U.Porto oferece concerto dedicado à música tradicional chinesa


Atuação inserida em digressão internacional da Academia de Música da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau terá lugar a 3 de outubro, no Edifício Abel Salazar.

O Grande Auditório do Edifício Abel Salazar recebe, no próximo dia 3 de outubro, pelas 18h30, um concerto dedicado à música tradicional chinesa, com a participação de artistas e académicos da Academia de Música da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST).


O programa do espetáculo combina música instrumental e interpretação vocal, dando a conhecer alguns dos mais emblemáticos instrumentos tradicionais chineses, como o guqin, o guzheng, o sheng e o xiao. A atuação inspira-se em diferentes secções do Livro dos Cantares (Shijing), uma das mais antigas coleções de poesia da tradição chinesa.


Promovido pelo Instituto Confúcio na Universidade do Porto, este concerto encerra a passagem da MUST por Portugal, depois de atuações em Lisboa (29 de setembro) e Aveiro (1 de outubro). A apresentação na U.Porto constitui, assim, a última oportunidade para o público português assistir a este espetáculo integrado numa digressão internacional que passará ainda por Espanha, Itália e Macau.


Segundo a Academia de Música da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, Portugal foi escolhido como primeiro destino desta digressão em homenagem à histórica Rota Marítima da Seda. A universidade macaense sublinha também o papel do país na Era dos Descobrimentos e a sua tradição poética como pontos de aproximação entre as culturas portuguesa e chinesa.


O projeto é financiado pelo Fundo de Desenvolvimento da Cultura do Governo da Região Administrativa Especial de Macau e pelo Fundo Nacional de Artes da China.


A entrada é gratuita, mediante inscrição prévia através do respetivo formulário online. 


Fonte: Notícias U.Porto

Legado de Abel Salazar em exposição na Fundação Engenheiro António de Almeida


Organizada pela FMUP e pela Casa-Museu Abel Salazar, a exposição Em Linha de Conta com Abel Salazar (1909-1940) inaugura a 10 de outubro.

A exposição vai reunir caricaturas, textos e outros materiais da autoria do histórico professor da Universidade do Porto. Foto: DR

A Casa Jardim da Fundação Engenheiro António de Almeida, no Porto, vai acolher, de 10 de outubro a 28 de novembro, a exposição Em Linha de Conta com Abel Salazar (1909-1940), organizada pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), em conjunto com a Casa-Museu Abel Salazar (CMAS).


De acordo com a sinopse, Em linha de conta com Abel Salazar (1909-1940) “reúne textos, caricaturas e documentos de diferentes proveniências, colocando a produção escrita e plástica do Professor Abel de Lima Salazar em relação com o contexto histórico, intelectual, artístico e político em que se inscreve”. 


A iniciativa propõe “uma aproximação entre diversos materiais da autoria do próprio Professor Abel Salazar – caricaturas, textos sobre a academia e o modelo de ensino vigente à época, ou reflexões sobre arte e filosofia, por exemplo – e textos de outros autores que versam sobre a sua obra e pensamento, documentando igualmente a receção crítica das suas ideias e intervenções públicas”. 


Desenvolvida pela FMUP, através da sua Unidade de Gestão do Conhecimento/Núcleo de Informação e Arquivo, e pela Casa-Museu Abel Salazar, a exposição conta com o apoio da Associação para a Medicina, as Artes e as Ideias e da Fundação Engenheiro António de Almeida. 


A inauguração de Em linha de conta com Abel Salazar (1909-1940) está agendada para dia 10 de outubro, às 15h00. Ainda no âmbito da exposição, a Fundação irá acolher, no dia 24 de outubro, também às 15h00, a conversa paralela À margem do dispositivo – o desenho e seus discursos. Os oradores serão personalidades de diversas áreas do saber, como Medicina, Filosofia, Arquitetura e Artes Plásticas, respetivamente Levi Guerra (FMUP), Sílvia Bento (FLUP), Raquel Paulino (FAUP) e Jorge Marques (FBAUP).


As inscrições para a participar na inauguração da exposição e/ou na conversa paralela devem ser feitas mediante prenchimento do respetivo formulário.


