Casa Comum acolhe programa cultural de homenagem a Umberto Eco


O ciclo BELLA LETTERATURA – Bienal de Literatura Italiana Contemporânea, assinala os dez anos da morte de Umberto Eco com conversas, cinema, literatura e música.

Umberto Eco (Foto: DR)

Dez anos após a morte de Umberto Eco, a sua obra continua a suscitar novas leituras e interpretações. Para assinalar esta efeméride, o ciclo BELLA LETTERATURA – Bienal de Literatura Italiana Contemporânea, produzido pela Associazione Socio-Culturale Italiana del Portogallo Dante Alighieri (ASCIPDA), em parceria com a Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto, dedica-lhe um conjunto de iniciativas que decorrerão entre outubro e novembro, reunindo especialistas, leitores, artistas e público em torno de um dos mais importantes escritores europeus do século XX.


Entre literatura, cinema, música e performance, a programação propõe um reencontro com um autor para quem ler era sempre uma forma de descobrir novos sentidos.

Um percurso pela obra de Umberto Eco


O ciclo começa nos dias 15 e 17 de outubro, na Casa Comum, com O leitor errante. Duas conversas sobre a obra de Umberto Eco, conduzidas por Piero Polidoro, professor de Semiótica na Universidade LUMSA de Roma e presidente da Associazione Italiana Studi Semiotici.


A primeira conversa, intitulada Umberto Eco, entre Semiologia e Outros Territórios e agendada para dia 15 de outubro, às 18h30, vai percorrer o pensamento de Umberto Eco a partir de obras fundamentais como Kant e o Ornitorrinco e Lector in Fabula. No dia 17 de outubro, às 17h00, na conversa Umberto Eco e os Bosques da Ficção, o foco desloca-se para o romancista e ensaísta, revisitando títulos incontornáveis como O Nome da Rosa, O Pêndulo de Foucault e Seis Passeios nos Bosques da Ficção.


A programação prossegue a 28 de outubro, às 19h00, também na Casa Comum, com uma sessão especial do Clube de Leitura Italiano, dedicada a O Nome da Rosa.


Publicado em 1980 e distinguido com o Prémio Strega no ano seguinte, o romance de estreia de Umberto Eco tornou-se uma das obras mais influentes da literatura contemporânea. Décadas depois da sua publicação, continua a conquistar leitores através de uma combinação singular de mistério, humor, filosofia, erudição e reflexão histórica. A participação nesta sessão é gratuita, mas sujeita a inscrição obrigatória.


O cinema também integra esta homenagem. No dia 6 de novembro, às 18h30, a sede da ASCIP Dante Alighieri exibe do documentário Umberto Eco – A Biblioteca do Mundo, do realizador Davide Ferrario. Construído a partir de entrevistas inéditas e dos testemunhos de familiares e amigos, o filme explora a relação do escritor com os livros e com a sua biblioteca pessoal, transformando esse espaço num retrato da sua curiosidade intelectual e da forma como entendia o conhecimento, a memória e a cultura.


O ciclo de homenagem a Umberto Eco encerra a 13 de novembro, às 21h30, no Salão Nobre da Reitoria da U.Porto, com o espetáculo Os Mistérios da Rosa. 


Inspirada no universo de O Nome da Rosa, esta criação cruza leituras, reflexão crítica e música original, convocando temas centrais da obra de Eco, como a interpretação dos sinais, a procura da verdade e a investigação do real. Participam alunos do Curso de Teatro da ESAP, dirigidos por Jorge Palinhos, com enquadramento crítico de Maria Luísa Malato e música original do compositor e violetista José Valente.

O espetáculo Os mistérios da Rosa, com música de José Valente, vai subir ao “palco” do Salão Nobre no dia 13 de novembro (Foto: Joana Magalhães)

Todas as iniciativas deste ciclo têm entrada livre, ainda que limitada à lotação da sala. O acesso ao Clube de Leitura Italiano, no dia 28 de outubro, tem inscrição obrigatória.

BELLA LETTERATURA: o outono com literatura, cinema e música


A programação de outono do ciclo BELLA LETTERATURA estende-se para além da homenagem a Umberto Eco. Entre outubro e novembro, o público poderá descobrir outras expressões da cultura italiana contemporânea através de encontros com escritores, sessões de cinema e concertos.


A 23 de outubro, às 18h00, a Casa Comum acolhe a exibição do filme O Passado é uma Terra Estrangeira, adaptação cinematográfica do romance de Gianrico Carofiglio.


No dia seguinte, 24 de outubro, o escritor italiano estará também na Casa Comum, às 16h30, para apresentar a edição portuguesa do romance As Três da Manhã. Ambos os eventos têm entrada livre, limitada à lotação da sala.

