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Nº #72  Set 2026
 
 
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Faculdade de Medicina
da Universidade do Porto
 
 
Representar, ouvir e agir

Existem lugares que são feitos de paredes, de corredores, de salas de aula e de rotinas. E há lugares que se constroem, sobretudo, a partir dos encontros que proporcionam, do conhecimento que partilham e das histórias que, todos os dias, lhes dão sentido. A FMUP é um desses lugares. Há precisamente 28 anos, quando aqui entrei, apercebi-me desde logo de que seria um enorme prazer e orgulho trabalhar numa instituição com este nome. Desde esse primeiro dia, sempre dei tudo o que tinha em benefício da nossa missão e do bom nome da FMUP, construindo um percurso de dedicação contínua à nossa comunidade académica.


Esta é uma comunidade onde diferentes saberes, experiências e percursos se cruzam, contribuindo para uma missão que ultrapassa o presente e nos transporta, permanentemente, para o futuro. Um espaço onde cada pessoa, no seu papel e na singularidade do seu percurso, acrescenta valor ao todo. Pela minha longa experiência e por conhecer tão bem os cantos da casa, senti que, nesta fase do meu percurso institucional, ainda poderia contribuir muito mais para o crescimento desta Faculdade. Ao longo destes anos, fui, de forma discreta, analisando, observando e compreendendo as suas dinâmicas, até sentir que estava na hora de enfrentar este desafio. Daí nasceu a minha candidatura ao Conselho de Representantes, e estou profundamente grata por ter recebido um voto de confiança tão expressivo dos meus colegas técnicos.


O futuro que temos pela frente será, certamente, desafiante. Mas a mudança não deve ser encarada apenas como algo a que é necessário adaptar-nos. Pode ser, também, uma oportunidade para repensar a forma como trabalhamos, como nos relacionamos e como queremos continuar a construir este caminho comum. Foi neste contexto que encontrei o fio condutor para esta nova etapa e para o caminho que desejo percorrer: representar, ouvir e agir.


Representar é, antes de mais, estar. Estar disponível, estar próxima, conhecer diferentes realidades e compreender que cada percurso profissional é também feito de expectativas, inquietações, conquistas e desafios que merecem ser reconhecidos. Ouvir talvez seja a parte mais essencial de todas. Ouvir verdadeiramente implica dar tempo ao outro, acolher diferentes perspetivas e reconhecer que não existe uma única forma de olhar para a realidade. É na escuta, no diálogo e na partilha que, muitas vezes, encontramos aquilo que, individualmente, não conseguiríamos alcançar.


Agir nasce dessa proximidade. Da vontade de transformar uma ideia em caminho, uma preocupação em reflexão, uma possibilidade em oportunidade. Nem sempre será possível encontrar respostas imediatas, mas importa não deixar de procurar, de questionar e de construir. Num tempo de mudança e transformação, importa manter um olhar atento ao que emerge, sem perder de vista o caminho já percorrido. É nesse equilíbrio entre a minha experiência de quase três décadas e a necessária renovação que vejo uma oportunidade para a FMUP continuar a crescer e a afirmar-se no futuro.


Susana Castro
Representante dos Técnicos
Conselho de Representantes da FMUP



 
 
 
 
Investigadores da FMUP alertam para perfil de risco de demência
Ter mais de 76 anos, demonstrar apatia e olhar sistematicamente para um familiar ou cuidador durante a consulta são alguns dos sinais de alerta de doença neurodegenerativa, como a doença de Alzheimer.

Um estudo coordenado por Rui Araújo, professor da FMUP, e publicado na revista científica Sinapse, da Sociedade Portuguesa de Neurologia, chama a atenção para um conjunto de queixas cognitivas suspeitas e não explicáveis pela idade.


 
 
Inteligência artificial ajuda a prevenir cegueira provocada por glaucoma
Um novo estudo que contou com a participação de João Barbosa Breda, professor da FMUP, demonstra que é possível prever a evolução futura do glaucoma a partir de uma simples fotografia do olho tirada na primeira consulta.

A equipa internacional de investigadores criou esta tecnologia baseada em inteligência artificial para detetar precocemente quais os doentes com glaucoma que correm maior risco de perda de visão no futuro.


 
 
 
FMUP lidera top das notas de ingresso ao Ensino Superior na área da Saúde

A FMUP voltou a registar as notas de acesso mais altas na área da Saúde, no âmbito do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026.


A nota mínima para ingressar no Mestrado Integrado em Medicina foi de 18,67 valores. Este foi o resultado mais alto apresentado por qualquer um dos nove cursos públicos de Medicina existentes atualmente em Portugal.


