do dia 1 de junho, através do preenchimento do respetivo formulário.
Fonte: Notícias U.Porto
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O BEAST 2026 vai estar à solta na Casa ComumA "Casa" é o tema central do Festival de Cinema Internacional que estará de regresso à U.Porto no dia 6 de junho. A entrada é livre. A Casa Comum (à Reitoria) da Universidade vai acolher, no próximo dia 6 de junho, a partir das 19h00, uma sessão de filmes experimentais inserida na 9.ª edição do BEAST – International Film Festival. O programa Grounds for Speculation vai exibir um conjunto de filmes experimentais do artista checo Oskar Helcel, com curadoria de Pavla Rouskova. Através de três obras, Helcel analisa projetos de desenvolvimento urbano em Praga para questionar a privatização do espaço público e as dinâmicas do capitalismo tardio na cidade contemporânea.
Com uma abordagem crítica e ativista, os filmes exploram o impacto do “developerism” (desenvolvimentismo) e da lógica de lucro sobre a vida coletiva, estabelecendo paralelos com a rápida transformação urbana que a cidade do Porto está a viver.
Combinando humor, identidades performativas e novas tecnologias, Grounds for Speculation reflete sobre quem pertence à cidade e de que forma as mudanças urbanas redefinem não apenas a paisagem, mas também as relações sociais, culturais e afetivas dentro dela.
Após a sessão, terá lugar uma conversa com o coletivo Habitação Hoje, dedicada à atual situação da habitação no Porto e em Portugal, criando um espaço de reflexão e debate a partir das questões levantadas pelos filmes. A sessão terá uma duração aproximada de 30 minutos, seguida de uma conversa de 30 a 45 minutos.
Um festival aberto aos estudantes da U.PortoA edição deste ano do BEAST – International Film Festival vai decorrer de 3 a 7 de junho, em vários locais da cidade, e será dedicada ao cinema e à cultura contemporânea da Europa Central e de Leste. Sob o tema Home (Casa) e o slogan "nothing left to lose", o BEAST 2026 propõe uma reflexão sobre pertença, deslocação e as transformações sociais e urbanas do presente.
Nesta edição, o festival disponibiliza ainda acreditação gratuita para estudantes. Para mais informações, consultar a página do BEAST.
Fonte: Notícias U.Porto
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O Clube de Leitura italiano vai levar-nos Mais alto do que o marLivro da autoria de Francesca Melandri vai estar em destaque na sessão agendada para 27 de maio, na Casa Comum. A inscrição é gratuita. Francesca Melandri é uma das vozes mais reconhecidas da literatura italiana contemporânea. Foto: Francesca Melandri/Facebook
O Clube de Leitura Italiano está de volta à Universidade do Porto e, com ele, a proposta de um novo livro. No próximo dia 27 de maio, quarta-feira, às 19h00, vamos “mergulhar” em Mais alto do que o mar (Più alto del mare), título da obra que valeu a Francesca Melandri o Prémio Selezione Campiello, em 2012. Será na Casa Comum (à Reitoria) e com direito a entrada gratuita. Saiba que está a “comprar” um bilhete de ida para uma pequena ilha, entre o céu o mar, e que fica na ponta noroeste de outra ilha, a Sardenha. Para além de ter um parque nacional é conhecida por dar guarida a uma população de burros albinos. Também tem um aroma característico que é libertado pelos helicrisos. Uma planta de flor amarela brilhante, com óleos essenciais que tem uso cosmético e terapêutico. A narrativa desta história vai levar-nos até 1979. Estamos a falar da… Ilha de Asinara.
Aparentemente, é um lugar isento da violência que, durante aquele período, fustiga Itália. Os Anni di piombo ou Anos de Chumbo, correspondem a um período da história, desde a década de 1960 até ao final da década de 1980, marcado por violência política e várias convulsões sociais. Da época, chegam-nos os registos de incidentes associados ao terrorismo político, com confrontos tanto de extrema-esquerda como de extrema-direita.
