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Nº #63  Nov 2025
 
 
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Faculdade de Medicina
da Universidade do Porto
 
 
200 anos – Honrar o Passado, Orgulhar o Futuro

200 anos. Número redondo, imponente, que destaca o peso da Mui Nobre Faculdade de Medicina da Universidade do Porto na Academia da Invicta. São 2 séculos de história de uma Casa que desde sempre aliou a Medicina e a formação médica à Tradição Académica.


A importância deste aniversário não podia deixar indiferente a comunidade estudantil, que abraçou a oportunidade de participar e de se envolver ativamente nas comemorações do bicentenário. Não é por acaso que qualquer estudante da FMUP afirma com orgulho: a Faculdade de Medicina é mais antiga do que a Universidade do Porto.


Assim sendo, munidos por um sentimento indomável de enaltecer a Casa, muitas foram as atividades planeadas pelos estudantes ao longo de 2025, alcançando o seu êxtase naquele que foi um dia verdadeiramente histórico para a FMUP e que assinalava precisamente os 200 anos da assinatura do Alvará Real para o estabelecimento da Régia Escola de Cirurgia do Porto.


Numa autêntica demonstração de união e cooperação entre toda a comunidade académica, o dia de 25 de junho de 2025 foi singular na magnitude e no esplendor, iniciando com uma Sessão Solene na Aula Magna e culminando com um espetáculo na Sala Suggia da Casa da Música. Aliando estudantes, docentes, técnicos e alumni, em comunhão com a Orquestra da Ópera na Academia e na Cidade, este foi, indubitavelmente, um momento único no percurso de qualquer estudante, em particular daqueles que iniciam um novo ciclo na FMUP, mas sobretudo de quem termina 6 anos de formação médica e de vida académica ao saber que contribuiu para um marco monumental daquela que nunca deixará de ser a sua Casa.


Mais recentemente, no dia 25 de novembro, assinalámos outra data fulcral na história da nossa Faculdade: a inauguração e abertura das aulas da Régia Escola de Cirurgia do Porto, então instalada no edifício neoclássico do Hospital de Santo António (ver notícia em destaque abaixo). A celebração prolongou-se pela noite, no Palácio da Bolsa, com o Jantar de Gala do Bicentenário da FMUP, que reuniu cerca de 500 convivas – estudantes, docentes, investigadores, técnicos, alumni e representantes de diversas instituições parceiras – num momento marcado pela união institucional, pelo espírito académico e pelo profundo simbolismo associado à nossa história.


Um aniversário assim dá que pensar, faz refletir: “Será que fazemos jus aos nossos Mestres? Será que honramos aqueles que, durante 200 anos, levaram avante o bom nome da Mui Nobre Faculdade de Medicina da Universidade do Porto?”. Este bicentenário e as suas celebrações são a prova de que toda a comunidade académica da FMUP, dentro da sua diversidade e polivalência, trabalha incansavelmente com a mesma finalidade: enaltecer a sua faculdade e elevá-la a um patamar de excelência e sublimidade. É este espírito de superação, intrínseco a todos que fazem parte desta Casa, que certamente deixaria orgulhoso quem nos precedeu.


200 anos da FMUP é saber que se mantém viva a Tradição e o brio de uma formação médica de qualidade. É saber que, durante 2 séculos, todos os que por cá passaram se mantiveram unidos através do mesmo sentimento de fazer o melhor para a sua Casa. É saber que por mais 50, 100 ou outros 200 anos, a Mui Nobre Faculdade de Medicina da Universidade do Porto continuará viva e a prezar pelo Academismo na Invicta. É saber que todos continuarão a levá-la no coração e a levar avante a sua cor.


VIVA O AMARELO, VIVA MEDICINA!


João Aleixo Ramos
Dux Medicus Facultis



 
 
 
 
FMUP revela mudanças na prescrição de antidiabéticos

A prescrição de fármacos agonistas dos recetores de GLP-1, como o semaglutido (Ozempic), dulaglutido, liraglutido e exenatido, utilizados para tratar a diabetes, registou uma estabilização nos últimos dois anos (2023 e 2024), o que poderá explicar-se com a indisponibilidade nas farmácias. Já a classe dos inibidores da SGLT-2 é cada vez mais prescrita neste contexto.


