E SE?...

constelações de modos de viver o espaço urbano

programação paralela e outras informações

Em junho, no contexto da exposição E SE?... constelações de modos de viver o espaço urbano, houve uma conversa com Magda Seifert, Rute Nieto Ferreira e Teresa Cálix, moderada por Fátima Vieira, sobre «O Porto Futuro: que espaços públicos?», uma visita guiada à exposição por Álvaro Domingues e, para os mais pequenos, uma oficina orientada por Vanessa Espínola«O Jardim das cidades imaginadas».

A primeira, a defender a necessidade de alianças entre grupos de portuenses interessados em participar no redesenhar de ruas que desafiem um quotidiano citadino dominado pelas deslocações em automóvel; a segunda, para mostrar como os paradigmas sobre as cidades se foram gradualmente redefinindo, transformando e complexificando, em intrínseca ligação com a forma como as temos vindo a habitar. A partir dos projetos expostos falou-se ainda do sistema de referências que foi marcando o sentido mais ou menos onírico contido nos projetos expostos e como a imprevisibilidade do tempo presente condiciona gestos de planeamento futuro; quanto às crianças, depois de uma visita à exposição, soltaram a sua imaginação fantasiando sobre a cidade, sobre formas de a atravessar, de nela viver, de a encenar, assim prolongando a exposição através de uma instalação que pode continuar a ser visitada e ampliada.

Neste mês de julho, a exposição expande-se para os espaços virtuais. Todas as quartas-feiras sairá um destaque (no site e em facebook) sobre um documento exposto, seja ele um desenho, um texto ou um registo fotográfico, escolhido por Rui Roque, estudante do Curso de Gestão do Património Cultural, da Escola Superior de Educação do IPP. Um olhar exterior ao domínio da Arquitetura, mas de quem acompanhou o processo de concepção e montagem do projeto expositivo, que pretende estabelecer um diálogo com os potenciais visitantes. 

Aproveitamos para informar que esta exposição, com curadoria de Tiago Castela e Fátima Vieira, estará encerrada ao público durante o mês de agosto, reabrindo em setembro com a promessa de um novo encontro, já em preparação. ver +

FRONTISPIECE | PRECIPICE

prolongamento até ao final de setembro

A 20 de junho, houve nova caminhada entre o TNSJ e a Fundação Marques da Silva, a terceira organizada  no contexto da exposição internacional FRONTISPIECE | PRECIPICE. 

O grupo reunido no átrio do Teatro — onde se encontra instalado um fragmento, um frontispício de papel que se afirma como um desdobramento, como uma presença encenada que rasga as fronteiras físicas da exposição — acompanhou Graciela Machado, Marta Belkot e Noémia Herdade Gomes num percurso pedonal até ao Palacete Lopes Martins Fundação. Só que, desta vez, depois de uma breve passagem pelo espaço expositivo, seguiram em direção a Visconde de Setúbal para ficar a conhecer e explorar o Laboratório de Papel que aí se encontra em funcionamento. Neste local, puderam ainda conhecer e presenciar o trabalho em tempo real das artistas Claudia Amandi, Ana Torrie e Célia Bragança, assim como ouvir Jorge Marques falar da obra que apresentou na exposição.

Este percurso deveria assinalar o encerramento da exposição FRONTISPIECE | PRECIPICE, mas o interesse que tem vindo a registar levou ao seu prolongamento. Ficará agora patente ao público até ao final do mês de setembro. ver+

Construir Vizinhança

entre Festivais e oficinas

Pelo terceiro ano consecutivo, a Fundação Marques da Silva acolheu o Festival de Música Antiga da ESMAE. O mesmo é dizer que entre 26 de junho e 3 de julho a Arte dos Sons tomou conta do Palacete Lopes Martins, fazendo renascer memórias de outras vidas que por este espaço passaram. Foram 18 recitais, com um reportório situado entre a Idade Média, o Renascimento e o Barroco, a atravessar as áreas instrumental (flauta, cravo, violino, violoncelo e viola da gamba), vocal e de música de câmara, executado por estudantes do Curso de Música Antiga da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo. O ambiente foi de festa e prometem voltar para o ano. (ver+)


Já durante os primeiros dias de julho, a Compassio fez-nos chegar um vídeo onde se revisita a segunda edição do Festival do Luto que, este ano, também passou pela Fundação Marques da Silva. Mais uma iniciativa e mais uma colaboração que traz promessas de continuidade futura. (ver+
 

Entretanto, os oito membros do grupo Viver a Fotografia, formado por António Ferreira, da Universidade Popular do Porto, percorreram e fotografaram livremente os espaços públicos da Fundação Marques da Silva. Do que resulta dessa passagem e do trabalho realizado, daremos em breve notícia.


