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Faculdade de Medicina
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Ciências da Saúde Pública – o terceiro pilar do ensino pré-graduado da FMUP |
A Saúde Pública é hoje, como sempre, uma área essencial da saúde. Alguns definem-na como a arte e a ciência de nos organizarmos coletivamente para darmos resposta adequada, equitativa e sustentável aos desafios complexos que impactam a saúde e o bem-estar das populações. Os desafios que enfrentamos hoje em Saúde Pública, alguns velhos e outros novos, são cada vez mais sistémicos, com impacto não só na saúde das populações, mas também no planeta como um todo, bem como na sustentabilidade dos sistemas de saúde. Assim, a sua resolução depende de uma atuação verdadeiramente multi e interdisciplinar, onde a aquisição de competências sólidas na monitorização e vigilância epidemiológica; no planeamento, implementação e avaliação de programas comunitários; na avaliação, gestão e comunicação de riscos populacionais; e na capacidade crítica de interpretar a evidência científica para gerir e resolver estes desafios, tendo ainda em consideração o contexto social e o reforço da equidade, contribuem para fazer a diferença na saúde e bem-estar das populações no contexto atual e no de futuras gerações.
A criação de uma nova Licenciatura em Ciências da Saúde Pública é suportada por orientações internacionais que alertam para a necessidade do reforço da “força profissional da Saúde Pública”, mais intersectorial, mais inclusiva e com competências, capacidades e atitudes diferenciadas.
Portugal tem profissionais de saúde, e de saúde pública, altamente qualificados, mas continua a precisar de um reforço e investimento efetivos em recursos e estruturas, posicionando profissionais de saúde pública em diversos setores de forma a reforçar a colaboração interinstitucional e multinível, alterando o paradigma de esforços unisetoriais orientados maioritariamente para o tratamento da doença e não para a promoção ou a proteção da saúde.
A articulação da Faculdade de Medicina (FMUP) com o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), em cooperação com o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), para a estruturação e implementação desta licenciatura advém de um longo caminho conjunto de ensino e investigação nesta área, iniciado pelos professores Henrique Barros e José Manuel Calheiros em 1995/96, com o primeiro curso de mestrado conjunto entre estas Unidades Orgânicas. Este caminho solidificou-se em atividades formativas de pós-graduação em outros cursos de mestrado e doutoramento, em cursos de especialização e de formação contínua, bem como em atividades de investigação e transferência do conhecimento que têm suportado o crescimento e o reconhecimento nacional e internacional desta área na Universidade do Porto.
A estas instituições juntam-se várias outras no suporte à implementação desta licenciatura, não só académicas ou de investigação, mas também instituições dentro e fora do setor da saúde, de âmbito local e nacional, governamentais e de base comunitária.
O curso integra uma equipa de docentes e investigadores com competências diferenciadas, de sete Unidades Orgânicas da U.Porto e integrados em catorze diferentes Unidades e/ou Laboratórios de investigação, reforçando a capacidade do curso para a formação de competências intersetoriais. Para além de aproveitar a diversidade da Universidade do Porto, o curso poderá trazer mais valias no reforço territorial, pela natural ligação a instituições e estruturas externas.
No contexto da FMUP, esperamos que esta nova licenciatura contribua para uma integração positiva dos estudantes, não só nas atividades académicas e culturais, mas também para uma aproximação entre a formação clínica e a formação de áreas fundamentais para atuação ao nível populacional, reforçando a relevância de abordagens e pensamentos coletivos no ensino médico.
Investir numa Licenciatura em Saúde Pública é investir numa saúde e num país mais resilientes e mais justos. É reconhecer que a saúde se constrói antes da doença e que acontece também muito para lá das paredes do sistema de saúde. É formar uma geração capaz de antecipar riscos, proteger populações, promover intervenções equitativas e melhorar políticas públicas com base em evidência. Num tempo em que o futuro parece mais incerto e desafiante, este curso é uma aposta clara na mudança de paradigma da atuação em saúde.
Carla Lopes Professora Catedrática da FMUP Coordenadora da Licenciatura em Ciências da Saúde Pública
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Adultos expostos à violência são mais vulneráveis a doenças |
Ser vítima de violência interpessoal, mesmo na idade adulta, tem um impacto significativo na saúde. Quando se compara com a população em geral, os adultos que presumivelmente sofrem atos de violência por outros adultos apresentam mais doenças somáticas, mais perturbações mentais e mais comportamentos de risco para a saúde.
Os dados agora revelados neste trabalho coordenado por Teresa Magalhães, professora da FMUP, “vêm sublinhar que o impacto da violência na saúde é complexo e profundo”.
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FMUP receita melhores tratamentos a pensar na saúde planetária |
Um grupo da FMUP recomenda que a pegada de carbono e a saúde planetária passem a ser consideradas na escolha dos tratamentos utilizados.
