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Nº #69  Mai 2026
 
 
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Faculdade de Medicina
da Universidade do Porto
 
 
O Amanhã chegou

Encontros e reencontros cruzados de risos e choros. Acordes e baladas de despedida lavados por lágrimas que reluzem com o luar da meia-noite. Concertos ecoam na calçada da Invicta ao compasso da correria, dos sons das tunas e de noites sem fim de saraus culturais. 


A Queima das Fitas é, todos os anos, uma semana de momentos únicos e ímpares na vida de um estudante. É aqui que começa e aqui que acaba o que, para muitos, se trata da descoberta de uma das tradições centenárias da Academia do Porto e, para outros tantos, se trata da despedida do que foram, até então, os melhores anos das suas vidas. Fugazmente, o peso da capa ao ombro é substituído pelo peso da responsabilidade clínica. 


Na FMUP, a tradição (re)vive-se e ecoa nos corredores da Faculdade, partilhados com o Hospital, e sente-se também em cada um de nós, diariamente. A semana abre com a tradicional Imposição de Insígnias aos Finalistas da Casa, com a presença dos mais ilustres representantes da Faculdade de Medicina, familiares e amigos dos Finalistas. Tradição esta que puxa à memória o papel que as nossas famílias têm no completar destes seis árduos anos de curso, pois sem a presença deles não nos seria possível descer as escadas da Aula Magna e tê-los a entoar “Vai ser Doutor…Já é Doutor!”. 


Ser estudante da FMUP é carregar a responsabilidade de procurar mais e nunca querer menos. É nossa função levar mais longe a nossa herança de excelência e humanismo, orgulhando os nossos mestres. Nesta Casa, encontramos um espaço único onde somos encorajados a estender os nossos limites e a deixar uma marca nestas paredes. Num tempo de tanta exigência, cabe-nos pegar nestas ferramentas e agitar as águas do amanhã. 


Finalistas, já quase doutores, voem bem alto nesta fantasia final, pois partem desta casa carregados de memórias de uma idade que não volta mais. 


VIVA O AMARELO!!!


VIVA MEDICINA!!! 


João Aleixo
Dux Medicus Facultis e finalista do Mestrado Integrado em Medicina da FMUP 



 
 
 
 
Falhas na denúncia de maus-tratos a pessoas mais velhas

Dois em cada três médicos dos centros de saúde não suspeitam de pelo menos um caso de maus-tratos a pessoas mais velhas ao longo de um ano. Entre os que suspeitam deste tipo de violência (32%), menos de metade reporta essa suspeita às autoridades e 16,9% optam por não denunciar o caso, a pedido das próprias vítimas ou dos seus cuidadores.


Estas são algumas das conclusões de um estudo da FMUP liderado por Sofia Frazão e Teresa Magalhães, publicado pela revista BMC Public Health.



 
 
FMUP ajuda no prognóstico de cancro da tiroide em crianças e jovens

Um grupo de cientistas da FMUP e da unidade de investigação RISE-Health estabeleceram um modelo molecular que permite prever e estratificar melhor o risco em crianças e jovens adultos com cancro da tiroide a longo prazo.


O objetivo deste trabalho, que tem como principal autora Sule Canberk, era testar o efeito prognóstico de um conjunto de mutações (alterações genéticas) em crianças e jovens adultos. Estas mutações afetam o ADN e transformam células normais em células tumorais.



 
 
 
FMUP desenvolve método para identificar doentes em maior risco de défice cognitivo após AVC

Após um acidente vascular cerebral, os doentes nos quais se deteta a passagem de microêmbolos (partículas que podem bloquear pequenos vasos sanguíneos) para o cérebro têm um risco duas vezes maior de sofrer défices cognitivos a longo prazo. A descoberta é de um grupo de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) e foi publicada na prestigiada revista científica Stroke.


Os investigadores demonstraram que a deteção da passagem para as artérias do cérebro de pequenos microêmbolos em doentes internados na fase aguda de um AVC isquémico está associada a um maior declínio cognitivo após 12 meses.


“Concluímos que os défices cognitivos podem não ser determinados apenas pela lesão cerebral ocorrida no AVC ou por problemas degenerativos, mas pela continuidade do microembolismo cerebral, capaz de causar danos cerebrais adicionais, apesar de subtis”, afirma Pedro Castro, professor da FMUP e investigador principal do estudo. Os défices cognitivos incluem discurso e pensamento mais lentos, problemas de memória e desorientação.


