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Faculdade de Medicina
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O ensino de excelência como missão basilar da FMUP |
Como escola médica com dois séculos de história, a FMUP tem um longo percurso de sucesso na formação de excelentes médicos. Nos últimos anos, alargou de forma decisiva a sua missão formativa. A par do Mestrado Integrado em Medicina, a oferta de cursos de pós-graduação, mestrados e programas de doutoramento consolidou a FMUP como referência não apenas na pré-graduação, mas também na formação avançada de médicos e múltiplos profissionais das ciências da saúde e biomédicas. A recém-criada Licenciatura em Saúde Digital e Inovação Biomédica (SauD InoB) é um exemplo recente do papel de referência da FMUP nesta área: pela sua atratividade no acesso ao ensino superior e pela qualidade dos estudantes que tem captado, reúne as todas condições para manter o nível de excelência dos profissionais formados na FMUP. Em setembro de 2026 arranca a Licenciatura em Ciências da Saúde Pública, em parceria com o ICBAS e em cooperação com o ISPUP, alargando ainda mais a relevância e a responsabilidade da FMUP na formação científica em saúde. O Conselho Pedagógico tem a responsabilidade de garantir que estudantes e docentes dispõem das melhores condições para o ensino e aprendizagem. Enquanto órgão paritário, no qual os estudantes têm o mesmo número de representantes que os docentes, o Conselho Pedagógico está numa posição privilegiada para identificar precocemente os desafios e as dificuldades emergentes na formação. Alguns desses desafios são inerentes a uma instituição como a FMUP, desde logo o equilíbrio entre as missões de ensino, de investigação e assistencial. É essencial, porém, olhar para estes desafios como oportunidades únicas. É precisamente da interação entre uma pedagogia de excelência, uma investigação de topo e uma atividade assistencial de elevada qualidade que cada um destes três eixos sai reforçado e potenciado.
Em 2026 vivemos tempos de mudança profunda a nível científico, médico e societal. Diz-se, com razão, que quem não utilizar a inteligência artificial será substituído por quem a utiliza. Mais importante é perceber que quem se limitar a utilizar a inteligência artificial sem sentido crítico acabará por ser substituído na íntegra por ela. É, por isso, tempo de refletir, de agir e de preparar o futuro. Compreender quais serão as competências essenciais de um médico e de um profissional biomédico em 2030 ou 2040 é determinante para a forma como hoje ensinamos os nossos estudantes. Competências como o espírito crítico, o raciocínio clínico, a comunicação, a empatia e a capacidade de decisão em contextos de incerteza serão cada vez mais o que distingue os melhores profissionais, e devem por isso ocupar um lugar importante na formação. Em simultâneo é fundamental garantir que a inteligência artificial não é vista como inimiga da pedagogia, mas sim uma aliada na construção de melhores formas de ensinar e de aprender.
Como Presidente do Conselho Pedagógico, tenho o privilégio de estar acompanhado por fantásticos docentes, eleitos para o mandato 2026-2030, e por extraordinários estudantes, eleitos para o mandato 2026-2028. Num contexto de rápida transformação científica, tecnológica e pedagógica do ensino médico, pretendemos que o Conselho Pedagógico assuma um papel ativo na reflexão estratégica, na melhoria contínua do ensino e na promoção de uma verdadeira comunidade académica. Acreditamos que este papel vai muito para além deste órgão de gestão: depende de uma comunidade académica dinâmica, disponível para contribuir para esta reflexão e para o desafiante processo de melhoria contínua que a FMUP enfrentará nos próximos anos.
Acredito que a FMUP reúne todas as condições para se afirmar, cada vez mais, como referência nacional e internacional de uma pedagogia de excelência. Esse caminho faz-se com rigor, com ambição e, sobretudo, com as pessoas: com os docentes e os estudantes que, todos os dias, fazem do ensino de excelência uma missão. Contamos com o contributo de todos!
João Sérgio Neves Presidente do Conselho Pedagógico
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Microbiota materna revela saúde de mães e recém-nascidos |
A microbiota materna poderá funcionar como biomarcador precoce de risco cardiometabólico nos filhos, mas também como uma “janela crítica” para intervenções nutricionais com impacto ao longo de gerações.
“Esta investigação demonstrou o envolvimento do eixo microbiota oral–intestinal–coração nas adaptações fisiológicas da gravidez e no período pós-parto”, explica Juliana Morais, investigadora da FMUP, sublinhando a interação entre um conjunto de bactérias e alterações que ocorrem a nível cardíaco.