Os investigadores desenvolveram um novo método para ter em consideração o impacto ambiental de algumas terapêuticas. Apoiada por uma ferramenta online, a abordagem tem em conta a chamada “carbono-efetividade” ou “carbono-utilidade” dos medicamentos ou outros tratamentos médicos, isto é, o seu impacto na saúde por quilograma de dióxido de carbono emitido, explica o primeiro autor do estudo, Rafael Vieira.
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Citologia "inteligente" vale publicação na "Nature" |
Uma equipa internacional de cientistas, da qual faz parte o cientista português Fernando Schmitt, professor da FMUP e diretor da Unidade de Investigação RISE-Health, promete revolucionar o diagnóstico do cancro do colo do útero com uma abordagem inovadora em relação à citologia cervical. O trabalho publicado na revista Nature, uma das mais importantes revistas científicas a nível mundial, demonstrou as vantagens de uma nova forma de análise automatizada de amostras de células do colo do útero com recurso à inteligência artificial, em comparação com o método tradicional de citologia clínica. O objetivo é avançar mais precocemente para tratamentos que salvam vidas.
“A utilização da inteligência artificial na clínica permite avaliar as características celulares e classificá-las como normais ou anómalas”, explica Fernando Schmitt, reconhecido internacionalmente como uma das maiores referências mundiais nas áreas de citopatologia.
Intitulado Clinical-grade autonomous cytopathology through whole-slide edge tomography, este trabalho de investigação contou também com cientistas, hospitais e empresas de referência do Japão, China e EUA.
De acordo com o professor da FMUP, a automatização deste rastreio vem acelerar o diagnóstico de cancro do colo do útero, doença causada principalmente pela infeção por Papilomavírus Humano (HPV), transmitido por via sexual, e que representa um dos principais tipos de cancros nas mulheres.
Atualmente, as células colhidas são avaliadas no microscópio pelo olhar do profissional. O processo tem, no entanto, algumas desvantagens, como a subjetividade da interpretação e a variabilidade do resultado.
Este novo sistema de inteligência artificial aplicado à citologia tradicional é o primeiro que consegue, de forma completamente autónoma, fazer uma triagem das células anormais, permitindo um diagnóstico mais rápido, mais preciso e mais objetivo.
Como explica Fernando Schmitt, “a automatização da citopatologia pode também detetar lesões precoces, acelerando e melhorando o diagnóstico do cancro”.
O novo método faz um scan das células e reconstrói, em tempo real, uma imagem em 3D que permite “ver” melhor as suas características. Depois, a plataforma utiliza algoritmos avançados para agrupar perfis semelhantes e identificar células anormais com maior exatidão, diminuindo o risco de erro humano.
Esta abordagem com recurso à IA, já testada e validada com milhares de amostras de doentes reais, poderá agora ajudar profissionais e laboratórios de anatomia patológica, ao fornecer um “mapa visual” da classificação das células, o que constituirá uma mais-valia relativamente ao método convencional.
Os autores do estudo partilham o entusiasmo e a vontade de implementar este novo método de diagnóstico na prática clínica, num futuro próximo, com ganhos previsíveis para os doentes, para os sistemas de saúde e para a qualidade de vida das populações à escala global.
Espera-se que esta tecnologia possa estar acessível em vários países, constituindo-se como um importante instrumento na abordagem ao cancro do colo do útero, que continua a afetar mulheres em todo o mundo. Os sintomas de alerta incluem hemorragia vaginal anormal, aumento do corrimento vaginal, dor pélvica e dor durante as relações sexuais.
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FMUP reconhece grupos académicos em 'Cerimónia de Agraciamento' |
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FMUP acolhe conferência sobre estratégia da Marinha Portuguesa no Atlântico |
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Faculdade de Medicina propõe "Conversas ao Almoço" |
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Conferência de Consenso sobre Agenda Nacional de Inteligência Artificial |
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FMUP NOS MEDIA |
– Os resultados do trabalho publicado na revista Nature por Fernando Schmitt, professor da FMUP e diretor do RISE-Health, mereceram destaque na imprensa nacional, nomeadamente no Jornal de Notícias, Expresso, Observador e CNN Portugal, entre outros. – O Público noticiou o trabalho desenvolvido por Rafael José Vieira e Bernardo Sousa Pinto sobre uma nova ferramenta que permite ter em consideração o impacto ambiental de algumas terapêuticas.
– O tema sobre adultos expostos à violência, resultado de um trabalho coordenado por Teresa Magalhães, professora da FMUP, foi destaque no Jornal de Notícias e na CNN Portugal.
– A propósito do Dia Mundial da Obesidade, o médico Gil Faria, docente da FMUP, deu uma entrevista à publicação Forbes Portugal.
– “A revolução que vai travar as doenças crónicas” é o título de um artigo da Sábado, que conta com as declarações de João Sérgio Neves, professor e investigador da FMUP.
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Edição: Unidade de Gestão de Comunicação - FMUP | Redação: Olga Magalhães, Daniel Dias, Cláudia Azevedo | Infografia e Imagem: Bárbara Mota, Miguel Alves e Hugo Silva | Produção: Pedro Sacadura
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