O escritor Gianrico Carofiglio apresentará a sua obra As Três da Manhã, no dia 24 de outubro na Casa Comum. (Foto: DR)

Já a 25 de outubro, a sede da ASCIP Dante Alighieri acolhe um concerto comentado intitulado Italian Dixie Band: A influência da emigração italiana na história do Jazz. 


Este momento musical apresenta a importância da influência da emigração italiana, entre finais do séc. XVIII. e inícios do séc. XIX, sobre a música popular americana, em especial no Jazz. Nick La Rocca, Louis Armstrong e George Gershwin são alguns dos nomes evocados neste concerto, que será também um testemunho do valor do encontro entre povos e das migrações como fator de evolução e enriquecimento cultural.


Para terminar, a 7 de novembro, a Casa Comum recebe, às 15h30,  apresentação da obra Annalena, da escritora e jornalista Annalena Benini, atual diretora do Salone del Libro de Turim. A obra recupera a trajetória de Annalena Tonelli, missionária italiana assassinada na Somália, refletindo sobre compromisso, solidariedade e dedicação ao outro. A apresentação da obra contará com a presença da autora e tem entrada livre. 

Uma ponte entre Portugal e Itália através da literatura


Na sua segunda edição, o ciclo BELLA LETTERATURA – Bienal de Literatura Italiana Contemporânea consolida-se como um dos mais relevantes espaços de promoção da literatura italiana contemporânea em Portugal.


Organizada pela ASCIP Dante Alighieri, em parceria com a Casa Comum da U.Porto e outras entidades culturais, a bienal apresenta um programa que volta a reunir no Porto escritores, académicos, artistas e leitores em torno de uma programação diversificada que ultrapassa os limites da literatura, estabelecendo pontes com o cinema, a música, o teatro e o pensamento contemporâneo.


Ao promover o diálogo entre diferentes linguagens artísticas e culturais, a iniciativa reforça a ligação entre Portugal e Itália, oferecendo ao público novas oportunidades para descobrir algumas das mais significativas vozes da criação italiana atual. 


Fonte: Notícias U.Porto

NEFUP promove ciclo de cinema documental sobre a transformação urbana


A 7.ª edição do ciclo 3 lugares, 3 filmes, 3 conversas apresenta na Casa Comum filmes dedicados às cidades de Lisboa, Porto e Coimbra.

 "Salatinas", de Filipa Queiroz,Rafael Vieira e Tiago Cerveira, vai encerrar o ciclo na noite de 22 de outubro. Foto: DR

O ciclo 3 lugares, 3 filmes, 3 conversas, organizado pelo NEFUP – Núcleo de Etnografia e Folclore da Universidade do Porto, regressa à Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto, durante o mês outubro, para a sua sétima edição.


Depois de anteriores incursões por diferentes territórios do país, o ciclo centra-se agora em três das maiores cidades portuguesas, Lisboa, Porto e Coimbra, propondo uma reflexão sobre a memória coletiva, o direito constitucional à habitação e os impactos associados aos processos de requalificação urbana, especulação imobiliária e turistificação.


Através da exibição de três documentários e de conversas com convidados ligados aos projetos apresentados (ver programa), a iniciativa procura criar um espaço de debate sobre as profundas transformações sociais e urbanísticas que moldam as cidades contemporâneas e afetam as comunidades que nelas vivem.


A primeira sessão realiza-se no dia 8 de outubro, às
21h00, com a exibição de O que vai acontecer aqui?, do coletivo Left Hand Rotation.


O documentário acompanha os movimentos sociais que lutam pelo direito à habitação em Lisboa, analisando as tensões geradas pela crescente capitalização do espaço urbano e pelas dinâmicas de valorização imobiliária. O filme aborda um contexto marcado pela intensificação dos conflitos na cidade e pelo questionamento dos modelos de desenvolvimento urbano dominantes. Após o filme abre-se o espaço para o debate com o público.

 O filme “O que vai acontecer aqui?”, produzido pelo coletivo Left Hand Rotation, vai ser exibido na Casa Comum no dia 8 de outubro (Foto: DR)

No dia 15 de outubro, às 21h00, será apresentado o filme Memória Futura, de João Queirós, Leonor Medon, Sara Castro e Vanessa Rodrigues, com a presença de João Queirós, coordenador do projeto Deslocações, no âmbito do qual o documentário foi produzido.


O filme documenta o processo de reconstrução de uma comunidade de memória formada por antigos moradores do Bairro do Aleixo, em Lordelo do Ouro, no Porto, demolido entre 2011 e 2019. A partir da recolha de narrativas de vida e testemunhos de ex-residentes, o projeto procura preservar experiências e histórias frequentemente ausentes dos relatos oficiais sobre a cidade.