Para entrar na Licenciatura em Saúde Digital e Inovação Biomédica foi necessário apresentar uma nota superior a 17,95. A seguir aos cursos de Medicina, a Saúde Digital e Inovação Biomédica regista a nota de acesso mais elevada entre todos os cursos da área da Saúde.  


Já a nova Licenciatura em Ciências da Saúde Pública teve como nota de entrada 16,4 valores e posicionou-se como a licenciatura na área da Saúde Pública com a melhor nota de acesso. 


Liderando o ranking dos cursos da área da saúde mais procurados pelos estudantes portugueses, a FMUP encara estes resultados com entusiasmo e reafirma a sua determinação em prosseguir a sua estratégia e a sua missão.  


“Temos novamente o privilégio de receber uma nova e promissora geração de estudantes que escolheu frequentar a FMUP. No seu conjunto, estas centenas de jovens reúnem as capacidades e o potencial necessários para contribuir de forma determinante para a transformação da Saúde, em Portugal e no mundo”, salienta o diretor da FMUP, Altamiro da Costa Pereira, que deseja aos novos ingressados “uma experiência académica enriquecedora, feliz e motivadora”.    


Recorde-se que as notas mínimas de acesso ao Ensino Superior resultam da relação entre a oferta de vagas e a procura por parte dos candidatos. A FMUP disponibilizou 245 vagas para o Mestrado Integrado em Medicina, 35 vagas para a Licenciatura em Saúde Digital e Inovação Biomédica e 38 vagas para a Licenciatura em Ciências da Saúde Pública na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso.



 
 
 
 
FMUP e Município do Porto formam comunidade para salvar corações


 
 
Estudantes entram no Ciclo Clínico com juramento da Minerva


 
 
FMUP recebeu novos caloiros de Medicina, SauD InoB e Saúde Pública


 
 
Legado de Abel Salazar em exposição na Fundação Eng. António de Almeida


 
 
FMUP NOS MEDIA

– As elevadas notas de ingresso na FMUP foram notícia em vários órgãos de comunicação social, com reportagens na RTP, SIC, TVI e no Jornal de Notícias.


– Leonor Lopes, uma das novas estudantes de Medicina com apenas 15 anos e uma média de 19,6 valores, contou a sua história à RTP, à SIC e ao Jornal de Notícias.


– O estudo coordenado pelo médico Rui Araújo, que identifica um perfil de risco associado a sinais como apatia, esquecimentos repetidos e perda de autonomia, foi notícia no Público e no Expresso.


– Um estudo português, que tem como primeiro autor Daniel Martins, investigador da FMUP, permitiu criar o primeiro mapa integrado da histamina no cérebro humano. O trabalho foi destacado pelo Público.


– O médico João Barbosa Breda participou no desenvolvimento de uma tecnologia baseada em inteligência artificial para prevenir a cegueira provocada pelo glaucoma, tema abordado pela Rádio Renascença.


– O estudo desenvolvido por Cristina Santos, professora da FMUP, sobre os cuidadores informais de gatos de rua foi destaque no Jornal de Notícias.


– A investigadora Cristina Jácome falou à Agência Lusa sobre um estudo que demonstra o potencial de combinação entre smartphone e inteligência artificial na deteção de doenças respiratórias em crianças.


– O programa “90 segundos de Ciência”, da Antena 1, contou com a participação de Francisco Vasques Nóvoa, docente e investigador da FMUP.


– Nuno Vale, diretor do Centro Pluridisciplinar de Medicina Personalizada da FMUP, prestou declarações à CNN Portugal numa reportagem sobre o potencial das vacinas de mRNA no tratamento e prevenção de várias doenças.


– O Observador deu destaque aos resultados de um estudo da FMUP sobre a utilização da telemedicina em Portugal, com declarações de Daniel Beirão, médico e primeiro autor do trabalho.


– João Pedro Ferreira, investigador da FMUP, falou ao Viral sobre um estudo que sugere a substituição da carne vermelha por alternativas de origem vegetal como estratégia para reduzir o risco cardiovascular.


– A eleição de Roberto Roncon para o cargo de diretor da FMUP, ocorrida em julho, foi noticiada pelo Público.


– Os docentes João Bernardes, Paulo Santos e Rosa Villares participaram em três artigos de fact-checking sobre temas de saúde publicados pelo Viral.


– “A Cirurgia Torácica vai muito além do cancro do pulmão” é o título da entrevista de Sara Lopes, atualmente a frequentar o Programa Doutoral em Ciências Cardiovasculares e Respiratórias da FMUP, publicada na Revista Spot.



 
 
 
 
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