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TODO O MUNDO É COMPOSTO DE MUDANÇAS, TOMANDO SEMPRE NOVAS QUALIDADESOs tempos de mudança podem ser ambivalentes. O ser humano projeta-se no futuro, com as suas expectativas e desejos, e o tempo que vem tem sempre o encanto de ser um espaço de possibilidades. Mas a mudança é também um tempo de tristeza se os atores que saem de cena nos deixam saudades. Desde o início desta newsletter que o texto introdutório é escrito pela Vice-reitora Fátima Vieira. Ora, já se tendo despedido no seu último escrito, estas palavras ocupam o mesmo espaço de transição que as equipas reitorais da Universidade do Porto. Aliás, no mesmo dia em que são publicadas, oficializa-se cerimonialmente a sucessão.
Sabemos que a maioria dos leitores não lia até ao fim a (algo longa) newsletter da Casa Comum. Quantos seriam os que iam para além do “texto da Fátima” que, em cada semana, equilibrando memória infantis ou adolescentes com a experiência adulta e a visão académica, nos abria – janela a janela, num estilo familiar – a vista sobre paisagens tão diferentes, convidando-nos a pensar?
Mas agora, paciência, desta vez fala a equipa, o comum, e comum é este texto. Trabalhar com Fátima Vieira foi entrar no turbilhão das suas incessantes ideias e ações. Com ela, era impossível tentar resolver qualquer questão pendente sem sair encarregado de mais um projeto: ir buscar lã para, afinal, sair tosquiado.
A sua forma irrequieta de ser, a sua perpétua exploração do que se “pode fazer” (e, às vezes, do impossível…) era contagiosa. E a equipa da Unidade de Cultura tornou-se a extensão da sua ação, confundindo-se nominalmente com o projeto Casa Comum – não sem emitir um ocasional murmúrio pelo contínuo desassossego, confessamos. Ora, não sendo a lealdade um pressuposto, mas uma relação construída pelo exemplo, a Professora Fátima Vieira não precisou de exigir nada para esta lealdade lhe ser dada. Bastou-lhe ser quem é – tão humanista quanto mulher das humanidades.
Olhando para a octaetéride passada, até os que executaram o plano de intervenção cultural se espantam da extensão da lista de projetos realizados –quantas vezes ouvimos ao nosso público que “não se consegue acompanhar tanta coisa!”. Pois…. Percebemos perfeitamente a dificuldade.
Mas, então, “après elle le déluge”? Longe disso. Se a cultura na Universidade chegou a um plano de destaque, o seu futuro cuidador não terá forçosamente de trilhar os mesmos caminhos, mas sim refletir sobre eles, exercendo o seu discernimento para decidir o rumo a seguir. Afinal, podar a árvore luxuriante para potenciar os frutos que virão. E, como esteta que vigia o crescimento – orientando-o também para a beleza da forma –, conduzi-la ao seu estilo, preferencialmente sem usar tantas metáforas quanto as deste parágrafo.
Até à vista, Professora Fátima Vieira. Foi uma honra e um prazer trabalhar consigo.
Bem-vindo, Professor José Manuel Varejão. Esperamos boas coisas. Conte connosco.
A equipa da Unidade de Cultura/Casa Comum |
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U.Porto atribui os primeiros prémios do Programa Impulso CulturalTuca Malungo 90, Leituras Comparadas em Interartes 88 e Ópera em diálogo 84 foram os vencedores da primeira edição do programa. Os vencedores da primeira edição do programa Impulso Cultural foram anunciados durante o III Encontro Nacional de Prescrição Cultural. Foto: U.Porto
Sessões de cinema e de leitura, performance com recurso a médias digitais e arte contemporânea e concertos comentados para harpa, piano & viola d’arco. São estas as propostas dos três projetos vencedores da primeira edição do programa Impulso Cultural, promovido pela Universidade do Porto. Sob o mote “Universidade, lugar de cultura”, este projeto de intervenção cultural pretende incentivar a realização de iniciativas culturais na U.Porto e o envolvimento da comunidade estudantil na organização de eventos que sejam catalisadores da descoberta da variedade de expressões culturais contemporâneas.
