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Nº #68  Abr 2026
 
 
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Faculdade de Medicina
da Universidade do Porto
 
 
Internacionalização – uma aposta com futuro 

A internacionalização é hoje um eixo estratégico incontornável para as universidades que ambicionam desempenhar um papel relevante no panorama científico e académico global. No caso das escolas médicas, esta dimensão assume particular importância, uma vez que a Medicina se desenvolve num contexto profundamente global: o conhecimento científico circula rapidamente, os desafios em saúde são partilhados e a formação médica beneficia do contacto com diferentes realidades culturais e clínicas.


Neste contexto, a FMUP tem vindo a afirmar-se como uma instituição aberta ao mundo, acolhendo centenas de estudantes estrangeiros provenientes de dezenas de países, mantendo uma vasta rede de acordos de mobilidade e participando em projetos científicos colaborativos cuja produção é amplamente reconhecida internacionalmente. Mais do que fins em si mesmos, estes indicadores refletem os esforços da nossa comunidade para se integrar cada vez mais na comunidade académica global, essencial para o avanço do conhecimento e para a formação de profissionais de saúde preparados para atuar em contextos complexos.


Neste enquadramento, a possibilidade de admitir estudantes internacionais no Mestrado Integrado em Medicina representa um desenvolvimento particularmente relevante. Durante vários anos, o acesso de estudantes internacionais aos cursos de Medicina esteve limitado por restrições governamentais. Com a recente alteração legislativa, as escolas médicas portuguesas podem, finalmente, integrar estudantes internacionais no seu ciclo de estudos. Na FMUP, esta abertura traduzir-se-á na disponibilização de 12 vagas específicas para estudantes internacionais no próximo concurso, a ser lançado este mês. Trata-se de um passo importante para reforçar a diversidade académica e atrair talento internacional, contribuindo simultaneamente para o enriquecimento do ambiente formativo da Faculdade.


De facto, os concursos para estudantes internacionais assumem, neste contexto, uma importância estratégica. Permitem às instituições de ensino superior participar mais plenamente no espaço global de educação médica, aumentar a diversidade académica e cultural das suas comunidades e reforçar a sua projeção internacional. A presença de estudantes provenientes de diferentes sistemas educativos e contextos socioculturais enriquece o processo formativo, estimula novas perspetivas na aprendizagem e contribui para a construção de redes profissionais que se estendem muito para além do período de formação. Para as escolas médicas, esta diversidade é também um fator que favorece a reflexão crítica sobre os modelos de ensino e sobre as próprias práticas clínicas, num mundo onde os sistemas de saúde enfrentam desafios comuns, mas também profundamente diversos.


Ao mesmo tempo, no entanto, esta abertura acarreta também desafios exigentes. Desde logo, exige processos de seleção rigorosos e transparentes, capazes de assegurar a qualidade académica dos candidatos e a equidade no acesso. Implica também garantir condições adequadas de acolhimento e integração, desde o apoio administrativo inicial até à plena participação na vida académica e clínica da Faculdade. Acresce ainda a necessidade de articular esta abertura internacional com as responsabilidades nacionais das escolas médicas, nomeadamente no que diz respeito à formação de profissionais de saúde para o sistema de saúde português. A internacionalização deve, por isso, complementar — e nunca comprometer — a missão de serviço público das instituições de ensino superior.


Importa, ainda, sublinhar que esta estratégia deve transcender o curso de Medicina. Na formação pré-graduada, os novos programas (a já existente Licenciatura em Saúde Digital e Inovação Biomédica e a futura Licenciatura em Ciências da Saúde Pública) criam oportunidades claras de atração de estudantes internacionais interessados nas interseções entre a saúde, a tecnologia e a sociedade. Ao nível pós-graduado, os programas de mestrado e doutoramento continuam a desempenhar um papel vital para captar jovens investigadores, reforçar consórcios académicos internacionais e consolidar redes científicas. Deste modo, garante-se uma política de internacionalização verdadeiramente transversal, que valoriza e integra todos os níveis do ecossistema de ensino e investigação da Faculdade.


Em suma, a internacionalização exige uma visão sustentada e de longo prazo. Mais do que aumentar números, trata-se de criar condições institucionais que garantam a qualidade da formação, a integração plena dos estudantes internacionais e o fortalecimento das parcerias científicas. Com esta aposta, a FMUP reafirma o seu compromisso com uma formação médica e científica mais aberta, mais colaborativa e mais preparada para responder aos desafios globais da saúde.


Rafael José Vieira
Vogal do Conselho Executivo da FMUP



 
 
 
 
Polpa de café pode ajudar a combater a síndrome metabólica

Um grupo de investigadores da FMUP, em colaboração com a FFUP e o REQUIMTE/LAQV, concluiu que a polpa de café – um subproduto frequentemente descartado durante a produção do grão – apresenta benefícios metabólicos relevantes.


Publicado na revista científica Antioxidants, o trabalho demonstrou que a suplementação com polpa de café reduziu o aumento de peso, melhorou os níveis de glicose no sangue, diminuiu a resistência à insulina e atenuou a subida da pressão arterial em animais alimentados à base de uma dieta rica em frutose.



 
 
Crime da Rua das Flores inspira nova minissérie da FMUP

“O Crime da Rua das Flores” é o título da minissérie produzida pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), que revisita um dos episódios mais marcantes da história da medicina portuguesa e da cidade portuense.


Ao longo de cinco episódios, Ricardo Dinis Oliveira, professor da FMUP e investigador na área das Ciências Forenses, reconstrói os principais contornos da história de Vicente Urbino de Freitas, proeminente médico e professor da Escola Médico-Cirúrgica do Porto, acusado de homicídio por envenenamento no final do século XIX.