Os dados são de um estudo coordenado por João Sérgio Neves, investigador e professor da FMUP. Este trabalho concluiu que, entre 2017 e 2024, Portugal mudou significativamente o seu padrão de prescrição de antidiabéticos.



 
 
Cientistas da FMUP querem prevenir e reverter efeitos do stress crónico

Mais impulsividade, decisões pouco racionais, problemas de memória, depressão. Estas são algumas queixas de quem sofre de stress crónico. Investigadores da FMUP, com a coordenação de Patrícia Monteiro, estão a estudar o que acontece dentro do cérebro e também em órgãos periféricos, como o fígado.


“Estamos a estudar várias estratégias, tanto farmacológicas como genéticas, para reverter as alterações no cérebro relacionadas com o stress crónico e com sintomas cognitivos e motores associados. O objetivo é prevenir e tratar o stress”, indica a investigadora da Faculdade de Medicina.



 
 
 
FMUP rendeu homenagem à Misericórdia e ao Hospital de Santo António em cerimónia histórica

No âmbito das comemorações do seu Bicentenário, a FMUP assinalou, no dia 25 de novembro, um dos momentos mais significativos da sua já longa história: a abertura solene da Régia Escola de Cirurgia do Porto. O momento marcou o início do ensino regular de medicina no norte do país, que decorreu, ao longo de 134 anos, no Hospital Real de Santo António, pertencente à Misericórdia do Porto, e onde se formaram mais de três mil médicos.  


Para evocar a data, a FMUP organizou, 200 anos depois, uma sessão de homenagem à Santa Casa da Misericórdia do Porto e ao Hospital de Santo António, que decorreu neste hospital, com a presença dos responsáveis máximos das diferentes entidades. 


Entre os presentes contavam-se o diretor da FMUP, Altamiro da Costa Pereira, o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares, o presidente da ULS Santo António, Paulo Barbosa, o diretor clínico do da ULS Santo António, José Barros, o diretor do ICBAS, Henrique Cyrne de Carvalho, o coordenador dos Museus da FMUP, José Paulo Andrade, e o representante dos Alumni, Joaquim Torres. 


As festividades arrancaram com um cortejo académico de professores, estudantes e Alumni, que se formou na Ala Sul-Nascente do Edifício Neoclássico daquele hospital, que funcionou como a primeira “Casa da Medicina”, seguindo, depois, para o Salão Nobre, onde se realizou a cerimónia.


O diretor da FMUP sublinhou que esta cerimónia era “necessária”, perante uma sala “cheia” e num “clima de grande fraternidade e de grande “cumplicidade”. “ 


“A nossa vinda aqui é para agradecer à Misericórdia do Porto, que teve um papel fundamental na criação da Escola”, afirmou Altamiro da Costa Pereira, que agradeceu também ao Hospital de Santo António, o “berço” da faculdade que dirige.


“Hoje comemoramos os primeiros estudantes da Régia Escola de Cirurgia do Porto. Os estudantes nesta sala têm o mesmo número que a escola teve em 1825. São esses estudantes – e os professores que sistematicamente procuram ensinar e investigar – que são a fonte da renovação e do desenvolvimento da instituição”, salientou.  


O diretor concluiu salientando a ligação e a necessidade de articulação da FMUP com outras faculdades de medicina do país, designadamente o ICBAS, assim como com outras instituições de saúde e entidades da cidade do Porto. “É fundamental unirmos as nossas vozes para prepararmos o nosso futuro”, exortou.  


Na sua intervenção, o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto, António Tavares, agradeceu a homenagem da FMUP à instituição, fundamentada no seu papel histórico e no seu empenho, tendo destacado as figuras de Luís de Pina e de Domingos Braga da Cruz.  


“Fico muito grato, em nome de todos os irmãos. Houve momentos em que nem todos estiveram de acordo, mas estou convicto de que o que interessa hoje é dizer às gerações futuras que vale a pena sonhar”, declarou. 