Hoje mesmo, 13 julho, chegam as crianças do Colégio da Paz, para uma série de oficinas arte.descoberta desenhada a partir da exposição E Se?...constelações de modos de viver o espaço urbano. Por cá estarão durante 4 dias de desafiantes experiências orientadas por Ricardo Silva. 

fora de portas

Álvaro Siza: Time Designs Architecture
Hall Ségur da UNESCO, Paris

Comissariada por Teresa Cunha Ferreira, Luís Martinho Urbano, João Pedro Xavier e José Miguel Rodrigues, a exposição percorre a obra de Álvaro Siza e assinala a projeção internacional alcançada ao longo de cerca de sete décadas de atividade profissional.

Entre fotografias, mapas, plantas, desenhos e filmes que documentam alguns dos projetos mais significativos deste arquiteto, foi destacada a sua visão arquitetónica singular, marcada pela sensibilidade ao contexto, pela escala humana, pela continuidade cultural e pelo diálogo entre tradição e modernidade.

Inaugurada a 25 de junho, no Hall Ségur da sede da Unesco, em Paris, esteve patente ao público até 1 de julho. Uma iniciativa que contou com o apoio da Fundação Marques da Silva. (ver+)

Habitar Portugal 1974-2024
Casa das Cadleiras, Coimbra

Esta exposição dedicada à divulgação da arquitetura portuguesa contemporânea inaugurou a 22 de junho passado, na Casa das Caldeiras, em Coimbra.

Inicialmente inaugurada no Centro de Arquitetura – Garagem Sul / CCB, no âmbito da 7.ª edição do projeto Habitar Portugal, esta mostra adopta agora uma nova configuração: mantém os três eixos temáticos definidos pela equipa curatorial — Alexandra Saraiva, Célia Gomes e Rui Leão —, mas concentra-se num conjunto de 10 projetos que evidenciam a diversidade de programas, escalas e contextos presentes no território da região Centro.

A exposição, que contou com o apoio da Fundação Marques da Silva, pode ser visitada até 16 de setembro. (ver+)

à volta dos livros

Um destes dois livros, o sexto da coleção Cidade Participada: Arquitectura e Democracia, coordenado por Carlos Machado e Paulo Providência, regista e documenta o processo SAAL que teve lugar na fronteira entre os concelhos de Sintra e Oeiras, o Bairro do Pego Longo, com  Bartolomeu da Costa Cabral como arquiteto responsável; o outro, Fuga Para o Tempo Presente — O Leve Poder da Lua Apenas Queima os Olhos, funciona como um desdobramento teórico e visual de um processo de criação desenvolvido por Joana von Mayer Trindade e Hugo Calhim Cristovão. Abordando a dança como impermanência, fragilidade e resiliência, este livro-objeto integra o contributo de um grupo alargado de pensadores e artistas, tem design gráfico de Matilde Santiago e foi editado conjuntamente pelo Instituto de Filosofia da Universidade do Porto: Grupo de Investigação Raízes e Horizontes da Filosofia e da Cultura em Portugal e pela Nuisis Zobop - Ass. Cultural de Criação, Investigação e Formação no Domínio das Artes Performativas.

Não obstante a sua autonomia disciplinar ou a sua natureza distinta enquanto projeto editorial, estes dois livros têm na Fundação Marques da Silva um território de comum interesse e partilha, seja na colaboração presente num e noutro caso, seja no facto de ambos terem sido apresentados neste espaço: o primeiro, numa conversa entre os coordenadores e Ana Catarina Costa e Luís Urbano que, na altura, projetou ainda um vídeo inédito de Bartolomeu Costa Cabral; o segundo, no contexto da segunda edição das Conversas Temáticas Interartes e Interdisciplinas, com a participação dos dois criadores e Pedro Bandeira, Nuno Matos Duarte e Carla Barros. Este último livro, encontra-se agora dsponível para investigadores na Biblioteca Corrente da Fundação. Quanto ao primeiro, uma edição da Tinta da China, pode igualmente ser adquirido em loja.
 

Ainda para a Biblioteca Corrente da Fundação, chegou uma oferta da Casa da Arte e da Ciência Elise Seyarich: o Boletim: Liberdade. Igualdade. Fraternidade e, da autoria de Alberto Teixeira Ribeiro, A Minha Arca de Nóe e Folhas Soltas: Pedaço de Uma Vida. Igualmente disponível para leitura na Biblioteca Corrente esta o Boletim oferecido pela Associação Cultural do Porto, Camilo Castelo Branco: Bicentenário do seu Nascimento.