Estas conclusões resultam de um estudo – financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) – que incluiu 316 doentes com AVC com idade média de 67 anos, dos quais 68% eram do sexo masculino, admitidos num hospital de referência nacional no tratamento da doença vascular cerebral – o Hospital Universitário de São João. Os doentes foram submetidos a um exame específico de monitorização com doppler transcraniano para pesquisa de sinais microembólicos cerebrais durante as primeiras 72 horas após o evento.


Além de apontar um mecanismo fisiopatológico de declínio cognitivo em sobreviventes de AVC, esta investigação demonstra o enorme potencial de ferramentas simples com base em ultrassons no auxílio da atividade clínica. A monitorização com o doppler transcraniano permite detetar microêmbolos em circulação em tempo real, funcionando como “o radar de um submarino” e o “médico neurossonologista torna-se um detetive de ouvido apurado para deteção dos sons característicos destas partículas circulantes sobre o normal barulho do fluxo sanguíneo”.


É a primeira vez que a neurossonologia é utilizada para identificar estes sinais com o objetivo de prever défices cognitivos em doentes internados na fase aguda do AVC. Trata-se de um exame não invasivo, fácil, portátil (feito à cabeceira do doente), seguro (sem radiação) e pouco dispendioso. Sobretudo, se o compararmos com a ressonância magnética que, ainda assim, não substitui este novo método na avaliação do potencial risco de embolismo a partir das artérias principais da circulação cerebral.


De acordo com a equipa de investigação, esta técnica pode ser realizada, no futuro, de forma mais generalizada, para rastreio e identificação dos doentes de alto risco e com pior prognóstico, que possam beneficiar de intervenções terapêuticas mais assertivas.

O próximo passo será desenhar um novo ensaio clínico com o objetivo de comprovar que tratar mais agressivamente os doentes com AVC e sinais microembólicos reduz, de facto, o declínio cognitivo a longo prazo.


A linha de investigação cerebrovascular, com recurso a ultrassonografia, foi criada por Elsa Azevedo, professora da FMUP, neurologista e líder de investigação na área das Neurociências do RISE-Health.



 
 
 
 
SauD InoB promoveu mais um encontro entre academia e parceiros


 
 
FMUP foi ao coração dos Pirenéus aprender a salvar vidas


 
 
Harvey Max Chochinov é o 106.º Doutor Honoris Causa da U.Porto   


 
 
João Barbosa Breda fez Provas de Agregação em Medicina na FMUP


 
 
FMUP NOS MEDIA

– A minissérie documental “O Crime da Rua das Flores”, recentemente estreada pela FMUP, foi destaque numa reportagem da SIC.


– Um estudo liderado pela investigadora Alexandra Costa revela que crianças com apetite "emocional" podem enfrentar problemas de saúde. Para ler no Jornal de Notícias.


– A RTP e a Agência Lusa ouviram Sofia Frazão, investigadora e docente da FMUP, sobre um estudo que alerta para limitações nas denúncias de maus tratos a idosos.


– O programa “90 segundos de Ciência”, da Antena 1, contou com a participação de Isabel Miranda, Renato Ferreira da Silva e André Moreira.


– O Jornal Económico destacou uma tecnologia liderada por Miguel Mascarenhas, investigador da FMUP, a primeira inteligência artificial a nível mundial aprovada para deteção e diferenciação de lesões digestivas.


–  Um estudo da FMUP, com a participação do investigador João Pedro Ferreira, mostra que iniciar tratamentos em simultâneo na insuficiência cardíaca é seguro e eficaz, noticia o Expresso.


– “Bolsas de nicotina aproveitam limbo legal para fazer publicidade” é o título de um artigo do Jornal de Notícias, que conta com as declarações de João Carlos Winck, professor da FMUP.


– O médico gastrenterologista Guilherme Macedo comentou ao Jornal de Notícias os resultados de um estudo sobre a prevalência da fibrose hepática.


Ana Rosa Costa, Daniel Martins, Marisa Marques e Paula Freitas, docentes da FMUP, prestaram esclarecimentos ao Viral em quatro artigos de fact-checking de saúde.


– O 24notícias publicou um artigo sobre vacinação, com declarações de Sofia Baptista e Renato Ferreira da Silva, docentes da FMUP.



 
 
 
 
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