Num registo próximo da história oral, Memória Futura oferece uma perspetiva singular sobre as transformações urbanas e sociais das últimas décadas, evidenciando os impactos que os processos de realojamento e mobilidade residencial tiveram nas trajetórias pessoais e coletivas dos antigos habitantes do bairro. Após a projeção, o público poderá participar numa conversa com João Queirós.

O filme “Memórias Futura” documenta os testemunhos de ex-residentes do Bairro do Aleixo, no Porto (Foto: DR)

A última sessão do ciclo acontece a 22 de outubro às 21h00, com a exibição de Salatinas, de Filipa Queiroz, Rafael Vieira e Tiago Cerveira.


O documentário recupera as memórias dos últimos sobreviventes da comunidade que habitava a Alta de Coimbra antes da construção da Cidade Universitária. Através dos seus testemunhos, o filme revisita uma das maiores intervenções urbanísticas realizadas em Portugal, responsável pela expulsão de cerca de três mil pessoas dos seus locais de residência.


Num momento em que questões como os despejos, a dificuldade de acesso à habitação e a segregação social continuam a marcar a atualidade, Salatinas estabelece pontes entre passado e presente, mostrando como certas problemáticas permanecem relevantes. A sessão termina com uma conversa com Tiago Cerveira, um dos realizadores do filme. 

Sobre o ciclo 3 lugares, 3 filmes, 3 conversas


Criado em 2020 na Casa Comum, o ciclo 3 lugares, 3 filmes, 3 conversas, organizado pelo NEFUP, tem afirmado o cinema documental como uma ferramenta privilegiada para promover a reflexão sobre a memória, os territórios e as comunidades portuguesas.


Partindo da missão do NEFUP de recolher, preservar e divulgar o património etnográfico e folclórico nacional, a iniciativa procura aproximar o público de realidades sociais, culturais e históricas frequentemente invisibilizadas, através da exibição de filmes e do diálogo com investigadores, realizadores e protagonistas dos projetos apresentados.


Todas as sessões decorrem na Casa Comum (à Reitoria), às 21h00, e têm entrada livre, ainda que limitada à lotação da sala. 


Fonte: Notícias U.Porto

Música Persa em concerto único no Salão Nobre da Reitoria da U.Porto


O concerto Música Persa: classicismo e contemporaneidade traz tradição e memória cultural persa à U.Porto

Shiraz Ensemble atuam no próximo dia 17 ed outubro às 18h30

Continuando com o seu propósito de divulgar as diferentes culturas mundiais, em particular as tradições musicais com que menos frequentemente existe contacto “ao vivo”, a Universidade do Porto convida o grupo iraniano Shiraz Ensemble a apresentar-se num concerto que explorará as diferentes matizes da música persa – quer na sua forma clássica, quer na expressão contemporânea que dela surge em natural continuidade. O concerto, intitulado Música Persa: classicismo e contemporaneidade, tem entrada livre e terá lugar no Salão Nobre da Reitoria da U.Porto, dia 17 de outubro, sábado, às 18h30.


Para os ocidentais, a grande unidade cultural e política que se situava para além dos territórios otomanos foi durante muito tempo conhecida como “civilização persa”, ocupando um lugar particular na nossa imaginação coletiva. A música persa clássica – baseada no sistema dastgah – é deliciosamente melismática, porventura mais contida na sua expressão em comparação com a exuberância rítmica típica de algumas das secções dos ragas indianos, com os quais algum paralelismo poderá ser estabelecido, assim como com a música árabe baseada no maqam.


Estamos, contudo, perante uma identidade diferente, uma música delicada e de contagiante beleza, por vezes de um carácter meditativo, que encantará todos aqueles que lhe quiserem prestar atenção. E para percebermos a sua singularidade, solicitámos a Sattar Soltanfar e Elham Dorali Beni – núcleo central do Shiraz Ensemble – que, ao longo do concerto, comentassem de forma breve a estrutura das peças que nos vão apresentar, de que também não estão ausentes as novas expressões que a música iraniana tem ganhado.


Sattar Sontanfar é vocalista e multi-instrumentista, especializando-se em dois instrumentos de corda da tradição iraniana, aliás os mesmos que Elham Dorali Beni (também vocalista) igualmente domina. Quer o tar quer o setar são instrumentos de cabo longo da família do alaúde: o tar é um instrumento de três cordas de metal duplas cuja caixa de ressonância em forma em oito (com duas câmaras) a aproxima da guitarra, mas o seu tampo é feito de uma pele esticada, sendo habitualmente tocado com um plectro. O mais antigo setar, com a sua caixa de ressonância em forma de pera, e de um som mais delicado, tem duas cordas simples e uma corda dupla (que serve de bordão) sendo tocado com o índice num movimento de vai-vem, um pouco como sucede na guitarra portuguesa e no sitar indiano que é, aliás, um descendente deste instrumento persa.


