Fundador dos Einstürzende Neubauten vem às Noites no Pátio do Museu


Alexander Hacke vai estar na U.Porto nos dias 9 e 10 de julho para lançar um livro e apresentar um novo álbum. Entrada livre. 

Os Hackedepicciotto, de Alexander Hacke e Danielle de Picciotto , vão atuar no Pátio do MHNC-UP na noite de 10 de julho. Foto: DR

É uma proposta absolutamente original: spoken word, concerto ao vivo do fundador dos Einstürzende Neubauten e, para terminar, vamos todos ao baile! Com a lua por companheira, é este o programa das Noites no Pátio do Museu de 9, 10 e 11 de julho. Sempre a partir das 21h30, no Pátio do Museu de História Natural e da Ciência da U.Porto (entrada pela Cordoaria).


Na quinta-feira, 9 de julho, às 21h30, as portas do museu abrem-se para uma sessão dupla que reúne literatura, música e performance. A artista canadiana Cynthia Ross irá subir ao palco para uma sessão de spoken word e apresentação do mais recente livro, The Love Ministry.


Figura marcante dos movimentos artísticos de Nova Iorque nas décadas de 1970 e 1980, Cynthia Ross fundou a banda punk B-Girls, em Toronto, e construiu um percurso nas áreas da música e da poesia. É também autora da obra The Secret Door.


Depois, será a vez de ficarmos a conhecer a autobiografia de Alexander Hacke. Blast – Distorted Memories – From Einstürzende Neubauten to Symphonic Drone foi recentemente editada em língua inglesa e traça o percurso de uma carreira profundamente ligada à inovação musical e à experimentação sonora.


Fundador e baixista dos Einstürzende Neubauten, Hacke é uma figura central da música experimental e industrial, tendo também integrado projetos como The Crime and the City Solution e Hackedepicciotto. Nesta noite, o Pátio do MHNC-UP vai cruzar narrativa autobiográfica e performance poética com os testemunhos de algumas das figuras mais icónicas da música e da cultura contemporâneas.


A sessão será conduzida pelo jornalista Pedro Sousa Pereira e contará com a participação especial do músico norte-americano David Yow, conhecido pelo seu percurso em bandas como The Jesus Lizard.

Cynthia Ross e Alexander Hacke vão estar no Pátio do Museu na noite de 9 de julho. (Foto: DR)

No dia seguinte, 10 de julho, os Hackedepicciotto apresentam o último álbum, Lichtung (clareira), que marca o fim de uma vida nómada de Danielle de Picciotto e Alexander Hacke, agora sediados nos arredores de Berlim. Danielle de Picciotto foi vocalista dos Space Cowboys, colaborou no projeto Ocean Club com Gudrun Gut e afirmou-se como artista multidisciplinar e autora de  livros. O casal tem participando em vários projetos internacionais, com  atuações ao vivo marcadas por um forte impacto emocional.


Danielle toca instrumentos pouco convencionais — incluindo hurdy-gurdy, harpa e cümbüş — além de violino e piano, e escreve grande  parte das letras do projeto, que vão desde spoken word até passagens corais. Alexander, mestre do baixo, guitarra e bateria, é também vocalista. Juntos, os Hackedepicciotto criam paisagens sonoras acústicas e eletrónicas, de travo tão melancólico quanto etéreo.

Sábado à noite, vamos ao baile?


O programa desta segunda semana das Noites no Pátio do Museu vai fechar com um espetáculo de música e dança que conjuga repertório de dança antiga dos séculos XVI a XIX com as danças tradicionais portuguesas do início do século XX.


No dia 11 de julho, às 21h30, a Associação Cultural e Artística La Portingaloise e o Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto (NEFUP) juntam-se para, em diálogo, nos apresentarem um espetáculo de danças contrastantes, mas, em simultâneo, dialogantes entre si. Tal como os  mundos das danças palacianas e das danças de matriz rural se influenciam  mutuamente.