É nesta ilha, onde um aroma de helicrisos se respira acima do nível da água, que existe uma prisão de máxima segurança. É lá que vamos conhecer Luisa e Paolo. Pertencem a mundos muito diferentes. Ela é uma camponesa, mãe de cinco filhos, que visita o marido “pluri-homicida” encarcerado na ilha. Ele é um antigo professor de filosofia, viúvo, que vai visitar o filho, condenado por terrorismo. Têm em comum o facto de viverem isolados no próprio sofrimento. Num dos dias de visita à cadeia surge uma enorme tempestade que bloqueia a saída e é a partir desse momento que estas vidas se cruzam. Luisa e Paolo reconhecem-se mais próximos do que alguma vez poderiam imaginar.
Este segundo romance de Francesca Melandri debruça-se, assim, sobre aqueles sombrios Anos de Chumbo italianos a partir da perspectiva dos familiares dos criminosos, igualmente vítimas de violência e, também eles, condenados ao isolamento e à falta de compaixão.
O Clube de Leitura Italiano é uma iniciativa da Associação Sociocultural ASCIP Dante Alighieri em parceria com a Casa Comum, e vai decorrer até ao próximo mês de dezembro, nas duas instituições. O convite à participação é aberto a todos, a quem já leu, a quem vai ler, e a quem quer descobrir os livros antes de os ler. No fundo, este é um desafio para entrar nesta viagem pelos livros, acompanhado.
O Clube de Leitura da ASCIP Dante Alighieri existe desde 2019 e visa promover a literatura italiana, com particular atenção à produção contemporânea, sem esquecer os clássicos mais recentes.
Todos os encontros são de entrada gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória através do respetivo formulário.
Sobre Francesca MelandriNasceu em Roma, em 1964. É escritora, argumentista e realizadora de documentários. Colabora com diversos jornais europeus, entre os quais o The Guardian, o Libération e o Die Zeit. Após o sucesso da sua estreia na ficção com o romance Eva dorme, lançado em 2010 em Itália – e, em 2023, em Portugal, pela mesma Book Cover Editora –, publicou, em 2012, Mais alto do que o mar, que já venceu diversos prémios, entre os quais o Prémio Selezione Campiello, o Prémio Rapallo-Carige, o Prémio Isola d’Elba-Raffaello Brignetti, o Prémio Stresa e o Prémio Asti d’Appello.
O seu terceiro livro, Sangue giusto (2017), foi durante várias semanas um best-seller em muitos países e, em Itália, conquistou o Prémio Sila’49 e foi selecionado para o Prémio Strega.
Fonte: Notícias U.Porto
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Maio e Junho na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Inventarium: Derivas da Forma | Exposição de Ana Aragão
Entrada Livre. Mais informações aqui
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YUGEN [幽玄]: UMA REITERAÇÃO POÉTICA DO JAPÃO | Exposição
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Dia Africano | African Day
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Apresentação de Democracia e Universidade, de José Saramago
Apresentação de livro | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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Oficinas de Escrita Criativa | Rosa Alice Branco
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui
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Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2026
27 MAI, 10 SET, 30 OUT e 10 DEZ'26 | 19h30 Literatura | Casa Comum e ASCIPDA Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui
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João Gilberto: O Violão que Dividiu as Águas | Quintas Brasileiras 3
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Two tickets to Gangland, please | III Ciclo de cinema britânico
Entrada Livre. Mais informações aqui
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BELLA LETTERATURA, Bienal de Literatura Italiana
30 MAI'26 | 16h30 e 18h00 Apresentação de livri e Cinema | Casa Comum Entrada Livre. Mais informações aqui
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3º. ENCONTRO NACIONAL PRESCRIÇÃO CULTURAL
Encontro | Reitoria da U.Porto Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui
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Caricaturas Académicas de Abel Salazar | Exposição
Exposição | Museu do Centro Hospitalar do Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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E se?… Constelações de Modos de Viver o Espaço Urbano
Exposição | Fundação Marques da Silva
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FRONTISPIECE | PRECIPICE
Exposição | Fundação Marques da Silva
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos, mediante a apresentação do Cartão U.Porto.
