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CASAS PARA TODOS - a partir de 18 outubro '25, 15h00
CAUSA PÚBLICA - até 2 de novembro '25
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“A arquitectura deve ser vista como um fenómeno social ou, se quisermos, como um serviço. É nela que habitamos, trabalhamos, sofremos ou nos divertimos. A arquitectura é espaço de vida, no seu centro está o ser humano.”
No próximo dia 18 de outubro, às 15h00, e na presença do Secretário de Estado da Cultura, Dr. Alberto Santos, vai inaugurar CASAS PARA TODOS, a segunda das três exposições organizadas no contexto do programa de celebração dos 100 anos do nascimento do arquitecto José Carlos Loureiro, LOUREIRO 100, num espaço também por si projetado, o Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende.
Uma parte substancial da obra de José Carlos Loureiro e do Atelier GALP foi dedicada ao desenho de edifícios de habitação unifamiliar e colectiva. Da modernidade bauhausiana dos projectos iniciais, patente na Casa de Valbom, passando pelas aaltianas variações contextualistas que incluíam a tradição construtiva local, até às experiências finais de influência wrightiana e miesiana, muitas foram as linguagens utilizadas, retrato tanto da activa longevidade de Loureiro como do cosmopolitismo da arquitectura portuguesa contemporânea. Os projectos de habitação colectiva, onde se exploram diferentes escalas e materiais, distintos modos de habitar e variadas tipologias, procuram, em muitos casos, também ‘fazer cidade’, desenhando jardins ou pátios comuns, ruas internas ou acessos generosos. O título da exposição CASAS PARA TODOS remete, assim, para o ideal moderno de construir para ‘o maior número’, de que o emblemático Edifício Parnaso será exemplar, mas igualmente para a variedade de destinatários e de formas de organização do espaço doméstico desenvolvidas.
Nesta mostra estarão em destaque 18 obras representativas da produção de José Carlos Loureiro e do Atelier GALP referentes aos projectos de habitação unifamiliar e colectiva. Desenhos, fotografias originais do arquitecto ou de fotógrafos por si contratados, mas igualmente maquetas propositadamente produzidas para a exposição, fazem parte do conteúdo, de forma a melhor explicitarem a qualidade formal e compositiva dos edifícios.
Com curadoria e programação de Joaquim Vieira de Magalhães e Luís Martinho Urbano, a exposição CASAS PARA TODOS decorre até 24.01.2026, de segunda-feira a sexta-feira das 9h00 às 18h30 e aos sábados das 14h30 às 17h30. Entretanto, igualmente com curadoria destes dois arquitectos e até dia 2 de novembro, no Fórum da Maia, ainda poderá visitar a exposição CAUSA PÚBLICA, que tem a sessão de lançamento do Catálogo da Exposição agendada para 30 deste mês.
LOUREIRO 100 é uma iniciativa conjunta da Fundação Marques da Silva, do Lugar do Desenho – Fundação Júlio Resende e da Câmara Municipal da Maia, com o apoio da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea, Direcção Geral das Artes, Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto e Ordem dos Arquitectos. Inclui exposições, conferências, visitas e a publicação de um livro com a sua vasta obra.
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LEWERENTZ DIVINE DARKNESS
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com Sven Blume, José Fernando Gonçalves e Luís Martinho Urbano Fundação Marques da Silva • 17 outubro, 21h30
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No dia 17 de Outubro, às 21.30, o filme LEWERENTZ DIVINE DARKNESS, de Sven Blume, será exibido na Fundação Marques da Silva, seguindo-se uma conversa com o realizador, moderada por José Fernando Gonçalves e Luís Martinho Urbano.
Sigurd Lewerentz (1885–1975) é internacionalmente reconhecido como um dos maiores arquitetos da Suécia. No entanto, devido à sua aversão à exposição mediática, nunca deu qualquer entrevista, e a sua vida e obra estiveram durante muito tempo rodeadas de mistério. Recentemente, um arquivo inédito de gravações em filme e áudio de Lewerentz foi encontrado numa cave em Lund, e são estas gravações que constituem a base do documentário LEWERENTZ DIVINE DARKNESS, um retrato único dessa figura enigmática da arquitetura do século XX, cuja obra tem influenciado sucessivas gerações de arquitectos.
