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Nº #66  Fev 2026
 
 
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Faculdade de Medicina
da Universidade do Porto
 
 
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Estudo liderado pela FMUP melhora reanimação cardiorrespiratória

“Mesmo pequenas variações na postura e no posicionamento do reanimador têm um impacto real na qualidade da reanimação cardiorrespiratória.” A conclusão é de um estudo europeu liderado pela FMUP, e que já deu lugar a três artigos científicos publicados na revista Resuscitation Plus.


Realizado em três países, o trabalho analisou a influência da posição dos braços e do posicionamento do reanimador na qualidade das compressões torácicas e na fadiga muscular. Estes aspetos são cruciais para a eficácia das compressões torácicas em doentes que estão em risco de vida.


 
 
FMUP mostra que solidão leva idosos a utilizar mais recursos de saúde

“Quanto maior o nível de solidão, maior é a utilização de recursos de saúde”. A conclusão é de um estudo da FMUP, que identificou um maior número de consultas, mais episódios de ida às urgências e um consumo mais elevado de medicamentos entre idosos que apresentam solidão severa.


De acordo com os investigadores, a solidão surge como um determinante clínico que aumenta a procura de cuidados médicos, não por agravamento da doença, mas frequentemente como forma de substituir a ausência de relações sociais, com potenciais impactos humanos e económicos relevantes.



 
 
 
FMUP investiga primeiros casos de 'Candida auris' em Portugal

Uma equipa liderada por Sofia Costa de Oliveira, docente da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e investigadora do RISE-Health, estudou aqueles que são os primeiros casos confirmados de infeção no sangue e colonização por Candida auris em Portugal.


“As nossas conclusões acrescentam importantes contributos sobre os potenciais determinantes genéticos da tolerância e da resistência aos fármacos antifúngicos”, explica a coordenadora do estudo, que chama a atenção para “a importância da deteção precoce em doentes de risco” e da “aplicação rigorosa de medidas de controlo de infeção”.


Considerada uma ameaça à saúde pública global, a Candida auris está amplamente disseminada em vários continentes, atingindo cerca de 60 países. A emergência e rápida disseminação deste patogénio preocupa os especialistas, sobretudo devido à elevada taxa de mortalidade, que pode chegar a 60% dos doentes infetados.


A Candida auris é uma levedura que pode colonizar a pele e causar infeções invasivas em doentes com fatores de risco, como doenças graves, tratamentos invasivos e uso de antibióticos e imunossupressores. Esta espécie distingue-se pela resistência a múltiplos fármacos antifúngicos e pela capacidade de persistir em superfícies e equipamentos, o que pode facilitar a transmissão em unidades de cuidados de saúde. O microrganismo não é transmitido pelo ar, mas sim por contacto entre doentes, entre profissionais de saúde e doentes, ou com superfícies e equipamentos contaminados.


Os resultados deste novo estudo, publicado na revista científica Journal of Fungi, permitiram classificar a estirpe do fungo presente nos oito casos identificados em 2023, num hospital da região Norte. A coordenadora do trabalho ressalva que “nenhuma das três mortes dos casos de infeção invasiva reportados esteve exclusivamente associada à infeção, mas sim a comorbilidades severas dos doentes”.


Os investigadores também detetaram “uma nova mutação genética do fungo, nunca antes descrita em espécies de Candida auris, e os perfis de resistência deste microrganismo aos fármacos antifúngicos habitualmente utilizados no tratamento de infeções fúngicas”.


Segundo Sofia Costa de Oliveira, “a caracterização dos mecanismos envolvidos na resistência à terapêutica antifúngica é fundamental para investigar alternativas farmacológicas mais eficazes. O próximo passo será explorar o impacto real das novas mutações detetadas na progressão da infeção e na resistência antimicrobiana da Candida auris, de forma a tentar controlar esta ameaça global para a saúde”.


Em Portugal, os números de infeção por este fungo são bastante inferiores aos de outros países europeus. A docente da FMUP reforça, porém, que é preciso continuar a seguir “uma estratégia de prevenção e controlo de infeção eficaz na prevenção de infeções associadas aos cuidados de saúde”.


“É fundamental que as instituições dedicadas ao ensino e à investigação se articulem com os hospitais e ULS, no sentido de uma investigação translacional integrada, de modo a reforçar a capacidade de resposta a desafios emergentes em saúde pública com base em evidência”, exorta.


O artigo publicado recentemente resultou de um trabalho de investigação envolvendo também Isabel Miranda, da FMUP e RISE-Health, Dolores Pinheiro, José Artur Paiva e João Tiago Guimarães, da FMUP e da ULS São João, Micael Gonçalves, do CESAM, e Sandra Hilário, da FCUP.



 
 
 
 
FMUP promove 3.º Encontro de Parceiros da Licenciatura SauD InoB


 
 
Futuros médicos despediram-se em festa no Dia da Graduação


 
 
Nuno Lunet é Professor Agregado da FMUP


 
 
Winter School regressa com nova edição


 
 
FMUP NOS MEDIA

– Os investigadores Abel Nicolau e Carla Sá Couto falaram com a RTP sobre as principais conclusões do estudo que recomenda mudanças na postura e posição das reanimações cardiorrespiratórias.


– A investigadora e professora Sofia Dória comentou as conclusões de um estudo internacional sobre os fatores genéticos que influenciam a perda gestacional. Para ler no site do Público.


– O Jornal de Notícias dá conta de que “idosos em solidão utilizam mais os serviços de saúde”, a propósito de um estudo coordenado por Paulo Santos, professor da FMUP.


– Elisa Keating, professora catedrática da FMUP, foi ouvida pela revista Sábado acerca de um artigo sobre os suplementos alimentares.


– “Exposição à radiação UV aumenta o risco de melanoma ocular?” é a questão levantada pelo Viral Check, que contou com as explicações da médica oftalmologista Ângela Carneiro.


– Em entrevista à Agência Lusa, Mário Dinis Ribeiro, professor catedrático da FMUP, defendeu associar a endoscopia à colonoscopia, já realizada no rastreio do cancro do cólon e reto, para ajudar a reduzir casos de cancro de estômago.


– Num artigo publicado pela SIC Notícias, António Sarmento, professor emérito da U.Porto, desmistifica uma suspeição levantada nas redes sociais sobre a infeção pelo fungo ‘Candida auris’.



 
 
 
 
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