O agendamento de visitas guiadas à exposição deve ser realizado através e-mail cmuseu@reit.up.pt. As visitas irão decorrer dentro do horário de funcionamento da Fundação (de segunda a sexta-feira, das 15h00 às 18h00 e aos sábados, em dias de atividades, também das 15h00 às 18h00). 


Fonte: Notícias U.Porto

Setembro e outubro na U.Porto

Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.

Rostos, Palavras e Cidade | Exposição

A partir de 16 JUN'26
Exposição | Arcadas do Edifício Histórico da U.Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui

O Extraordinário no Comum | Exposição 

De 15 JUN a 26 SET'26
Exposição | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações  aqui

Livro dos Cantares (Shijing) |  Música tradicional chinesa

03 OUT'26 | 18h30
Música | Edifício Abel Salazar
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Em Linha de Conta com Abel Salazar (1909-1940) | Exposição 

10 OUT a 28 NOV'26
Exposição | Fundação Eng. António de Almeida
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui

À margem do dispositivo: o desenho e seus discursos | Conversa 

24 OUT'26 | 15h00
Conversa | Fundação Eng. António de Almeida
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui 

Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2026 

28 OUT e 10 DEZ'26 | 19h00
Literatura | Casa Comum e ASCIPDA
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui

Gemas, Cristais e Minerais

Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Maravilhário. Doações ao Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto

De 18 JUN a 20 SET'26
Ciência | Polo Central do MHNC- UP
Entrada Livre. Mais informações aqui

E se?… Constelações de Modos de Viver o Espaço Urbano

Até 29 SET'26 
Exposição | Fundação Marques da Silva
Mais informações aqui

Corredor Cultural

Condições especiais de acesso dos estudantes do Ensino Superior a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos.
Mais informações aqui

Sitar Jugalbandi nas Noites no Pátio do Museu       


No passado dia 23 de julho, as Noites no Pátio do Museu acolheram o concerto Sitar Jugalbandi, uma viagem pela riqueza da música clássica indiana através do diálogo entre as tradições indostânica e carnática.


Nesta entrevista, os músicos Abhishek Adhikary e Murchana Adhikary Barthakur partilham algumas reflexões sobre o seu percurso artístico, a linguagem do sitar e a singularidade deste encontro musical, acompanhado pelo tablista Ibram Kashi e com participação especial do vocalista carnático Sali Musica.


Perante um pátio cheio, a música revelou-se como espaço de escuta, improvisação e diálogo, unindo diferentes tradições numa experiência de grande profundidade artística e humana. Recordamos agora alguns momentos dessa noite especial, marcada pelo virtuosismo dos intérpretes e pela beleza intemporal dos ragas.


Assista à entrevista e descubra os bastidores de um concerto que trouxe ao Porto algumas das mais expressivas tradições musicais do subcontinente indiano.

U.Porto Press leva Memórias Intensivas da pandemia à Ordem dos Médicos


Obra que retrata pandemia de Covid-19, da autoria da médica e fotógrafa Clara Ramalhão, é apresentada a 29 de setembro, na Secção Norte da Ordem dos Médicos.

As fotografias captadas por Clara Ramalhão no Hospital Pedro Hispano focam-se no retrato, na expressão do olhar e na riqueza do gesto humano. (Foto: U.Porto Press)

Esta é uma obra de arte fotográfica. Não apenas um registo fotográfico para memória futura. Isto porque os momentos captados pela lente de Clara Ramalhão, entre a azáfama vivida no Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Pedro Hispano, em plena pandemia de Covid-19, partiram de um olhar emocional, humanista, atento ao outro. Afinal, para a autora de Memórias Intensivas – um olhar emocional sobre um serviço de medicina intensiva em tempos de pandemia, no trabalho fotográfico importa “a expressão do olhar, a riqueza do gesto humano”.


Como afirma a médica neurorradiologista, também fotógrafa, esta obra “constitui uma reflexão profundamente humanista sobre a pandemia, recorrendo à fotografia como linguagem para preservar memórias, emoções e experiências vividas nos cuidados intensivos”. Mas não só. É, também, “um importante testemunho histórico de um dos períodos mais marcantes da história recente da Medicina e da Humanidade no seu todo”.