Entre os manuais da dança cortesã e a passagem prática das danças tradicionais, entre as vestes ricas e ornamentadas dos nobres de outrora e as roupas campesinas e simples do povo, os universos cruzam-se, na  alegria da partilha e da dança comunitária.

Dia 11 de julho, vai haver Baile no Pátio. (Foto: DR)

As Noites no Pátio do Museu têm entrada livre, ainda que limitada à lotação do espaço. A entrada faz-se pelo Jardim da Cordoaria. 


Fonte: Notícias U.Porto

Sons de todo o mundo encontram-se na Casa Comum


A apresentação do LP Stella, das edições “Grémio”, vai acontecer no próximo dia 10 de julho às 18h30. Entrada livre.

Tem a impressão digital de geografias diversas, daí que a apresentação do LP Stella 99 reúna também músicos nacionais e internacionais, envolvidos no projeto. O ponto de encontro será no próximo dia 10 de julho, pelas 18h30, no auditório da Casa Comum (à Reitoria) da Universidade Porto.


Stella 99 é o nome de uma guitarra soviética fabricada em Rostov (no sul da Rússia) até ao início dos anos 1980. Um  dos poucos exemplares existentes em todo o mundo foi encontrado na cidade do Porto: “Stella” nº23523, com data de fabrico de 1979.


Na verdade, a guitarra foi usada como metáfora para abordar fenómenos que ultrapassam fronteiras. O LP reflete sobre questões como refugiados  de guerra, pessoas deslocadas, traficadas ou que se encontram sós,  adensando a “epidemia” da solidão.


Neste trabalho publicado em vinil, os músicos compuseram temas com base em registos sonoros captados em vários pontos do mundo como Afeganistão, Vietname, Angola ou Estados Unidos. Das composições fazem  parte poemas de diversos autores como Lou Reed e Constantine Cavafy, assim como um texto de Nick Toshes sobre o irmão gémeo de Elvis Presley.


A mesma guitarra, aqui transformada em “instrumento coletivo de inclusão social”, foi utilizada por todos os músicos, separadamente, e, de uma forma ou de outra, está presente em todo o disco.


No LP participaram, então, os músicos e artistas: Maria José  Rodrigues (Facana Liga); Helena Soares; Paulo Rodrigues; Pedro Duarte; Francisco Cerqueira e Amândio Barbosa (Guru Tetraplégico); Alfredo Alvela; Carlos Moura; Guilherme Lucas; Óscar Pinho; Rui Sousa e João  Nieto (The Crystal Cabinet), Luís Vaz Patto (O Imundo Decoro) e Pedro  Khron.


O disco – com capa do ilustrador azeri Igor Karash – contou com a  participação especial dos músicos Danielle de Picciotto e Alexander  Hacke (dos hackedepicciotto que irão subir ao palco das Noites no Pátio do Museu na mesma noite) e Rick Blackman.


O lançamento do álbum Stella 99, com a chancela das Edições Grémio, no auditório da Casa Comum, contará com a presença dos músicos que integraram o projeto, incluindo Hackedepicciotto, Rick Blackman, Guilherme Lucas, Carlos Moura, Óscar Pinho, Guru Tetraplégico e The Crystal Cabinet.


A entrada é livre, ainda que limitada à lotação do espaço. 


Fonte: Notícias U.Porto

Rir apesar de tudo: Casa Comum celebra 100 anos de Mel Brooks


O ciclo O Cinema politicamente indiscreto de Mel Brooks vai exibir cinco filmes do mestre da comédia cinematográfica.  De 17 a 25 de julho, com entrada livre.

Foto: DR

É um convite a redescobrir esta capacidade de olhar em volta e saber rir. Desmontar linguagens, virar clássicos do avesso e expor, com humor,  as carrancas do poder. Nos dias 17, 18, 24 e 25 de julho, é de tudo isto que viverá O Cinema politicamente indiscreto de Mel Brooks, título do ciclo de cinema organizado pela Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto com o propósito de celebrar a  obra de uma das figuras maiores do cinema cómico e que, no passado dia 28 de junho, assinalou 100 anos de vida.