ACONTECEU

20 de junho '26
encontros
DIÁLOGOS SOBRE O LUSO #3: habitação e quotidiano. Decorreu o último de três encontros dirigidos aos moradores do Conjunto Habitacional do Luso. A iniciativa, coordenada por Luciana Rocha, inseriu-se num processo participativo de reflexão sobre Património, Eficiência e Conforto. (ver+)

 

23 de junho '26
lançamento de livro
ARTE EM PORTUGAL NO SÉC. XIX/ARTE EM PORTUGAL NO SÉC. XX. A reedição deste livro de referência de José-Augusto França, pela INCM contou com o apoio da Fundação Marques da Silva. Na sessão de apresentação, que decorreu no Grémio Literário, em Lisboa, estiveram presentes Manuel França Perroud, Guilherme d'Oliveira Martins, Raquel Henriques da Silva, Luís Filipe Castro Mendes e Duarte Azinheira. (ver+)

 

24 de junho '26
apresentação de fanzine
ARQUITECTAS DA LIBERDADE. A fanzine que reúne todos os conteúdos que deram forma à exposição, que também passou pela Fundação, foi lançada no espaço BOTA (Base Organizada da Toca das Artes), em Lisboa. A publicação, que não será comercializada, será disponibilizada em bibliotecas, instituições e ficará em breve acessível em versão digital. 

 

29 de junho '26
prémio
COMITÉ INTERNACIONAL DE CRÍTICOS DE ARQUITECTURA entregou dois prémios na categoria edição a André Tavares, um por Vitruvius Without Text: The Biography of a Book e outro pelo livro Architecture Follows Fish. Na categoria Jornalismo, foram ainda premiados artigos de Luís Santiago Baptista, Vítor Alves e Carlos Machado; e ainda Pedro Baía, que recebeu uma menção honrosa. (ver+)

30 de junho '26
prémio & congresso
MEDALHA DE OURO UIA 2026. Numa cerimónia que decorreu na Sagrada Família, em Barcelona, o arquiteto Eduardo Souto de Moura foi agraciado com a mais alta distinção concedida pela UIA. (ver+)

 

5-6 de julho '26
visitas
OPEN HOUSE: Pentimenti. Esta edição, a 11.ª edição, teve curadoria da arquiteta e artista plástica Maria Souto de Moura e do arquiteto e fotógrafo Francisco Ascensão. O roteiro de visitas passou pelas cidades da Maia, Matosinhos, Porto e Gondomar. Entre as visitas programadas, incluíram-se 3 espaços projetados por José Carlos Loureiro, bem como o lugar do antigo Bairro do Aleixo, pensado por Manuel Teles. (ver+)

 

9 de julho '26
distinção
MEDALHA MUNICIPAL DE MÉRITO CULTURAL (grau ouro) 2026. O arquiteto Sergio Fernandez, cujo acervo foi doado à Fundação Marques da Silva, foi agraciado pela Autarquia Portuense, a título póstumo. (ver+)

 

A ACONTECER

até 10 de agosto '26
candidaturas
PRÉMIO FERNANDO TÁVORA. Estão abertas as candidaturas àquela que é já a 22.ª edição deste Prémio lançado pela OASRN para perpetuar a memória de Fernando Távora e valorizar a importante contribuição da viagem e do contacto direto com outras realidades na formação da cultura do arquiteto. A Fundação Marques da Silva é uma das instituições parceiras deste Prémio. (ver+)

 

21 a 25 de setembro '26
curso
REAB - Reabilitação Sistentável das Construções. É já a 10.ª edição deste curso que decorre na FEUP (ver+)

ANIVERSÁRIOS JULHO/AGOSTO '26

(destaques que podem ser lidos no Site ou no Facebook)

JULHO
21 de julho | António Cardoso: a centralidade da arte

 

AGOSTO
16 de agosto | Octávio Lixa Filgueiras: a Comissão IMPAR

25 de agosto | Fernando Távora: o desenho do mobiliário como prolongamento da arquitetura

 

em tempo de férias de verão

Está a chegar o momento do ano em que a Fundação Marques da Silva suspende, temporariamente, o seu regime de abertura ao público em geral. Durante as duas primeiras semanas de agosto, ainda será possível acolher investigadores, por marcação prévia, de segunda a sexta-feira, entre as 9h30 e as 17h, mas a partir da segunda quinzena deste mês, entre 17 a 28, inclusive, encerraremos para um breve descanso. Mesmo assim, continuaremos presentes: procure as nossas edições na Feira do Livro e acompanhe os destaques a publicar no site e nas redes sociais. Reabrimos a 1 de setembro e teremos novidades para anunciar.
Até lá, desejamos umas boas férias!
 

Créditos fotográficos: Renata Junot

Praça do Marquês de Pombal, 30-44/
Rua Latino Coelho, 444, Porto Portugal

FUNDAÇÃO MARQUES DA SILVA

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