Os músicos de Teerão chegam a Portugal vindos de uma digressão que passou por Itália e Alemanha. Sattar Soltanfar é diretor do Instituto Musical Mehrema de Teerão, docente convidado de Música da Universidade de Tecnologia e Ciências Aplicadas de Teerão e especialista nas áreas práticas e teóricas da música clássica iraniana.  


Fonte: Casa Comum U.Porto

Outubro na U.Porto

Para conhecer o programa da Casa Comum e outras iniciativas, consulte a Agenda Casa Comum ou clique nas imagens abaixo.

Rostos, Palavras e Cidade | Exposição

Até 31 OUT'26
Exposição | Arcadas do Edifício Histórico da U.Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui

O Extraordinário no Comum | Exposição 

Até 31 OU'26
Exposição | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações  aqui

3 Lugares, 3 filmes, 3 conversas | VII Ciclo de Documentário Etnográfico 

08, 15 e 22 OUT'26 | 21h00
Cinema, conversa | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Family Film Project | Ciclo de performances Private Collection 

12 OUT'26 | 18h30
Performance | Casa Comum
Entrada Livre. Mais informações aqui

A Música Persa: classicismo e contemporaneidade | Shiraz Ensemble 

17 OUT'26 | 18h30
Música | Salão Nobre
Entrada Livre. Mais informações aqui 

BELLA LETTERATURA – Bienal de Literatura Italiana Contemporânea,

17 OUT a 13 NOV'26 
Programa multidisciplinar | Casa Comum, Salão Nobre e ASCIPDA
Entrada Livre. Mais informações aqui

Em Linha de Conta com Abel Salazar (1909-1940) | Exposição 

10 OUT a 28 NOV'26
Exposição | Fundação Eng. António de Almeida
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui

À margem do dispositivo: o desenho e seus discursos | Conversa 

24 OUT'26 | 15h00
Conversa | Fundação Eng. António de Almeida
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui 

Club di Lettura Italiano 2025 | Clube de Leitura Italiano 2026 

28 OUT e 10 DEZ'26 | 19h00
Literatura | Casa Comum e ASCIPDA
Entrada Livre. Mais informações e inscrições aqui

Maravilhário. Doações ao Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto

De 18 JUN a 20 SET'26
Ciência | Polo Central do MHNC- UP
Entrada Livre. Mais informações aqui

Gemas, Cristais e Minerais

Exposição | Museu de História Natural e da Ciência U.Porto
Entrada Livre. Mais informações aqui 

Corredor Cultural

Condições especiais de acesso dos estudantes do Ensino Superior a museus, monumentos, teatros e salas de espetáculos.
Mais informações aqui

Casa Comum recebe ciclo de performances do Family Film Project


A Casa Comum associa-se ao Family Film Project – 15.º Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória e Etnografia, acolhendo o ciclo performativo Private Collection, no dia 12 de outubro. A entrada é livre.

"Shadow Control", performance de Agnieszka e Artur Janasik (Foto: DR)

A Casa Comum (à Reitoria) da Universidade do Porto junta-se à programação do festival Family Film Project através da apresentação de Private Collection, um ciclo de performances que explora as relações entre memória, arquivo pessoal e criação contemporânea. As três performances decorrem na Casa Comum, no dia 12 de outubro, às 18h30. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.


No cruzamento entre cinema, artes performativas e investigação artística, as obras apresentadas convidam o público a refletir sobre temas como a identidade, a perda, o controlo, a herança familiar e os mecanismos através dos quais as memórias individuais se transformam em património coletivo. Ao longo de uma única sessão, três propostas distintas apresentam diferentes formas de abordar o arquivo enquanto matéria viva, capaz de gerar novas leituras do passado e do presente.

Três propostas para pensar a memória


Na primeira performance, intitulada Antes do Fogo, Tânia Dinis constrói uma narrativa situada entre o documentário e a ficção. Partindo de arquivos familiares parcialmente destruídos pelo fogo, de filmes domésticos e de memórias ligadas ao trabalho industrial e à imigração, a artista procura revelar aquilo que permanece quando o tempo transforma a matéria e a memória.