Cada ano letivo, podem concorrer ao Impulso Cultural grupos artísticos ou de prática cultural que integrem estudantes da Universidade que pretendam organizar eventos culturais. Colocam-se a concurso oito prémios até ao valor máximo de 1.500 euros cada. A avaliação das propostas tem em conta critérios como a originalidade e a relevância do projeto, a sua exequibilidade e o impacto que possa ter no ambiente cultural universitário. Todos os projetos a concurso devem ser transversais, relacionando diferentes áreas do conhecimento e linguagens artísticas.
As três propostas vencedorasO júri desta primeira edição do programa Impulso Cultural decidi destacar três projetos de um total de sete apresentados a candidatura: Leituras Comparadas em Interartes, Tuca Malungo e Ópera em Diálogo. Leituras Comparadas em Interartes é o projeto que se propõe realizar sessões de cinema e de leitura, com abertura à discussão em grupo entre mediadores, convidados e público. Nesse sentido, serão estabelecidos diálogos entre filmes, como A Girl Walks Home Alone at Night (2014), realizado por Ana Lily Amirpour, e livros, como Interview With a Vampire (1976), de Anne Rice.
As sessões vão decorrer em espaços universitários, mas também em livrarias e outros espaços culturais da cidade. O objetivo é estimular o conhecimento interartístico e práticas de leitura crítica e diversa, com interesse particular em envolver a participação de estudantes e jovens.
Rita Vieira da Costa, Mafalda Malheiro e Inês Aleixo apresentaram o projeto Leituras Comparadas em Interartes (Foto: U.Porto)
Tuca Malungo vai promover o contágio entre performance, médias digitais, arte contemporânea e expressões artísticas. A ideia parte de um ditado Iorubá (grupo étnico-linguístico da África Ocidental): Exu matou um pássaro ontem com a pedra que atirou hoje. Ou seja, o passado pode ser reinventado, as batalhas têm raízes anteriores ao presente e a encruzilhada é o lugar onde o tempo se espirala. É esta a lógica temporal que estrutura o projeto. Sob a forma de palestra-performance, iremos assistir à “aparição” de Tuca Malungo (que emerge das gravuras de Jean-Baptiste Debret), integrando estudos decoloniais e problematizando o lugar do corpo negro imigrante brasileiro na FBAUP. A figura cruza o território do Rio da Bulha, em Florianópolis, com a calçada das Carquejeiras que desemboca no rio Douro.
Rafael Alves Campos – Tuca Malungo foi outro dos projetos premiados. (Foto: U.Porto)
Ópera em diálogo: concertos comentados para harpa, piano & viola d’arco insere-se na área da Música de Câmara, da Ópera, da História da Música e da Literatura. Este grupo tem por objetivo criar uma porta de entrada para o mundo da ópera, com base numa abordagem didática e pedagógica, na qual cada espetáculo contará com momentos musicais intercalados com momentos de apresentação e formação sobre a ópera no geral e sobre o repertório executado em particular. Cada atuação será interativa e variada, refletindo as áreas de formação dos proponentes e proporcionando uma ligação estreita entre os intérpretes e o público.
Os concertos-conferência serão dedicados ao repertório operático do século XIX, a partir de transcrições escritas para piano e harpa, piano e viola d’arco, e harpa e viola d’arco.
Ana Isabel Fernandes e Joaquín Pereira Marrero assinam o projeto Ópera em Diálogo. (Foto: U.Porto)
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Do romantismo russo ao impressionismo francês | Nikolay Pestov, Duo Mihailescu
O ciclo musical Para além do solstício acolhe na Casa Comum duas sessões, respetivamente nos dias 27 e 29 de junho. O título desta notícia é algo redutor, uma vez que o leque de estilos dos programas apresentados não se esgota nesta simples caraterização. É verdade que o piano de Nikolay Pestov (Casa Comum, dia 27 de junho, às 18h00) penderá para as obras de grandes compositores russos do período romântico, como Tchaikovsky e Rachmaninoff, não desdenhando do germânico Schumann, mas também nos apresentará peças de Prokofiev e do grande mestre do período barroco, J.S. Bach, numa transcrição para piano da magnificente Sonata N.º 5 para Órgão. Mais informações Da mesma forma, também a apresentação do Duo Mihăilescu (no dia 29 de junho, igualmente às 18h00), em piano a quatro mãos, irá para além das peças da célebre e influente escola francesa dos impressionistas Debussy e Ravel, com a elegante Suite Dolly, de Gabriel Fauré, aliás mentor de Ravel, mas crítico de Debussy. A pequena peça de música romena de Dinu Lipatti (mais conhecido como pianista virtuoso do que como compositor) escolhida para o recital pelo Duo Mihăilescu é de caráter ligeiro, como o testemunha o seu subtítulo “petite blague”, mas não deixa de incorporar elementos melódicos inspirados pela música tradicional romena. Mais informações
Entrada livre, sujeita à lotação da sala.