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U.Porto Press apresenta DEMOCRACIA E UNIVERSIDADE, de José SaramagoA obra será lançada a 25 de maio, na Reitoria da U.Porto, com intervenções de António de Sousa Pereira, Reitor da U.Porto, Pedro Teixeira, Reitor eleito, e Pilar Del Río, Presidente da Fundação José Saramago. Com Democracia e Universidade a U.Porto Press publica, em português, a intervenção de José Saramago na Universidade Complutense de Madrid, em 2005. / FOTO: U.Porto Press Com Democracia e Universidade, a U.Porto Press publica a célebre intervenção de José Saramago na Universidade Complutense de Madrid, em 2005. Nesta obra, o Nobel da Literatura português realça o papel relevante das universidades na formação dos cidadãos, promovendo a sua participação ativa na sociedade.
O lançamento de Democracia e Universidade, resulta de uma parceria entre a U.Porto Press e a Fundação José Saramago, e integra a coleção Lições da Editora da U.Porto. Decorrerá a 25 de maio, a partir das 18h00, no Auditório da Casa Comum, à Reitoria da Universidade do Porto (Praça Gomes Teixeira).
A sessão contará com intervenções de António de Sousa Pereira, Reitor da Universidade do Porto (U.Porto), Pedro Teixeira, Reitor eleito da U.Porto, e Pilar Del Río, Presidente da Fundação José Saramago.
A entrada é livre.
A missão das universidades na formação dos cidadãosA propósito da conferência que José Saramago proferiu na Universidade Complutense de Madrid, em 2005, António de Sousa Pereira, Reitor da U.Porto, mostra-se espantado quer pelo facto de não ter sido publicada em Portugal antes da presente edição da U.Porto Press, quer pela “acutilância” e “razoabilidade com que Saramago estabelece a missão e a importância do ensino superior no contexto da construção de uma (utópica?) sociedade democrática”. Como recorda, Saramago advogava que “a universidade é o último nível formativo em que o estudante se pode converter, com plena consciência, em cidadão; é o lugar de debate onde, por definição, o espírito crítico tem de florescer: um lugar de confronto, não uma ilha onde o aluno desembarca para sair com um diploma”.
Esta é uma publicação da U.Porto Press, em parceria com a Fundação José Saramago. (Foto: U.Porto Press) Para Pilar Del Río, recuperar esta intervenção de José Saramago, “20 anos depois, faz sentido”, pois “Universidade e Democracia são duas aspirações fundamentais para a sociedade ativa e consciente que queremos ser”. “Nenhuma sociedade poderá avançar sem o saber que emana da universidade, nem alcançará o grau de excelência sem a igualdade e a justiça que a democracia – governo do povo para o povo – exige (…)”- argumenta. E acrescenta “A sociedade vivificada precisa da universidade, altar-mor do conhecimento”; “a democracia promove o respeito e abre caminhos à sabedoria”. Prestes a concluir o seu ensaio, José Saramago afirma que “a universidade tem de assumir a sua responsabilidade na formação do indivíduo, e tem de ir além da pessoa, porque não se trata apenas de formar um bom informático ou um bom médico, ou um bom engenheiro, a universidade, além de bons profissionais, deveria lançar bons cidadãos”.
Democracia e Universidade está disponível na loja online da U.Porto Press, com 10% de desconto e portes grátis.
Sobre o autorJosé Saramago (1922-2010) nasceu na aldeia de Azinhaga. Aos 4 anos mudou-se com a família para Lisboa, onde concluiu o ensino profissional e aprendeu o ofício de serralheiro mecânico. As noites passadas na Biblioteca Palácio Galveias foram fundamentais para a sua formação.
Autor de mais de 40 títulos, estreou-se em 1947 com um romance que intitulou A Viúva, que, por razões editoriais, viria a designar-se Terra do Pecado. Em 1953 terminaria Claraboia, publicado apenas em 2011.
Construiu uma obra incontornável na literatura portuguesa e universal, com títulos traduzidos em todo o mundo. Recebeu o Prémio Camões em 1995 e o Prémio Nobel de Literatura em 1998. É Doutor Honoris Causa por 38 universidades.
Fonte U.Porto Press
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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204. Todas as manhãs no quiosque habitual, José Almeida da Silva
“Todas as manhãs no quiosque habitual”, de José Almeida da Silva, in Naquele tempo não era fácil, o amor, 2024, p. 70.