A sessão de performances começa com “Antes do Fogo”, de Tânia Dinis, às 18h30 (Foto: DR)

A sessão continua com Shadow Control. Nesta proposta performativa, o duo polaco Agnieszka Janasik e Artur Janasik questiona os mecanismos invisíveis do controlo e da influência. Entre gestos repetidos, memórias herdadas e condicionamentos sociais, a obra interroga a fronteira entre liberdade individual e comportamentos aprendidos, convidando o público a refletir sobre as forças que moldam as escolhas humanas.


A tarde encerra com dusty blues, flashes of white. Resultado do encontro entre a música autobiográfica de Diogo Alves Pinto e o universo visual de Rossana Mendes Fonseca, esta performance-concerto combina som, fotografia e imagem em movimento. Histórias de perda, resistência e autodescoberta cruzam-se com um arquivo visual marcado pela fragmentação e pelo desaparecimento, criando uma experiência imersiva sobre a construção da memória e da identidade.


As performances que integram o ciclo Private Collection, têm entrada livre e decorrem no dia 12 de outubro, a partir das 18h30, na Casa Comum, proporcionando uma experiência artística contínua dedicada às relações entre arquivo, memória e identidade.

Sobre o Family Film Project


Na sua 15.ª edição, o Family Film Project – Festival Internacional de Cinema de Arquivo, Memória e Etnografia, produzido pelo Balleteatro, regressa ao Porto entre 12 e 17 de outubro, reafirmando a sua vocação para a exploração dos territórios do arquivo, da memória e da etnografia.


O festival destaca este ano a obra do realizador norte-americano Alan Berliner e apresenta uma programação multidisciplinar que inclui cinema, performances, exposições, video-instalações, masterclasses e oficinas. Mantendo-se fiel aos seus eixos fundamentais, o Family Film Project continua a promover o diálogo entre o público e o privado, o local e o global, o documental e o performativo, explorando formas alternativas de criação e reflexão sobre as imagens e os seus contextos.


O Batalha Centro de Cinema acolherá todas as sessões de cinema e masterclasses. A restante programação distribuir-se-á pela Casa Comum, Rampa, Instituto, Aro Estúdio e Passos Manuel. 


Fonte: Notícias U.Porto

Rodrigo Alzuguir nas Noites no Pátio do Museu


No passado dia 17 de julho, no âmbito das Noites no Pátio do Museu, Rodrigo Alzuguir conduziu o público numa viagem pelo universo criativo de João Bosco e Aldir Blanc, uma das mais brilhantes e influentes parcerias da música brasileira. 


Nesta entrevista, revisitamos alguns dos temas que marcaram a palestra-concerto João Bosco e Aldir Blanc: a reinvenção da canção brasileira desde as histórias por detrás das canções às singularidades de uma obra que transformou a MPB através da sua riqueza musical, literária e humana. 


Acompanhado pelos violonistas Walter Lopes e Yuri Reis, Rodrigo Alzuguir deu vida a um repertório incontornável, celebrando os 80 anos de nascimento dos dois autores e os 50 anos do álbum Galos de Briga, num encontro memorável de música, memória e partilha. 


Reveja neste vídeo, alguns momentos desta conversa e descubra porque continua esta obra a emocionar e a inspirar sucessivas gerações.

U.Porto Press lança livro de homenagem a Cândido da Agra


Obra dedicada ao Professor Emérito da U.Porto será apresentada na Faculdade de Direito a 9 de outubro, no âmbito do “Dia da Criminologia”.

O forte compromisso com a U.Porto, e com o desenvolvimento de áreas científicas como a Criminologia, levaram à concretização deste livro, a ser apresentado numa sessão que assinala os 20 anos da primeira aula de Criminologia na FDUP. (Foto: U.Porto Press)

Obra de homenagem ao Professor Doutor Cândido da Agra é uma coletânea que reúne os contributos de colegas e amigos que se cruzaram com o homenageado em diferentes contextos institucionais, mas também de jovens académicos que o consideram uma referência científica e ética.


São mais de 50 textos selecionados pelos organizadores desta publicação, que destaca o papel determinante de Cândido da Agra em vários domínios, desde a docência, passando pela investigação, até à gestão universitária, designadamente na Faculdade de Direito da U.Porto (FDUP).


“Render homenagem ao Professor Cândido da Agra constitui, para a Faculdade de Direito da Universidade do Porto, um verdadeiro ‘imperativo categórico’, na medida em que a sua ligação à FDUP, para além de umbilical e fundadora, traduziu-se numa intensa e empenhada participação na vida da Faculdade ao longo de mais de duas décadas”, defende Paulo de Tarso Domingues.