Para além do solstício é um ciclo musical organizado cooperativamente pela Casa Comum, ESMAE-i2ADS e Rumor – Cooperativa de Compositores.
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Uma multidão acompanhou a Festa das Histórias da CidadeO percurso foi conduzido pelos grupos de extensão cultural e estudantes de diferentes faculdades da U.Porto. Cerca de 300 pessoas responderam ao apelo. O encontro arrancou às 21h30 do dia 9
de junho, em frente ao Edifício Histórico da Universidade do Porto e culminou já pela meia-noite, no Centro Português de Fotografia. A pontuar esta grande “encenação” estiveram os grupos de extensão cultural e estudantes de diferentes faculdades da U.Porto. Um foco de luz foi conduzindo uma espécie de “multidão de almas” que seguiam uns “autómatos”, todos vestidos de branco. De onde tinham partido sabiam os que se juntaram desde o início. Para onde estavam a ser conduzidos é que não. A Orquestra Ligeira do Orfeão Universitário do Porto e o Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto (NEFUP) foram dando algumas pistas logo desde o início. Para que aquela multidão de cerca de 300 pessoas seguisse a luz…
Depois, já no Jardim da Cordoaria, o Coro Frenesim conduziu este corpo em movimento para a esquina em frente ao Palácio da Justiça do Porto. Do outro lado da rua, da escadaria do Palácio, alguém nos chamava a atenção para a estátua da Justiça, de autoria do escultor Leopoldo de Almeida. Apontando para os diferentes elementos que constituem a estátua, a Sociedade de Debates da U.Porto (SdDUP) alertou-nos para as consequências das escolhas políticas que fazemos e o consequente rumo que a justiça assume.
Os "autómatos" foram conduzindo a multidão até ao Centro Português de Fotografia (CPF), onde funcionou a Antiga Cadeia e o Tribunal da Relação do Porto e que, entre a multidão de prisioneiros que acolheu, se destacam Camilo Castelo Branco, Ana Plácido e Urbino de Freitas.
Nesta noite de 9 de junho, ao entrar no CPF, os participantes deram corpo a uma reinterpretação de Condenados à Vida, a peça de teatro de Luiz Francisco Rebello que nos faz refletir sobre o sentido da existência, a liberdade, a responsabilidade individual e a inevitabilidade da morte. A galope de uma narrativa marcada por elementos existencialistas, revisitamos esta condenação inevitável de existir, escolher e assumir as consequências dessas escolhas. Uma condenação à vida com todas as incertezas, responsabilidades e sofrimentos. Foi com Acordai (Homens que dormis / A embalar a dor / Dos silêncios vis), de Fernando Lopes Graça, que o Coral de Letras nos resgatou desta atmosfera próxima do fantástico.
Participaram ainda desta iniciativa grupos de estudantes das faculdades de Medicina (FMUP), Belas Artes (FBAUP) e Desporto (FADEUP), bem como o docente Nuno Corte-Real, da FADEUP.
Reveja aqui os momentos.
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Junho na U.Porto
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Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.