O livro, lançado na Reitoria da Universidade do Porto, em janeiro passado, será agora apresentado no Centro de Cultura e Congressos da Secção Regional do Norte da Ordem dos Médicos.


A sessão está marcada para 29 de setembro, a partir das 21h00, com intervenção inicial do Presidente do Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, José Torres Costa, e participações de Manuel Sobrinho Simões, autor do prefácio, ou do jornalista Carlos Magno.


A entrada é livre.

Um olhar emocional sobre a pandemia de Covid-19


Os tempos difíceis e incógnitos gerados pela pandemia de Covid-19, e especificamente o quotidiano vivido no Serviço de Medicina Intensiva do Hospital Pedro Hispano, ficaram guardados em Memórias Intensivas – um olhar emocional sobre um serviço de medicina intensiva em tempos de pandemia.


Nas palavras de Manuel Sobrinho Simões “o que vão ler, ver e sentir é o resultado de um tour-de-force impressionante de vocação e dedicação, com imagens que nunca mais esqueceremos”, sendo que a autora “foi brilhante na procura da eternização do momento e do medo”.


O autor do prefácio da obra põe a tónica na sensibilidade e sentido de ética de Clara Ramalhão – uma “fotógrafa da vida” que, com esta publicação, nos permitiu viver “a irrepetível situação humana e comunitária que ela viveu (…) através do seu olhar”.


“Fotografou uma realidade única com um cuidado inexcedível em termos éticos, e conseguiu o casamento da ternura com a arte”, afirmou o médico patologista, para quem a autora “apercebeu-se da singularidade dos momentos” associados à pandemia de Covid-19, que retratou num livro “pungente”.

Man with a Movie Camera será exibido na Casa Comum a 26 de setembro (Foto: DR)

Carlos Magno destaca, igualmente, “a sensibilidade de uma fotógrafa que também é médica” como responsável por este “testemunho de um período em que a vida e a morte foram registadas pela objetiva de uma profissional duplamente comprometida com a dimensão humana da vida em risco”. O jornalista referia-se à “dupla perspetiva da arte e da ciência”, considerando que “esta é a primeira publicação pós-pandemia que regista o período COVID-19” nestes termos.


Com Memórias Intensivas – um olhar emocional sobre um serviço de medicina intensiva em tempos de pandemia Clara Ramalhão quis promover uma reflexão humanista sobre a pandemia e a evolução da civilização humana.


A médica a e fotógrafa de “um momento ímpar” passado no Serviço de Medicina Intensiva, onde se sentia “mergulhada…num dual entre a medicina e a arte (…) em redor de uma inspiração maior, a luta pela sobrevivência”. Posicionada por detrás da sua câmara, testemunhou “uma azáfama bem orquestrada” e como cada profissional de saúde “se desdobrava ininterruptamente na profunda missão que lhes corria na alma (…), de corpo inteiro para agarrar a vida”.


Sobrinho Simões está mesmo “convencido de que esse seu primeiro olhar fotográfico sobre a pandemia foi tão impressionante, e tão universal, que constituirá um marco na história para resistir ao esquecimento”.


Memórias Intensivas – um olhar emocional sobre um serviço de medicina intensiva em tempos de pandemia está disponível na loja online da U.Porto Press, com 10% de desconto e portes grátis.

Sobre Clara Ramalhão


Clara Ramalhão nasceu em Lourenço Marques, Moçambique. É médica neurorradiologista no Hospital Pedro Hispano (Matosinhos) e fotógrafa (desde 1997).


Realizou várias exposições de fotografia e é autora de diversos livros que conciliam a fotografia e a medicina.


Em novembro de 2025 foi galardoada com o Prémio Internacional Enrico Caruso, em reconhecimento da excelência da sua prática clínica, desenvolvimento de projetos humanitários na área da saúde em África e trabalho artístico enquanto fotógrafa, cruzando ciência, cultura e impacto humanitário.