O Diretor da FDUP recorda a presença do homenageado em diversos momentos da vida da FDUP, desde a sua génese, em 1995, enquanto membro da sua Comissão Instaladora, aos cargos de Diretor e Presidente do Conselho Científico, que também assumiu, tendo contribuído, “em momentos decisivos, para a afirmação e consolidação da Faculdade no panorama universitário nacional e internacional”.


Esta obra, a mais recente da U.Porto Press, integrada na sua coleção Transversal, será apresentada no Salão Nobre da Faculdade de Direito a 9 de outubro, no âmbito do “Dia da Criminologia”, que assinala os 20 anos da primeira aula de Criminologia na FDUP.


A apresentação está marcada para as 16h00, contando com a presença de José Varejão, Vice-Reitor da U.Porto para a Cultura e Relações com a Sociedade, também responsável pela U.Porto Press, e dos organizadores do livro.


A entrada é livre e gratuita, mediante inscrição prévia.

Cândido da Agra: uma ligação umbilical à FDUPe à criminologia


Para a Comissão Organizadora da Obra de homenagem ao Professor Doutor Cândido da Agra – composta por António Almeida Costa, André Lamas Leite, Carla Cardoso, Sandra Oliveira e Silva, Josefina Castro e Pedro Sousa, atuais e antigos docentes da FDUP –, “este volume celebra a alegria de um percurso partilhado, feito de encontros, aprendizagens e cumplicidades, e a afirmação de um pensamento inspirador que mantém viva a inquietude criadora”.


Assim definem Cândido da Agra: um académico com um percurso “marcado pelo rigor e generosidade intelectuais, e por um compromisso constante com a Universidade [do Porto], que deixou uma marca duradoura nos contextos institucionais que integrou e integra, nas comunidades académicas que ajudou a formar e a consolidar, e nas pessoas com quem tem colaborado ao longo do tempo”.


Destacam o seu “papel pioneiro no estudo dos comportamentos desviantes”, na “afirmação da Criminologia como área científica autónoma na Universidade do Porto” e na defesa de “uma conceção do conhecimento aberta à inovação e ao diálogo entre saberes”.

Esta publicação reúne mais de 50 textos de colegas e amigos que se cruzaram com o homenageado em diferentes contextos institucionais, mas também de jovens académicos que o consideram uma referência científica e ética. (Foto: U.Porto Press)

As disciplinas científicas que atravessam os capítulos deste livro – Criminologia, Direito, Psicologia e Ciências Forenses –, “territórios que se foram articulando ao longo do percurso académico” do Professor Emérito da U.Porto, são a prova da “sua vontade persistente de estabelecer pontes entre saberes, abordagens e níveis de análise, numa perspetiva integradora dos fenómenos humanos e sociais”, afirmam os organizadores.


Paulo de Tarso Domingues aponta o homenageado como “o grande responsável pelo ressurgimento e afirmação, enquanto área autónoma do saber, da Criminologia em Portugal”, em resultado da criação da Escola de Criminologia, da qual foi “o impulsionador”.


O Diretor da FDUP também entende que “o que verdadeiramente distingue o seu percurso é a capacidade de articular, com igual rigor, a reflexão teórica mais exigente e a investigação empírica mais consequente”.


Na obra de Cândido da Agra há “uma tensão fecunda entre a ambição de compreender e a urgência de intervir”, o que, como conclui Tarso Domingues, “será talvez a influência mais perene e a marca de água do seu magistério”.


Obra de homenagem ao Professor Doutor Cândido da Agra está disponível na loja online da U.Porto Press, com 10% de desconto e portes grátis.


Fonte: U.Porto Press

Há novos podcasts no espaço virtual da Casa Comum

12. Paula Queirós

O percurso de Paula Queirós reflete uma carreira dedicada ao ensino, à formação de professores e ao desenvolvimento da pedagogia do desporto. Licenciada em Educação Física pelo então Instituto Superior de Educação Física da Universidade do Porto, atual Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, prosseguiu na mesma instituição o doutoramento em Ciência do Desporto, onde desenvolveu toda a sua carreira académica. Atualmente é professora associada com agregação na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, integrando a área da Pedagogia do Desporto. Ao longo do seu percurso, tem conciliado a docência, a investigação e a intervenção institucional, desempenhando funções de direção e participação em diversos órgãos científicos e pedagógicos da Universidade do Porto. A nível nacional, integra o Conselho Nacional de Educação e, até recentemente, o Comité Olímpico de Portugal, contribuindo para a reflexão sobre a educação física, a formação de professores e o desporto escolar. Distinguida pelo seu contributo para a inovação e a excelência pedagógica, recebeu, entre outros reconhecimentos, o Prémio de Excelência Pedagógica da Universidade do Porto e o Selo INOV PED. Neste episódio do Alumni Mundus – Serviço Público, damos a conhecer um percurso onde o ensino, a investigação e a formação de professores se afirmam como pilares de um compromisso com a educação e o serviço público.