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Inventarium: Derivas da Forma | Exposição de Ana Aragão
Entrada Livre. Mais informações aqui
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YUGEN [幽玄]: UMA REITERAÇÃO POÉTICA DO JAPÃO | Exposição
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Papagaios com Alma do Mar | Exposição
Entrada Livre. Mais informações aqui
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O Extraordinário no Comum | Exposição
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Rostos, Palavras e Cidade | Exposição
Exposição | Arcadas do Edifício Histórico da U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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Cine Vandoma | Ciclo de Cinema Expressionista Alemão
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Carolina do Vale Machado, piano (ciclo musical "A caminho do solstício")
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Vinicius de Moraes e os 60 anos dos Afrossambas: Poesia e Identidade | Quintas Brasileiras 3 Especial
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Nikolay Pestov, piano (ciclo musical "Para além do solstício")
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Duo Mihăilescu, piano a quatro mãos (ciclo musical “Para além do solstício”)
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Festival Cultural Maravilhário
Entrada Livre. Mais informações aqui
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Maravilhário. Doações ao Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto
Ciência | Polo Central do MHNC- UP Entrada Livre. Mais informações aqui
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Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2026
10 SET, 30 OUT e 10 DEZ'26 | 19h30 Literatura | Casa Comum e ASCIPDA Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui
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Gemas, Cristais e Minerais
Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto Entrada Livre. Mais informações aqui
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E se?… Constelações de Modos de Viver o Espaço Urbano
Exposição | Fundação Marques da Silva
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FRONTISPIECE | PRECIPICE
Exposição | Fundação Marques da Silva
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Corredor Cultural
Condições especiais de acesso dos estudantes do Ensino Superior a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos.
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U.Porto Press em destaque na Feira do Livro de Lisboa 2026A Editora da U.Porto esteve representada no renovado Espaço dos Pequenos Editores com três dezenas de publicações, incluindo as mais recentes novidades. As portas da 96.ª edição da Feira do Livro de Lisboa encerraram no passado domingo, 14 de junho. Para a história, fica uma das maiores edições de sempre do certame que, à semelhança dos últimos anos, voltou a contar com a participação da Universidade do Porto. Numa edição marcada pela renovação do Espaço dos Pequenos Editores, este pavilhão atraiu a atenção de milhares de visitantes – uns pela curiosidade suscitada pelo novo pavilhão; outros à procura de títulos específicos.
Segundo os responsáveis, “o evento foi um sucesso no Espaço dos Pequenos Editores, com uma subida nas vendas de 10%”, em termos gerais.
E os livros da U.Porto Press – de áreas temáticas diversas, com destaque para as suas mais recentes novidades – não foram exceção. Também a Editora da U.Porto faz um balanço positivo da sua participação em mais uma edição deste importante certame literário nacional, onde já encontra público fiel às suas publicações.
Os títulos da U.Porto Press continuam disponíveis no portal da Editora da U.Porto, com 10% de desconto e portes grátis.
Fonte: Notícias U.Porto
Conheça aqui galeria de fotografias:
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Comemorações do Bicentenário da FMUP encerram com concertoO espetáculo Médicos na Ópera – Do século XVIII ao século XX terá lugar no dia 25 de junho, no Auditório do CIM-FMUP. Inscrições abertas. Quatro árias e uma estreia vão juntar música e medicina no Auditório do CIM-FMUP. Foto: DR
É já no dia 25 de junho, às 21h00, que o Auditório do Centro de Investigação Médica (CIM-FMUP) vai receber o Concerto de Encerramento das Comemorações do Bicentenário da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). Intitulado Médicos na Ópera – Do século XVIII ao século XX, o espetáculo vai cruzar música e medicina, intercalando árias de óperas célebres, uma composição inédita e narrações, pela voz do Maestro José Ferreira Lobo, diretor artístico da Ópera na Academia e na Cidade (OAC).
O programa prevê, mais concretamente, a apresentação de quatro árias de óperas do século XIX, da autoria de G. Donizetti, G. Verdi, J. Offenbach e C. Saint-Saëns, cujos conteúdos e personagens estão relacionados, de algum modo, com a medicina.
Em estreia absoluta, será apresentada a Suite Asclépio, de Luís Caldas Figueira, médico e professor da FMUP. Segundo o autor, o desafio foi “criar música que unisse estas quatro árias não relacionadas, juntamente com uma abertura e um final”. O resultado é esta suite, com o nome do deus grego da medicina e filho de Apolo, deus da música.
Como anuncia o “melómano confesso”, a Abertura concebida começará “em estilo clássico, ao gosto oitocentista, evoluindo em estilo romântico até ao que poderia ser já um produto da contemporaneidade”. Seguem-se três Intermezzos em modo menor, entre cada uma das árias, concluindo com um Finale em modo maior, num registo particularmente cinematográfico”.