Realizador, argumentista e ator, Mel Brooks é sinónimo de irreverência e de uma capacidade única de misturar sátira política e social com comédia. Através de cinco filmes, este ciclo propõe a redescoberta do pensamento crítico e do gesto de resistência. Num tempo marcado pela incerteza, pelos conflitos e pela polarização, o humor afirma-se como mais do que entretenimento: fazer rir é, hoje, um ato político e cultural, capaz de contrariar a normalização da violência, do autoritarismo e do medo coletivo.


Dedicado a Mel Brooks (ainda vivo), que celebrou 100 anos no passado dia 28 de junho, o ciclo homenageia uma das figuras maiores do cinema cómico. Realizador e  ator, Brooks construiu uma obra singular onde o riso se cruza com a  sátira social e política, desmontando os códigos dos géneros clássicos —  do western ao musical, do terror à ficção científica — para expor os mecanismos de poder, propaganda e exclusão.


O ciclo arranca no dia 17 de julho, às 18h30, com The Producers/O Falhado Amoroso. Este filme de 1967 apresenta um produtor de teatro em declínio e um contabilista nervoso, ambos judeus (como o realizador). Ambos elaboram  um esquema para produzir o maior fracasso teatral possível para ficarem  com o dinheiro dos investidores. Escolhem um musical sobre Hitler, concebido para ser chocante e ofensivo, mas que, ironicamente, se  transforma num êxito inesperado.


Este foi o primeiro filme realizado por Mel Brooks e que não só lhe valeu o Óscar de Melhor Argumento Original, como determinou princípios orientadores: a irreverência perante tabus históricos, a paródia de  géneros e o humor excessivo como forma de crítica social.


No dia 18 julho, mas às 18h30, iremos subverter todos os clichés do western. Blazing Saddles/Balbúrdia no Oeste, é um filme de 1974. O filme apresenta-nos Bart que foi nomeado como o primeiro xerife negro de uma cidade do Velho Oeste, por um político  corrupto. Acontece que, logo após a nomeação, este político torna seu adversário. Neste “western do avesso”, Brooks transforma a narrativa  numa crítica mordaz à discriminação racial, às instituições e às hipocrisias sociais.

Blazing Saddles/Balbúrdia no Oeste passa dia 18 de junho. (Foto: DR)

No dia 24 de julho, também às 18h30, será exibido o filme Young Frankenstein/Frankenstein Júnior, uma paródia aos clássicos de terror da Universal Pictures dos anos 1930. Recorrendo a uma estética visual rica e inventiva, Mel Brooks obtém não só o aplauso da crítica, mas também do público, uma vez que esta comédia se tornou um enorme sucesso de bilheteira.


Dia 25 de julho, e último dia deste ciclo, apagam-se  as luzes mais cedo para assistir a uma paródia aos filmes de Alfred  Hitchcock, mas não só. O programa arranca às 15h00 com High Anxiety/Alta Ansiedade. Para além de caricaturar obras primas como Vertigo, The Birds e Psycho,  Mel Brooks satiriza com obras de Antonioni ou Orson Welles. Uma espécie  de carta de amor de Brooks ao cinema feito nos antípodas do seu registo cómico. Depois de ver o filme, Alfred Hitchcock enviou a Mel Brooks uma  caixa de garrafas Château Haut-Brion, reserva de 1961, com uma nota: “Um pequeno gesto da minha gratidão. Não fique ansioso”.


Às 18h30, iremos passar um filme já de inícios dos anos 1990. Life Stinks/ Porca de Vida é uma comédia romântica que não só é dirigida, como também  protagonizada por Brooks. A narrativa é dominada por um magnata imobiliário arrogante que aceita um desafio: sobreviver trinta dias nas ruas de Los Angeles sem dinheiro, ou privilégios. Apostando que conseguirá regressar incólume ao topo. A obra assinala um afastamento da paródia pura para explorar uma sátira social realista e contemporânea. Revela uma faceta mais melancólica do humor, sempre atento às desigualdades urbanas e à marginalização social.