219. /30, Francisco Guita Jr.

“/30”, de Francisco Guita Jr., in As Coisas do Morto, 2024.


143. “Stations of the Elevated”, de Manfred Kirchheimer (1981)

Comentário de Ester Serra (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)

144. “Landscape Suicide”, de James Benning (1986)

Comentário de Luís Cruz (Curso Avançado de Documentário KINO-DOC)

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Porto: Paredes da Cidade – Paisagens Desenhadas pela Objetiva apresentado a 10 de outubro


Livro da autoria do arquiteto e urbanista Mário Mesquita, publicado pela U.Porto Press, será apresentado no Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende, a partir das 17h30. A entrada é livre.

As fotografias selecionadas para este livro reinterpretam a história e marcas do tempo em paredes e edifícios da cidade, através da lente de Mário Mesquita. (Foto: U.Porto Press)

“O desgaste da matéria espelha o desgaste das cidades, dos edifícios, das histórias que por eles passaram”, afirma Sílvia Simões no prefácio de Porto: paredes da cidade – paisagens desenhadas pela objetiva .


 Nas imagens que compõem este livro – que, segundo a docente da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (FBAUP) e investigadora do Instituto de Investigação em Arte, Design e Sociedade(i2ADS), “convidam o espectador a uma leitura quase táctil” –, o foco está nas diferentes texturas e camadas que marcam as paredes de edifícios do Porto.


E foram aquelas texturas que o autor, Mário Mesquita, explorou com a sua máquina fotográfica, construindo “uma verdadeira gramática da superfície”. Nesse sentido, “cada mancha, cada falha, cada sobreposição de camadas funciona como sinal do tempo, alterado pelo clima e pelos gestos humanos que, ao longo dos anos, pintaram, rasparam, remendaram e abandonaram”, defende Sílvia Simões.


A apresentação de Porto: paredes da cidade – paisagens desenhadas pela objetiva  – uma edição da U.Porto Press, com o apoio do Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende e da UNICEPE – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL – está marcado para 10 de outubro, a partir das 17h30, nas instalações da Fundação (auditório).


O evento integrará, também, a inauguração da exposição homónima, que ficará patente até 28 de novembro.

A apresentação da obra, inserida na coleção Atelier da Editora da U.Porto, bem como a inauguração da exposição, ficarão a cargo do arquiteto Joaquim Magalhães, Presidente do Conselho de Administração da Fundação.


A entrada é livre.

“Um gesto de abstração”, pela lente de Mário Mesquita


Para Joaquim Magalhães, em Porto: paredes da cidade – paisagens desenhadas pela objetiva o arquiteto e urbanista Mário Mesquita “propõe-nos um olhar que ultrapassa a mera captação do real”, na medida em que “as superfícies urbanas da cidade do Porto (muros, fachadas, cicatrizes do tempo), tornam-se campo de inscrição onde luz, sombra e matéria constroem uma narrativa visual que aproxima fotografia e desenho numa mesma tradição artística”.


Assim, avança que o livro convida à redescoberta “da paisagem urbana como superfície sensível e poética”, sendo que a objetiva se transforma “em lápis de luz e a cidade em papel onde o tempo deixa a sua marca”.


Referindo-se às fotografias de texturas de paredes do arquiteto e urbanista Mário Mesquita, Sílvia Simões destaca “uma forma singular de pensar e sentir o espaço”: a “imagem macro”, que no seu entender “transforma a superfície arquitetónica num lugar de revelação”.


Revelação porque, “ao aproximar o olhar da superfície dos muros, o fotógrafo desloca a parede da sua função utilitária, convertendo-a num território sensível, onde o menor detalhe ganha a dimensão de acontecimento visual”.


O centro da imagem é, assim, ocupado por aquilo que habitualmente passa despercebido, como “uma mancha de humidade, uma rachadela ou restos de tinta”.

PORTO: PAREDES DA CIDADE – PAISAGENS DESENHADAS PELA OBJETIVA é uma edição da U.Porto Press, com o apoio do Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende e da UNICEPE – Cooperativa Livreira de Estudantes do Porto, CRL (Foto: U.Porto Press)

“Nestas imagens, a aproximação macro não é apenas um recurso técnico. É um gesto de abstração”, afiança a docente da FBAUP, em que Mário Mesquita “altera a leitura do edifício e propõe uma outra história”.


Neste âmbito, a também investigadora do i2ADS fala numa “recodificação da imagem”, que ocorre quando o fotógrafo afasta “o olhar da função prática da parede” e se foca “nos seus detalhes mais íntimos”, transformando “aquilo que é comum e utilitário em signo visual, alterando o seu significado”.