O musicólogo Bernardo Mariano, responsável pelas narrações intercalares, explica, na brochura alusiva, o contexto de cada uma das árias e suas ligações à medicina. A primeira das árias a subir ao palco será L’elisir d’amore, de Gaetano Donizetti, estreada em 1832, em Milão. O que iremos ouvir – ‘Udite, udite, o rustici!’ – é o Doutor Dulcamara a apregoar aos “rústicos” os seus produtos com propriedades alegadamente curativas. O nome do personagem deriva de “dulcamara”, planta vendida, na altura, juntamente com vinho tinto, para conter a cólera.
Macbeth, de Giuseppe Verdi, é a ária que se segue. Como indica o musicólogo, a composição, escrita em 1847, evoca a famosa cena do sonambulismo de Lady Macbeth, de Shakespeare. Nessa altura, havia um grande fascínio por personagens acometidas de sonambulismo, que se associava a “males psíquicos ligados ao estado melancólico, ou seja, depressivo”.
Les contes d’Hoffmann, de Jacques Offenbach, de 1881, lembra, por sua vez, nas palavras do musicólogo Bernardo Mariano, “uma das mais perturbadoras criações de médico do repertório operático: o Docteur Miracle, misto de curandeiro, charlatão e médium/espírita”.
Finalmente, na ária Samson et Dalila, de Camile Saint-Saëns, “deparamos com Dalila a lançar a teia com que “apanhará” definitiva e fatalmente o forte Sansão – cujo fétiche por mulheres filisteias merecia no mínimo um estudo psiquiátrico”.
A entrada no concerto exige inscrição prévia na respetiva lista de espera e está limitada à lotação da sala. Os participantes com lugares atribuídos receberão posteriormente um email com a confirmação da disponibilidade de lugares e informações adicionais sobre o evento.
Fonte: Notícias U.Porto
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Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum |
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134. Moonwalk One, de Theo Kamecke (1970)
Comentário de António Bettencourt (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC) 135. Espanca, de Jonas Mekas (2018)
Comentário de Hélder Magalhães (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)
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208. Peixe Balão Pintado, Chantal Guilhonato
““Peixe Balão Pintado”, de Chantal Guilhonato, in Peixes Carnívoros, 2025, p. 76.
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7. Repressão e resistência estética
O que pode a resistência estética em contextos ditatoriais? Já distante da “nova vaga romena” do início dos anos 2000, Rádio Metronom (Alexandru Belc, 2022) dá-nos a pulsação adequada para interpretarmos a perda da inocência (nos seus múltiplos sentidos) na Roménia comunista e sinistra de Ceaușescu de 1972; já Divina Comédia (Ali Asgari, 2025), mais uma pérola do sempre estimulante cinema iraniano, acompanha a epopeia de um realizador contemporâneo em busca do simples paraíso de poder projetar o seu último filme em Teerão. A conversa espraia-se ainda por Nino (Pauline Loquès, 2025), pelo livro de entrevistas “Fellini Por Fellini”, o restauro e exibição de parte da obra do arménio Artavazd Peleshian no último Festival de Cannes e, finalmente, pelo ciclo dedicado ao cinema insolente de Mel Brooks, que decorrerá em julho na Casa Comum, com programação do cabiriense Francisco Noronha.
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11. Lahore – Rangum: a ameaça da monção
Partindo de Lahore, no atual Punjab paquistanês, os aviadores portugueses atravessam a grande planície indo-gangética em direção ao golfo de Bengala sob uma atmosfera sufocante. Quase a aí chegar, no delta do Ganges, a monção já se faz sentir. Acompanham a costa da Birmânia até Akyab, hoje em dia Sittwe, mas, apesar da ameaça da trovoada, arriscam atravessar as montanhas Arakan para chegar a Rangum, em vez de seguir a linha da costa.
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Alunos Ilustres da U.PortoEmanuel Maranha das NevesEmanuel José Leandro Maranha das Neves nasceu em Coimbra, a 25 de maio de 1938. Vive atualmente em Lisboa.