Life Stinks é o filme de encerramento do ciclo. (Foto: DR)

A programação deste ciclo é assinada por Francisco Noronha (Porto, 1988), realizador, programador e crítico. Após cada sessão, haverá uma conversa com convidados e cinéfilos.


Todas as sessões têm entrada livre, ainda que limitada à lotação da sala.

Mel Brooks, o génio que nos continua a fazer “Rir, apesar de tudo!”


É o nome artístico de Melvin James Kaminsky. Nasceu em Nova Iorque, a 28 de junho de 1926. Herdeiro da tradição do slapstick e da comédia clássica, Brooks trouxe ao cinema moderno uma linguagem  provocadora e profundamente livre. Ao abordar temas como o totalitarismo, o racismo ou o belicismo, o seu humor excessivo, irreverente e por vezes desconfortável, não banaliza o horror:  confronta-o e desarma-o.


Esta figura maior do cinema cómico desmontou clássicos — do western ao musical, do terror à ficção científica — para expor os mecanismos  propaganda e exclusão.


Revisitar Mel Brooks no seu centenário é celebrar a liberdade de expressão, a inteligência crítica (que de geração em geração se mantém  refrescante) e a capacidade de rir do poder.


Fonte: Notícias U.Porto

Julho na U.Porto

Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.

Inventarium: Derivas da Forma | Exposição de Ana Aragão

13 ABR a 12 SET'26 
Exposição | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

YUGEN [幽玄]: UMA REITERAÇÃO POÉTICA DO JAPÃO | Exposição

15 ABR a 12 SET'26
Exposição | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

Papagaios com Alma do Mar | Exposição

09 JUN a 31 JUL'26 
Exposição | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações  aqui

O Extraordinário no Comum | Exposição 

De 15 JUN a 26 SET'26
Exposição | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações  aqui

Rostos, Palavras e Cidade | Exposição

A partir de 16 JUN'26
Exposição | Arcadas do Edifício Histórico da U.Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui

Noites no Pátio do Museu 2026

04 a 25 JUL'26 | 21h30
Festival | Museu de História Natural de da Ciência da U,Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui

Cynthia Ross (Spoken word e apresentação do livro THE LOVE MINISTRY) | Alexander Hacke (apresentação do livro BLAST!) 

09 JUL'26 | 21h30
Música, Poesia | Museu de História Natural de da Ciência da U,Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Apresentação do LP Stella, das edições “Grémio” (Tradisom) 

10 JUL'26 | 18h30
Música, apresentação de álbum | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações  aqui

Hackedepicciotto ao vivo | Apresentação do álbum "Lichtung" 

10 JUL'26 | 21h30
Música | Museu de História Natural de da Ciência da U,Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui 

HÁ BAILE NO PÁTIO | NEFUP e Portingaloise 

11 JUL'26 | 21h30
Música, Dança | Museu de História Natural de da Ciência da U,Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui

RIR, APESAR DE TUDO! O CINEMA POLITICAMENTE INDISCRETO DE MEL BROOKS | Ciclo de Cinema 

17 a 25 JUL'26
Cinema | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2026 

10 SET, 30 OUT e 10 DEZ'26 | 19h30
Literatura | Casa Comum e ASCIPDA
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui

Maravilhário. Doações ao Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto

De 18 JUN a 20 SET'26
Ciência | Polo Central do MHNC- UP
Entrada Livre. Mais informações aqui

Gemas, Cristais e Minerais

Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui 

E se?… Constelações de Modos de Viver o Espaço Urbano

Até 29 SET'26 
Exposição | Fundação Marques da Silva
Mais informações aqui

Corredor Cultural

Condições especiais de acesso dos estudantes do Ensino Superior a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos.
Mais informações aqui

Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum

 139. “France tour détour deux enfants”, de Jean-Luc Godard, Anne-Marie Miéville (1979)

Comentário de Joey Whitelaw (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)

140. “Arquitectura da Destruição”, de Peter Cohen (1989)

Comentário de Pedro Teixeira (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)

210. A floresta, Nuno Artur Silva

 “A floresta”, de Nuno Artur Silva, in Erros Meus – Poesia Incompleta, 2026, pp. 139 e 140.