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Uma conversa fundadora sobre a génese do Prémio, a memória de Luis Ferreira Alves e a forma como o seu olhar continua a projetar-se no presente através de uma plataforma internacional dedicada à fotografia de arquitetura. A origem do Prémio e a atualidade do legado de Luis Ferreira Alves: • O percurso humano, cultural e fotográfico de Luis Ferreira Alves • O olhar singular que marcou a representação da arquitetura portuguesa • A criação do Prémio como gesto de continuidade e projeção internacional • A memória como prática ativa de pensamento e transmissão • O papel do Prémio na afirmação de uma cultura crítica da imagem Entrevistadora/moderadora: Maria Neto; Convidados: Catarina Providência e Pedro Leão Neto
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126. “Born to Lose”, de Lech Kowalski (1999)
Comentário de Filipa Sampaio (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC) 127. “The Great White Silence”, de Herbert G. Ponting (1924)
Comentário de Eduardo Pires (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)
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Alunos Ilustres da U.PortoEduardo Luiz (1932-1988)Eduardo Luiz (1932-1988). Auto-retrato Póstumo, 1983, óleo sobre tela Eduardo Luiz Teles Fernandes Gomes nasceu em Braga, a 16 de julho de 1932. Em 1935, a família foi viver para Vila Nova de Gaia. Recebeu de seu pai - o escultor Joaquim Fernandes Gomes - as primeiras lições de desenho. No Porto, estudou na Escola de Artes Decorativas Soares dos Reis (1943-1946) e cursou pintura na Escola de Belas Artes do Porto e na Escola Superior de Belas Artes do Porto (atual Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto), entre 1946 e 1952.
Realizou a primeira de várias exposições individuais na Galeria Portugália (Porto, 1950) e expôs coletivamente desde 1952, em galerias e museus portugueses, espanhóis, franceses, italianos, belgas, macaenses, brasileiros e norte-americanos.
No início da carreira também se interessou pela dança, pela música e pela cenografia, tendo produzido cenários teatrais (1952-1957) para o Teatro Universitário e para o Teatro Experimental do Porto.
Em 1958 partiu para Paris enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, mais tarde fixando residência em França. Em 1971, foi viver para uma granja em Les Vaux, perto de Yèvre-le-Châtel, onde, anos mais tarde, se instalou definitivamente.
Em 1964 criou desenhos e pinturas para o filme de animação La Brûlure de Mille Soleils, de Pierre Kast e Chris Marker, que ganhou quatro prémios internacionais.
"Au boucher vegetarien", 1969. Óleo sobre tela de Eduardo Luiz que esteve patente, em 2025, na exposição Aula do Visível. Obras da Coleção da Fundação Ilídio Pinho no Edifício Abel Salazar A sua obra está representada em vários museus e coleções, públicas e privadas – no Museu de Arte Erótica de São Francisco (EUA), no Museu de Arte Moderna da Cidade de Paris, França, na Coleção Manuel de Brito (CAMB, Algés), Portugal, no acervo do Millennium BCP, na Secretaria de Estado da Cultura e no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Portugal. Em 1990, a Fundação Calouste Gulbenkian organizou duas mostras antológicas da pintura de Eduardo Luiz - a “Exposição Retrospetiva”, patente no Centro de Arte Moderna da FCG, em Lisboa, e “Eduardo Luiz 1932-1988”, na Fondation Calouste Gulbenkian, em Paris.
Em 2006, Victor Candelas realizou o vídeo Eduardo Luiz. Retrato do Artista Desaparecido.
Entre os vários prémios e distinções que lhe foram atribuídos, podem salientar-se o Prémio Jovem Pintura da Galeria de Março (1953) e a Grã-Cruz de Ordem de Sant’ Iago da Espada.
Eduardo Luiz morreu a 30 de abril de 1988, em Yévre-Le-Châtel (França).
Postumamente, foram-lhe dedicadas duas exposições, uma em Macau e outra em Algés - Eduardo Luiz (Galeria de Exposições Temporárias do Leal Senado, 1996) e Eduardo Luiz – Exposição Antológica (Centro de Arte Manuel de Brito, 2009), respetivamente. Mais recentemente, em 2025, o Centro de Arte Manuel de Brito exibiu a mostra Eduardo Luiz na Coleção Manuel de Brito.
U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Eduardo Luiz
Fundação Ilídio Pinho
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