Clara Ramalhão lidera, desde 2009, projetos de intervenção humanitária em saúde e na área do desenvolvimento em Moçambique. Em 2017, fundou e é, desde então, presidente da MAssALA – Associação de Médicos no Abraço a Moçambique.


 Fonte: Notícias U.Porto /  U.Porto Press

Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum

 10. De volta à sala de cinema

 No primeiro episódio depois da pausa de verão, o olhar concentra-se em O Jacaré (Basil da Cunha na sua “última dança” pelo bairro da Reboleira) e Cartas Amarelas (do turco İlker Çata, vencedor do Urso de Ouro na última Berlinale). Faz-se ainda uma ronda por A Amiga Silenciosa (Ildikó Enyedi), Soy Cuba (Mikhail Kalatozov) e James Stewart na… pastelaria.
 Neste 10.º episódio, aproveita-se a marca redonda para anunciar uma nova parceria entre as Noites de Cabíria e o Cinema Trindade, no âmbito da qual, a partir de outubro e uma vez por mês, as Noites passam a ser gravadas ao vivo no Cinema Trindade após o visionamento de um dos filmes programados, com especial ênfase em títulos marcantes na história do cinema.

218. /21, Francisco Guita Jr.

“/21”, de Francisco Guita Jr., in As Coisas do Morto, 2024.


142. “Diary of a Harlem Family”, de Gordon Parks (1968)

Comentário de Marta Covita (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)

Mais podcasts AQUI


Alunos Ilustres da U.Porto

Emerenciano Rodrigues

Emerenciano  Rodrigues (1946 - )

Emerenciano da Silva Rodrigues nasceu em Ovar, em 1946.


Fez o curso de Pintura Decorativa na Escola de Artes Decorativas Soares do Reis (atual Escola Artística de Soares dos Reis) e o Curso Complementar de Pintura (1976) na Escola Superior de Belas Artes do Porto.


Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, instituição que financiou a sua pós-graduação e uma viagem de estudo a Paris.


Emerenciano participou em exposições coletivas desde os anos 60, não só em Portugal mas também no estrangeiro – Brasil, Suécia, Espanha, Alemanha, Luxemburgo, Hungria, Itália, Bulgária.


Expôs individualmente desde a década de 70, em cidades como Leiria, Porto, Coimbra, Ovar, Lisboa, Figueira da Foz, Vila das Aves, Gondomar, Santa Maria da Feira, Cascais e Espinho.


Autor de uma pintura próxima da escrita, dedicou-se também, desde 1980, à Arte-Postal e à Poesia Visual, bem como à ilustração de livros infantis, juvenis e de poesia.


No campo da Arte Pública produziu painéis de azulejos para o Posto de Turismo (1999) e para a Praia do Furadouro (2005), em Ovar, e para a Escola Monsenhor Jerónimo do Amaral, Vila Real (2001); e, ainda, um monumento em homenagem ao boxeur Santa Camarão (Ovar, 2006).


É autor do álbum de desenhos Escutar as Mãos (1992), com poema de Eugénio de Andrade; do livro de poesia e desenhos A mão tingida sobre o espelho / Chão prisão do mundo (1998), de Idade das Idades: 69 desenhos (2001), de Assimetria do Ser: poesia e desenhos (2005), prefaciado por Mário Cláudio, e de Impura Atitude: desenhos (2007). Fez ainda ilustração para a obra A Rua Chão da Escada: palavras e imagens (1993).


A sua produção artística integra várias coleções públicas e privadas, como a do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a das câmaras municipais de Oeiras, Ovar e Pernik (Bulgária), a da Caixa Geral de Depósitos, a da Associação Empresarial de Portugal e a da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto. 


Em 2000 representou a Câmara Municipal de Ovar num Plenário Internacional de Artistas que se realizou em Pernik, na Bulgária, em 2024 a edilidade dedicou-lhe um conjunto de iniciativas, nos 50 anos de atividade artística, que culminou com o lançamento do livro Emerenciano, 50 anos entre a pinturas e a escrita – 1973/74 A 2023/24.  



U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Emerenciano Rodrigues

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