3. Fotografia, criatividade e o futuro do olhar

Uma conversa dedicada aos desafios da  prática fotográfica contemporânea e à necessidade de preservar um olhar  atento, crítico e sensível num tempo marcado pela aceleração tecnológica  e pela saturação visual.
 O futuro da fotografia de arquitetura:
• Criatividade e inovação na fotografia de arquitetura contemporânea
• O equilíbrio entre tecnologia, intuição e experiência sensível
• Os desafios da representação do espaço na era digital
• Inteligência artificial, ética e construção da imagem
• O legado de Luís Ferreira Alves como referência para novas práticas
 Entrevistadora/moderadora: Maria Neto; Convidado: Pedro Leão Neto

Mais podcasts AQUI


Alunos Ilustres da U.Porto

Emídio Guerreiro (1899-2005)

Emídio Guerreiro (1899-2005)

Emídio Guerreiro nasceu em Guimarães a 6 de setembro de 1899, filho de um militar e de uma doméstica. Devido à influência de seu pai, cedo se afirmou como republicano e defensor da liberdade, tendo-se alistando no exército para combater na Primeira Guerra Mundial. Acabou por não ser enviado, voltou a estudar e entrou na Universidade do Porto no curso de Matemática, da Faculdade de Ciências.


Fez parte do Orfeão Universitário, presidiu à Associação Académica do Porto e pertenceu ao grupo de teatro da sua faculdade. A 3 de fevereiro de 1927, insurgiu-se contra a ditadura militar. Aderiu à Maçonaria em 1928 e colaborou com o semanário portuense A Humanidade (1929-1931).

Em 1931 foi nomeado professor assistente de Cálculo Diferencial na Faculdade de Ciências, onde trabalhou com Gomes Teixeira, mas devido aos seus ideais políticos, foi demitido passado 3 meses.
Em 1932 foi preso pelo manifesto onde insultava o Presidente da República, Óscar Carmona. Foi mandado para o Aljube, e de lá, conseguiu fugir para o Algarve e depois para Espanha. Exilou-se em Madrid junto dos opositores ao regime e mais tarde foi professor na Galiza; com o início da guerra civil espanhola, fugiu para França.


Depois, regressou a Espanha onde combateu ao lado dos republicanos. Com a derrota destes, voltou a fugir para França. Aqui chegado, foi internado num campo de concentração para comunistas e republicanos da guerra civil. Após o início da Segunda Guerra Mundial, fugiu e alistou-se na Resistência Francesa, tendo combatido com os maquis contra as forças nazis.


Depois da guerra instalou-se em Paris, foi professor liceal de matemática e criou o Comité para a Defesa das Liberdades em Portugal, com vista a denunciar os crimes do governo português. Em 1959, tomou contacto com o General Humberto Delgado, tomando-se supostamente seu representante em Paris. Após o desaparecimento de Delgado, foi um dos que alertou os meios de comunicação internacionais.


Participou no processo de acusação espanhol para averiguar as causas do crime. Em 1967, Emídio Guerreiro, Palma Inácio e outros formaram a L.U.A.R, uma organização revolucionária com o objetivo de combater o regime salazarista.


Com o 25 de Abril de 1974 regressa a Portugal, onde aderiu ao PPD de Francisco Sá Carneiro; no ano seguinte, com a doença e ausência do líder no estrangeiro, foi nomeado secretário-geral substituto, cargo que desempenharia com grande vivacidade apesar dos seus 76 anos. Mas logo no final desse ano saiu do PPD em desacordo com o projeto de Sá Carneiro. Em 1976 abandonou a vida política, e a partir deste ano, passou a levar uma existência mais calma e retirada.


Em 1980 foi condecorado comendador da ordem da liberdade pelo Presidente da República Ramalho Eanes. Em 1999, por altura do seu centenário, foi condecorado pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Grã-Cruz da Liberdade.


Emídio Guerreiro faleceu no dia 29 de junho de 2005, em Guimarães, com 105 anos.



 U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Emídio Guerreiro

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