A exibição deste documentário, com 1h 10 minutos de duração, no Porto, tornou-se possível graças a uma parceria entre a Fundação Marques da Silva, o Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra e o Docomomo Portugal.
Entrada livre, sujeita à lotação do espaço. (ver +)
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DIA DO VIZINHO #12 Biblioteca Popular Pedro Ivo
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Fundação Marques da Silva: visitas e um "entrevizinhos" com Domingas Vasconcelos - 19 outubro '25, a partir das 10h00
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A equipa do Museu e Bibliotecas do Porto, no próximo dia 19 de outubro, domingo, vai dinamizar mais um DIA DO VIZINHO, propondo, nesta 12.ª edição, um programa desenhado a partir da Biblioteca Popular de Pedro Ivo, um espaço singular e icónico do Jardim da Praça Marquês de Pombal, projetado por Bernardino Basto Fabião, um antigo discípulo de José Marques da Silva. E foi nesta Praça portuense que José Marques da Silva construiu, viveu e manteve o seu Atelier, desde 1914, em casas onde hoje se encontra sediada a Fundação que transporta o seu nome.
Como não poderia deixar de ser, também a Fundação Marques da Silva se associa a esta celebração "entrevizinhos". Assim, às 10h00, abrirá extraordinariamente as suas portas a todos aqueles que queiram visitar a exposição MARQUES DA SILVA: RETRATO DE UM ARQUITETO ou passear pelos seus jardins. E aqui, às 10h30, a Arquiteta Domingas Vasconcelos fará uma breve abordagem ao percurso de Marques da Silva e à história destas casas, uma história que remonta ao Largo da Aguardente, anterior à própria Praça e à construção do jardim público, onde se encontra instalada a Biblioteca de Pedro Ivo, sobre cujo projeto e autor também falará. Esta iniciativa é de acesso livre e gratuito, mas tem um limite máximo de 20 participantes, pelo que requer inscrição prévia através de formulário próprio.
A Fundação Marques da Silva encerra as suas portas às 12h00, mas há muito a acontecer ao longo deste dia. Consulte a programação geral aqui
Fotografia: © Fundação Marques da Silva, Telma Dias.
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LOST CAUSES "Concurso Política"
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Mesa-redonda #6 António Benjamin, Inês Lobo, Pedro Baganha, Pedro Campos CostaFundação Marques da Silva • 23 outubro '25
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Concurso Política é a última das seis mesas-redondas organizadas no contexto do projeto LOST CAUSES. Vai acontecer no dia 23 de Outubro, às 18.00, na Fundação Marques da Silva, reunindao a presença dos arquitetos António Benjamim Costa Pereira, Inês Lobo, Pedro Baganha e Pedro Campos Costa.
LOST CAUSES, da autoria de Tiago Antero e João Manuel Miranda, organiza-se em três momentos: seis mesas-redondas, uma publicação e uma exposição. Procura realçar uma faceta da arquitetura simultaneamente inquietante e deslumbrante, ao apresentar uma coleção de projetos no território português, não construídos, que foram submetidos a concursos e cuja condição não vencedora os torna ´invisíveis`. Ideias esquecidas e circunscritas que não só revelam uma prática de trabalho intenso e subvalorizada como também a intrincada interação entre a visão artística, o potencial espacial e as restrições da realidade sobre o tema ´habitação`. Estas visões não concretizadas, muitas vezes nascidas de períodos de trabalho intenso, possuem, ao sabor do mistério da possibilidade, um fascínio inegável – digno de ser ´celebrado`. No fundo, a intenção demonstra-se como uma evidente pertinência e intitula-se que não há, verdadeiramente… Causas Perdidas (Lost Causes). ver+
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