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Estudo associa falta de vitaminas A e C a sintomas de PHDA |
Uma menor ingestão de nutrientes com propriedades antioxidantes e de gorduras saudáveis pode estar associada a sintomas comportamentais em crianças com Perturbação da Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA). A conclusão resulta de um estudo desenvolvido na FMUP e publicado na European Child & Adolescent Psychiatry. A equipa, liderada pela investigadora Joana Ferreira Gomes, acompanhou 76 crianças, entre os seis e os dez anos, com diagnóstico de PHDA, previamente recrutadas no âmbito do projeto M2CHILD.
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FMUP celebrou graduação e encerrou as comemorações do Bicentenário |
A Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) assinalou, no passado dia 25 de junho, o Dia da Graduação 2026 – Pós-Graduação, cerimónia que distinguiu publicamente os novos mestres, doutores e professores agregados dos últimos dois anos. Realizado na Aula Magna, o evento assinalou uma etapa marcante do percurso académico e científico de estudantes e docentes e coincidiu com as comemorações do 201.º aniversário do ensino médico no Porto.
“Esta cerimónia assinala o 201.º aniversário desde a fundação da então designada Régia Escola de Cirurgia do Porto”, afirmou Altamiro da Costa Pereira. O diretor da FMUP destacou que a iniciativa celebra os resultados da instituição no ensino pós-graduado, uma área que tem vindo a assumir uma relevância crescente na Faculdade.
Na sua primeira intervenção pública após a tomada de posse, o Reitor da Universidade do Porto, Pedro Nuno Teixeira, sublinhou a importância do ensino enquanto missão central da universidade.
“Para a Universidade do Porto, é muito importante que o ensino esteja ancorado à investigação e, ao celebrarmos os novos mestres, doutores e professores agregados da FMUP, estamos a realçar essa articulação próxima, tão essencial para a qualidade do ensino”.
As celebrações prolongaram-se até à noite com o espetáculo “Médicos na Ópera – Do século XVIII ao século XX”, que assinalou o encerramento oficial das comemorações do Bicentenário da FMUP.
Apresentado no Auditório do CIM, o espetáculo cruzou música e medicina através da interpretação de quatro árias de óperas do século XIX, da autoria de Gaetano Donizetti, Giuseppe Verdi, Jacques Offenbach e Camille Saint-Saëns, cujos enredos e personagens mantêm uma ligação à medicina.
O programa incluiu a composição inédita Suíte “Asclépio”, de Luís Caldas Figueira, professor da FMUP. A direção musical esteve a cargo do maestro José Ferreira Lobo, diretor artístico da Ópera na Academia e na Cidade (OAC).
O concerto encerrou um programa comemorativo iniciado em 2025, que reuniu múltiplas iniciativas científicas, culturais e artísticas, envolvendo a comunidade académica e aproximando a FMUP da sociedade.
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Audição pública da candidatura ao cargo de Diretor da FMUP |
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FMUP reconhece o legado dos seus colaboradores aposentados |
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Teatro Anatómico recebe peça de teatro “Dr. Frankenstein” |
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Centro de Bioética da FMUP festejou 30 anos ao serviço da saúde |
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FMUP NOS MEDIA |
– A investigação liderada pelo cardiologista Ricardo Fontes-Carvalho, que revela um marcador frequentemente ignorado do risco de enfarte, foi destaque no Jornal de Notícias.
– A psicóloga e docente da FMUP Maria João Alves foi ouvida pelo Público para um artigo sobre o registo de mortes em contexto de violência doméstica.
– O programa “90 segundos de Ciência”, da Antena 1, contou com a participação dos docente da FMUP Carla Sá Couto, Ricardo Dinis, Teresa Magalhães e Vítor Lopes.
– A Agência Lusa destacou as conclusões do estudo coordenado pela investigadora Joana Ferreira Gomes, que associa o défice de vitaminas A e C a mais sintomas de hiperatividade e desatenção.
– O Observador noticiou um estudo liderado pela neonatologista Sandra Costa, que evidencia os benefícios dos cuidados pele com pele em bebés prematuros.
– “Sono de má qualidade amplifica perceção que se tem da dor crónica” é o título de um artigo do Jornal de Notícias sobre um estudo desenvolvido pelos professores Daniel Pozza, Isaura Tavares e Bento Alves.
– António Sarmento, Paulo Santos e Vítor Lopes, docentes da FMUP, participaram em três artigos de fact-checking sobre saúde, publicados na SIC Notícias e no Viral.
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Edição: Unidade de Gestão de Comunicação - FMUP | Redação: Olga Magalhães, Daniel Dias, Cláudia Azevedo | Infografia e Imagem: Bárbara Mota, Miguel Alves e Hugo Silva | Produção: Pedro Sacadura
A equipa editorial da FMUP reserva-se o direito de selecionar os conteúdos informativos Sugestões e pedidos de inserção/remoção da mailing list para comunicacao@med.up.pt
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