E SE?...
constelações de modos de viver o espaço urbano
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debate (dia 18) • visita guiada e oficina para crianças (dia 20)
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A exposição E SE?... constelações de modos de viver o espaço urbano continua a ser um território privilegiado de pensamento e de diálogo, tantas são as perspetivas de leitura que pode motivar. Realizada que foi, no final do mês de maio, uma primeira visita guiada por Tiago Castela, um dos curadores, e por Max Kahlen, autor do projeto expositivo, em junho, propõem-se já novos e estimulantes encontros: um debate, uma visita guiada e uma oficina para crianças entre os 6 e os 12 anos.
- Quinta-feira 18, às 18h30, será o momento de três arquitetas que têm vindo a refletir sobre a cidade e que, de uma ou de outra forma, se encontram envolvidas em iniciativas com impacto na forma de vivenciar e modelar o espaço público, Magda Seifert, Rute Nieto Ferreira e Teresa Cálix, partilharem as suas ideias sobre «O Porto Futuro: que espaços públicos?». A moderar o debate estará Fátima Vieira, presidente da Fundação Marques da Silva e cocuradora da exposição. E queremos muito que venha assistir e participar numa conversa sobre esta cidade em que vivemos!
- E logo a concluir a semana, sábado, dia 20, lançamos uma proposta dupla: às 15h30, começa uma visita guiada por Álvaro Domingues, ou seja, está garantida uma visão bem pertinente e observações sempre perspicazes e inesperadas sobre a matéria que dá corpo a este projeto expositivo. Mas se tiver crianças entre os 6 e os 12, traga-as consigo, pois entre as 15h00 e as 17h00, enquanto decorre a visita, elas podem participar na construção do «Jardim das cidades imaginadas». Acompanhadas por Vanessa Espínola, as crianças serão desafiadas, também elas, a pensar em «modos de viver», de «prolongar», de «atravessar» e de «encenar» a cidade. Ou seja, vão dizer-nos como imaginam a cidade do futuro através do desenho, da escrita e da voz, que ficará também gravada através do recurso a um dispositivo sonoro. Os seus testemunhos serão depois simbolicamente plantados no Jardim da Fundação onde passarão a poder ser visitados como um prolongamento da própria exposição.
Nota: Como a participação nesta Oficina tem um número máximo de 15 participantes pedimos aos interessados que inscrevam previamente as crianças. Basta enviar um email para fims@reit.up.pt (assunto «Jardim das cidades imaginadas»), indicando o nome e idade de quem vai participar. A participação é gratuita e os materiais são cedidos pela organização.
Sobre a programação complementar a esta exposição: ver +
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visitas guiadas • oficina de papel • 20.06.'26
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No próximo dia 20 de junho, sábado, concluir-se-á o ciclo de visitas guiadas programado no contexto da exposição internacional FRONTISPIECE | PRECIPICE.
Como tem vindo a acontecer, também esta terceira visita se inicia às 15h30, no átrio do Teatro Nacional São João, local onde se encontra instalado um fragmento, um frontispício de papel que se afirma como um desdobramento, como uma presença encenada, como uma peça que rasga as fronteiras físicas da exposição e que, ao longo destas visitas, enquanto dispositivo de representação, a antecipa. Daqui se seguirá então para o Palacete Lopes Martins, para uma breve passagem pelo espaço onde temporariamente dialogam múltiplos autores, geografias, formas e materiais associados à gravura, entretanto acompanhados do que resulta de outros gestos performativos que o atravessaram e lhe aportaram novos significados. Mas cada visita tem vindo a obedecer a um programa distinto de ativação. Para esta, a terceira e última, o ponto de chegada deixará de ser a exposição em si, esse espaço onde se cruzam gravura, arquitetura e poesia, mas sim o Laboratório de Papel situado na rua Visconde de Setúbal, esse logradouro onde a ideia de Frontispiece/Precipice foi começando a articular-se, a ganhar forma. Neste dia, sob orientação da curadora, Graciela Machado, e com três artistas que aí se encontrarão a produzir obra, Claudia Amandi, Ana Torrie e Célia Bragança, será não só possível aos participantes entrar nos bastidores da exposição, nessa zona de invisibilidade vital para o trabalho apresentado no espaço expositivo, como in situ acompanhar e participar na reativação de antigos processos de impressão na perspetiva de uma prática artística contemporânea.
O acesso é livre e gratuito, pelo que terá apenas comparecer no átrio do TNSJ à hora prevista.
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apresentação de livro • Fundação Marques da Silva • 19.06.'26
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Experiência urbanística e social única, as Operações SAAL tiveram início no pós-25 de Abril. A coleção Cidade Participada: Arquitectura e Democracia regista e documenta este processo de características ímpares, traça o perfil das populações envolvidas e reflete sobre a diversidade e as consequências desta imensa iniciativa arquitetónica e democrática.