 
 
 
Harvey Max Chochinov será Doutor Honoris Causa pela U.Porto

Harvey Max Chochinov, precursor na área dos cuidados paliativos e da terapia da dignidade, será consagrado Doutor Honoris Causa pela Universidade do Porto.


O título será atribuído, por proposta da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), em cerimónia a realizar-se no próximo dia 22 de abril, a partir das 15h00, na Aula Magna.


Este Doutoramento Honoris Causa pretende constituir-se como “o reconhecimento da notável trajetória académica, científica e profissional do Professor Doutor Harvey Max Chochinov, cujo impacto internacional é amplamente reconhecido, destacando-se as suas distinções de mérito e contributos relevantes para o avanço dos cuidados paliativos e da terapia da dignidade”.


O distinto professor de Psiquiatria será a segunda personalidade com origem no Canadá a ser distinguida com o Honoris Causa pela U.Porto, a seguir à escritora Margaret Atwood, que recebeu o título em abril de 2022.


O novo Doutor Honoris Causa terá como padrinho o diretor da FMUP, Altamiro da Costa Pereira, e, como Elogiador, o professor e coordenador do Doutoramento e do Mestrado em Cuidados Paliativos da FMUP, Rui Nunes. A subdiretora da FMUP, Guilhermina Rego, será oradora, estando o cargo de Mestre de Cerimónias entregue à professora da FMUP Francisca Rego. A cerimónia será presidida pelo reitor da U.Porto, António de Sousa Pereira.


Nascido em Winnipeg, Canadá, a 9 de março de 1958, Harvey Max Chochinov é professor de psiquiatria na Universidade de Manitoba e cientista sénior no CancerCare Manitoba Research Institute. Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Manitoba, em 1983, onde concluiu também a especialização em Psiquiatria, em 1987, e o doutoramento em Ciências da Saúde Comunitária, em 1996. É ainda titular de um bacharelato em Artes (Inglês) pela Universidade de Winnipeg.


Tem desenvolvido uma carreira de referência nas áreas dos cuidados paliativos e da psiquiatria, sendo amplamente reconhecido pelo seu contributo para a compreensão das dimensões psicossociais do fim de vida.


Liderou um programa de investigação centrado na dignidade em cuidados de saúde, que incluiu o desenvolvimento do Dignity Model e da Dignity Therapy (Modelo de Dignidade e Terapia da Dignidade). É cofundador do Canadian Virtual Hospice, uma das maiores plataformas mundiais de apoio e informação para doentes em fim de vida, familiares e profissionais de saúde.


Publicou mais de 350 trabalhos científicos sobre temas como depressão, qualidade de vida, suicídio, vulnerabilidade, espiritualidade e sofrimento existencial. É autor do livro Dignity Therapy: Final Words for Final Days, vencedor do Prose Award, em 2011. Escreveu Dignity in Care: The Human Side of Medicine e In Search of Dignity: A Lifetime of Reflections. É coeditor de obras de referência, designadamente The Handbook of Psychiatry in Palliative Medicine (Oxford University Press) e Palliative and Supportive Care (Cambridge University Press).


Recebeu numerosos prémios e distinções, com destaque para o FNG Starr Award da Associação Médica Canadiana. É membro da Royal Society of Canada e da Canadian Academy of Health Sciences, tendo sido agraciado com a Medalha do Jubileu de Ouro da Rainha, a Ordem de Manitoba e o grau de Oficial da Ordem do Canadá. Em 2020, foi integrado no Canadian Medical Hall of Fame.



 
 
 
 
FMUP promove 3.º Encontro de Parceiros da Licenciatura SauD InoB


 
 
FMUP lança guia para resolver "conflito” entre fotografia médica e RGPD 


 
 
International Chair in Bioethics  vai ser proposta para Nobel da Paz   


 
 
Brincar aos hospitais para perder o medo da bata branca


 
 
FMUP NOS MEDIA

– Nas vésperas do Dia Nacional do Doente com AVC, os media nacionais noticiaram amplamente um estudo da FMUP que propõe um método não invasivo para identificar doentes em maior risco de défice cognitivo após AVC. Liderado por Pedro Castro, o estudo integra uma linha de investigação iniciada por Elsa Azevedo e foi divulgado por órgãos como a TVI/CNN, o JN e o Público.


– A RTP e a SIC fizeram reportagem sobre o novo método de rastreamento do cancro do colo do útero, um trabalho de investigação publicado na Nature e que contou com a participação de Fernando Schmitt, professor da Faculdade de Medicina e diretor do RISE-Health.


– “A canábis já não é o que era” é o título de uma reportagem publicada pela Renascença, a propósito de um estudo desenvolvido na FMUP e coordenado por Maria Augusta Coelho, investigadora de Farmacologia e Toxicologia.


– O Público deu conta do algoritmo desenvolvido para proteger os dados pessoais na fotografia médica, a partir de um estudo coordenado por José Paulo Andrade, professor da FMUP.


– Os resultados de dois estudos divulgados pela Faculdade de Medicina sobre os benefícios da polpa de café e de jovens em situação de vulnerabilidade social foram ambos destaque no Jornal de Notícias.


– O professor da FMUP Paulo Santos foi convidado do programa “Futuro da Medicina”, emitido no canal Saúde +.


– Uma notícia do Público sobre casos de depressão pós-parto em pais contou com as declarações de Miguel Ricou, psicólogo e docente da FMUP.



 
 
 
 
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