Em suma, para Sílvia Simões as imagens deste livro são “ensaios visuais sobre como o tempo escreve na arquitectura e sobre como o olhar pode reinventar o banal, transformando o quotidiano em espaço de contemplação e descoberta”.


Também o próprio autor apresenta estas imagens como reinterpretações do espaço. Quando “as interrupções, as irregularidades, as quebras, os rasgos, as diferentes tonalidades” são “destacadas do entorno”, sugerem “múltiplas interpretações do seu significado, significante, forma e conteúdo”. Suscitam a imaginação de quem as contempla.


“São pinturas, desenhos que não existem por si, mas apenas porque foram enquadrados”, revela Mário Mesquita, assumindo tratar-se de uma “visão artística de algo que, objetivamente, não o é sem o refinar estético da nossa imaginação”.


“Este ensaio é uma criação, uma invenção de algo que, na realidade, não existe assim e cuja materialidade original nada tem a ver com o resultado final do que aqui se fixa”, conclui o autor.


Porto: paredes da cidade – paisagens desenhadas pela objetiva está disponível na loja online da U.Porto Press, com 10% de desconto e portes grátis.


Fonte: U.Porto Press

Alunos Ilustres da U.Porto

Emídio Guerreiro

Emídio Guerreiro (1899-2005)

Emídio Guerreiro nasceu em Guimarães a 6 de setembro de 1899, filho de um militar e de uma doméstica. Devido às influências republicanas do seu pai, cedo se afirmou como republicano e defensor da liberdade, tendo-se alistando no exército para combater na Primeira Guerra Mundial. Acabou por não ser enviado, voltou a estudar e entrou na Universidade do Porto no curso de Matemática da Faculdade de Ciências.


Fez parte do Orfeão Universitário, presidiu à Associação Académica do Porto e pertenceu ao grupo de teatro da sua faculdade. A 3 de fevereiro de 1927, insurgiu-se contra a ditadura militar. Aderiu à Maçonaria em 1928 e colaborou com o semanário portuense a Humanidade (1929-1931).

Em 1931 foi nomeado professor assistente de Cálculo Diferencial na Faculdade de Ciências, onde trabalhou com Gomes Teixeira, mas devido aos seus ideais políticos, foi demitido passado 3 meses.


Em 1932 foi preso pelo manifesto onde insultava o Presidente da República, Óscar Carmona. Foi mandado para o Aljube, e de lá, conseguiu fugir para o Algarve e depois para Espanha. Exilou-se em Madrid junto dos opositores ao regime e mais tarde foi professor na Galiza; com o início da guerra civil espanhola, fugiu para França.


Depois, regressou a Espanha onde combateu ao lado dos republicanos. Com a derrota destes, voltou a fugir para França. Aqui chegado, foi internado num campo de concentração para comunistas e republicanos da guerra civil. Após o início da Segunda Guerra Mundial, fugiu e alistou-se na Resistência Francesa, tendo combatido com os maquis contra as forças nazis.


Depois da guerra instalou-se em Paris, foi professor liceal de matemática e criou o Comité para a Defesa das Liberdades em Portugal, com vista a denunciar os crimes do governo português. Em 1959, tomou contacto com o General Humberto Delgado, tomando-se supostamente seu representante em Paris. Após o desaparecimento de Delgado, foi um dos que alertou os meios de comunicação internacionais. 


Participou no processo de acusação espanhol para averiguar as causas do crime. Em 1967, Emídio Guerreiro, Palma Inácio e outros formaram a L.U.A.R, uma organização revolucionária com o objetivo de combater o regime salazarista.


Com o 25 de Abril de 1974 regressa a Portugal, onde aderiu ao PPD de Francisco Sá Carneiro; no ano seguinte, com a doença e ausência do líder no estrangeiro, foi nomeado secretário-geral substituto, cargo que desempenharia com grande vivacidade apesar dos seus 76 anos. Mas logo no final desse ano saiu do PPD em desacordo com o projeto de Sá Carneiro. Em 1976 abandonou a vida política, e a partir deste ano, passou a levar uma existência mais calma e retirada.


Em 1980 foi condecorado Comendador da Ordem da Liberdade pelo Presidente da República Ramalho Eanes. Em 1999, por altura do seu centenário, foi condecorado pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Grã-Cruz da Liberdade.


Emídio Guerreiro faleceu no dia 29 de junho de 2005, em Guimarães, com 105 anos.



U.Porto - Antigos Estudantes Ilustres da Universidade do Porto: Emídio Guerreiro

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