O objeto deste volume, coordenado por Carlos Machado e Paulo Providência, é o Bairro do Pego Longo, um processo SAAL que teve lugar na fronteira entre os concelhos de Sintra e Oeiras. Bartolomeu da Costa Cabral, o arquiteto responsável, via no SAAL a virtude de uma participação efetiva das populações, ouvindo as suas aspirações e os seus desejos. O papel do arquiteto consistia então em traduzi-los fielmente, tomando em linha de conta as referências, no «estudo de situação» — que, pela sua importância, é aqui publicado integralmente —, a um arraigado sentimento de ligação à periferia urbana, à pequena escala doméstica das hortas e da «vivenda», à riqueza espacial do indeterminado e diverso.
A partir de uma vasta seleção arquivística, da visita ao local e de conversas com o autor do projeto, o presente livro, o sexto desta coleção editada pela Tinta da China, regista o seu estado atual, a permanente necessidade de adaptação e as particularidades do caso de Pego Longo. Será agora apresentado na Fundação Marques da Silva, uma das entidades apoiantes deste projeto editorial, no próximo dia 19, às 18h30. A sessão conta com as intervenções de Alexandre Alves Costa, Ana Catarina Costa, Luís Martinho Urbano e dos seus coordenadores.
A entrada é livre, sujeita à lotação do espaço.
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FESTIVAL DE MÚSICA ANTIGA
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XI edição • Fundação Marques da Silva • de 26.06 a 03.07.'26
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O Festival de Música Antiga da ESMAE vai regressar à Fundação Marques da Silva para a sua XI edição.
Reafirmando-se como um dos momentos mais importantes do calendário académico e artístico do Curso de Música Antiga da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), este Festival assinala o culminar do trabalho desenvolvido ao longo do ano letivo pelos estudantes do curso, apresentando ao público os resultados da sua formação nas áreas instrumental, vocal e de música de câmara. Constitui, assim, uma oportunidade privilegiada para conhecer o trabalho artístico e pedagógico desenvolvido pelos estudantes e docentes da ESMAE, num encontro entre talento, conhecimento, investigação e prática musical historicamente informada. Os vários recitais terão como cenário o auditório do Palacete Lopes Martins, um espaço de elevado valor patrimonial e arquitetónico, cuja beleza singular se alia a uma forte tradição cultural, pois, durante o período em que foi vivido como residência privada, o palacete acolheu numerosos saraus musicais, uma memória que encontra agora renovada expressão através deste festival.
Em breve será disponibilizado o programa desta XI edição.
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de Porta(s) de Passagem aos mais recentes lançamentos
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A 27 de maio abriram-se múltiplas «porta(s) de passagem» na Fundação Marques da Silva. Nesse dia, deu-se a conhecer o catálogo da exposição Frontispiece | Precipice através de um acto performativo do grupo Pure Print Archeology que estendeu ao momento e ao novo livro a artisticidade imanente à própria exposição. Partindo de frases retiradas de poemas de Pedro Eiras, através de pequenos gestos, ritualizados, do silêncio, desenharam novas formas de relação com o espaço. O livro, pedra angular deste projeto, está agora disponível a todos, partilhando, entre a palavra escrita e um amplo conjunto de imagens, caminhos de entendimento do longo processo subjacente à exposição.
Concluída a performance, foi a vez de a Presidente da Fundação, Fátima Vieira, mostrar outras formas de ativar a relação com as casas, com a Fundação, com o seu arquivo. Fez o balanço não de um, mas sim de 8 anos nesta instituição, e assinalou o momento com a apresentação de uma coleção de postais que sinaliza, um a um, todos aqueles que tomaram a decisão de aqui entregar os seus acervos, a memória documental das suas vidas profissionais. Ficou também disponível, desde este dia, em formato visual e impresso, o Relatório de Atividades e Gestão de 2025, bem como o Suplemento onde se reúnem as histórias publicadas ao longo desse ano sobre os nossos Arquitetos. Com o olhar ancorado no futuro, foi ainda anunciada a próxima doação, o acervo do Arquiteto Guilherme Guimarães, sobre o qual, em breve daremos mais informação.
Entretanto, e com o apoio da Fundação Marques da Silva, saíram mais dois novos títulos: consultável online, o n.º 16 da Revista Histories of Postwar Architecture, «In the Margins: Italy Portugal» onde, entre o muito que há para descobrir, se publicam artigos sobre Fernando Távora e Alcino Soutinho; e A Casa do Círculo: Evolução Histórica e Arquitetónica, um livro coordenado por Armando Malheiro, Carla Garrido de Oliveira e Ernesto Português, onde se conta a história de uma casa que, sendo património da Universidade do Porto, tem inscritos os nomes de José Marques da Silva e Fernando Távora. Ainda a tempo de constar neste elencar de novos livros e textos, saiu também um primeiro artigo, da autoria de Pedro Bismarck, dedicado a Sergio Fernandez, publicado na plataforma digital Stones against Diamonds, «Sergio Fernandez - in memoriam».
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