Reconhecendo a importância de cultivar as memórias, o diretor clínico da ULS Santo António, José Barros, recordou alguns momentos da história, como a transição da FMUP para o Hospital Escolar de São João e a criação do ICBAS por antigos estudantes da FMUP, em particular do seu último curso (1953-59). Como frisou, de resto, a maioria dos estudantes e, provavelmente, dos médicos do Hospital de Santo António formou-se na FMUP.  


Pela sua parte, o presidente da ULS Santo António, Paulo Barbosa, confessou que esta é uma homenagem que “muito sensibilizou” a instituição e que fica “grata por esta aproximação e por esta celebração em conjunto”. 


Também o diretor do ICBAS, Henrique Cyrne de Carvalho, manifestou a sua “enorme satisfação”, como alumnus desta academia, por terem estado “unidos na celebração de um passado que nos orgulha”, expressando ainda a “esperança” que este momento representa para o futuro. Ao diretor da FMUP, deixou um “agradecimento pela disponibilidade que tem tido durante este trajeto em conjunto”.  


Aos 95 anos de idade, Joaquim Torres representou os Alumni da FMUP nesta cerimónia. Corria o ano de 1951 quando entrou nesta casa, onde se licenciou, em 1954. “Sinto-me muito feliz por esta casa que foi a minha durante tantos anos”, rejubilou-se o antigo professor e médico oftalmologista.  


Conforme explicou José Paulo Andrade, coordenador dos Museus da FMUP, a sessão solene de abertura ocorrida há precisos 200 anos, deu-se “perante um auditório numeroso que reuniu autoridades e figuras de relevo da cidade”. Poucos dias depois, a 2 de dezembro, iniciaram-se as aulas, com os primeiros 62 alunos e 78 matrículas nos vários anos do curso. Apenas 23 alunos eram do primeiro ano”.  


José Paulo Andrade lembrou, nesta cerimónia, alguns dos momentos-chave da FMUP, desde o nascimento num “espaço acanhado” até à inauguração do novo edifício, em 1883, e à ampliação, na década de 1930, passando pela elevação da escola a Faculdade de Medicina, em 1911, e pela transferência para o Hospital de São João, em 1959.   


Esta homenagem, que incluiu a atuação do Grupo de Fados de Medicina, terminou com o descerramento de uma placa comemorativa. 



 
 
 
 
FMUP celebra Natal do Bicentenário com Ópera de Puccini


 
 
FMUP e EAACI juntas para assinalar Dia Mundial da Anafilaxia


 
 
FMUP recebe obra de Hélder de Carvalho


 
 
Unidade de Farmacovigilância do Porto comemora 25 anos


 
 

FMUP NOS MEDIA

– O subdiretor da FMUP, Francisco Cruz, falou ao Jornal de Notícias sobre o aumento das vendas de medicamentos para tratar a disfunção erétil.


– O estudo da FMUP sobre a prescrição de medicamentos para a diabetes, coordenado por João Sérgio Neves, foi notícia no site do Público e da Rádio Renascença.


– A Agência Lusa deu conta da investigação da FMUP que está a estudar o que acontece no cérebro e em órgãos periféricos devido ao stress crónico.


– “Casos de anafilaxia aumentam em Portugal, mas desconhecimento é significativo” é o título de uma notícia publicada na CNN Portugal, a propósito das declarações de André Moreira, professor da FMUP, sobre o Dia Mundial da Anafilaxia.


– A alumna Liliana Marinho, mestre em Ciências Forenses pela FMUP, a nova comandante da Polícia Municipal do Porto. Para ler no Jornal de Notícias.


– O Público escreveu sobre a exposição “Ilustração Cirúrgica do Porto: Alberto Sousa e Sousa Pereira” e de como a ciência e a arte se uniram para transformar a investigação médica em Portugal e no mundo.


– Paula Freitas, professora da FMUP, prestou esclarecimentos ao Viral sobre a alimentação adequada para as pessoas com diabetes.



 
 
 
 
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Edição: Unidade de Gestão de Comunicação - FMUP | Redação: Olga Magalhães, Daniel Dias, Cláudia Azevedo | Infografia e Imagem: Bárbara Mota, Miguel Alves e Hugo Silva | Produção: Pedro Sacadura
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