Cumpriu serviço militar obrigatório entre 1959 e 1962. No ano seguinte, concluiu a licenciatura em Engenharia Civil na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, iniciando, então, uma brilhante carreira de investigador e professor universitário. Três anos depois obteve o Grau de Especialista em Geotecnia pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil e, em 1983, ascendeu à categoria de Investigador Coordenador do Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Em 1991 doutorou-se em Geotecnia - Mecânica dos Solos, pela Universidade Nova de Lisboa, e, em 1993, apresentou provas de Agregação em Mecânica dos Solos na mesma Universidade. Maranha das Neves fez carreira de investigação no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) entre 1963 e 1996. Iniciou esta atividade como bolseiro (1963), que prosseguiu na qualidade de Estagiário (1964-1970) e, depois, na de Especialista no domínio da Geotecnia, após prestação de provas públicas para obtenção desse grau (1969).
Estas provas incluíram a discussão curricular e a defesa da tese Influência das tensões neutras negativas no comportamento dos solos compactados saturados, classificada com 17,2 valores. Entre 1970 e 1982 trabalhou como Especialista do Quadro Permanente do LNEC, vindo a tornar-se Investigador Principal após apreciação curricular documental (1982). Em 1983 prestou novas provas públicas, desta vez para acesso à categoria de Investigador Coordenador, as quais constaram da discussão curricular e da defesa do programa de investigação Previsão das deformações e critérios de dimensionamento de barragens de aterro, tendo obtido a classificação de 19 valores. Entre 1984 e 1987 chefiou o Núcleo de Fundações do Departamento de Geotecnia e, em seguida, o Departamento de Geotecnia (1984-1996). Foi, também, Investigador Coordenador do Quadro Permanente do LNEC (1984 e 2000).
A investigação que desenvolveu no LNEC abrangeu especialmente as seguintes áreas: ensaios laboratoriais para caracterização do comportamento mecânico de materiais de aterros; ensaios in situ para caracterização da permeabilidade e do comportamento mecânico de materiais de aterros e terrenos naturais; equações constitutivas de materiais particulados com vista à análise da segurança e da funcionalidade de estruturas geotécnicas; propriedades índice, controlo de construção e caracterização mecânica, laboratorial e in situ, de enrocamentos; problemática dos filtros naturais com incidência na segurança; análise de segurança e funcionalidade de barragens de enrocamento e terra-enrocamento; estados limites e segurança em geotecnia; regulamentação do projeto geotécnico.
Em ligação com o trabalho realizado nos Laboratórios de Estado, desenvolveu igualmente outras atividades de relevo. Em 2006 foi incumbido de fazer a ligação entre a Comissão de Peritos para a avaliação dos Laboratórios do Estado (Resolução do Conselho de Ministros n.º 198/2005), presidida pelo Prof. Jean-Pierre Contzen, e a comissão do Programa para a Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE), associada ao MCTES e liderada pelo Prof. Carlos Marques. Nessa qualidade, acompanhou a Comissão de peritos internacionais nas visitas efetuadas aos Laboratórios de Estado e a outras entidades, participou nas reuniões das Comissões dos Peritos e do PRACE e em reuniões com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e com o Secretário de Estado da Ciência. Em Janeiro de 2007, por designação do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, dirigiu a "Comissão INETI", da qual fizeram parte os Professores Carmo Fonseca, Manuel Cruz, Paulo Ferrão e António Monteiro, a qual, no âmbito da reforma dos Laboratórios do Estado (Resolução do Conselho de Ministros n.º 124/2006, de 7 de Setembro), produziu o relatório para a formação do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), definindo a sua missão e propondo a afetação do pessoal e bens do extinto Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial (INETI) ao novo Laboratório de Estado e a outras instituições (Universidades, Institutos Politécnicos, outros Laboratórios de Estado, etc.).
Paralelamente à investigação, fez carreira de docente em diversas Universidades. Iniciou-a na Universidade Nova de Lisboa como Docente Convidado nos Cursos de Especialização (entre 1975-1982). Mais tarde, passou a Professor Auxiliar Convidado (1982-1990). Em 1991, obteve o Grau de Doutor em Geotecnia-Mecânica dos Solos, com distinção e louvor, tendo apresentado a tese Comportamento de barragens de terra-enrocamento. Ascendeu, depois, a Professor Associado (1990 a 1993) e, em 1993, obteve, por unanimidade, o título de Agregado em Mecânica dos Solos pela Universidade Nova de Lisboa (nessa ocasião, para além da defesa curricular, proferiu a lição "As barragens de aterro. Dum passado longínquo às soluções do futuro") e foi nomeado Professor Catedrático Convidado (1993-2000).
No Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa, onde foi Professor Catedrático, lecionou a disciplina Mecânica dos Solos I, LEC (2000-...), colaborou nas disciplinas Catástrofes Naturais e Tecnológicas, LEA, (2003-...), Introdução à Engenharia Civil, módulo de Geotecnia, LEGI (2005...), Engenharia Civil e Ambiente, LEC (2005-...), chefiou a Área Científica de Geotecnia (DECivil e Arquitectura) (2000-...), foi responsável pelas disciplinas Engenharia Civil e Ambiente, LEC (2000-2004), (LEC) e Mecânica dos Solos I e II (2000-...) e participou no Mestrado em Geotecnia para Engenharia Civil (IST-UNL-LNEC), no qual ministra as disciplinas Modelação de Geomateriais I e Barragens de Aterro, desde 2002.
Exerceu, ainda, atividade docente em Cursos de Mestrado (Universidade Nova de Lisboa, Instituto Superior Técnico, Universidade de Coimbra, Instituto Superior de Engenharia do Porto), de Licenciatura (Instituto Superior Técnico, Universidade Nova de Lisboa), de pós-graduação (Universidade Católica de Asunción e Universidade Clássica de Lisboa) e em vários cursos de especialização organizados por diversas instituições. Uma das teses de doutoramento que orientou, obteve o Prémio de Ciência e Tecnologia da Fundação Calouste Gulbenkian.
Atualmente é Professor Catedrático Jubilado do Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa, Presidente da Direção da FUNDEC, Associação para a Formação Contínua em Engenharia Civil e Arquitetura (2003-...), Presidente da "European Union Road Federation", Bruxelas (2007-...), Membro do "Executive Board" do "European Council of Applied Sciences and Engineering (Euro-CASE)" (Associação das Academias Europeias de Engenharia e Ciências Aplicadas, Paris) (2005-...), Membro da Comissão de Segurança de Barragens (1992-...), Membro do Conselho Consultivo do Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico (IGESPAR) (2006-...), Membro da Assembleia de Representantes da Região Sul da Ordem dos Engenheiros (2007-...), Membro da Comissão Nacional Portuguesa das Grande Barragens (1988-...), Associate Editor de Soils & Rocks, International Journal of Geotechnical and Environmental Engineering, Membro da Comissão Editorial da Revista Geotecnia (1982-...), Membro da Comissão de Normalização CT-115 (coordena, em Portugal, os Eurocódigos Estruturais), Membro da Conselho de Directores do Instituto Vial Ibero-Americano (IVIA), Madrid, (2005-...) e Membro do "Technical Committee TC6 - Unsaturated Soils, International Society for Soil Mechanics and Geotechnical Engineering" (2005-...).
É autor de cerca de 130 artigos científicos e técnicos publicados em revistas de referência, nacionais e estrangeiras, e de cerca de três centenas de relatórios técnicos. Proferiu cerca de cem conferências e palestras, no país e no estrangeiro.
Como consultor, projetou e colaborou em mais de uma centena de obras, entre barragens de aterro (65 barragens em Portugal e no estrangeiro), aeroportos, autoestradas, docas, barragens de rejeitados, túneis e fundações de muitos tipos de estruturas.
Tem exercido consultoria em matéria geotécnica nos mais variados tipos de obras, algumas de grande dimensão e complexidade, no país e fora dele (fundação de estruturas, obras de contenção, barragens de aterro, de estéreis e de rejeitados, taludes naturais, vias de comunicação, aeroportos, portos, etc.).
É membro de diversas associações profissionais e culturais como a Academia de Engenharia (membro efetivo desde 1995), a Ordem dos Engenheiros (membro conselheiro desde 1987, e Especialista em Geotecnia desde 1988), a Sociedade Portuguesa de Geotecnia, a Comissão Nacional Portuguesa das Grandes Barragens, a Organização dos Trabalhadores Científicos, a International Society for Soil Mechanics and Geotechnical Engineering, a International Association for Engineering Geology and the Environment, a International Society for Rock Mechanics e o Conseil National des Ingénieurs et Scientifiques de France.
U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Emanuel Maranha das Neves
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